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Mostrando postagens de Abril, 2018

#AFORISMO 719/ÁGUAS DO SONETO-IMERSO# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/ARTE ILUSTRATIVA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO

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Nunca silencio as palavras que brotam
Nos instantes de angústias e tristezas
Viro-me e re-viro-me para tecer sutilezas
Das utopias e aspirações de verdades que desabrocham.
Nunca penso o enigmático enigma da noite
Re-fletida no espelho do desejo nítido e nulo da aurora
Límpida e cristalina que enobrece a flora
E marulho no marulhar do vento e brisa vertente.
Sinto as metáforas invisíveis da solidão
No regaço da alma grávida de sonhos indizíveis
Perpassando de po-esias os espaços e universos
De carismas sensitivos de esplendores invisíveis,
Velejo introspectivo e circunspecto na amplidão
Perscrutando no longínquo as águas do soneto-imerso.
(**RIO DE JANEIRO**, 30 DE ABRIL DE 2018)

ANA JÚLIA MACHADO ESCRITORA POETISA E CRÍTICA LITERÁRIA ENSAIA O AFORISMO /**PERGUNTAS ANTES DE QUAISQUER PERGUNTAS**/

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Neste aforismo do escritor Manoel Ferreira, aparenta ser fácil, mas quer dizer algo com estas interrogações… mas uma forma inteligente de as fazer…no fundo interroga e dá resposta, uma forma inteligente de questionar.. o que maior parte do ser não o sabe fazer…

Albert Einstein, Alvin Toffler, Frederic Nietzsche e tantos outros persistiram em asseverar que a interrogação é mais relevante que a contestação. Einstein atestava que, se lhe fosse anuído 60 minutos para decidir um problema, passaria 55 deles desenvolvendo a interrogação correcta e meramente 5 minutos arriscando respondê-la. Toffler já verbalizava que uma réplica correcta para uma interrogação falhada vale menos que uma interrogação verdadeira com a réplica falhada. Para Nietzsche, o filósofo é antes de tudo explosão, uma horripilante bomba que coloca em risco o mundo completo. Filosofias à parte, saber questionar é possuir a decifração real para desfechar os acessos da erudição, destruir padrões e meramente prosperar e desenv…

#AFORISMO 718/ LOUCO SONHO DE ENSANDECIDO# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/ARTE ILUSTRATIVA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO

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Sonho, sonhando sonhar, Instantes, momentos de harmonia, sincronia, Sonhar, sonhando, sonho Nada, eterizado no imperfeito subjuntivo do pretérito, Tempo, desembocado no infinitivo verbo da alma, Verdade, efemerizada no particípio do espírito, Quimera, nadificada nas ipseidades do fátuo destino, Vazio, desalmado nas facticidades do éter etéreo, Angústia, destilada nos recônditos das in-verdades, Tristezas, perpassadas de verborréias incólumes do eterno Às vésperas de ser romanticamente moldado De pectivas de pensamentos, Abismos inconscientes das dialécticas genitivas, Sublimados às trevas de grutas e cavernas do vale desconhecido, Loucura, consumada no desvario da psique animada de volúpias, Medo da cor-agem, "finitivada" nas intempéries do ser e não-ser, Cor-agem, sentida medo da alma engolfando-se em si mesma, Sono de dormitar as defectivas inspirações do pleno Onde residem as misericórdias trágicas do limite, Morrer a morte ad-versada de d

#AFORISMO 716/CASA-GRAÇA-DO-SER# - PINTURA: GRAÇA FONTIS/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO

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Que há para além do sonhar? Não está em mim sabê-lo, mas na Vida. Que há para aquém das quimeras? Não está em mim filosofar, Mas no Ser contingenciar.

Assim o nada sagra quando finda porque o que é, só é o não ainda. Hoje não sou eu nunca por inteiro e há sempre no que faço um intervalo, No que falo um hiato, No que digo reticências.

A língua retorna, De uma ampl-itude retórica, Para a concisão e a força da linguagem Do sentimento... Tomado por impulso poderoso Que faz-me sentir chamado a um alto dever, Jamais antes rea-lizado.

#LINGUAGEM E ESTÉTICA NOS ROMANCES DE VIRGÍLIO FERREIRA# - Manoel Ferreira Neto: ENSAIO XII PARTE.....................

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O ceifeiro rebelde – representante autorizado do narrador e do autor – como um herói intelectual iluminista, tem o saber libertador e quer, ‘generosamente’, doá-lo ao povo que vive na ignorância, vítima da ideologia imposta pela classe dominante. Nunca passa pela cabeça deles que este povo também tem o seu saber, que ele também tem o que ensinar, que na sua cultura também existem germes libertários.

Podemos ver isto claramente no modo como o narrador trata a linguagem – parte essencial e principal forma de expressão de uma cultura – dos seus personagens. Pensemos, primeiramente, na linguagem do próprio narrador. Trata-se de uma linguagem direta, objetiva. Busca-se descrever a realidade exterior de uma forma fiel. Este modo de ler/descrever a realidade mostra-nos a realidade opressiva em que vivem os pobres. Por trás da linguagem aparentemente objetiva do narrador podemos, entretanto, sentir seu olhar comovido. Isto, evidentemente, não é negativo, não compromete de forma alguma a obra. …