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domingo, 31 de julho de 2016

COMENTÁRIO DA AMIGA ANA SOFIA CARVALHO AO TEXTO //**BÁRATRO DA ALTIVEZ**//


Poderia referir-me a este texto como "A filosofia da Palavra" mas talvez seja mais acertado falar de "exegese da filosofia da palavra", uma espécie de relato do Big Bang da linguística pensada e escrita (não tanto, penso, falada) que nos transporta numa espe´cie de viagem temporal e espacial de desenvolvimento do ser da palavra até à sua materialização como tal.
Ademais, a destreza quase crua do texto - como me parece ser a nota singular do autor - não abdica dos aspetos estético-literários, mediante a utilização fértil de metáforas e figuras de estilo de enorme beleza.
Uma última nota: conheço e admiro dois grandes escritóres que me parecem partilhar consigo uma outra característica muito sui generis: a capacidade de reinventar a língua, ou melhor, o léxico, criando novas palavras: falo de Saramago e Mia Couto, cada um à sua maneira, e no caso do Nobel já desaparecido, a criatividade não tanto do léxico, mas semântica ( através de uma reinvenção da prosa, recorrendo a uma nova caligrafia e pontuação frásica, sem recurso a vírgulas, pontos aspas ou travessões - tema que daria pano para mangas...).
Neste ensejo, cae-me apenas reforçar o enorme prazer que retiro da leitura da sua prosa, quando o meu intelecto se vê ainda dotado de capacidade cognitiva para tanto. Bem haja por partilhar!



Ana Sofia Carvalho.



**BARÁTRO DA ALTIVEZ**
Manoel Ferreira Neto/Ana Júlia Machado



Epígrafe:



Os caminhos das Letras só as letras conhecem.



Místicas semânticas de versos lavrando pontes partidas de sentidos, significados, à busca do outro lado da alma que perscruta o finito-in atrás do absoluto, elecubra o verso-uni do nada metafísico isento de qualquer dimensão abstrata, abertura plena para a con-templação dos verbos do espírito que dimensionam a visualização do ser, para a visualização das éresis do tempo, seiva dos sonhos que concebem os desejos retrógrados do nada seduzindo o vir-a-ser do efêmero, núpcia de êxtases, conluio de prazeres, síntese que projecta sentimentos e emoções breves, náuseas do vazio.
Há instantes em que as palavras fluem livremente, jorram à revelia, surpresa, espanto, ad-miração; há instantes outros palavra alguma se a-nuncia, revela, desespero, agonia, angústia. Criatividade em que recanto da sensibilidade se esconde? Nada de res-posta.
Silêncio.
Solidão.



Místicas e míticas perspectivas do porvir no chão de giz, na estrada de poeiras, na sarjeta de imundícies.
Quem me dera agora miríades de cintilâncias estrelares a iluminarem as ausências de vernáculos que re-versam as ipseidades ipisis do verbo eterno dizendo os pretéritos do nada, no instante-limite da náusea que vomita as entranhas do inaudito silêncio da vida, os lapsos de memória que in-versam as deidades litteris das regências ad-verbiais e nominas que habitam as vacuidades professando os confins dos adnominais adjuntos do infinitivo em plena deificação do perpétuo, quando os demônios fenecam os dogmas e preceitos da má-fé, as falhas de idéias e pensamentos que revelam o logus do tempo e das infinit-itudes do uni-verso e horizonte perpassando, pervagando, vagueando de pers em pers, de iríadas em iríadas nas arribas do abismo, de éresis em éresis nos confins da colina banhada com as águas oceânicas, enquanto sibilam os ventos ansiosos por girarem o catavento no alto da montanha de lobos da estepe, enquanto a origem das cinzas que gerou o estar-no-mundo nihiliza as cinzas pósteras postergando a postumidade ao léu onde judas perdeu as sandálias judaicas e judias. E Jeová dança o candomblé da morte efêmera plen-ificada de orvalhos notívagos do sempre-eterno que se des-fazem com os primeiros raios de sol do alvorecer. E Allah erotiza as performances dos rituais de macumba, completa orgia.
Deus lhe pague! Por este nada que abisma o tudo na fonte originária do inferno metafísico do sábado de preceitos. Por estas pontes partidas que, apesar das estratégias para a travessia, levam às oliveiras do vento o que a vida ao léu levou , trans-elevam as sendas de a humanidade desertar-se nos oásis da má-fé, os homens caminham no re-verso, ad-verso, trans-verso à espiritualidade do sonho de ser o ser, engolfando-se perpetuamente no vazio nada da náusea perpétua.



