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#ITAPUAÇU: ONDAS, MARÉS E ARTE# - GRAÇA FONTIS: FOTO/Manoel Ferreira Neto: PROSA POÉTICA

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Minas não há mais, E agora? Nas ondas do mar Des-aprendi a linguagem Com que o passado se comunica, Melancolias, nostalgias comungam-se. Meu coração cresce Entre a praia e as marés Oh, vida presente, Ausculto as águas inundando A criação de outras auroras!

Solen-itudes, Serenidades Solenes Sublim-itudes, sublim-idades Sublimes.

Assim caminhará a mineiridade ao longo do tempo, pretéritos e presentes são melancólicos outroras, a nostalgia do futuro são as pérolas da eternidade, representadas pelo sublime do desejo, humildade da razão, simplicidade da esperança.

#ITAPUAÇU: IN-FINITO DO HORIZONTE PARACLITIZADO DE LIBERDADE# - GRAÇA FONTIS: FOTO/Manoel Ferreira Neto: PROSA

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Morte... Devaneios... Ideais...

Tudo passa rápido Os peixes devoram, A memória apaga Minas não há mais, E agora? Oh, solidão do boi no campo! Na areia da praia, As palavras do mar São utopias do Ser profundo.

Cinzas do tempo. Re-nascimento. Outrora de pretéritos perenes con-solidando de semântica dos ideais de perfeição, essência da plen-itude, circuns-crevendo de utopias idéias e pensamentos, cujas linguísticas con-ting-entes eram do silêncio a indiferença com as náuseas, endossando de significantes apocalípticos dos sonhos de imortalidade, eidética da sublim-itude, pers-crevendo de epígrafes versáteis e versejantes, cujas metáforas do além e confins eram da solidão, a katharsis do efêmero em cujo berço das volúpias voláteis dormia o sono da inconsciência desejando o manifesto dos mistérios nos cofres dos séculos guardados, acumulados. A sabedora não é acúmulo de conhecimentos. A vida circun-vagando, pervagando no tempo, nas trevas e crepúsculo do nada que renunciava, rejeitava prepotente e…

#ITAPUAÇU: MAR DOMINICAL DE MARÉ ALTA# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: PROSA

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Glória... Esquecimento... Memórias...

Silêncio que dá origem à palavra não são vazio e ausência, sim plen-itude e presença.

Minas não há mais, e agora? Com o tempo a esperança E seus maquinismos, Os "S" sibilados E seus ritmos de sonho. A feira domingueira de desejos na Praça do Fórum expunha seus tristes tesouros. Papéis de circunstâncias. O mar dominical de maré alta, Itapuaçu, Permite o esquecimento, tranquilidade É puro, imenso, autêntico, indevassável

#ALDEIA DE LÁGRIMA DOS INSANOS# - III TOMO #UTOPIA DO ASNO NO SERTÃO MINEIRO# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: ROMANCE

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CAPÍTULO X - PARTE II

Durante a conversa delas, Ratto Neves não abriu a boca. Silêncio sepulcral. Contaram tantas coisas esdrúxulas da vida alheia que não podia nem abrir a boca que haveria réplica: “Escuta só o resto... É do balacobaco”. Mas por todo o tempo que estiveram na Fazenda dos Ímpios não trocara palavra. Coisa mais ridícula da parte dele! Não conversar com as pessoas. Tinha aprendido com Fomá Fomitch? Ele é que se recusou a comer a comida árabe dos amigos.

Não se pode entender isto como espelho de todas as conversas dos presentes ao aniversário de Teóforo Ímpio; havia mulheres discutindo o verdadeiro papel delas na sociedade lacrimense dos insanos, as posturas religiosas e cristãs da comunidade. Havia conversas de alto nível na Fazenda dos Ímpios.

- Você foi criado por asnos ou por gente, Ratto Neves.

- Não tinha nada para dizer. Fiquei calado. Disse a mim mesmo o que estava desejando dizer a todos os homens da face da terra.

- Isto é falta de educação.

Não era por falta de ed…

#ALDEIA DE LÁGRIMA DOS INSANOS - III TOMO #UTOPIA DO ASNO NO SERTÃO MINEIRO# GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: ROMANCE

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CAPÍTULO X - PARTE I

Jamais pude ver alguém tão enfurecido numa tarde de domingo quanto vi Ragozina Neves com Ratto Neves. Foram convidados para churrasco na Fazenda dos Ímpios – sobrenome de família, três irmãos são os proprietários, Teóforo, Teódoro, Teófilo. Era aniversário de um deles, Teóforo Ímpio, afilhado de casamento dos Neves. Não havia qualquer insatisfação, querela entre Ratto Neves e os Ímpios, muitíssimo amigos.

Sentaram-se à mesa da cozinha, enquanto Celeste Ímpio, a filha mais velha de Teóforo Ímpio, preparava lingüiça, pedaços de frango frito, enquanto a carne não ficava assada. Ragozina e Celeste tornaram-se verdadeiras sirigaitas com os últimos acontecimentos de Lágrima dos Insanos. A mãe já falecera com câncer na garganta, Celeste Ímpio estava com dezenove anos, hoje está com trinta e dois. Teóforo não quis se casar outra vez.

- Não é possível... Não acredito... – Ratto Neves olhou de soslaio a esposa, estava sim bestificada com aquela notícia mais do que escalabros…

PARABÉNS E MUITAS FELICIDADES HOJE E SEMPRE, MEU AMOR QUERIDO!

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Sonho que se sonha só é projeto. O tempo desliza lentamente, experiências e vivências sendo adquiridas. O sonho continua a sua jornada re-colhendo e a-colhendo vida, o que o real-izará. Passam anos, anos passam, sempre a sua presença, o desejo e a vontade de vê-lo concretizado.
Sonhar a Vida, o Amor. O Amor que res-ponde a todas as carências, a todas as utopias do Ser. É preciso acreditar que será possível, mesmo com a longa caminhada de expectativas e ansiedades. Mas o sonho que se sonha só é feito, preparado no tempo.
Sonhei você, a sensibilidade, a humanidade do ser, a ternura, a dedicação, a entrega, também a Companheira das Letras. Com Amor construir a Arte da Vida, as Letras da Esperança e das Utopias. Anos foram passando, fracassos aqui, frustrações ali, decepções acolá. O verdadeiro sonho que é preenchimento da Vida não se esvaece, esvai-se.
No crepúsculo da Vida, eis que o "objeto" do sonho se fez presente, as luzes da ribalta se acenderam. Não encontrei somente a sen…

#Ana Júlia Machado POETISA E ESCRITORA E CRÍTICA LITERÁRIA POETIZA O POEMA #ESTAMINÉ DA VIA#

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Ao extenso atravessar dos anos, Avistei o tempo jornadear, Acumulei desencantos; Mas ainda arrisco sonhar. O meu bem-querer velar-te Cursámos caminhos dissemelhantes… Sucedeu – se o tempo, e, agora, compreendo Moraste em meus poemas! Qual poesia inventada, Nossa querença se remodelou, Num verso de pé prostrado Que o desígnio apregoou. Se de argila fomos paridos Nesta cerâmica divinal, Que você também executa Somos dois físicos irrepreensíveis, Compartindo o mesmo fado! A mulher, eu conheço, declaro, É ostentação da essência… Desfrutar seu físico é ingresso