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quinta-feira, 25 de maio de 2017

#POR ELEITO DA IMAGINAÇÃO, DA CRIATIVIDADE** - GRAÇA FONTIS, ESCULTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


E a "Companheira das Artes", Graça Fontis, deixa os lápis de pintura, e toma em mão a Goiva para esculpir esta escultura que Ilustra, Ornamenta este Aforismo.
Um recomeço da Escultura, depois de mais de trinta anos.


Pode ser que não tenha chegado e mesmo não saiba precisamente onde quer chegar, deixa-se livre no tempo, deixa-se livre no verbo da carne, na carne do verbo.
Com palavras soltas, o itinerário do verbo "além-de-si", destituído de espaço, ao espírito do ser, fonte da sensibilidade, do espírito, fonte do grito presente, gritos antigos são carências de vida, de dons e talentos para a liberdade da ec-sistência, para o não-ser que a-goniza no tempo de nada, de vazios, de abismos, de falhas, faltas, manque-d´êtres, forclusions, que grita aflito, diante da dor, diante das angústias e ipseidades, das á-gonias e facticidades, sufocando o pranto, mas a luz do grito presente do ser se re-vela, as miríades do além incidem nas esperanças e sonhos de colher a flor da vida, e jorra, da sensibilidade e das dimensões sensíveis, os ideais da ec-sistência que cria a vida, da vida que re-cria as ideias, à luz daquilo de a arte imitar a vida, a vida imitar a arte, que, perpassados na alma, colhendo, re-colhendo, a-colhendo desejos, vontades, compõem a escultura do ser, abrindo as venezianas e persianas da janela do "eu" para o outro além de si, o outro que é a "casa-da-verdade-do-ser", ser da entrega, ser do amor, ser dos dons e talentos, ser da contingência que busca o encontro da beleza, do eterno, através dos sentimentos e emoções, dos questionamentos e buscas, sobretudo das dores e náuseas da con-tingência.
Não sabe onde quer chegar, estar sempre dis-ponível aos ventos do tempo e dos abismos que sibilam outros sons, sabe por onde trilhar os passos, porque na casa da verdade de seu ser, o além de si, em movimentos, decorando-a de re-flexões, in-vestigações, metáforas, por vezes no frio do in-verno, por vezes no calor do verão, no perfume das flores na primavera, da serenidade do crepúsculo do outono, caracteriza o encontro do outro. A decoração da casa é orientada pelo "ser-aí", no caso específico, o movimento, o leitmotiv que, em cada instância, é si-próprio. O ponto de partida não é o de mostrar e isolar o "eu" e depois ir buscar um caminho que a conduza ao além, como querem alguns que na escultura o eu do artista não é a origem de sua arte, como querem outros que na poesia ou na prosa o eu do poeta/escritor não está presente nas estruturas da arte, estética e ética. E quem defende isto de unhas e dentes, entrega sua vida ao nada, vazio, arrasta-se pelas ruas e avenidas das nonadas e das pontes partidas, pervaga por terrenos baldios e becos sem saída, e morre, o tempo esE quem acredita que é perfeitamente artístico esculpir palavras com as goivas da inspiração passeia pelos vales livre, solto, aberto a todos os horizontes e panoramas do In-finito.
Senta-se o escultor na amurada de sua residência, de por baixo das galhas frondosas do ipê amarelo, perscruta a noite, vislumbra as luzes da rua, antes de iniciar a prosseguir na escultura do "deus pagão", representação do tempo, dos verbos e do ser da arte desde os gregos até a atualidade, esta livre de preceitos e dogmas, de estilo e linguagem mesmas, a arte é sempre re-criação das visões-da-vida, sempre janela aberta a outras visões.
O "eu" grita aflito no peito, o escultor abre os movimentos da goiva, da poesia em cada entalhe, vislumbra o além de si, a casa da verdade do ser se a-nuncia, e ela apaga "... os contornos/de amargurar a vida", trans-cende-se, trans-eleva-se, levando na algibeira da alma o eu, pois compreende que o "além-de-si" não é só o outro que deseja, mas o "nós" que é a comunhão do "eu" e do "outro", do verbo e da carne, a verdade do ser é o nós, o "além-de-si" é o nós, o coração reagindo à solidão, a sensibilidade con-sentindo o silêncio, o barulho do silêncio dos sentimentos e emoções, sensações evasivas e dispersivas que compõem, reagem à id-ent-idade da alma e do quotidiano de todas as con-tingências. O "além-de-si" é o encontro do nós na casa da verdade do ser, mas, inconscientemente, vislumbra o silvestre do eterno, con-templa a imagem do in-finito. A jornada não terá fim, estará sempre em movimento à busca do espírito divino do ser.
Aquando terminou a sua auto-escultura para receber o certificado da Escola de Belas Artes, o professor tendo predeterminado iria esculpir no Parque Municipal, atrás do Palácio das Artes, no domingo, entupigaitado de pessoas, o professor perguntou-lhe o porquê de se auto-esculpir-se, respondeu-lhe: "Se ser pequeno é ter a empáfia do orgulho imaginário de grande, prefiro ser grande com a verdade de estar sempre à procura de quem sou, do meu em-si." Como lhe dissera uma colega da pintura, beijando-lhe a face, dois dias antes do exame: "Há-de se não confundir empáfia com hipocrisia, pois o espírito ambiciona, anseia o crescimento, aspira a verdade do Ser", o que lhe valeu aplausos de todos os seus colegas, e desse caminho jamais se afastou.
O escultor e a escultura, na casa-da-verdade-do-ser, comungaram-se, são o "nós" do "além-do-mundo", do "além-matéria-contingente."
A arte do escultor é, afinal de contas, o refúgio último da liberdade, que dá forma concreta e material, corpo à imagem, que em toda parte se busca ser, que oculta o ser. In-augura novo espaço e novo tempo, porque tempo e espaço lhe são ad-versos.


