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segunda-feira, 31 de julho de 2017

SONINHA SON Sonia Gonçalves COMENTA O AFORISMO 71 /**NUANÇAS IN-FINITIVAS DA ESTESIA DO ALÉM**/


Espetacular!!! Mais um brilhante texto com sua marca meu querido. Lógico não pude deixar de me encontrar aqui e acolá, entre um parágrafo e outro. Pois tal qual você adoro colher as miríades estelares segurá-las em fogo e brasa entre os dedos deixando fluir o enredo da composição, texto enobrecido o teu, com pormenores detalhados em sua canções preliminares, sugestivos aliás no meu poema abstrato em versos ocultos que você bem sabe captar tão bem. Me disseram há pouco minha linguagem erudita, em absoluto! Erudita é meu amigo Manoel Ferreira Neto a minha linguagem é apenas rebuscada de quem admira, ama e respeita a língua portuguesa em seus mais variados significados.Meu amigo escritor-poeta Manu, esse sim, mantém uma linguagem tão erudita que chega a ser obscena de tão linda e desnuda! Eu AMOOO muito!Te aplaudo pelos versos eloquentes e pelo riquíssimo texto sempre! Aplaudo a nossa Gracinha tão amável e talentosa! Amei a arte também de uma forma bem especia...Bjos Manu...Grata pela postagem.


Sonia Gonçalves


#AFORISMO 71/NUANÇAS IN-FINITIVAS DA ESTESIA DO ALÉM#
GRAÇA FONTIS: PINTURA
Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


"Silêncio do som que esplende a todos os recantos e sítios da terra volúpias voluptuosas extasiando as vontades do perfeito" (Manoel Ferreira Neto)


Epígrafe:


"A alma na sua transitoriedade planteia angustiada presságios sonoros poematizando ansiosa a sobrevivência num pragmatismo existencial" (Graça Fontis)


Intransmissível Um-Verso de eloquências, de devaneios,
Entrançando de imagos, ópticas,
Lobos do "rosto-ser", sensibilidades sôfregas, pejadas
Ornando de ânsias, imaginações, expectativas
Coligações do "eu"/"tu", "nós" de pesquisas do outro mundo
A feitiçaria do contacto, blandícia, a magnificência do enlevo,
A deleitação do tempo nas alas das expugnações, execuções,
Alvoroços paliando de existência a área de recompondo
De posturas, momices, procedimentos,
Proferindo o espírito na palavra da concupiscência,
Consciências em sinopse experimentada, vivida,
Um-poema de termos que patenteiam
Exactidões do ser-nós,
Verso-uno da criatividade da caridade que reside
A alma de natureza do excelso,
Em noitadas de lua e resplandeceria de astro
O ser-verbo-do- pleno "adorar a querença"
Idolatram-se encanastrados, em sinopse do irrepreensível
E do inacabado no superior exemplar
Esplendoroso ao futuro do tempo
Que pressagia o alvorejar da insubstancialidade.


Inter-dito de canções preliminares, ritmado de re-versas líricas do singelo e sublime, melodiado de in-versos sentimentos e emoções a sensibilizarem a alma, inspirando-a a con-templar nos inauditos mistérios do eterno as linhas infinitas que tecem de sonhos e esperanças o silêncio do som que esplende a todos os recantos e sítios da terra volúpias voluptuosas extasiando as vontades do perfeito, em cujas bordas residem nuanças in-finitivas da estesia do além, além prefigurado de nonsenses, além performado de vacuidades, além metafórico de símbolos e signos genéticos, originários da luz que precede a concepção da vida, venezianas abertas para o templo edênio do absoluto, por onde as contingências da morte, em rituais míticos e místicos, bailam a performance da solidão do nada, e nas perspectivas de que contingências são pedras angulares e de toque para a consciência e sabedoria de outras dimensões sensíveis para a verdade de os verbos do ser circunvagarem nas pre-fundidades do pretérito sempre à busca de suas origens, com isto esperando alçar vôos percucientes ao uni-verso das angústias e prazeres, ao horizonte das náuseas e medos, assim suprassumindo os folk-lores da morte além da morte, aquilo de que no mundo as felicidades são efêmeras, quase idílios, mas na morte além da morte o vazio pleno e imortal das esperanças e sonhos, as dores e sofrimentos do mundo são alegrias e prazeres inomináveis, indescritíveis.