Fantasiar os modelos,
Avigorar
De ex- celsitude e fé
De achar-se a cada momento de meditação
Ou de manumissão da sensibilidade e comoções,
Ambicionando a harmonia revérbero do autêntico,
Mas um revérbero denunciador,
“O autêntico domínio de contemplar de frontispício,
Enxergando factos que geralmente não avista”
Autónomo considerar ilimitado,
Autónomo – alvitre da pulcritude incomum
Num único feitiço,
Num só reflexo ou iluminar das sensações,
De suas grandezas de sentir e percepção,
Num somente pasmo das sensibilidades
E sensibilidades que desabotoam os hábitos de quem reside na solidão
Ser, os outorgamentos reais do Não – ser,
Profundez da fatuidade desajuizada,
Báratro da altivez imponderada, disparate,
Superficialidade do orgulho descaracterizado,
Ostentação de ser, de suceder,
De passar a adorar no decorrido e trajectória
Da existência
O esplendor da castidade intelectual,
... Inteirar o saber sensitivo ao
Saber lógico para abolir o raciocínio
Presente, alteando a uma causa
Não unicamente da cabeça, mas do Ente por completo”.
Espertando em mim as energias fecundantes da existência,
As extensões dos anseios de desafaimar a avidez de erudição,
As querenças das veras e da ciência
Perspicaz e infectadas de distintos eternos a serem avassalados,
Executo a minha consciência âmago,
A natureza da existência, recôndito.


COMENTÁRIO DA AMIGA SONIA SON DOS POEM GONÇALVES AO TEXTO //**INTERDITO DE CANÇÕES PRELIMINARES**//


Maravilhoso!!!!Parece traduzir o que escrevo,..Teu rico vocabulário poético é surpreendente uma viagem ao centro das estrelas num universo dos polares efémeros...Tanta magia possui em seu texto que sim é mitico e mistico com certeza ..Senão for será o mito do poeta dos escritos misticos , das miriades estelares, das corujas que circundam as fases lunares...Teu texto é inspirador poeta!!Amei cada linha...Bjos



Sonia Son Dos Poem Gonçalves



Com certeza é isto mesmo, Soninha. Sinto-me um mito sim, pois que nesta linguagem e estilo não há quem escreva. Faço deste mito escritos místicos. Você traduziu com excelência: "... mito do poeta dos escritos místicos..." Sempre sonhei com a Filosofia Literária e Poética, mas tudo tem seus tempo, pois que este tempo são as experiências vividas e adquiridas. Levei cinquenta anos para realizar. Um grande abraço, querida, e obrigado pelo epíteto POETA DOS ESCRITOS MÍSTICOS.



**INTER-DITO DE CANÇÕES PRELIMINARES**
Manoel Ferreira Neto/Ana Júlia Machado.



AMAR
Intransmissível Um -Verso de eloquências de devaneios,
Entrançando de imagos, ópticas,
Lobos do "rosto-ser", sensibilidades sôfregas, pejadas
Ornando de ânsias, imaginações, expectativas
Coligações do "eu"/"tu", "nós" de pesquisas do outro mundo
A feitiçaria do contacto, blandícia, a magnificência do enlevo,
A deleitação do tempo nas alas das expugnações, execuções,
Alvoroços paliando de existência a área de recompondo
De posturas, momices, procedimentos,
Proferindo o espírito na palavra da concupiscência,
Consciências em sinopse experimentada, vivida,
Um-poema de termos que patenteiam
Exactidões do ser-nós,
Verso-uno da criatividade da caridade que reside
A alma de natureza do excelso,
Em noitadas de lua e resplandeceria de astro
O ser-verbo-do- pleno "adorar a querença"
Idolatram-se encanastrados, em sinopse do irrepreensível
E do inacabado no superior exemplar
Esplendoroso ao futuro do tempo
Que pressagia o alvorejar da insubstancialidade.