Na escultura reside por eleito da imaginação fértil, administra-a e até mesmo tiraniza-a.


(**RIO DE JANEIRO**, 25 DE MAIO DE 2017)


#A ESCULTURA É O VERBO DA GOIVA, A IMAGEM ESCULPIDA, A CARNE DA ARTE# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Até concorda que nem sempre pela metáfora se exprime espiritualmente, o que lhe custa algumas pequenas depressões e angústias, pensando que, enfim, havia encontrado um limite para as criações, as recriações, e isto nunca pode acontecer, pois que, se houver, com certeza, não será tão agradável de conviver com a idéia de que encontrou um limite, as suas forças todas reunidas não conseguirão isto vencer. As insinuações, as alegorias, as imagens são um vasto campo de pensamentos engenhosos, de idéias artísticas, de sentimentos humanos e divinos, de emoções transcendentes, enfim, das águas límpidas do rio que correm sem cessar, sabendo de antemão e revezes o seu destino, a sua aspiração, a sua vontade, o seu desejo, muito embora estas águas deem muita importância ao destino, à aspiração, à vontade, ao desejo, e não como desejam alguns que a natureza pouca importância dá aos homens, os seres humanos, embora nisto exista até verdade inconteste, a insistência em com-preender a vida a partir da razão e do intelecto, quando ela é a vida a partir da sensibilidade, da fragilidade, enfim, de sua verdade.
Após sair do restaurante e churrascaria Espaço Livre, andava o escultor de cabeça erguida, retornando a casa, olhando os movimentos de pessoas e automóveis, sem nada enxergar, perdido nos seus pensamentos.
Os efeitos da natureza, a fábula, a história, presentes na memória, fornecem à imaginação bem-dotada frases de espírito que ela emprega na ocasião conveniente. Se existem espíritos, inteligências, sabedorias que isto podem captar, intuir na fonte originária, crê que o espírito seja algo difícil de definir, é uma qualidade do dis-curso que se considera re-veladora de uma qualidade da alma, isto se pensa em uma luz, algo que ilumina a idéia, o pensamento, re-velando a sua essência, a luz. O espírito afirma a possibilidade de produzir o novo, a partir do feito de caminhar, sem nada mudar na ordem antiga; a escolha de uma estética leve e enxuta, límpida e clara, o contrário da pesada pompa que acompanha a influência sensual da razão, a influência corporal do intelecto, se assim pode dizer, e alguns doutos podem com isto não concordar, enfim, de definir uma vida cuja excelência se defina pelo saber, pela experiência, pelo sonho e utopia.
Tal como as raízes do passado - não é um homem alto, mas suas sombras estão compridas -, as radiações para o futuro estabelecem quando ocorre a des-coberta do presente em Sentimento do Mundo. Com a "pros-pectiva do futuro" mais a retros-pectiva do passado", a consciência temporal se trans-forma numa equação cujo equilíbrio é a somatória da intuição (presente), mais a memória (passado) e a expectação (futuro). Como será capaz de re-presentar todas estas idéias em sua escultura do "deus pagão", tornar-lhes realidade. Engraçado é, quanta vez não se admirou, que, após idéias surgidas em fluxo, não conseguiu representá-las noutras esculturas, novos trabalhos esculturais. Teve de deixar de tentar esta façanha, esculpir livremente.
Alguns galgam paciente e prudentemente, um a um, os degraus da criação, que costumam corresponder mais ou menos aos da fortuna. São degraus que exigiram sim o movimento das pernas para que os pés os alcançassem, sentissem no solado do pé, se isto não é uma imagem bem vulgar, mas não conhece da linguagem própria do corpo, em termos científicos. Primeiro, é mister que se conscientize de um dom divino, um dom gratuito, algo que trans-cenda aos limites todos, que os homens normais enfrentam a todo momento...
Qualquer nível da Arte requer e exige o artista em sua plen-itude ec-sistencial. Lembra-se de quando, para receber seu certificado na Escola de Escultura, o professor disse-lhe que teria de esculpir no Parque Municipal, no domingo, horário de passeio das pessoas, especialmente de turistas. Auto-esculpiu-se.
O homem-escultor sobre os movimentos da criação.
Também se não houvesse falhas no esforço e no talento, não seria algo verdadeiro, estaria negando o que possibilita sim a luta, a busca, a tensão entre o sim e o não, mas que exige uma atenção e uma perspicácia de intuição e inteligência para compreender e entender as estratégias do destino e dos sonhos.
Abre o portão de sua residência. A rampa esta coberta de flores amarelas do ipê.