Ah, creio que a morte não me diz mais quaisquer sentidos, quaisquer importâncias, o melhor mesmo é seguir ouvindo cada vez mais nitidamente o inter-dito de canções preliminares, canções que afinam os ouvidos para sentir o som linguístico e semântico do vir-verbo de ser do tempo de origens e genesis das primevas a-nunciações do que concebe a vida precedendo o espírito, antecedendo a alma, postergando e protelando o corpo de carne e ossos.


Luzes no caminho de trevas. Flores nos silvestres das baiucas, onde o nada, nonada, efêmero, vazio de cara a cara com o deserto da vida sem qualquer essência, projetam, lançam o tempo das efemeridades à vacuidade do não-ser da morte. A vida são os inter-ditos de canções preliminares, em cujas singulares e peculiares notas o absoluto fenece e o nada concebe-se nas dialéticas do olho que manda o outro olho catar coquinhos no terreno baldio das pectivas-inter do sentimento à busca da inspiração do poema-som da id-ent-idade pre-sent-ificada da verdade.


(**RIO DE JANEIRO**, 30 DE JULHO DE 2017)


#AFORISMO 71/NUANÇAS IN-FINITIVAS DA ESTESIA DO ALÉM# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


"Silêncio do som que esplende a todos os recantos e sítios da terra volúpias voluptuosas extasiando as vontades do perfeito" (Manoel Ferreira Neto)


Epígrafe:


"A alma na sua transitoriedade planteia angustiada presságios sonoros poematizando ansiosa a sobrevivência num pragmatismo existencial" (Graça Fontis)


Intransmissível Um-Verso de eloquências, de devaneios,
Entrançando de imagos, ópticas,
Lobos do "rosto-ser", sensibilidades sôfregas, pejadas
Ornando de ânsias, imaginações, expectativas
Coligações do "eu"/"tu", "nós" de pesquisas do outro mundo
A feitiçaria do contacto, blandícia, a magnificência do enlevo,
A deleitação do tempo nas alas das expugnações, execuções,
Alvoroços paliando de existência a área de recompondo
De posturas, momices, procedimentos,
Proferindo o espírito na palavra da concupiscência,
Consciências em sinopse experimentada, vivida,
Um-poema de termos que patenteiam
Exactidões do ser-nós,
Verso-uno da criatividade da caridade que reside
A alma de natureza do excelso,
Em noitadas de lua e resplandeceria de astro
O ser-verbo-do- pleno "adorar a querença"
Idolatram-se encanastrados, em sinopse do irrepreensível
E do inacabado no superior exemplar
Esplendoroso ao futuro do tempo
Que pressagia o alvorejar da insubstancialidade.


Inter-dito de canções preliminares, ritmado de re-versas líricas do singelo e sublime, melodiado de in-versos sentimentos e emoções a sensibilizarem a alma, inspirando-a a con-templar nos inauditos mistérios do eterno as linhas infinitas que tecem de sonhos e esperanças o silêncio do som que esplende a todos os recantos e sítios da terra volúpias voluptuosas extasiando as vontades do perfeito, em cujas bordas residem nuanças in-finitivas da estesia do além, além prefigurado de nonsenses, além performado de vacuidades, além metafórico de símbolos e signos genéticos, originários da luz que precede a concepção da vida, venezianas abertas para o templo edênio do absoluto, por onde as contingências da morte, em rituais míticos e místicos, bailam a performance da solidão do nada, e nas perspectivas de que contingências são pedras angulares e de toque para a consciência e sabedoria de outras dimensões sensíveis para a verdade de os verbos do ser circunvagarem nas pre-fundidades do pretérito sempre à busca de suas origens, com isto esperando alçar vôos percucientes ao uni-verso das angústias e prazeres, ao horizonte das náuseas e medos, assim suprassumindo os folk-lores da morte além da morte, aquilo de que no mundo as felicidades são efêmeras, quase idílios, mas na morte além da morte o vazio pleno e imortal das esperanças e sonhos, as dores e sofrimentos do mundo são alegrias e prazeres inomináveis, indescritíveis.