Inter-dito de canções preliminares, blues liminares, ritmado de re-versas líricas do singelo e sublime, das meiguices insolentes do inferno, melodiado de in-versos sentimentos e emoções a sensibilizarem a alma, inspirando-a a con-templar nos inauditos mistérios do eterno as linhas infinitas que tecem de sonhos e esperanças o silêncio do som que esplende a todos os recantos e sítios da terra volúpias voluptuosas extasiando as vontades do perfeito, em cujas bordas residem nuanças in-finitivas da estesia do além, além prefigurado de nonsenses, além performado de vacuidades, além metafórico de símbolos e signos genéticoas, originários da luz que precede a concepção da vida, venezianas abertas para o templo edênio do absoluto, por onde as contingências da morte, em rituais míticos e místicos, bailam a performance da solidão do nada, e nas perspectivas de que contingências são pedras angulares e de toque para a consciência e sabedoria de outras dimensões sensíveis para a verdade de os verbos do ser circunvagarem nas pre-fundidades do pretérito sempre à busca de suas origens, com isto esperando alçar vôos percucientes ao uni-verso das angústias e prazeres, volúpias e a-gonias, ao horizonte das náuseas e medos, assim suprassumindo os folk-lores da morte além da morte, aquilo de que no mundo as felicidades são efêmeras, quase idílios, mas na morte, além da morte o vazio pleno e imortal das esperanças e sonhos, as dores e sofrimentos do mundo são alegrias e prazeres inomináveis, indescritíveis.
Ah, creio que a vida e a morte não me dizem mais quaisquer sentidos, quaisquer importâncias, o melhor mesmo é seguir ouvindo cada vez mais nitidamente o inter-dito de canções preliminares, canções que afinam os ouvidos para sentir o som linguístico e semântico do vir-verbo de ser do tempo de origens e genesis das primevas a-nunciações do que concebe a vida precedendo o espírito, antecedendo a alma, postergando e protelando o corpo de carne e ossos.
Luzes no caminho de trevas. Flores nos silvestres das baiúcas, onde o nada, nonada, efêmero, vão de cara a cara com o deserto da vida sem qualquer essência, projetam, lançam o tempo das efemeridades à vacuidade do não-ser da morte. A vida são os inter-ditos de canções preliminares, blues liminares, em cujas singulares e peculiares notas o absoluto fenece e o nada concebe-se nas dialéticas do olho que manda o outro olho catar coquinhos no terreno baldio das pectivas-inter do sentimento à busca da inspiração do poema-som da id-ent-idade pre-sent-ificada da verdade.


**O NADA E A IMAGEM DO NADA** - ANÁLISE DE "O NADA", DA ARTISTA PLÁSTICA(PINTORA) GRAÇA FONTIS


O "nada" é visto, enxergado, con-templado conforme as experiências, vivências, conforme a visão-{de}-mundo à luz da dialética do "efêmero" e "eterno" sob os sentimentos e experiências dos verbos con-tingenciais, esperanças do ser e da liberdade. A percepção, intuição, visualização do nada de um filósofo e de um artista-plástico são eminentemente ad-versas e diferentes. A imagem do Nada é o objeto do pintor, A estrutura do Nada na Consciência é o objeto do filósofo. Neste poema O Nada, a artista-plástica, Graça Fontis, na estrutura do conceito de Nada, mas pintar a a-nunciação do Nada, o instante-limite de seu surgimento, aparição - não se a-nuncia entre o efêmero e o eterno, localizando-se no centro dessa dialética, mas a sua origem no seio da alma, isto é, a luz e a contra-luz do espírito e da alma, aquele é a dimensão da trans-cendência dos sofrimentos e dores do estar-sendo no mundo frente às decisões e consequências, esta é vivência e experiência do quotidiano, a imagem do Nada é o sopro de vida que se des-integrou, mas no "mergulho dentro do labirinto" da alma, que no seu bojo, algibeira, alforje, dentro de si traz sempre a esperança e os sonhos de suprassunção e superação de seus problemas, é o "eu mais forte a suplicar,/Clamando oásis em salvação". O eu é viajante nas penumbras que trouxeram à luz a imagem do Nada, a busca da liberdade de con-templar e sentir as paisagens do In-finito, e no âmago dele residindo sonhos dentro de outros sonhos, dentro de outros sonhos, dentro de outros sonhos. Não é o Nada que perdido está, é apenas uma fachada, sim a alma que se engolfou, mergulhou nos interstícios da dor e do sofrimento, das angústias e náuseas. Nestas circunstâncias, a alma se servindo, utilizando-se de suas sensações, sentimentos, emoções, revela-se arco-íris sombrio, de cores neutras. a morte sorrateira sonda à cabeceira - à cabeceira de quê? À cabeceira do instante-limite de suas angústias, e a vida se mostrando nas perspectivas do Nada. O eu sente arrepios, calafrios noturnos, pois que o "outro", a vida, se pres-ent-ifica. O eu e o nada são companheiros na madrugada, mas o nada, que neste instante do poema não é apenas imagem, mas presença, é a "cara" da esperança da liberdade, a utopia do ser, "onde gélidas palavras/Invadem e violam" as dores e sofrimentos, angústias, medos, trans-literalizando-lhes, trans-cendendo-lhes. Sonhos se a-nunciam, se re-velam, se mostram, inda que sem forma, a delineação, burilação da forma ficará à carga do tempo. Abre-se a porta para o Infinito, para a Eternidade. O Nada se a-nunciou para identificar-se como GRITO, grito de liberdade. A artista-plástica pintora, Graça Fontis, passa a perna na visão-de-nada do filósofo, e revela a Imagem que é o "Oásis da Salvação", o verbo do Ser e da Liberdade.



