Total de visualizações de página

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

#AFORISMO 208/MOMENTO PRIMOROSO DO RISO DO INRISÍVEL# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Re-versando os avessos in-versos dos verbos e lácios, quiça´ruminar´ seja-me dado, para aquelas verdades, a todos instantes presentes no íntimo, no que trans-cende dimensões racionais, psíquicas, sensíveis e emocionais, sente-se-lhe, contudo verbalizar-se-lhes não é con-sentido, tantas coisas perpassam a alma, tecer algumas considerações intempestivas, talvez dissesse noutro estilo e linguagem, fosse inda mais verdadeiro, dizendo picuínhas, frescurites, sandices, bestialidades se a-presentam solenes e pomposas, vestidas a rigor, seguindo o figurino francês, bengala, chapéu do instante atual, à margem esquerda do Senna, não havendo modo algum outro que não se lhe entregar de antemão a quaisquer revezes, aquele sabor inestimável de serenidade, tranquilidade, ah, como é delicioso viajar, puras asas, embora no íntimo os demônios ateiam fogo e fagulhas de chamas aos trocadilhos de sensos, pontos de vista, elucubrações, às ambiguidades das razões e morais, metafísicas e/ou exegéticas, o que isto importa?, do intelecto e estéticas, éticas, mas haverá quem decifrar estes despautérios sobre despautérios, sem quaisquer intenções, até mesmo de rir do inrisível, com aquele olhar trigueiro, faiscando de cinismo e sarcasmo, e mesmo que o fizessem, a que interpretação, análise chegariam, o que mesmo tem a falar dos despautérios, apenas brincadeira com a desafinação de pianista num instante crucial da música, então o momento primoroso do riso do inrisível... ou melhor dizendo, audição do in-audível...


In-versando os re-versos avessos das vozes e do silêncio, instante de leveza, frios espíritos de gelo, quiçá sentir os labirintos por onde perpassar sentimentos e emoções, e nas suas sinuosidades, levando-me e sendo levado, numa viagem onírica, a luz a revelar esquecimento, e murmurando, sussurrando, nascimento, re-nascimento, outros ideais, pensamentos, idéias, utopias, posturas e condutas defronte aos enigmas e mistérios do finito que me habita desde a eternidade às eternidades, vivenciando nas atitudes e ações, as mãos vazias, re-colhendo, a-colhendo, colhendo os espíritos de gelo, imagens longínquas, distantes, traços, visões, con-templações, sonhos e verbos de outras alamedas por onde per-cursar, de-cursar, cursar os abismos de silêncios, sons de nonsenses, ritmos de triguices das doidices e esquisitices, melodias de dúvidas e in-certezas, toda a vida ecos do passado?, acordes das katharsis e medos de a comunicação com os inter-ditos da alma ser impossível porque a fala prescinde de dimensões da imagem, das perspectivas, dos traços, e a comunicação com o eidos do incognoscível é impossível porque a sensibilidade dos verbos não sejam vivenciadas, plenamente cena cômica do teatro dos cactus e oásis no deserto das ambiguidades do não-ser no quotidiano das coisas e das relações, quanta hipocrisia, ideologias no métier das idéias e pensamentos. Ecos de um ponto no tempo.


Às avessas re-versas de in-versos, in-versando o re-verso, imagens distantes brilham, o olhar perde-se nas encruzilhadas, oníricos os sentimentos e emoções que perpassam os liames da in-verdade e verdade, e tudo são o sonho de verbalizar este momento, dizendo-lhe, não importando se à luz da compreensão e entendimento, a sensibilidade de rir enquanto as sorrelfas do que in-finitiva os tempos e as melancolias e nostalgias dos pretéritos e passados no entardecer de uma visão-de-mundo, o anoitecer de inspiração do que há-de alvorecer, o conceito de uma travessia do que poderia vir-a-ser e o ser que se faz continuamente nas indagações, perquirições do estar-sendo, nada, liberdade, consciência, e con-templações, esperanças, não olvidando o limite do esquecimento, seria o matagal que deveria percursar, res-ponder-me com categoria e autocrítica, se toda a vida me foram sombras de outro dia, que motivo haveria para não ser raios, cintilâncias, lúmens no decorrer dos dias, ainda ávido para viver.