A escultura, opinião sua, é o verbo da goiva, a imagem esculpida é a carne da arte, a partir da qual o homem-escultor se estabelece, liberta-se da história e se "refestela ao sol feliz".


(**RIO DE JANEIRO**, 15 DE MAIO DE 2017)


**O VERBO PODE-SE FAZER CARNE** - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Leve... Muito leve... Insustentável leveza...
Breve... Muito breve... In-audita brevidade...
Verdades que libertam, abrem asas e alçam vôos a horizontes onde o há-de vir se a-nuncia pleno de pers-pectivas de re-fazendas, amplo de pro-jectos de re-construções, aberturas para o outro de ser, ser-outro de con-tingências e trans-cendências, de sensibilidade e esperanças do ab-soluto.
Tomado pela vertigem do próprio vazio, individual e íntimo, vertente do nada adjacente aos recônditos da alma, agarra-se aos mais in-expressivos sinais de id-[ent]-idade.
Esta expressão, **homem de espírito**, não a-nuncia nenhuma pre-tensão, é uma arte que exige cultura, requer a emoção pre-cedendo o intelecto, é uma espécie de profissão, de confissão, uma declaração verbal.
Com-preender o verbo é com-preender a conquista do espaço e a fixação do tempo. Com-preender o verbo é buscar des-vendar, des-velar os predicados dramáticos do sujeito. Roteiro de avanços. Imagem de in-quietude. O verbo pode-se fazer carne. E deve estar atrás de sua dramaticidade a explicação do sujeito. A dramatização do verbo é o esforço do Ser para abranger todas as suas potencialidades ec-sistenciais, vivenciais, construindo unidades re-pres-{ent}-ativas de seu esforço, luta pela des-coberta e conquista do tempo.
Esta arte consiste em não se servir simplesmente da palavra certa, da imagem certa para a palavra certa, da intuição certa para a verdade, percepção certa para a liberdade, que não diz nada de novo; exige o emprego de uma metáfora... sendo até necessário, que tem sim o prazer de dizer, afirmar, repetir que, não tendo um caminho novo, a vida é feita de caminhar, e caminhar é sempre uma aposta de pisar outros terrenos, outros solos, e isto pode até exercer influência para uma dúvida atroz que surge, que se re-vela, de ainda não haver encontrado nenhuma imagem, palavra certa para expressar uma ideia, uma intuição, uma inspiração, um sentimento... Exige o emprego de uma metáfora, uma figura cujo sentido seja claro, trans-parente, límpido e nítido, e cuja expressão seja enérgica, a expressão de algo vivido e experienciado, uma con-templação.
Um homem, no alvorecer de outro dia, dia novo, dia de novo tempo que começa, após toda a noite esculpindo em pedra-sabão a imagem de um "deus pagão", cansado, fisionomia intros-pectiva, lábios finos, respiração ofegante, descendo em passos firmes e convictos uma escada, parando por um tempo de nada, com a mão direita no corrimão, olhando a in-fin-itude do mar, gaivotas sobrevoando, as serras de longe, ensimesmadas pela neblina, a mão avançando novamente, seguindo o corrimão, instantes de alegria, esperança nos olhos castanhos... esperança de quê? Quiçá do verbo fazendo-se carne? Sem o verbo nada é possível, o "eu" é uma nuvem quimérica, uma ilusão de óptica.
Contudo, uma imagem, uma simples visão, uma figura suave, delicada, sui generis sensível, algo que mais intui que propriamente enxerga, consegue abalar profundamente o seu mundo, mundo que tão solidamente sonhou e desejou, mundo que podia ser sim construído, instituído com toda veemência, empáfia, embófia, salvo a alguns olhares, um merecimento e um re-conhecimento. Estar aberto para todas as oportunidades, todas as possibilidades, outras em de-corrência e consequência aparecem, a-nunciam-se, re-velam-se, um caminho do campo, este só é a partir das oportunidades e possibilidades reais, se se tornarem realidades, ótimo, se não se tornarem possibilidades, aberturas para outras tantas realidades, a perder de vista, enfim, ótimo, pode compreender bem o que dissera alguém no horário de almoço no restaurante e churrascaria Espaço Livre, onde e quando esteve tomando um Seager´s com limão e gelo, saboreando uma porção de filet de peixe frito, observando o canteiro central da avenida e suas enormes palmeiras, pre-criando a nova escultura, nada ouvindo das falas dos clientes: “Gente é para brilhar”.
A norma do dia, a paixão pela noite. A norma do dia põe em ordem a realidade humana; exige claridade, consequência, fidelidade; sujeita à razão e à idéia, ao Uno e ao homem mesmo; realizar no mundo, edificar no tempo, con-templar a realidade humana numa vida infinda.
Reconhecer-se na arte a si mesmo. Reconhecer na arte o Uno e o Verso de si mesmo. Reconhecer na arte suas atitudes e ações. Esculpir-se.
Sente aquela beleza com a revelação de insuspeitáveis potências em seu interior, o despertar de inimagináveis energias. Chamar este sentimento de visão seria malreconhecer as visões de que é cheio o mundo e vazio. Crê que só agora está com-preendendo muito próximo isto de a vida ser mágica, de ser um fulgor e uma chama acesa continuamente, acontece num passo, até des-aparece num traço mal feito, sem qualquer entrega e doação, mas para des-aparecer teria sido necessário que acontecesse, e se não pôde com um ótimo traço esculpir todas as suas realidades e possibilidades, isto é lá consigo que não teve a mínima consideração por este momento, sugeriu-lhe fosse uma fantasia, uma quimera, uma inspiração para outra peça de escultura, fruto único de uma imaginação fértil.