Manoel Ferreira Neto



O N A D A



Um sopro de vida
Desintegrou-se...
Num mergulho
Dentro deste labirinto;
E...
Um eu mais forte a suplicar,
Clamando oásis em salvação. .
Espera por mim.
Pálida manhã!
O cinza entristece...
A alma.
Viajante destas penumbras,
Perdida estás...
És apenas,
Uma fachada,
Imagem sem conteúdo
Que jamais foi palpável.
Um arco-íris sombrio...
De cores neutras,
A morte sorrateira,
Sondando à cabeceira.
Sinto arrepios,
Calafrios noturnos...
Companheiros na madrugada;
Onde gélidas palavras
Invadem e violam...
Meus sonhos,
Algo sem forma;
Uma porta para..
O infinito
A eternidade
O nada
Um grito!



30/07/2016


**BARÁTRO DA ALTIVEZ** - Manoel Ferreira Neto/Ana Júlia Machado


Epígrafe:

Os caminhos das Letras só as letras conhecem.



Místicas semânticas de versos lavrando pontes partidas de sentidos, significados, à busca do outro lado da alma que perscruta o finito-in atrás do absoluto, elecubra o verso-uni do nada metafísico isento de qualquer dimensão abstrata, abertura plena para a con-templação dos verbos do espírito que dimensionam a visualização do ser, para a visualização das éresis do tempo, seiva dos sonhos que concebem os desejos retrógrados do nada seduzindo o vir-a-ser do efêmero, núpcia de êxtases, conluio de prazeres, síntese que projecta sentimentos e emoções breves, náuseas do vazio.
Há instantes em que as palavras fluem livremente, jorram à revelia, surpresa, espanto, ad-miração; há instantes outros palavra alguma se a-nuncia, revela, desespero, agonia, angústia. Criatividade em que recanto da sensibilidade se esconde? Nada de res-posta.
Silêncio.
Solidão.



Místicas e míticas perspectivas do porvir no chão de giz, na estrada de poeiras, na sarjeta de imundícies.
Quem me dera agora miríades de cintilâncias estrelares a iluminarem as ausências de vernáculos que re-versam as ipseidades ipisis do verbo eterno dizendo os pretéritos do nada, no instante-limite da náusea que vomita as entranhas do inaudito silêncio da vida, os lapsos de memória que in-versam as deidades litteris das regências ad-verbiais e nominas que habitam as vacuidades professando os confins dos adnominais adjuntos do infinitivo em plena deificação do perpétuo, quando os demônios fenecam os dogmas e preceitos da má-fé, as falhas de idéias e pensamentos que revelam o logus do tempo e das infinit-itudes do uni-verso e horizonte perpassando, pervagando, vagueando de pers em pers, de iríadas em iríadas nas arribas do abismo, de éresis em éresis nos confins da colina banhada com as águas oceânicas, enquanto sibilam os ventos ansiosos por girarem o catavento no alto da montanha de lobos da estepe, enquanto a origem das cinzas que gerou o estar-no-mundo nihiliza as cinzas pósteras postergando a postumidade ao léu onde judas perdeu as sandálias judaicas e judias. E Jeová dança o candomblé da morte efêmera plen-ificada de orvalhos notívagos do sempre-eterno que se des-fazem com os primeiros raios de sol do alvorecer. E Allah erotiza as performances dos rituais de macumba, completa orgia.
Deus lhe pague! Por este nada que abisma o tudo na fonte originária do inferno metafísico do sábado de preceitos. Por estas pontes partidas que, apesar das estratégias para a travessia, levam às oliveiras do vento o que a vida ao léu levou , trans-elevam as sendas de a humanidade desertar-se nos oásis da má-fé, os homens caminham no re-verso, ad-verso, trans-verso à espiritualidade do sonho de ser o ser, engolfando-se perpetuamente no vazio nada da náusea perpétua.



