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Mostrando postagens de Janeiro, 2016

*SAUDADE* - Manoel Ferreira

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No clímax da saudade Há dor a vencer Há sofrimento a suprassumir Há dúvidas e muito desejar Há o que não sei dizer, Há o que não sei expressar, Há o que não sei falar. No clímax da saudade Alegria não há, Prazer não há, Felicidade não há Não há sequer Miríades de ínfimas alegrias. Não há pecados, nem recados No clímax da saudade Longínqua, Num lugar que não há, Sem distância se estendendo, Se esconde a razão da saudade Em espaços não conhecidos, sabidos.


Manoel Ferreira Neto. (31 de janeiro de 2016)

*AUSÊNCIA FRIA* - Manoel Ferreira

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E quem me espera? Me aproxima, a rua Me con-duz, o portão. Me orienta, a rampa Me segue a trilha, o alpendre Me recebe, a solidão.


E quem me espera? Senão a sala quieta, Senão a mesa vazia, Senão o quarto às escuras, Senão a cama sozinha, Senão a janela fechada.


E quem me espera? É a face ausente É o olhar perdido É o coração com batidas lentas No adeus de mais um dia.


Manoel Ferreira Neto.

*AMADA AMANTE* - Manoel Ferreira

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Mate-me... Com a paixão de um abraço, Com a violência de um beijo E per-corra meu as curvas de meu corpo Para se refugiar, esconder-se, exilar-se. Não como um hediondo assassina, Mas sendo amante como menina, Na emoção de um hino, No sentimento de uma sinfonia, No tesão de uma ópera, Me faz amor Com a alma de uma carícia forte, Com o espírito de uma ternura estonteante, Com o instinto de um carinho desmesurado, Des-arma-me todo E sem razão, motivo, explicação, Num barco de pirata Leve-me para sempre.


Manoel Ferreira Neto. (31 de janeiro de 2016)

*SE... ALMA DA VIDA* - Manoel Ferreira

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Se no horizonte Brilha o sonho dos desejos, Êxtase da carne, volúpia do gozo, No verbo do prazer O corpo dança o fado do Ser Amor, Carinho, Entrega, Ternura...


Se no uni-verso Cintila a luz das esperanças, Querência do absoluto, clímax do divino, No verbo lúdico dos sentidos Sentimentos do eterno espírito do amor Esplendem de carícias, toques A sensibilidade da alma - Carente de finitos e in-fin-itudes - Alegria, Felicidade, Amor de sonhos do Verbo...


Son Dos Poemas Entrevista Manoel Ferreira

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Entrevista Com Manoel Ferreira
@@ Sonia Son Dos Poem Gonçalves @@
1_________ Você ajudou a criar a tão famosa hoje Academia  Virtual de Letras, eu nem saberia se a presidente Ivoneide  não tivesse me contado e você me confirmado... Merece ficar registrado su apassage m pela AVL , você saiu de boa, não é inimigo de ninguém?

## Manoel Ferreira Neto ## - Não sou inimigo de ninguém não. No métier da intelectualidade, os meus inimigos congênitos são da Imprensa,  odeio a Imprensa e seus diretores de tabloides. Já proibi qualquer manifestação em  jornais  com o meu nome. Não pode sair nem uma foto em colunas sociais.
@@ Sonia Son Dos Poem Gonçalves @@ 2_________Manoel Ferreira já sabemos que não é adepto da imprensa e por que esse asco e aversão aos jornalistas?
## Manoel Ferreira Neto ## - Porque  são verdadeiros cretinos. Não estão interessados em jornalismo sério e verdadeiro. Querem apenas os patrocínios,  guardarem no bolso para tomarem whisky importado nos restaurantes,  almoços ou …

*VERBOS DE SÍNTESE E ESPERANÇA* - Manoel Ferreira

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Ora, tenho o verbo-sonho Que se projeta no tempo Re-vela-se imagem-verbo Da Vida e do Ser, Ora, tenho o desejo-esperança Que se lança nos horizontes Re-vela-se esperança-amor Do Absoluto e do Eterno Ora tenho a amante-felicidade Que mergulha nos desejos de êxtase e volúpia, Cheia de sol dourado, cheia de estrelas cintilantes, Re-vela-se felicidade-encontro Do Prazer e da Alegria, Ora, tenho a senhora-vontade Da Verdade e do Divino, Que se mantém como a mansidão das buscas Pela fé Que se re-vela verdade-[da]-vontade De ser instantes da eternidade Ora, tenho a vida Que deseja, quer, sonha, espera Ora, tenho o símbolo Do Homem e a Vida Que, em síntese,

*TEMPO* - Manoel Ferreira

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São todos os sítios, São todos os olhares, São todos os sonhos, São todas as utopias, São todos os desejos, São todas as esperanças, São todas as vozes, São todos os silêncios, São todas as solidões Persigo a multidão. São todos os desenganos, São todos os erros, São todas as ilusões, São todos os fracassos. São todas as vitórias, São todas as decepções, São todas as glórias, São todas as desilusões, São todas as faces iguais, São todas as horas sem paz, São todos os humanos indo E vindo na multisolidão. São chaves erradas, São lágrimas vertentes,