Ah, creio que a morte não me diz mais quaisquer sentidos, quaisquer importâncias, o melhor mesmo é seguir ouvindo cada vez mais nitidamente o inter-dito de canções preliminares, canções que afinam os ouvidos para sentir o som linguístico e semântico do vir-verbo de ser do tempo de origens e genesis das primevas a-nunciações do que concebe a vida precedendo o espírito, antecedendo a alma, postergando e protelando o corpo de carne e ossos.


Luzes no caminho de trevas. Flores nos silvestres das baiucas, onde o nada, nonada, efêmero, vazio de cara a cara com o deserto da vida sem qualquer essência, projetam, lançam o tempo das efemeridades à vacuidade do não-ser da morte. A vida são os inter-ditos de canções preliminares, em cujas singulares e peculiares notas o absoluto fenece e o nada concebe-se nas dialéticas do olho que manda o outro olho catar coquinhos no terreno baldio das pectivas-inter do sentimento à busca da inspiração do poema-som da id-ent-idade pre-sent-ificada da verdade.


(**RIO DE JANEIRO**, 30 DE JULHO DE 2017)


#AFORISMO 72/A VERDADE ALÉM DAS VERDADES# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Pensar a verdade além das verdades, sentir e pensar a con-tingência além das con-tingências, con-templar o conhecimento e a sabedoria com a verdade dos sonhos, esperanças, vontades, utopias, desejos... são atitudes e ações de seres humanos efetivamente conscientes do Verbo, a abertura para a conjugação do ec-sistir plenamente, e ec-sistir plenamente é verbalizar a dor, sofrimento, as angústias do estar-no-mundo, vivê-los na carne e nos ossos, desejando superá-los, suprassumi-los, con-sentindo que o Ser se faz continuamente na continuidade do tempo; pode haver realmente aí alguma coisa como um mergulho na alma, na inconsciência, à busca do "Ser". Significam que o ser humano expressa ou percebe seus valores ec-sistenciais, em suas atividades, prática da vivência cultural. A vivência cultural não se resume na aquisição e acumulação de conhecimentos, mas fazer desta vivência cultural pedra de toque e angular para in-vestigações da atividade racional.


(**RIO DE JANEIRO**, 31 DE JULHO DE 2017)