Avessando os revezes re-versos de in-versas contramãos, volúpias e êxtases exultantes de prazer por mergulhar nos núcleos da crítica, id-ent-ificar-lhes os venenos e ácidos, no que concerne ao aforismo "Se o Ser se faz continuamente, a continuidade é também o Ser", embora o autor assim não considere, qualquer palavra que substituir o Ser tem lá o seu sentido, re-vela reflexão a ser cuidada com esmero, contudo perde-se na imensidão das dia-lécticas e contra-dicções, não fui quem o criou, servi-me dele para pensar o tempo, enchafurdei-me num abismo insofismável de nonsenses, possa inda compreender e entender os hiatos de percepção e intuição da trajetória das utopias do Ser ao Ser, então é mister seguir outras alamedas das con-tingências. Vero: o Ser se faz na continuidade do tempo, mas tal conclusão torna-se lei do menor esforço, não se é mais necessário pensar, meditar, o Ser já está esclarecido.


In-versando às avessas de re-versos, avessos in-versos, inda me lembra, não sei precisar se através de múrmúrio, sussurro, tom quotidiano, dizendo a alguém num jantar no bistrô, comemoração de recebimento de Diploma de Colaborador num tablóide, disseram-me ser ícone do re-verso in-verso, in-verso re-verso, e sendo assim como eu diria haver sido o sentimento que me perpassou no instante do recebimento do diploma, respondendo: "Um mestre das avessas re-versas do in-verso, com maiores detalhes, puxando os "esses" como fazem os mineiros...", o que chamou a atenção, aquele arzinho de "o que você quer dizer com isso", e mesmo que interprete, analise as palavras, o que mesmo dizia naquele instante, não entenderiam e compreenderiam. A imprensa escrita, os seus condutores, prescindem de massa cefálica.


Lembrando-me deste acontecimento singular na mesa do bistrô, tomando whisky, jantando, aquando rasgara o verbo com todas as sedas da crítica a estes eventos, singularmente aos que recebem diplomas e nada haver que identifique o merecimento. Não captaram a mensagem, mas guardei na memória, teria a sua sabedoria e fruto. Passaram-se anos, poucos, e, como me não é possível o esquecimento, a qualquer instante se re-vela e flui, ecos do passado, a viagem inestimável por seus abismos, quiçá desejando verbalizar o ponto no tempo a que con-templar, desejar a sua re-velação, ser-lhe no trilhar dos desertos e dos vales...


(**RIO DE JANEIRO**, 24 DE SETEMBRO DE 2017)


#Sonia Gonçalves ESCRITORA E POETA COMENTA O AFORISMO 207 /**SOMBRA DE POR BAIXO DOS MATA-BURROS**/#


Um lindo aforismo e uma bela ilustração!! Um conjunto perfeito das artes, literatura/pintura, lindo presente para Graça Manu, se bem que ganhas também com a inspiradora arte dela.Lindo aforismo Manu... A nostalgia do futuro são as pérolas da eternidade, das lembranças e memórias com certeza essa já está lá no futuro nos aguardando... Bjão queridos!


Sonia Gonçalves


#AFORISMO 207/SOMBRA DE POR BAIXO DOS MATA-BURROS#
GRAÇA FONTIS: PINTURA
Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Morte... Devaneios... Ideais...