Mundo que escondido numa noite escura se mostra sob um raio de luz.


(**RIO DE JANEIRO**, 25 DE MAIO DE 2017)


quarta-feira, 24 de maio de 2017

#PINTORA E POETIZA GRAÇA Graça Fontis COMENTA O AFORISMO /**CAVERNA EPISTOLAR DOS CÂNTICOS PROMÍSCUOS DAS ALVISSAREIRAS FORÇAS#


Desde ontem, meu amor, pedindo-lhe um texto de tirar o fôlego e aqui está. .. degustei cada palavra saboreando frases, parágrafos e interditos, ditos esses na caverna de Platão. .. sabedoria, perspicácia onde devemos caminhar sobre o mesmo, perscrutando suas sinuosidades filosóficas sem cairmos nas armadilhas propositadamente armadas para levar-nos a investigações e questionamentos aquando seres humanos de passagem por este mundo complexo... assim sendo, é preciso ler e reler o contexto sendo persistente e percuciente para que possamos fazer uma análise que chegue pelo menos perto da grandiosidade da mensagem proposta e não venhamos cair no ridículo dizendo algo que seja apenas fruto de imaginação fértil! Parabéns sempre meu querido!


Graça Fontis


#CAVERNA EPISTOLAR DOS CÂNTICOS PROMÍSCUOS DAS ALVISSAREIRAS FORÇAS#
GRAÇA FONTIS: PINTURA
Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Sendeiros, em sendo de luzes as sendas sinuosas. que per-vagam solitários, perambulam silenciosos, sonhando sentimentos e emoções, tecendo de ideais do simples em fontes efêmeras de travessias de nonadas às esperanças do nada os próximos passos para a verdade. Ínfimos pensamentos de-cursam trajetórias para a caminhada ao longo do tempo de carências da verdade, a liberdade em questão, desejos, vontades, solidão, silêncio, olhar perdido no horizonte, sentimentos, emoções, o vazio pleno e absoluto entre esperanças e sonhos, uma pequena frase perdida na memória: "Só pedi um tempo a você..."
Herege das virtudes idôneas dos princípios espirituais, re-colhendo e a-colhendo as múltiplas feições, semblantes, fisionomias do devir dialético da cor-agem de proscrever os idílios do inferno da metafísica, do medo de prescrever no epitáfio do eterno a efemeridade da con-tingência, a fugacidade da indigência, a perecidade do estar-sendo, a niilização do espírito, escrevendo em prosa o redemoinho de ventos contrários, gerando o catavento das quimeras às avessas nos raios de sol que incidem na soleira da caverna epistolar dos cânticos promíscuos das alvissareiras forças que invadem de cinzas os ossos, tecendo de metáforas a carne perecível do apocalipse genético, apologético de Chronos, versos, re-versos, in-versos ad-jacentes do Cosmos, nos tabernáculos de efígies do espírito, a morte do Ser, concepção, geração, luz da intuição do outro vivencial, vivenciário, con-tingencial, con-tingenciário, de alegrias breves, felicidades do ser-[de]-nadas desembocando em rios que cataratam além das pontes partidas da vida e morte.
Quiçá verbos outros sejam criados para conjugarem novos idílios que se tornarão fantasias, novas sorrelfas que se tornarão ilusões, novas quimeras que se tornarão sonhos, novos questionamentos que se tornarão querências de respostas, hoje nada mais, plena vacuidade, a andança sem fim, só a poeira como certeza da estrada, só a água do rio passando de por baixo da ponte, só a coruja cantando na madrugada, pousada no galho de árvore. E na memória da pequena frase perdida outra frase surge: "Eis o que fiz do tempo que me pedira!"