SONINHA SON Sonia Gonçalves COMENTA O AFORISMO 69 /#AFORISMO 69/OS CAMINHOS DA POESIA SÓ A POESIA CONHECE#


Bom dia Manoel Ferreira Neto!!!(Manu) queridíssimo, inteligentíssimo, expressivo demais nas palavras que revigoram meu estado de "Ser" me fazendo o ser no verdadeiro sentido da palavra poesia!...Digo que busco inspiração no Olimpo, mas você meu amigo poeta traz o Olimpo todo até nós. Seus textos são magnânimos sempre, Manu viajante das galáxias, letrista com seu douto nas filosóficas do conhecimento literário que se faz evidenciado nas entrelinhas para quem quiser e souber constatar o talento em "manuseio"das palavras e dos acontecimentos mundanos e extra mundo também, porque nos leva a uma viagem extraordinariamente rica com sua lírica proseada dum jeito mais que pessoal, onde nota-se o intrapessoal de Manoel Ferreira Neto num relacionamento mais que harmonioso com seu eu escritor-poeta e vice versa.Eu amei esse texto não só porque se inspirou num pensamento meu, mas porque me leva sem limites à criação de novos tantos. Você sem dúvida Manu é um mago das palavras, não é à toa o SUCESSO do blog o qual tive a honra de lhe prestar uma homenagem ao lhe doar de bom grado com carinho e amizade. Parabéns e Obrigada sempre o que mais posso dizer. Bjos pra ti e pra linda e não tão menos talentosa poetisa Graça Fontis que já tive oportunidade de ler algo dela aqui e ali, ela escreve muito bem também e ainda por cima maravilhosa PINTORA, as obras dela são um espanto de lindas, só fazem enriquecer ainda mais seus textos, encontro almático e artístico esse Parabéns aos dois!!!Ótimo dia e semana linda. Bjos.


Sonia Gonçalves


#AFORISMO 69/OS CAMINHOS DA POESIA SÓ A POESIA CONHECE#
GRAÇA FONTIS: PINTURA
Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


"E Jeová dança o candomblé da morte efêmera plen-ificada de orvalhos noctívagos do sempre-eterno que se des-fazem com os primeiros raios de sol do alvorecer."(Manoel Ferreira Neto)


"A criatividade é uma arca em dádiva DI-VI-NAL" (Sonia Gonçalves - in MEU CEREBELO FIA)


Místicas semânticas de versos lavrando pontes partidas de sentidos, significados, à busca do outro lado da alma que perscruta o finito-in atrás do absoluto, abertura plena para a con-templação dos verbos do espírito que dimensionam a visualização do ser, para a visualização das éresis do tempo, seiva dos sonhos que concebem os desejos retrógrados do nada seduzindo o vir-a-ser do efêmero, núpcias de êxtases, conluio de prazeres, síntese que projecta sentimentos e emoções breves, náuseas do vazio.


Há instantes em que as palavras fluem livremente, jorram à revelia, surpresa, espanto, ad-miração; há instantes outros palavra alguma se a-nuncia, revela, desespero, agonia, angústia. Criatividade, em que recanto da sensibilidade se esconde? Nada de res-posta. Silêncio. Solidão.


Místicas e míticas perspectivas do porvir no chão de giz, na estrada de poeiras, na sarjeta de imundícies.


Quem me dera agora miríades de cintilâncias estrelares a iluminarem as ausências de vernáculos que re-versam as ipseidades ipsis do verbo eterno dizendo os pretéritos do nada, no instante-limite da náusea que vomita as entranhas do inaudito silêncio da vida, os lapsos de memória que in-versam as deidades litteris das regências ad-verbiais e nominais que habitam as vacuidades professando os confins dos adnominais adjuntos do infinitivo em plena deificação do perpétuo, quando os demônios fenecam os dogmas e preceitos da má-fé, as falhas de idéias e pensamentos que revelam o logus do tempo e das infinit-itudes do uni-verso e horizonte perpassando, pervagando, vagueando de pers em pers, de iríadas em iríadas nas arribas do abismo, enquanto sibilam os ventos ansiosos por girarem o catavento no alto da montanha de lobos da estepe, enquanto a origem das cinzas que gerou o estar-no-mundo nihiliza as cinzas pósteras postergando a postumidade ao léu onde judas perdeu as sandálias judaicas e judias. E Jeová dança o candomblé da morte efêmera plen-ificada de orvalhos noctívagos do sempre-eterno que se des-fazem com os primeiros raios de sol do alvorecer.


Deus lhe pague! Por este nada que abisma o tudo na fonte originária do inferno metafísico do "Sábado" de preceitos. Por estas pontes partidas que, apesar das estratégias para a travessia, levam às oliveiras do vento levou, trans-elevam as sendas da humanidade, os homens caminham no re-verso, ad-verso, trans-verso à espiritualidade do sonho de ser o ser, engolfando-se perpetuamente no vazio nada da náusea perpétua.


