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segunda-feira, 31 de julho de 2017

#AFORISMO 69/OS CAMINHOS DA POESIA SÓ A POESIA CONHECE# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


"E Jeová dança o candomblé da morte efêmera plen-ificada de orvalhos noctívagos do sempre-eterno que se des-fazem com os primeiros raios de sol do alvorecer."(Manoel Ferreira Neto)


"A criatividade é uma arca em dádiva DI-VI-NAL" (Sonia Gonçalves - in MEU CEREBELO FIA)


Místicas semânticas de versos lavrando pontes partidas de sentidos, significados, à busca do outro lado da alma que perscruta o finito-in atrás do absoluto, abertura plena para a con-templação dos verbos do espírito que dimensionam a visualização do ser, para a visualização das éresis do tempo, seiva dos sonhos que concebem os desejos retrógrados do nada seduzindo o vir-a-ser do efêmero, núpcias de êxtases, conluio de prazeres, síntese que projecta sentimentos e emoções breves, náuseas do vazio.


Há instantes em que as palavras fluem livremente, jorram à revelia, surpresa, espanto, ad-miração; há instantes outros palavra alguma se a-nuncia, revela, desespero, agonia, angústia. Criatividade, em que recanto da sensibilidade se esconde? Nada de res-posta. Silêncio. Solidão.


Místicas e míticas perspectivas do porvir no chão de giz, na estrada de poeiras, na sarjeta de imundícies.


Quem me dera agora miríades de cintilâncias estrelares a iluminarem as ausências de vernáculos que re-versam as ipseidades ipsis do verbo eterno dizendo os pretéritos do nada, no instante-limite da náusea que vomita as entranhas do inaudito silêncio da vida, os lapsos de memória que in-versam as deidades litteris das regências ad-verbiais e nominais que habitam as vacuidades professando os confins dos adnominais adjuntos do infinitivo em plena deificação do perpétuo, quando os demônios fenecam os dogmas e preceitos da má-fé, as falhas de idéias e pensamentos que revelam o logus do tempo e das infinit-itudes do uni-verso e horizonte perpassando, pervagando, vagueando de pers em pers, de iríadas em iríadas nas arribas do abismo, enquanto sibilam os ventos ansiosos por girarem o catavento no alto da montanha de lobos da estepe, enquanto a origem das cinzas que gerou o estar-no-mundo nihiliza as cinzas pósteras postergando a postumidade ao léu onde judas perdeu as sandálias judaicas e judias. E Jeová dança o candomblé da morte efêmera plen-ificada de orvalhos noctívagos do sempre-eterno que se des-fazem com os primeiros raios de sol do alvorecer.


Deus lhe pague! Por este nada que abisma o tudo na fonte originária do inferno metafísico do "Sábado" de preceitos. Por estas pontes partidas que, apesar das estratégias para a travessia, levam às oliveiras do vento levou, trans-elevam as sendas da humanidade, os homens caminham no re-verso, ad-verso, trans-verso à espiritualidade do sonho de ser o ser, engolfando-se perpetuamente no vazio nada da náusea perpétua.


Fantasiar os modelos avigorar
De ex celsitude e fé
De achar-se a cada momento de meditação
Ou de manumissão da sensibilidade e comoções,
Ambicionando a harmonia revérbero do autêntico,
Mas um revérbero denunciador”,
“O autêntico domínio de contemplar de frontispício,
Enxergando factos que geralmente não avista”.
Autônomo considerar ilimitado,
Autônomo – alvitre da pulcritude incomum
Num único feitiço,
Num só reflexo ou iluminar das sensações,
De suas grandezas de sentir e percepção,
Num somente pasmo das sensibilidades
E sensibilidades que desabotoam os hábitos de quem reside na solidão
Ser, os outorgamentos reais do Não – ser,
Profundez da fatuidade desajuizada,
Báratro da altivez imponderada, disparate,
Superficialidade do orgulho descaracterizado,
Ostentação de ser, de suceder,
De passar a adorar no decorrido e trajectória
Da existência
O esplendor da castidade intelectual,
... Inteirar o saber sensitivo ao
Saber lógico para abolir o raciocínio
Presente, alteando a uma causa
Não unicamente da cabeça, mas do Ente por completo”.
Espertando em mim as energias fecundantes da existência,
As extensões dos anseios de desafaimar a avidez de erudição,
As querenças das veras e da ciência
Perspicaz e infectadas de distintos eternos a serem avassalados,
Executo a minha consciência âmago,
A natureza da existência.


(**RIO DE JANEIRO**, 31 DE JULHO DE 2017)


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