Sendeiros, em sendo de sidos as trevas, mistérios, enigmas, sombras, brumas deambulam, perambulam, percorrem as alamedas inóspitas e íngremes, silenciando a altissonância das vozes que proferem as sílabas e letras, ipsis litteris, adentro a solidão que perpassa a vida, remendando passadiços nos conformes e devidos elevados do ser em sido, do tempo em templado, de tábuas evangélicas e crentes de dogmas de papados eternos de vaticanas esperanças da pobreza, miséria, ingência, del-igência do amor espiritual do divino sonho da plen-itude...
Talvez esteja em absoluto equivocado, mas o futuro é o porvir, o vir-a-ser, não acontecido do nada, continuidade do efêmero tecendo o eterno, o nada crocheteando o tudo, o desencontro costurando os sonhos do verbo amar, o não-ser versejando a alma do ser... A pequena frase reluz na memória: "Mas só pedi um tempo a você..."
O tempo de amanhã para os olhos de hoje: a pinguela, o mata-burros, a ponte partida, o beco sem saída, o túmulo aberto sem o cadáver para nele depositar, a palavra sem quaisquer sentidos. Nada de poesia evocando a beleza, nada de versos sonhando o absoluto, nada de prosa literária inspirando a consciência do instante-limite, nada de filosofia despertando a liberdade para o ser, nada de crítica para esclarecer e fundamentar as razões de o Ser haver sido perdido nos anais da história.
Sendeiros, Sendeiros! Paraíso celestial - ser não é mostrar-se, mostrar-se não é ser. Volúpias, êxtases, gozos, clímaces, do nada, trans-elevando a nonada, do inaudito, trans-crevendo a travessia da nonada às con-tingências de sofrimentos, dores, "blues of dispair"...


(**RIO DE JANEIRO**, 24 DE MAIO DE 2017)


**ESCRITORA E POETISA PORTUGUESA Maria Isabel Cunha TECE COMENTÁRIO CRÍTICO SOBRE A TESE DO CRÍTICO LITERÁRIO PAULO URSINE KRETTLI: O BARROCO MODERNO NA OBRA DO ESCRITOR MANOEL FERREIRA NETO**


Há alguns anos que leio a obra de Manoel Ferreira Neto e considero tudo o que escreve de elevado valor literário e filosófico. Considera-lo barroco devido ao emaranhado de conceitos filosóficos que aglomera ao enorme saber adquirido e aos aforismos que desenvolve, é talvez precipitado e impreciso, pois o autor não utiliza artificialismos de linguagem quer na forma ou estilo, mas vale-se dos seus conhecimentos para passar a mensagem pretendida ao leitor. Evidente que não é uma leitura fácil e exige daquele grande capacidade de concentração e cultura. Tem o seu estilo próprio e reconheço-lhe enorme facilidade de expressão, inteligência e elevada cultura. Se a sua obra é filosófica, não tenho dúvidas; quanto à linguagem, na minha opinião, se fosse mais acessível, valorizaria ainda mais a obra em questão . Os meus cumprimentos.


Maria Isabel Cunha


#RES-POSTA AO CRÍTICO-LITERÁRIO Paulo Ursine Krettli#
CRÍTICO-LITERÁRIO: Manoel Ferreira Neto