Fantasiar os modelos avigorar
De ex celsitude e fé
De achar-se a cada momento de meditação
Ou de manumissão da sensibilidade e comoções,
Ambicionando a harmonia revérbero do autêntico,
Mas um revérbero denunciador”,
“O autêntico domínio de contemplar de frontispício,
Enxergando factos que geralmente não avista”.
Autônomo considerar ilimitado,
Autônomo – alvitre da pulcritude incomum
Num único feitiço,
Num só reflexo ou iluminar das sensações,
De suas grandezas de sentir e percepção,
Num somente pasmo das sensibilidades
E sensibilidades que desabotoam os hábitos de quem reside na solidão
Ser, os outorgamentos reais do Não – ser,
Profundez da fatuidade desajuizada,
Báratro da altivez imponderada, disparate,
Superficialidade do orgulho descaracterizado,
Ostentação de ser, de suceder,
De passar a adorar no decorrido e trajectória
Da existência
O esplendor da castidade intelectual,
... Inteirar o saber sensitivo ao
Saber lógico para abolir o raciocínio
Presente, alteando a uma causa
Não unicamente da cabeça, mas do Ente por completo”.
Espertando em mim as energias fecundantes da existência,
As extensões dos anseios de desafaimar a avidez de erudição,
As querenças das veras e da ciência
Perspicaz e infectadas de distintos eternos a serem avassalados,
Executo a minha consciência âmago,
A natureza da existência.


(**RIO DE JANEIRO**, 31 DE JULHO DE 2017)


#AFORISMO 70/CARNES DO VERBO-OSSO# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


"Côdeas do pão eterno que alimentam as carências e manque-d´êtres da felicidade." (Manoel Ferreira Neto)


Epígrafe:


"A verbalização do intelecto inconsequente reflete-se na alma prepotente" (Graça Fontis)


Juízo. Ode aos princípios de nada que ao longo das quimeras, sorrelfas do tempo e circunstâncias, sob os raios de sol que numinam o espírito, desperta, acorda, extasia a sensibilidade para re-fazer o que fora escrito nas tábuas de mármore do absoluto, nada sendo senão fantasias e ilusões, nada realizando senão náuseas e angústias, a alma desesperada, descabelada, pervagando em círculos, queimando-se, ardendo-se nas chamas das a-gonias.


O dia translúcido, cristalino
Os coriscos de sol possantes
Amanhecer de invernia
Avessos de vocábulos
Em cujas missivas descansam
Sensibilidades distintas, alvoroços
A autonomia gravada na campa
De indiferente, a paridade degradada
Sinagogas, oratórios
De concepções
Opostas fantasias de anteriormente
Opostos motivos de existência e regalias
Regulados em itens, alínea e artigos
Permeiam melancolias clareiras, cerúleas
(transparentes no futuro as aparências)
Escol de poesia e estâncias na consciência a comunicação de diferentes existências
Em cujas literaturas as prímulas alteiam o entendimento
Declaração de fantasmas e imaginações
(escol de ociosidades e ocupações
Pétalas de labutação e ânsia)


Desérticas efígies de pretéritas perspectivas das levezas do ser fluindo das profundidades inauditas do que transcende o espírito aos auspícios desejos, vontades do verbo perpetuado de contingências das cor-respond-ências, sincronia, sin-tonia, harmonia, da tese e antítese do vazio que re-colhe e a-colhe o múltiplo, a síntese do absurdo e mágico, que origina as deidades das nonadas e travessias, que trans-eleva as ipseidades do pastoreio de ovelhas nos campos neoclássicos da sublime verdade da natureza, tornando-se eidos das esperanças virgens de expectativas, livres das intenções de purificar os pecados dos gerúndios e particípios da carne extasiando os instintos da peren-itude, subjuntivo e indicativo dos ossos que clamam e rogam do genesis não se tornarem cinzas ao longo do tempo que extermina plenamente o nada em que se tornaram as concepções, definições da verdade à luz da vida, serem tão simplesmente, como Maria Simplesmente, côdeas do pão eterno que alimenta as carências e manque-d´êtres da felicidade.


