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domingo, 23 de julho de 2017

#AFORISMO 56/ÉLANS DE ÚLTIMA INSPIRAÇÃO# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


"É preciso cor-agem para a vida da solidão, verbalizar a id-ent-idade do Ser!" (Manoel Ferreira Neto)

Epígrafe:

"Aquando inspirações, todas as sensibilidades e capacidades intelectuais, tornam-se pleno todo o aforismo verbalizado." (Graça Fontis)

Élans de última inspiração - re-nasce o aforismo, perscrutando as verdades olvidadas que regem a vida, a sensibilidade e a inteligência da intuição, percepção, visão-de-mundo, visão-da-terra, visão-da-liberdade, visão-do-ser, aspirando inda mais a consciência-estética-ética, a luz nos caminhos de trevas, síntese da Literatura e Filosofia, tecendo a vontade de sabedoria com os fios de lã da vontade de verdade e as antíteses da beleza do belo.

Élans de última inspiração - nasce a poiésis, precedendo os verbos, antevendo os in-fin-itivos das ilusões, gerúndios das esperanças e sonhos, na alma a pre-sença de medos, temores do in-audito, desconhecido, sentir mergulhando nos interstícios das ausências.

Élans de última inspiração - o verbo não é apenas o movimento da coisa ou do sujeito, mas é o próprio sujeito, à medida em que o nome se re-vele como um verbo trans-mudado. O verbo pode-se fazer carne. E deve estar atrás de sua dramaticidade a explicação do sujeito. Tornar-se verbo significa  fazer-se movimento e multiplicar-se em vários planos descritivos da realidade.

Élans de última inspiração - o que fora de primeira inspiração no novo alvorecer dera luz às travessias de sentimentos, emoções pervagando o tempo, amor florado na floração dos raios numinosos do sol, é preciso subjetividade para florescer a verdade, é preciso espiritualidade para iluminar a paz, é preciso coração para resplandecer a solidariedade, compaixão, é preciso cor-agem para a vida da solidão. 

Élans de última inspiração - genesis de re-viver outras poéticas versais das querências, desejâncias do ser, plen-itudes da esperança mais íntima e profunda, a fé na cintilância do In-finito que re-vela o nascer do sublime, re-novando o tempo, in-ovando as fin-itudes, paradisíacas as imagens das flores des-abrochando nos instantes de con-templação do que há-de ser, paradisíacas as águas dos rios que seguem os caminhos do tempo em direção ao além, sempre conjugando o verbo travessia do in-audito ao perfeitamente audível de sons do eterno, do belo, da beleza, da estesia, extasiando o ouvido para os sons, ritmos, melodias, acordes do amor-silêncio.

Élans de última inspiração - além de ser-me, ser em mim, re-vivência do outro, orvalho do que trans-cende, neblina do que trans-eleva, garoa do que trans-diviniza, espiritualidade in-fin-itiva da poesia, primevo aforismo de élans do puro, da pureza, magia plena do sonho uni-versal da perfeição, magias orvalhadas do pleno, do perpétuo, do perene, magias de sutilezas reincidentes, coincidentes.

Élans de última inspiração...
Élans de última inspiração...
Èlans de última inspiração...

Élans de última inspiração - canto de rouxinóis no crepúsculo, concebendo o alvorecer de pássaros em uníssono saudando o novo tempo, ensaio de confraternização entre prosas e filosofias de sin-cronias, sintonias, harmonias uni-versais com o que con-tingencia semânticas e linguísticas do Aforismo Ser.


(**RIO DE JANEIRO**, 23 DE JULHO DE 2017)

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