Consta-me o vosso interesse específico e sine qua non, excelentíssimo crítico literário Paulo Ursine Krettli, é a de-monstração do Barroco Moderno na minha obra, ser ela "barroca moderna". No que concerne à de-monstração, que nos termos significa "pres-ent-ificar" as características nela existentes que fundamentem a ideia levantada, os pro-jectos a serem atingidos, vós haveis de concordar que as questões filosóficas vinculadas à obra, em todos os níveis, não apenas do eu/personagem, devem estar presentes. Cientifico-vos de que a minha obra na sua ampl-itude é literária-filosófica, filosófica-literária, e des-considerar a filosofia vinculada a ela nada mais é que adulterá-la, re-duzi-la, não atingindo o seu "eidos", a sua "eidética".
Se vós ob-servardes e con-templardes com percuciência, ensaios, monografias, dissertações, teses, seja em que nível for, literário, poético, sociológico, etc., a pedra de toque é a Filosofia, e isto por duas razões singulares e peculiares, nada existe sem a filosofia, nenhuma ciência, nenhuma arte, ela é o "movimento" de tudo, e em segunda instância, a Filosofia numa crítica literária é a pedra angular que vai abrindo as perspectivas para o aprofundamento, para o mergulho na obra.
Se vós des-considerardes estas questões na vossa crítica literária de minha obra, não sereis capaz de adentrar-vos nela e demonstrardes o Barroco Moderno presente nela, nem mesmo qualquer outro nível de idéia levantada para a definir e conceituar. Compreendi e entendi que as vossas críticas até o instante presente se fundamentaram na História da Literatura, inclusive havendo uma que muito me admirou: vós colocastes um "artigo" do Google sobre o Barroco, não havendo qualquer modificação de sua escritura. Desconfiei dela e fui ao Google pesquisar, encontrei-a nos seus termos ipsis litteris e ipsis verbis. Endosso o fato de que a História da Literatura deva estar presente nesta vossa de-monstração, de início, mas a permanência dela prejudica in totum a amplitude dela. As idéias filosóficas nela presentes é condição sine qua non para o seu entendimento e compreensão.
Um exemplo simples para adornar, ornamentar. Nos nossos estudos universitários da obra de Franz Kafka, aqueles ensandecidos professores viam a obra somente sob o prisma da Psicanálise, e muitos uni-versos da obra sendo desconhecidos, capengavam, coxeavam a obra kafkiana com suas neuroses psicanalíticas, como aliás era práxis de muitos críticos literários. Hoje, felizmente, os críticos, mestres, doutores, ensaístas deixaram a visão psicanalítica da obra kafkiana e mergulharam noutros uni-versos, trazendo todo o universo da obra à superfície. O mesmo fizeram com o filósofo Nietzsche, centralizaram-se no "ateísmo" nietzschiano e adulteraram a obra.
A ampl-itude da obra é o interesse do Crítico Literário. Levaram-me oito consecutivos anos para escrever a minha Tese O ESPÍRITO SUBTERRÂNEO sobre a obra completa de Dostoiévski, e nela estão presentes a Teologia, a Sociologia, a Filosofia, a Psicologia, a Psicanálise, porque na obra estão presentes. Hoje estou pensando revisitá-la, pois que outros estudos foram realizados desde 2007, quando a terminei.
Sou o autor da obra, portanto tenho o direito inalienável de defendê-la de reduções críticas, de adulterações de seu uni-verso. E o que mais me preocupa: o leitor tem o direito de compreender e entender a obra. O escritor não é escritor porque escreve, mas porque é lido, então sou eminentemente responsável com ele. Não ataco vós o crítico, defendo a minha obra. Que isto fique ipsis litteris e ipsis verbis dito com todas as letras para que não hajam dúvidas.
Os meus cumprimentos e respeito.


Manoel Ferreira Neto.
(**RIO DE JANEIRO**, 24 DE MAIO DE 2017)


Ao crítico literário os pormenores do texto produzido e não a íntegra da conceituação histórica da literatura para a cristalização ou gênesis da arte, tão pouco questões filosóficas vinculadas ao “eu”, quando o caso não requerer. Ao comentar, mencionar, abrir o leque para o entendimento do eu/personagem em alguma obra literária, o crítico literário não especula evidências literárias e filosóficas do autor e sua própria vida, o que seria possível somente com estudos e pesquisas – confrontando, dissecando, alavancando algo novo etc - de tudo que ele produziu e viveu. Manoel Ferreira Neto, no texto em questão diz “(...) serem verbos para ninguém e serem verbos para todos -, não digo de aceitar e endossar minhas palavras, mas saber que são as minhas verdades únicas, diria simplesmente que o melhor para mim teria sido não haver nascido, não ser, ser nada (...)” ou “(...) Desejaria ser mais um espírito livre do que posso ser. Seria isto uma quimera, e nos instantes em que penso e sinto esta liberdade de espírito a que tanto aspiro eu não ser possível, agarro-me a ela, fantasiando-a, dando-a contornos de realidade e de uma verdade minha?(...)”, o que fica claro que não se pode não se acreditar nem creditar-se apenas nas estruturas e nos conceitos literários e filosóficos para fazê-los verdades a outros o que se nega a si mesmo ou se busca nalguma liberdade de espírito para fantasiar uma realidade e uma verdade, a sua. Creio, que ao texto, o crítico literário não infringiu estruturas ou conceitos literários ou filosóficos, justamente por não conhecer e os sabê-lo todos, em especial os da filosofia, diga-se, de passagem, difícil, questionadora, inacabável!