Cinzas do tempo. Re-nascimento. Outrora de pretéritos perenes con-solidando de semântica dos ideais de perfeição, essência da plen-itude, circuns-crevendo de utopias idéias e pensamentos, cujas linguísticas con-ting-entes eram do silêncio a indiferença com as náuseas, endossando de significantes apocalípticos dos sonhos de imortalidade, eidética da sublim-itude, pers-crevendo de epígrafes versáteis e versejantes, cujas metáforas do além e confins eram da solidão, a katharsis do efêmero em cujo berço das volúpias voláteis dormia o sono da inconsciência desejando o manifesto dos mistérios nos cofres dos séculos guardados, acumulados. A sabedora não é acúmulo de conhecimentos. A vida circun-vagando, pervagando no tempo, nas trevas e crepúsculo do nada que renunciava, rejeitava prepotente e orgulhoso ser o mov-ente para a jornada ilimitada à busca da verdade do verbo "ecsistir", sistere do vazio no ínterim do amor e ódio, ao verbo e carne do substantivo e ossos, das figuras de linguagem e estilo e o pó remanescente da matéria corpórea do estar-no-mundo, equilibrando-se no trapézio das glórias e fracassos, da plena saúde corpórea e a doença da alma culpada de seus pecados fundamentais e capitais.
Não adianta qualquer sonho ou esperança de o além velar os subterrâneos, cavernas, grutas, abismos, até mesmo a sombra de por baixo dos mata-burros, se os olhos do olhar não trans-cenderem o in-finito do horizonte paraclitizado de liberdade e desejo do perpétuo, se as retinas e pupilas da visão não meta-incindirem suas imagens in-finitivas no uni-verso evangelizado da consciência e responsabilidade com o que há-de humanizar os sentimentos e emoções do amor-cáritas.


Alegria. Comtentamento. Felicidade. Restros-pectivas de tempos inesquecíveis, inomináveis, inauditos.


Se algum dia mergulhar plenamente, em toda a essência do ininteligível, pleno, destituído do nada, des-provido dos vazios do efêmero, omnipresenciarei o alvorecer, amanhecer do vulcão das verdades todas em síntese, concebendo e a-nunciando o som, a música, o ritmo, o acorde da dialética do símbolo e signo do sublime, do homem sublime que con-templa a templ-itude do tempo à luz fosforescente da verdade aberta às travessias do tempo e do ser.


Solen-itudes, Serenidades
Solenes
Sublim-itudes, sublim-idades
Sublimes


Alvorecer de espectros perspectivados de luzes diáfanas, iluminando de pensamentos da liberdade as idéias, do tempo as utopias do ser da verdade que perpassa horizontes e uni-versos, finitos e in-finitos, confins e aléns, arribas e aquéns solsticiando as re-vezes das dialéticas, os re-versos das contradições, nada e vazio vagueiam nos liames da alma e espírito, assim caminha o ser subjuntivo do verbo literário da gnose.


Peren-itudes, peren-idades
Perenes
Perpetu-itudes, perpetu-idades
Perpétuo


Crepúsculo de contingências da solidão incondicional entre o sentimento da a-nunciação do desejo e a emoção frígida da nonada habitando profundo a sorrelfa do paraíso perdido, o sol também acorda, levanta, brilha, após dormir de conchinha com a lua, soninho gostoso, leve como a pluma da leveza, como a insustentável leveza do ser.


Re-vers-itudes, re-vers-idades
Re-versos
Angústia... O resto é silêncio...


Silêncio re-fletido atrás do espelho da solidão, a imagem límpida de perspectivas re-velada nos auspícios da luz, ribalta do absoluto, tablado do vazio, camarim de travessias, cores e arte fazem a face simples da nobre imortalidade.


Volúpias. Êxtases. Sou o que não sou e não sou o que sou. Efemerizo o ser de mim. Absolutizo o não-ser para verbalizar a esperança e sonho da vida que se olha e sente o olhar do além sob a querência do vento cibilando desde o eidético crepúsculo do abismo aos auspícios poiéticos do celeste em cujo espaço perambulam e vagam soltos e livres...


Assim caminhará a humanidade ao longo do tempo, pretéritos e presentes são melancólicos outroras, a nostalgia do futuro são as pérolas da eternidade, representadas pelo sublime do desejo, humildade da razão, simplicidade da esperança.


(**RIO DE JANEIRO**, 24 DE SETEMBRO DE 2017)


domingo, 24 de setembro de 2017

#POETISA E ESCRITORA ANA JÚLIA MACHADA ANALISA O AFORISMO 207 /**AFORISMO 207/SOMBRA DE POR BAIXO DOS MATA-BURROS**/#


Ora bem, perante a leitura de mais um belo aforismo do escritor Manoel Ferreira Neto, que baseia-se sempre na sua erudição filosófica e grande saber da vida empírica.


Começaria por verbalizar que é bom não esquecer de que o tempo conduz transformações, mas o ser humano perdura tão imaginável quão na Era da Pedra.


