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quarta-feira, 26 de julho de 2017

#AFORISMO 63/MEMÓRIAS PRETÉRITAS DO GENESIS# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


"A vida são sínteses de todas as dimensões da gnose e do sensível à busca do Saber a etern-itude."(Manoel Ferreira Neto)

Epígrafe:

#A racionalidade sublime do sujeito sublima transcendentalmente toda e qualquer forma de conceituação preestabelecida do Não-Ser# (Graça Fontis)

Êxtases - ideais do pleno comungando a sorrelfa eternidade e a quimérica efemeridade, concebendo outro eidos que habita a contingência do há-de ser o verbo in-finitivo do tempo, tempo de pretéritos e vires-a-ser, tempo de gerúndios e participios, tempo de dores e vocações à felicidade, tempo de dialéticas e sin-cronias.

Nonadas de lâminas de luz entre-laçadas às lâminas de águas da fonte luminosa, respingando gotículas na extensão do jardim, regando o solo para o crescimento da grama, de sementes a serem inda plantadas, abrem horizontes, abrem as visões para outras idéias e utopias, pensamentos e vontades, e no mais recôndito da alma as introspecções reflexivas do verbo e do ser.  

Águas de fontes trans-cendentes evangelizando rios que per-correm e de-correm ao longo de suas veredas ritos e mitos da verdade que reside na travessia das nonadas ad-versas ao vazio. Uni-versos e horizontes da roda-viva que gira, move a vida no trans-curso do soluto-ab dos sonhos e esperanças ao real, à realidade da vida, fé na sistência das dialéticas do ser-verbo, ser-nada, ser-vazio, ipseidades e facticidades, dores e sede de conhecimento, se o verbo do nada se faz continuamente, conjuga-se, nos instantes-limites do desejo, o verbo do ser se dialetiza no ab-surdo das dúvidas e in-certezas, equívocos e in-verdades dogmatizadas, preceituadas, e na síntese de ambos abrem-se as persianas da janela do infinito para a luz que incide nos seus raios as pers bíblicas do divino.

Nada de dogmas.
Nada de preceitos.
Nada de livre-arbítrio.
Nada de princípios.
Nada de tradições.
Nada de algemas.
Nada de correntes.
Nada de rebanhos.

O sublime divino à mercê do ser-no-mundo in-pectivando os volos do que trans-cende as circunstâncias vivenciárias.
Poesia do verso que precede o verbo de amar. Poesia da estrofe que antecede o sonho do amor que alumia as sendas silvestres dos caminhos-da-roça que são as dúvidas do além-morte, os medos do inaudito que trans-elevam as angústias e náuseas do estar-no-mundo. Soneto oriental das rimas tergiversas do som do belo, música da beleza, ritmo e acorde do perpétuo, poema do som, poema dos inauditos cânticos da espiritualidade. Telos enredo da lírica uni-versal.

Síntese: verbo e ser da vida que se contingencia à luz dos sonhos, esperanças, fé, pedras angulares do passo a passo nas alamedas de serestas do bem e mal.

Nos instantes-oníricos dos volos do eterno e perpétuo, querubins ensaiam as performances da dança mística da carne e verbo do sono que precede o alvorecer, quando pétalas de flores se abrem, pássaros trinam saudando a essência da natureza, os homens idealizam outras utopias do ser tao.

Theos. Inner.

Cogito ergo sum. Nous. Continuidade do verbo tecendo o ser, continuidade do ser crocheteando o tempo do verbo, continuidade do tempo na arte do ponto-de-cruz da fé na linha trans-versal da filosofia, que não é sem a poesia, que são somente versos e estrofes sem o telos paráclito da verdade para o ser-do-verbo, verbo-do-amor.

A vida são sínteses de todas as dimensões da gnose e do sensível à busca do Saber a etern-itude.

A esperança da fé, do sonho, das travessias precedem a vida, a sublimidade eivada de sublim-itudes.

Memórias pretéritas do genesis.


(**RIO DE JANEIRO**, 25 DE JULHO DE 2017)

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