Paulo Ursine Krettli


#CAVERNA EPISTOLAR DOS CÂNTICOS PROMÍSCUOS DAS ALVISSAREIRAS FORÇAS# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Sendeiros, em sendo de luzes as sendas sinuosas. que per-vagam solitários, perambulam silenciosos, sonhando sentimentos e emoções, tecendo de ideais do simples em fontes efêmeras de travessias de nonadas às esperanças do nada os próximos passos para a verdade. Ínfimos pensamentos de-cursam trajetórias para a caminhada ao longo do tempo de carências da verdade, a liberdade em questão, desejos, vontades, solidão, silêncio, olhar perdido no horizonte, sentimentos, emoções, o vazio pleno e absoluto entre esperanças e sonhos, uma pequena frase perdida na memória: "Só pedi um tempo a você..."
Herege das virtudes idôneas dos princípios espirituais, re-colhendo e a-colhendo as múltiplas feições, semblantes, fisionomias do devir dialético da cor-agem de proscrever os idílios do inferno da metafísica, do medo de prescrever no epitáfio do eterno a efemeridade da con-tingência, a fugacidade da indigência, a perecidade do estar-sendo, a niilização do espírito, escrevendo em prosa o redemoinho de ventos contrários, gerando o catavento das quimeras às avessas nos raios de sol que incidem na soleira da caverna epistolar dos cânticos promíscuos das alvissareiras forças que invadem de cinzas os ossos, tecendo de metáforas a carne perecível do apocalipse genético, apologético de Chronos, versos, re-versos, in-versos ad-jacentes do Cosmos, nos tabernáculos de efígies do espírito, a morte do Ser, concepção, geração, luz da intuição do outro vivencial, vivenciário, con-tingencial, con-tingenciário, de alegrias breves, felicidades do ser-[de]-nadas desembocando em rios que cataratam além das pontes partidas da vida e morte.
Quiçá verbos outros sejam criados para conjugarem novos idílios que se tornarão fantasias, novas sorrelfas que se tornarão ilusões, novas quimeras que se tornarão sonhos, novos questionamentos que se tornarão querências de respostas, hoje nada mais, plena vacuidade, a andança sem fim, só a poeira como certeza da estrada, só a água do rio passando de por baixo da ponte, só a coruja cantando na madrugada, pousada no galho de árvore. E na memória da pequena frase perdida outra frase surge: "Eis o que fiz do tempo que me pedira!"
Sendeiros, em sendo de sidos as trevas, mistérios, enigmas, sombras, brumas deambulam, perambulam, percorrem as alamedas inóspitas e íngremes, silenciando a altissonância das vozes que proferem as sílabas e letras, ipsis litteris, adentro a solidão que perpassa a vida, remendando passadiços nos conformes e devidos elevados do ser em sido, do tempo em templado, de tábuas evangélicas e crentes de dogmas de papados eternos de vaticanas esperanças da pobreza, miséria, ingência, del-igência do amor espiritual do divino sonho da plen-itude...
Talvez esteja em absoluto equivocado, mas o futuro é o porvir, o vir-a-ser, não acontecido do nada, continuidade do efêmero tecendo o eterno, o nada crocheteando o tudo, o desencontro costurando os sonhos do verbo amar, o não-ser versejando a alma do ser... A pequena frase reluz na memória: "Mas só pedi um tempo a você..."
O tempo de amanhã para os olhos de hoje: a pinguela, o mata-burros, a ponte partida, o beco sem saída, o túmulo aberto sem o cadáver para nele depositar, a palavra sem quaisquer sentidos. Nada de poesia evocando a beleza, nada de versos sonhando o absoluto, nada de prosa literária inspirando a consciência do instante-limite, nada de filosofia despertando a liberdade para o ser, nada de crítica para esclarecer e fundamentar as razões de o Ser haver sido perdido nos anais da história.
Sendeiros, Sendeiros! Paraíso celestial - ser não é mostrar-se, mostrar-se não é ser. Volúpias, êxtases, gozos, clímaces, do nada, trans-elevando a nonada, do inaudito, trans-crevendo a travessia da nonada às con-tingências de sofrimentos, dores, "blues of dispair"...


(**RIO DE JANEIRO**, 24 DE MAIO DE 2017)


#RESPOSTA AO CRÍTICO-LITERÁRIO Paulo Ursine Krettli# - CRÍTICO-LITERÁRIO: Manoel Ferreira Neto