Pretérito ser incógnito das cintilâncias da lua e das estrelas re-fazendo de cores vivas e fosforescentes do arco-íris, o resplendor, esplendor, das estesias vivenciárias e vivenciais dos rituais, folk-lores, magias daquilo que antecede o vir-a-ser, precede o há-de ser, e que fecunda, febunda o carisma da cáritas à luz e cavalitas da sempre-etern-itude das líricas da oração da eter-itude rogando aos limites instantes da plena verdade absoluta, inda que con-templada no entardecer do crepúsculo da noite por vir da madrugada por custar a passar.


Letras ipsis. Palavras litteris. Estive a pensar, andando por alamedas e ruas, que o ipsis fecunda o litteris, que as ipseidades febundam as carnes do verbo-osso do ócio-tempo das magnitudes da Nad-eter-itude que endossa a vida nas linhas pro-féticas do ser-existência.


Profecias. Magias. Debulhar nas contas do terço de rogos ao além as nonaditudes metafísicas do puro que embeleza os dogmas incólumes da redenção e ressurreição, a vida trans-corre cristalina de ócios nas alamedas forclusivas dos ideais da morte, alfim o corpo é o obstáculo supremo para se viver as dimensões lúdicas do prazer e felicidade, sonhos e esperanças de viver, vivenciar os conhecimentos todos das ciências, alcançando a sabedoria do ser-no-mundo.


A comunicação com as coisas é impossível porque não têm subjetividade e a comunicação com as querências da contingência, prazer e alegre, porque o efêmero que habita os liames do inconsciente e consciência performa de nostalgias a perfeição, ornamenta de melancolias o absoluto sublime, perspectiva de saudades os pretéritos do além com os subjuntivos do nada que precede o ser e posterga os infinitivos aos confins eidéticos da vacuidade.


Prato com restos de comida. Quarta-feira, hora do jantar. Além da janela, alguns pássaros dormem, alimentam-se dos mistérios da noite, afinam os trinos no ritmo e melodia com que o orvalho cai, no silêncio e solidão oníricos da natureza, para amanhã na aurora trinar a perfeição do poema do divino. Suspensa na parede moldura com pintura de um retrato de tempos longínquos em que a primazia eram as letras góticas figurando os idílios do sonho-verbo de ser, puras quimeras, que a artista-plástica no pretérito da imagem atrás das perspectivas do espelho, fez a travessia dos idílios sonhos da busca da verdade. Ao lince da sensibilidade que visualiza no longínquo a luz, do espírito que sensibiliza os a-núncios do amar-verbo do sonho, os raios da luz que sintetizam o revérbero do pretérito e o vir-a-ser do verbo-ético do divino, assim o que eram idílios são metáforas versáteis das esperanças vivenciais da fenomenologia do espírito, sem absolutizar as silfvestres sendas do percurso da vida à morte.


(**RIO DE JANEIRO**, 30 DE JULHO DE 2017


#AFORISMO 69/OS CAMINHOS DA POESIA SÓ A POESIA CONHECE# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


"E Jeová dança o candomblé da morte efêmera plen-ificada de orvalhos noctívagos do sempre-eterno que se des-fazem com os primeiros raios de sol do alvorecer."(Manoel Ferreira Neto)


"A criatividade é uma arca em dádiva DI-VI-NAL" (Sonia Gonçalves - in MEU CEREBELO FIA)


Místicas semânticas de versos lavrando pontes partidas de sentidos, significados, à busca do outro lado da alma que perscruta o finito-in atrás do absoluto, abertura plena para a con-templação dos verbos do espírito que dimensionam a visualização do ser, para a visualização das éresis do tempo, seiva dos sonhos que concebem os desejos retrógrados do nada seduzindo o vir-a-ser do efêmero, núpcias de êxtases, conluio de prazeres, síntese que projecta sentimentos e emoções breves, náuseas do vazio.