Sabedoria não é credo, mas um juízo metafísico respeitante à acção de meditar reflexivamente. Daí, a multiplicidade dos seus soslaios e a extravasão medíocre das suas significações mais letradas. Numa conspecção dissolutamente informal, podemos enuncia-la como a afeição deliberada e filantrópica de se considerar sobre as teses importantes à vida humana. Seu propósito mais afidalgado é espicaçar pessoas a pensar com intentos dignos em benefício do progresso mental público.


O individuo meditativo é um crítico da existência semelhante à perspectiva do competente imaginário. Revira serranias de imperfeitos compreendidos no trato diário para descobrir relações intelectivas que escorem a harmonia e extensibilidade de suas certezas. Propõe-se o sentido geral e existente do universo autêntico, mas zela para não se amoldar ao senso trivial desmantelado nem aos devaneios cravados de esmeros proveitosos ao estabelecimento estadista /mediático.


Nesses dias de excessos desprendimentos sociáveis, não fitamos porque excluir a Sabedoria Populista. Os graus de entendimento significativo mútuo jamais foram muito benéficos, mas presentemente encontra-se bem inferior. A contrariedade para decifrar temas é sensivelmente um flagelo entre os jovens e a correspondência verbal fica cada vez mais monossílaba e desordenada. Enquanto não progredirmos para uma mímica menos grotesca, é melhor bisar um adágio acessível de evocar do que "trucidar o português".


Desde os meados do século passado, nossa geração fantasiava com o progresso moral e científico do homo sapiens. Aconteceu que ao se Ligar uma Tv e a refutação estará lá: - Despida e Atroz.


Atualmente, as reflexões difundidas, sobretudo nas Mídias de massa, são apadrinhadas por propósitos comerciais ou ideológicos com consequências subconscientes prejudiciais aos lesáveis civis. A preponderância da comunicação de imagens faculta a absorção, mas rejeita o conhecimento pessoal. Os olhos observam precedentemente que a mente disseque. forma-se assim um condenável "desvio" do senso comentador e sintético para o desatento ser o que não pensa que se adapta na área de bem-estar do "deixe a vida me levar", ignobilmente influenciada.


Aguilhoando as inspirações e estranhando os sentimentos, os manipuladores podem conduzir os alheados ao recuo igual ou pior do que a rusticidade antepassada. Isso mesmo, à era em que os espólios dos derrotados eram conquistados pelos mais impetuosos. Ora, nem no mais paradoxal pressentimento, quem conceberia que, um dia, avistaríamos um descendente aniquilar os pais por proveitos monetários?


Possuir ou não possuir não é a mais o assunto, mas a causa de viver de quem ainda acredita que a dita deriva do domínio e da abastança. Nesse trama de monstruosidades irresponsáveis, tudo alvitra encontrar-se ao conseguimento de todos sem nenhum empenho ou dom amplo. Enquanto cada um afigura que os outros já possuem e estão satisfeitos, o adulterado raciocínio comum é conquistado por uma só cobiça coletiva e incalculáveis insurreições interiores, cada qual a seu modo e resistência.


E se, num mundo assim ateado por tanta deprimência, adversidade e impetuosidade, as pessoas, ao inverso de persistirem em uma sabedoria edificante, escolherem persistir na via ferina das disputas, nosso desfecho será catastrófico. A agnosia, seguramente, levar-nos-á ao extermínio... Em muito menos tempo do que o calculado pelos aplicados.


Um noviço seguro de sua pouca erudição deve estar apto para as críticas, mas quando alguém no elevado do seu insignificante supedâneo da tirania tenta enfuscar uma herança milenária, tanta imprudência nem logra réplica. A Sabedoria Popular pode até ser censurada, mas considerá-la cultura supérflua, em nossa decorosa ideia, não é coisa que se faça. Senão por uma miserável carência de consideração aos filósofos que, desde os princípios da racionalidade, já partilhavam a erudição adquirida para os mais adolescentes oriundos do seu rancho.