Consta-me o vosso interesse específico e sine qua non, excelentíssimo crítico literário Paulo Ursine Krettli, é a de-monstração do Barroco Moderno na minha obra, ser ela "barroca moderna". No que concerne à de-monstração, que nos termos significa "pres-ent-ificar" as características nela existentes que fundamentem a ideia levantada, os pro-jectos a serem atingidos, vós haveis de concordar que as questões filosóficas vinculadas à obra, em todos os níveis, não apenas do eu/personagem, devem estar presentes. Cientifico-vos de que a minha obra na sua ampl-itude é literária-filosófica, filosófica-literária, e des-considerar a filosofia vinculada a ela nada mais é que adulterá-la, re-duzi-la, não atingindo o seu "eidos", a sua "eidética".
Se vós ob-servardes e con-templardes com percuciência, ensaios, monografias, dissertações, teses, seja em que nível for, literário, poético, sociológico, etc., a pedra de toque é a Filosofia, e isto por duas razões singulares e peculiares, nada existe sem a filosofia, nenhuma ciência, nenhuma arte, ela é o "movimento" de tudo, e em segunda instância, a Filosofia numa crítica literária é a pedra angular que vai abrindo as perspectivas para o aprofundamento, para o mergulho na obra.
Se vós des-considerardes estas questões na vossa crítica literária de minha obra, não sereis capaz de adentrar-vos nela e demonstrardes o Barroco Moderno presente nela, nem mesmo qualquer outro nível de idéia levantada para a definir e conceituar. Compreendi e entendi que as vossas críticas até o instante presente se fundamentaram na História da Literatura, inclusive havendo uma que muito me admirou: vós colocastes um "artigo" do Google sobre o Barroco, não havendo qualquer modificação de sua escritura. Desconfiei dela e fui ao Google pesquisar, encontrei-a nos seus termos ipsis litteris e ipsis verbis. Endosso o fato de que a História da Literatura deva estar presente nesta vossa de-monstração, de início, mas a permanência dela prejudica in totum a amplitude dela. As idéias filosóficas nela presentes é condição sine qua non para o seu entendimento e compreensão.
Um exemplo simples para adornar, ornamentar. Nos nossos estudos universitários da obra de Franz Kafka, aqueles ensandecidos professores viam a obra somente sob o prisma da Psicanálise, e muitos uni-versos da obra sendo desconhecidos, capengavam, coxeavam a obra kafkiana com suas neuroses psicanalíticas, como aliás era práxis de muitos críticos literários. Hoje, felizmente, os críticos, mestres, doutores, ensaístas deixaram a visão psicanalítica da obra kafkiana e mergulharam noutros uni-versos, trazendo todo o universo da obra à superfície. O mesmo fizeram com o filósofo Nietzsche, centralizaram-se no "ateísmo" nietzschiano e adulteraram a obra.
A ampl-itude da obra é o interesse do Crítico Literário. Levaram-me oito consecutivos anos para escrever a minha Tese O ESPÍRITO SUBTERRÂNEO sobre a obra completa de Dostoiévski, e nela estão presentes a Teologia, a Sociologia, a Filosofia, a Psicologia, a Psicanálise, porque na obra estão presentes. Hoje estou pensando revisitá-la, pois que outros estudos foram realizados desde 2007, quando a terminei.
Sou o autor da obra, portanto tenho o direito inalienável de defendê-la de reduções críticas, de adulterações de seu uni-verso. E o que mais me preocupa: o leitor tem o direito de compreender e entender a obra. O escritor não é escritor porque escreve, mas porque é lido, então sou eminentemente responsável com ele. Não ataco vós o crítico, defendo a minha obra. Que isto fique ipsis litteris e ipsis verbis dito com todas as letras para que não hajam dúvidas.
Os meus cumprimentos e respeito.


Manoel Ferreira Neto.
(**RIO DE JANEIRO**, 24 DE MAIO DE 2017)


Ao crítico literário os pormenores do texto produzido e não a íntegra da conceituação histórica da literatura para a cristalização ou gênesis da arte, tão pouco questões filosóficas vinculadas ao “eu”, quando o caso não requerer. Ao comentar, mencionar, abrir o leque para o entendimento do eu/personagem em alguma obra literária, o crítico literário não especula evidências literárias e filosóficas do autor e sua própria vida, o que seria possível somente com estudos e pesquisas – confrontando, dissecando, alavancando algo novo etc - de tudo que ele produziu e viveu. Manoel Ferreira Neto, no texto em questão diz “(...) serem verbos para ninguém e serem verbos para todos -, não digo de aceitar e endossar minhas palavras, mas saber que são as minhas verdades únicas, diria simplesmente que o melhor para mim teria sido não haver nascido, não ser, ser nada (...)” ou “(...) Desejaria ser mais um espírito livre do que posso ser. Seria isto uma quimera, e nos instantes em que penso e sinto esta liberdade de espírito a que tanto aspiro eu não ser possível, agarro-me a ela, fantasiando-a, dando-a contornos de realidade e de uma verdade minha?(...)”, o que fica claro que não se pode não se acreditar nem creditar-se apenas nas estruturas e nos conceitos literários e filosóficos para fazê-los verdades a outros o que se nega a si mesmo ou se busca nalguma liberdade de espírito para fantasiar uma realidade e uma verdade, a sua. Creio, que ao texto, o crítico literário não infringiu estruturas ou conceitos literários ou filosóficos, justamente por não conhecer e os sabê-lo todos, em especial os da filosofia, diga-se, de passagem, difícil, questionadora, inacabável!


Paulo Ursine Krettli