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sexta-feira, 7 de julho de 2017

ESCRITORA E POETISA SONINHA SON Sonia Gonçalves COMENTA O AFORISMO 11 /**AFORISMO 11/ALÉM DO LOTE VAGO E TERRENOS BALDIOS**/


Ai que lindo, Manu... Texto super bem trabalhado poeticamente falando... Uma odisséia super proseada nos céus dos Olimpo. Muito muito lindo, Manu. Não vou me alongar, pois nem tenho palavras para elogiar seu trabalho... Grata pela postagem; linda demais essa inspiração. Foto-arte maravilhosa também... Bjos


Sonia Gonçalves


A minha intenção, Soninha Son, desde a eternidade à eternidade fora, é, será "escrever obras" e não apenas garatujar letras. Estou cumprindo a missão que escolhi e fora escolhido.
Beijos nossos!


#AFORISMO 11/ALÉM DO LOTE VAGO E TERRENOS BALDIOS#
GRAÇA FONTIS: PINTURA
Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Vomito finalmente o mito repelente, o mito indecente e indecoroso, o mito refutável e descartável, o mito dogmático e preceituoso: admito ser gente, con-sinto em ser humano, estar à mercê do tempo, estar sujeito a trans-formações, estar sujeito a ser o outro de mim, envolvido em todos os princípios e verdades do final.
Três horas da madrugada: reclamam as asas da alma espaço para voarem além do corpo e do catre, além do bairro e da praça, além do chapadão e dos córregos, além do lote vago e terrenos baldios, quer a alma excitada voar além da cidade, além das florestas silvestres, apesar dos morangos e pêssegos deliciosos e apetitosos, que tanto aprecio, além dos mares que se perdem no infinito, confundem-se com as nuvens brancas e azuis, deixam olhos extasiados e voluptuosos de prazer com a beleza e magia do uni-verso, universo que des-lumbra o barroco de sua apoteose, o aforismo de seu renascimento das cinzas e bíguas glórias que a-lumbram o expressionismo dos sofrimentos e dores da alma, vice-versa-lumbram o realismo dos pensamentos e idéias no per-curso do tempo e de suas contradições, suas tragédias homéricas e ulisseanas.


Pois que voe a desalmada, voe mais que águia, deixando o corpo em soluços, dissolvido sonrisal, alka-seltzer num copo de solidão. Sempre uma dose de angústia sobre o acrílico do medo no Pôr do Sol da periferia onde, amargo, me exilo, penso e sinto o que me convém, o que está de acordo com a minha alma e ser, as saudades indescritíveis e indizíveis de minha querida Pitibiriba se me anunciam todas, sou todo saudades, sou todo ouvidos dos sibilos do vento, sinto-me sendo o outro de mim, e mando o resto para a “tonga-da-mironga-do-cabuletê” ou pentear macaco no pálido crepúsculo das montanhas... ou cantar coquinhos no anoitecer de chuva fina e contínua.


Sonho que vai, sonho por que vem atraindo o toque de ser tocado, acariciado, sonho das belezas das profundezas espirituais, das buscas profundas de felicidade e alegria; dormindo, sonhando, sonho das realezas das perfeitas cordiais de sentir, de tocar, imanizar e curtir sem ser curtido. Sonho que leva tudo que corre no tempo, no espaço, nos traços entre-volados e opacos sem corrigir. Sonho de sonhar sem sentir, de interpretar, de impor, de ver e saber aquilo...


Oh, bela terra não pode ser ingrata nem julgar suas costas cansadas inda jovem, nem fugir a paz ser sensata, volver com príncipes milharais e no arroz as espigas em ouro lhe envolvendo e o café... Oh, bela terra que acendeia em terra própria vida de matéria viva, imagem de sonho, eros oníricos...


Oh, solo trincado pelos raios do sol, por entre o matagal virgem resplandece.


(**RIO DE JANEIRO**, 05 DE JULHO DE 2017)


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