E como profere O escritor Manoel Ferreira Neto, assim marchará a humanidade ao longo do tempo, transactos e actualidades são nostálgicos outroras, a melancolia do porvir são as lágrimas da perpetuidade, caracterizadas pelo excelso da ambição, modéstias do raciocínio, singelezas da confiança.


Ana Júlia Machado


#AFORISMO 207/SOMBRA DE POR BAIXO DOS MATA-BURROS#
GRAÇA FONTIS: PINTURA
Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Morte... Devaneios... Ideais...


Cinzas do tempo. Re-nascimento. Outrora de pretéritos perenes con-solidando de semântica dos ideais de perfeição, essência da plen-itude, circuns-crevendo de utopias idéias e pensamentos, cujas linguísticas con-ting-entes eram do silêncio a indiferença com as náuseas, endossando de significantes apocalípticos dos sonhos de imortalidade, eidética da sublim-itude, pers-crevendo de epígrafes versáteis e versejantes, cujas metáforas do além e confins eram da solidão, a katharsis do efêmero em cujo berço das volúpias voláteis dormia o sono da inconsciência desejando o manifesto dos mistérios nos cofres dos séculos guardados, acumulados. A sabedora não é acúmulo de conhecimentos. A vida circun-vagando, pervagando no tempo, nas trevas e crepúsculo do nada que renunciava, rejeitava prepotente e orgulhoso ser o mov-ente para a jornada ilimitada à busca da verdade do verbo "ecsistir", sistere do vazio no ínterim do amor e ódio, ao verbo e carne do substantivo e ossos, das figuras de linguagem e estilo e o pó remanescente da matéria corpórea do estar-no-mundo, equilibrando-se no trapézio das glórias e fracassos, da plena saúde corpórea e a doença da alma culpada de seus pecados fundamentais e capitais.
Não adianta qualquer sonho ou esperança de o além velar os subterrâneos, cavernas, grutas, abismos, até mesmo a sombra de por baixo dos mata-burros, se os olhos do olhar não trans-cenderem o in-finito do horizonte paraclitizado de liberdade e desejo do perpétuo, se as retinas e pupilas da visão não meta-incindirem suas imagens in-finitivas no uni-verso evangelizado da consciência e responsabilidade com o que há-de humanizar os sentimentos e emoções do amor-cáritas.


Alegria. Comtentamento. Felicidade. Restros-pectivas de tempos inesquecíveis, inomináveis, inauditos.


Se algum dia mergulhar plenamente, em toda a essência do ininteligível, pleno, destituído do nada, des-provido dos vazios do efêmero, omnipresenciarei o alvorecer, amanhecer do vulcão das verdades todas em síntese, concebendo e a-nunciando o som, a música, o ritmo, o acorde da dialética do símbolo e signo do sublime, do homem sublime que con-templa a templ-itude do tempo à luz fosforescente da verdade aberta às travessias do tempo e do ser.


Solen-itudes, Serenidades
Solenes
Sublim-itudes, sublim-idades
Sublimes


Alvorecer de espectros perspectivados de luzes diáfanas, iluminando de pensamentos da liberdade as idéias, do tempo as utopias do ser da verdade que perpassa horizontes e uni-versos, finitos e in-finitos, confins e aléns, arribas e aquéns solsticiando as re-vezes das dialéticas, os re-versos das contradições, nada e vazio vagueiam nos liames da alma e espírito, assim caminha o ser subjuntivo do verbo literário da gnose.


Peren-itudes, peren-idades
Perenes
Perpetu-itudes, perpetu-idades
Perpétuo


Crepúsculo de contingências da solidão incondicional entre o sentimento da a-nunciação do desejo e a emoção frígida da nonada habitando profundo a sorrelfa do paraíso perdido, o sol também acorda, levanta, brilha, após dormir de conchinha com a lua, soninho gostoso, leve como a pluma da leveza, como a insustentável leveza do ser.


Re-vers-itudes, re-vers-idades
Re-versos
Angústia... O resto é silêncio...


Silêncio re-fletido atrás do espelho da solidão, a imagem límpida de perspectivas re-velada nos auspícios da luz, ribalta do absoluto, tablado do vazio, camarim de travessias, cores e arte fazem a face simples da nobre imortalidade.