Fantasiar os modelos,
Avigorar
De ex- celsitude e fé
De achar-se a cada momento de meditação
Ou de manumissão da sensibilidade e comoções,
Ambicionando a harmonia revérbero do autêntico,
Mas um revérbero denunciador,
“O autêntico domínio de contemplar de frontispício,
Enxergando factos que geralmente não avista”
Autónomo considerar ilimitado,
Autónomo – alvitre da pulcritude incomum
Num único feitiço,
Num só reflexo ou iluminar das sensações,
De suas grandezas de sentir e percepção,
Num somente pasmo das sensibilidades
E sensibilidades que desabotoam os hábitos de quem reside na solidão
Ser, os outorgamentos reais do Não – ser,
Profundez da fatuidade desajuizada,
Báratro da altivez imponderada, disparate,
Superficialidade do orgulho descaracterizado,
Ostentação de ser, de suceder,
De passar a adorar no decorrido e trajectória
Da existência
O esplendor da castidade intelectual,
... Inteirar o saber sensitivo ao
Saber lógico para abolir o raciocínio
Presente, alteando a uma causa
Não unicamente da cabeça, mas do Ente por completo”.
Espertando em mim as energias fecundantes da existência,
As extensões dos anseios de desafaimar a avidez de erudição,
As querenças das veras e da ciência
Perspicaz e infectadas de distintos eternos a serem avassalados,
Executo a minha consciência âmago,
A natureza da existência, recôndito


sábado, 30 de julho de 2016

ZAGAIAS DE VERBOS, SONHOS E ILUSÕES - Manoel Ferreira Neto/Graça Fontis


Velhas memórias de éritas melancolias contingenciais,
Velhas lembranças, outroras das recordações,
Passados idílios, zagaias utopias e nostalgias ideológicas,
Face de semblante e fisionomia de retrocedidas e retógradas
Na moldura do espelho re-flectida e re-pres-ent-ada
Introspecção, circunspecção
Tempo re-verso de re-versas inspirações, percepções, intuições
De esperanças tecendo com a linha da fé as sorrelfas
De sonos protelando encontros e des-encontros,
Postergando fantasias e a-nunciações de dialéticas e contradicções
Enquanto o violino e a cítara executam melodias e ritmos, acordes
Sonorizando sonhos e ilusões de futurais pers de pectivas
Da alma re-colhendo e a-colhendo nas vozes do tempo,
No silêncio dos verbos de vernáculos obsoletos e obtusos
O que lhe falta, a sua falha, manque-d´êtres e forclusions
Para a perfeição de seus desejos e fissuras do pleno
Precedendo o eterno, re-trocedendo o absoluto
Nas curvas que nas imagens re-produzidas recebidas pelo
Côncavo do espelho o convexo re-moldura a luz e a contra-luz,
Para a imperfeição de seus enganos e tesões e volúpias do efêmero,
Ribaltados nos cumes e auspícios da sombra
No terreno baldio da travessia de uma margem do campo
À outra do vale,
Incidida ao in-finitivo do nada
Ultrapassando os limites do in-audito e in-cogno-scível,
Trans-cendendo as barreiras dos impossíveis e inconcebíveis
Trans-elevando as fronteiras da fertilidade da imaginação, instinto,
Flanando nas asas do vento livres e leves,
Soltos no espaço sob os flashes de raios solares,
Pre-nunciando de subjuntivos, particípios, gerúndios, in-fin-itivos
Os ideais da liberdade, da consciência, da res-ponsabilidade
Com a chama da lareira do vazio, da náusea, do nada,
De antemão às revezes o grito antigo, milenar, uni-versal,
Rouquenho, desafinado, na boca do trombone da dor,
Ruminando, sentindo-me às vezes como quem esgoela
Sem eiras e nem beiras
Elencando de linguísticas, semânticas, estilísticas
Os vestígios dos comportamentos, atitudes e ações
À busca do que sacia a sede de conhecer os mistérios e enigmas,
Sarapalhadas, salpicadas de ritmos, melodias, acordes,..



Aos quiçás
De olhos brilhantes
Águas salobras inundando a face
Mesmo na felicidade,
Ora me fitam
E os fito também
Numa mera, pura fixação
Simples conversa de olhar
Integram-se intensamente
Reflexos que em meu ser
Para sempre irá ficar.
Eles me falam
Pedem e indagam
Mas... não respondem
Minhas perguntas.
Ó incerteza!
Por que ao me fitar
Não diz o que tanto desejo saber?
Se prá você sou apenas...
Insignificante prazer...



Manoel Ferreira Neto
(29 de julho de 2016)