Há instantes em que as palavras fluem livremente, jorram à revelia, surpresa, espanto, ad-miração; há instantes outros palavra alguma se a-nuncia, revela, desespero, agonia, angústia. Criatividade, em que recanto da sensibilidade se esconde? Nada de res-posta. Silêncio. Solidão.


Místicas e míticas perspectivas do porvir no chão de giz, na estrada de poeiras, na sarjeta de imundícies.


Quem me dera agora miríades de cintilâncias estrelares a iluminarem as ausências de vernáculos que re-versam as ipseidades ipsis do verbo eterno dizendo os pretéritos do nada, no instante-limite da náusea que vomita as entranhas do inaudito silêncio da vida, os lapsos de memória que in-versam as deidades litteris das regências ad-verbiais e nominais que habitam as vacuidades professando os confins dos adnominais adjuntos do infinitivo em plena deificação do perpétuo, quando os demônios fenecam os dogmas e preceitos da má-fé, as falhas de idéias e pensamentos que revelam o logus do tempo e das infinit-itudes do uni-verso e horizonte perpassando, pervagando, vagueando de pers em pers, de iríadas em iríadas nas arribas do abismo, enquanto sibilam os ventos ansiosos por girarem o catavento no alto da montanha de lobos da estepe, enquanto a origem das cinzas que gerou o estar-no-mundo nihiliza as cinzas pósteras postergando a postumidade ao léu onde judas perdeu as sandálias judaicas e judias. E Jeová dança o candomblé da morte efêmera plen-ificada de orvalhos noctívagos do sempre-eterno que se des-fazem com os primeiros raios de sol do alvorecer.


Deus lhe pague! Por este nada que abisma o tudo na fonte originária do inferno metafísico do "Sábado" de preceitos. Por estas pontes partidas que, apesar das estratégias para a travessia, levam às oliveiras do vento levou, trans-elevam as sendas da humanidade, os homens caminham no re-verso, ad-verso, trans-verso à espiritualidade do sonho de ser o ser, engolfando-se perpetuamente no vazio nada da náusea perpétua.


Fantasiar os modelos avigorar
De ex celsitude e fé
De achar-se a cada momento de meditação
Ou de manumissão da sensibilidade e comoções,
Ambicionando a harmonia revérbero do autêntico,
Mas um revérbero denunciador”,
“O autêntico domínio de contemplar de frontispício,
Enxergando factos que geralmente não avista”.
Autônomo considerar ilimitado,
Autônomo – alvitre da pulcritude incomum
Num único feitiço,
Num só reflexo ou iluminar das sensações,
De suas grandezas de sentir e percepção,
Num somente pasmo das sensibilidades
E sensibilidades que desabotoam os hábitos de quem reside na solidão
Ser, os outorgamentos reais do Não – ser,
Profundez da fatuidade desajuizada,
Báratro da altivez imponderada, disparate,
Superficialidade do orgulho descaracterizado,
Ostentação de ser, de suceder,
De passar a adorar no decorrido e trajectória
Da existência
O esplendor da castidade intelectual,
... Inteirar o saber sensitivo ao
Saber lógico para abolir o raciocínio
Presente, alteando a uma causa
Não unicamente da cabeça, mas do Ente por completo”.
Espertando em mim as energias fecundantes da existência,
As extensões dos anseios de desafaimar a avidez de erudição,
As querenças das veras e da ciência
Perspicaz e infectadas de distintos eternos a serem avassalados,
Executo a minha consciência âmago,
A natureza da existência.


(**RIO DE JANEIRO**, 31 DE JULHO DE 2017)