Volúpias. Êxtases. Sou o que não sou e não sou o que sou. Efemerizo o ser de mim. Absolutizo o não-ser para verbalizar a esperança e sonho da vida que se olha e sente o olhar do além sob a querência do vento cibilando desde o eidético crepúsculo do abismo aos auspícios poiéticos do celeste em cujo espaço perambulam e vagam soltos e livres...


Assim caminhará a humanidade ao longo do tempo, pretéritos e presentes são melancólicos outroras, a nostalgia do futuro são as pérolas da eternidade, representadas pelo sublime do desejo, humildade da razão, simplicidade da esperança.


(**RIO DE JANEIRO**, 24 DE SETEMBRO DE 2017)


#AFORISMO 207/SOMBRA DE POR BAIXO DOS MATA-BURROS# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Morte... Devaneios... Ideais...


Cinzas do tempo. Re-nascimento. Outrora de pretéritos perenes con-solidando de semântica dos ideais de perfeição, essência da plen-itude, circuns-crevendo de utopias idéias e pensamentos, cujas linguísticas con-ting-entes eram do silêncio a indiferença com as náuseas, endossando de significantes apocalípticos dos sonhos de imortalidade, eidética da sublim-itude, pers-crevendo de epígrafes versáteis e versejantes, cujas metáforas do além e confins eram da solidão, a katharsis do efêmero em cujo berço das volúpias voláteis dormia o sono da inconsciência desejando o manifesto dos mistérios nos cofres dos séculos guardados, acumulados. A sabedora não é acúmulo de conhecimentos. A vida circun-vagando, pervagando no tempo, nas trevas e crepúsculo do nada que renunciava, rejeitava prepotente e orgulhoso ser o mov-ente para a jornada ilimitada à busca da verdade do verbo "ecsistir", sistere do vazio no ínterim do amor e ódio, ao verbo e carne do substantivo e ossos, das figuras de linguagem e estilo e o pó remanescente da matéria corpórea do estar-no-mundo, equilibrando-se no trapézio das glórias e fracassos, da plena saúde corpórea e a doença da alma culpada de seus pecados fundamentais e capitais.
Não adianta qualquer sonho ou esperança de o além velar os subterrâneos, cavernas, grutas, abismos, até mesmo a sombra de por baixo dos mata-burros, se os olhos do olhar não trans-cenderem o in-finito do horizonte paraclitizado de liberdade e desejo do perpétuo, se as retinas e pupilas da visão não meta-incindirem suas imagens in-finitivas no uni-verso evangelizado da consciência e responsabilidade com o que há-de humanizar os sentimentos e emoções do amor-cáritas.


Alegria. Comtentamento. Felicidade. Restros-pectivas de tempos inesquecíveis, inomináveis, inauditos.


Se algum dia mergulhar plenamente, em toda a essência do ininteligível, pleno, destituído do nada, des-provido dos vazios do efêmero, omnipresenciarei o alvorecer, amanhecer do vulcão das verdades todas em síntese, concebendo e a-nunciando o som, a música, o ritmo, o acorde da dialética do símbolo e signo do sublime, do homem sublime que con-templa a templ-itude do tempo à luz fosforescente da verdade aberta às travessias do tempo e do ser.


Solen-itudes, Serenidades
Solenes
Sublim-itudes, sublim-idades
Sublimes


Alvorecer de espectros perspectivados de luzes diáfanas, iluminando de pensamentos da liberdade as idéias, do tempo as utopias do ser da verdade que perpassa horizontes e uni-versos, finitos e in-finitos, confins e aléns, arribas e aquéns solsticiando as re-vezes das dialéticas, os re-versos das contradições, nada e vazio vagueiam nos liames da alma e espírito, assim caminha o ser subjuntivo do verbo literário da gnose.


Peren-itudes, peren-idades
Perenes
Perpetu-itudes, perpetu-idades
Perpétuo


Crepúsculo de contingências da solidão incondicional entre o sentimento da a-nunciação do desejo e a emoção frígida da nonada habitando profundo a sorrelfa do paraíso perdido, o sol também acorda, levanta, brilha, após dormir de conchinha com a lua, soninho gostoso, leve como a pluma da leveza, como a insustentável leveza do ser.


