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sábado, 15 de julho de 2017

#AFORISMO 40/... BALADA 61 DAS IDADES-IPSE DO MORRER# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Epígrafe:


"Vislumbres do passado perpetuam-se no ontem, aquando centelhas de verdade presentifica-se na sede de liberdade." (Graça Fontis)


I ATO - PRE-LUDIO


Bordas do in-audito
Os sentidos estão envolvidos
Em produzir o conhecimento;


Ontens de só vislumbrar a distância,
Pretéritos de só re-fletir o olvidado
Longínquo - a vida onde está?
O ec-sistir onde habita?
Luzes nos recônditos da alma,
Sombras no âmago dos pensamentos,
Brumas na orla das idéias,
Esperança, sonhos, desejos, utopias
Horizontes acolá, alhures
Baldios os terrenos do além
Vagos os lotes do in-finito,
Vazias margens do aqui e agora.


II ATO


Hoje!


A vida aberta às trans-cendências de mistérios... travessias do aquém às arribas para tripudiar os medos do desconhecido, de confins aos limbos para se esconder nas sombras da morte do in-audito, obnubilar no lusco-fusco de outras terras do bem-virá, foram-se perdendo, foram-se dissolvendo, foram-se nadificando, cumprindo os resgastes, pensando o pensamento que pensa os vestígios, resquícios, projetando-os ao há-de vir, há-de ser, há de pres-ent-ificar os ideais do perpétuo.


Então?... Con-sentir o re-nascer, esquecer o que foi apreendido, assimilado, aprendido, vivenciado, experienciado como pedra angular da lei do menor esforço o não-ser, inda garantir a sub-vivência no presente, aprendendo novas lições, lições da verdade de que se é, mesmo que sejam os estrumes perfeitos e absolutos, os valores, valores supremos da liberdade.


O pensando o pensamento de pensar a liberdade é trans-cender a contingência na sua frincha de abertura para os passos nas sendas e veredas do ec-sistir pleno, não andar em brancas nuvens, rodeando o cogito, o nada da vida, o efêmero de estar-no-mundo, o vazio de ser-no-mundo, são luzes nas trevas. Estar diante da vida, estar frente a frente com a frincha do ek-sistir, é tirar as algemas e correntes do que se desejou no pretérito, de que a sentiu carência do arbítrio do verbo ser, e ser localizado na alameda por onde trilha à busca dos ipseidos do arbítrio livre da noite, da carne e ossos, cinzas pretéritas nos in-finitivos de todos os gerúndios e particípios.


III ATO - PRÓ-LUDIO


Hoje...


Passos na areia da praia,
Ondas tocando os pés,
O olhar vislumbrando os raios
Amenos do sol sob a superfície das ondas...
No topo de um morro, no crepúsculo,
Con-templando o pôr-do-sol,
Amando o ente íntimo, a amada,
As companheiras cadelinhas Jana e Paloma...


Esperanças comendo com o espírito os sonhos
Utopias seivando com os sentimentos do eterno
Esperanças criam passos,
Sonhos criam traços
Desejos criam as metafísicas do ad-vir,
Vontades re-criam da liberdade
Glórias e luzes, da verdade,
O in-olvidável, o in-audito e o silêncio.


Centelhas de verbos sarapalhando, sarapalha-versejando, sarapalha-versificando vestígios, restícios das trevas pretéritas do não ser à luz diáfana pro-jectada ao eterno, não apenas e exclusivamente em nome e perpetuidade do paraíso onde todos os perfumes da natureza em uníssono exalam a perfeição da felicidade, glória e júbilo de realizações de sonhos e querências dos its-tícios das águas sublimes do rio de cócitos líquidos e moleculares do finito sem o destino do mar, retiradas as docas, as ondas fluem tranquilas e pacíficas.


Sarapalho idéias, sarapalho ideais nas conjunturas da angústia, sarapalho vazios e nadas em nome do pensar que vestigia os pensamentos. Ontem será outro verbo de ser no castiçal das intemporalidades e a-temporalidades, inver-a-tempos, no canto da janela fora do espaço íntimo, buscando o flectivo do espelho ad-jacente ao seu ser atrás de amor pelas idades-ipses do morrer, retornar do que jamais fora idealizado.


Centelhas de letras silenciosas re-presentando pensamentos que se constituem de observações das galhas de árvores cujas folhas são balançadas pelo vento, configurando as artes para que a verdade não mate a vida, não extingua as visões de outras colinas e picos na extensão dos vales, dos oceanos, per-formando os sentimentos e emoções dos instantes-limites que lançam o des-afio de decisões da náusea ao bem-estar, do nada ao etern-escer, pre-figurando o que há-de ser a pitibiriba das realizações, abrindo as asas para o in-fin-itivo de outras realidades... correndo contra os ventos...


(**RIO DE JANEIRO**, 15 DE JULHO DE 2017)


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