Re-vers-itudes, re-vers-idades
Re-versos
Angústia... O resto é silêncio...


Silêncio re-fletido atrás do espelho da solidão, a imagem límpida de perspectivas re-velada nos auspícios da luz, ribalta do absoluto, tablado do vazio, camarim de travessias, cores e arte fazem a face simples da nobre imortalidade.


Volúpias. Êxtases. Sou o que não sou e não sou o que sou. Efemerizo o ser de mim. Absolutizo o não-ser para verbalizar a esperança e sonho da vida que se olha e sente o olhar do além sob a querência do vento cibilando desde o eidético crepúsculo do abismo aos auspícios poiéticos do celeste em cujo espaço perambulam e vagam soltos e livres...


Assim caminhará a humanidade ao longo do tempo, pretéritos e presentes são melancólicos outroras, a nostalgia do futuro são as pérolas da eternidade, representadas pelo sublime do desejo, humildade da razão, simplicidade da esperança.


(**RIO DE JANEIRO**, 24 DE SETEMBRO DE 2017)


#AFORISMO 206/NON-ECOS DE LEN-SIBILO DE VENTO# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Glória... Esquecimento... Memórias...


Silêncio que dá origem à palavra não são vazio e ausência, sim plen-itude e presença. Solidão que concebe a metafísica não são nonadas e nada, sim liberdade e utopias do Ser.


Re-versos pretéritos in-versos de luz, de palavras, extensão de volúpias, êxtases, no recôndito do abismo, ecos de sibilo de vento, con-templo-o, con-templa-me, sinto-o, sente-me, cumplicidade, verso-uno. Instante perdido de ilusões, fantasias.


Pleno silêncio. Absoluta solidão. In-fin-itivo presente de efêmeros nadas re-vestidos de vazios e angústias per-correndo livres as linhas verticais do tempo, horizontais do ser, imagens pro-jetadas no além dos primevos princípios preliminares do há-de ser a face in-audita de semânticas e linguísticas das faustas esperanças, mefistofélicos sonhos de perfeição.


Verbo do sonho, plen-itude. Sonho do verbo efemer-itude. Quiçá a vida de-curse nas sinuosidades dos caminhos os nonsenses, per-curse nos aclives e declives das montanhas de Sísifo os despautérios da liberdade e consequências no ínterim das atitudes do logus e ego, gestos do cogito e id, comportamentos lineares da persona, non sum ergo cogito, re-versa latina declinação do abismo aos interstícios do vazio, o sem-fim emerge das profundezas do nada, elevando-se aos auspícios do celeste destituído de estrelas cintilando o ossuário da terra, desprovido de lua brilhando as lápides do cemitério gethsemâncio, e nas sombras das trevas perpétuas o símbolo da vida povoada de miríades do mistério concebendo a lenda mística do divino que espiritualiza as crendices do eterno, nonada do éden, alumbrada sob os raios diáfanos que as cores do arco-íris emitem, "... ride the rainbow/rock the sky/Strormbringer comin´/Time do die".


Místicas lendas do efêmero. Efêmeras quimeras do mítico que ori-gregaliza os deuses à luz dos séculos e milênios em nome da continuidade da ec-sistência, perpetuidade do ser humano, mesmo desprovido de alma e espírito.
Tudo passa... Tudo passa... Tudo passa... o "eu" passa, origina o outro. O "outro" passa concebe o a-núncio do meta-outro, outro além dos in-auditos mistérios e enigmas do trans-cendente.


Cinzas da con-tingência. Poeiras da eternidade. Pós metafísicos do divino absoluto. Grânulos da essência re-vestida de joios do ad-stringente que triga o campo de caminhos para o uni-verso das pontes partidas, impressionismo do não-ser, expressionismo do verbo para o ser. Côdeas árabes do pão recheadas de pimentas do sublime, cebolas do simples, tomate e cebolinha da humildade...


Ah, quem dera os árabes pudessem sentir o sabor da plen-itude da vida. Diante dos olhos e do nariz veem apenas a ideologia de Allah, da morte...


(**RIO DE JANEIRO**, 23 DE SETEMBRO DE 2017)