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domingo, 9 de julho de 2017

ESCRITORA E POETISA MARIA Maria Isabel Cunha COMENTA O AFORISMO 21 /#AFORISMO 21/TROVAR DA FILOSOFIA DA CORUJA#/



Excelso poema, em que o autor apela o leitor a sentir-se livre e caminhar livremente, apreciar a beleza que o circunda e a usufruir da mesma sem preocupações , apenas deleitar-se com o sucedâneo dos acontecimentos sem questionar os porquês. Parabéns, poeta amigo Manoel Ferreira Neto. Belíssima e minuciosa pintura a ilustrar o poema de Graça Fontis. Beijinhos aos dois.

Maria Isabel Cunha

A liberdade rege a vida. Livre, a vontade de poder, a vontade de verdade se tornam realizadas, o homem faz, cria, re-cria, inventa, re-faz o seu destino. Na atualidade, é mister a libertação das religiões, seus dogmas e preceitos. Fico imaginando se Feuerbach, Marx, Nietzsche vivessem em nosso pós-modernismo, o que diriam sobre as religiões; com certeza, o que disseram é miséria, é tiquinho diante da realidade de hoje. As religiões e seus dogmas, preceitos são a desgraça, a alienação dos homens. Essa é uma das grandes tarefas, compromissos, responsabilidades da Filosofia: libertar o homem das correntes, algemas dos credos espúreos e viperinos.
Beijos nossos.

Manoel Ferreira Neto

#AFORISMO 21/TROVAR DA FILOSOFIA DA CORUJA#
GRAÇA FONTIS: PINTURA
Manoel Ferreira Neto: AFORISMO

Escute o regorjeio de pássaros, felicitando o alvorejar,
Ausculte o silêncio do alvorecer, criando sons, melodias e ritmos do sonho e das utopias da verdade sendo vontade, a verdade da vontade.
Aprecie os primeiros coriscos de sol do amanhecer,
Aquilate os poemas e estâncias de seu coração,
Acendre as cinzas de sorrelfas do descanso em paz e eterno, ascenda as chamas da liberdade,
Ajustando de sensibilidades e alvoroços
A sátira da existência contaminada de encantamentos,
O aforismo da in-existência de júbilos e tributos...
Não inquira à manhã como vai ser seu dia,
Não averigúe dos raios de resplendor
Se abrilhantarão suas querenças de amor absoluto
Se eu cessar antes de você,
Não questione à Divindade o porquê de não
Termos efectivado todos os nossos devaneios,
Todos os nossos desvarios,
Viva dessa meiguice e benevolência que experimenta
Penetrantes em seu ente imediatamente ao desfechar dos olhos
Logo o devaneio de repousos do cosmos em luminosidades.

[Mundo luciluza de outras confianças
A satisfação da realidade personificada por convicção]

Não con-temple as celebridades,
O firmamento todo embaraçado delas,
Se achassem-se afastadas, não pudesse eu experimentá-las,
Não lhe havia oferecido apreciar-lhes o resplandecer,
Adore a noite, o trovar da coruja, a claridade
A des-ofuscar seu aposento, a sua soledade,
Fantasie poemas a abalroar-lhe o corpo com derretimento,
Devaneie ósculos e abraçamentos, logro do deleite e deleitação,
As sortes cintilarão seu âmago,
Júbilos serão seus cimélios,
Contentamento será seu propósito.

[Perspectiva fulgura de ultras
A celebridade do bem-querer interpretada por quimeras!]

Encontra-se você com a lã, a crochetear a toalha
De mesa a decorar seu ateliê,
Nos seus devaneios, desvarios e concepções,
A ânsia de defronto "In peace´n´love",
De todos os homens em seus momentos de alento,
Então,
Sinta-se assistente no ânimo e consciência
De todos que a idolatram e consideram
Seu génio do Estético e Rigor,
Caracterizada e personificada pela Benquerença
No afluir– a-ser da existência em grandeza
Da antinomia, dialogista, sem - razão
Abrilhantam e #nu-minam#
O além de momentâneos do perfeito...

Forme de sua existência
Carme e palestras da insubstancial idade.

Não olhe as estrelas,
O céu todo entupigaitado delas,
Se estivessem longínquas, não pudesse senti-las,
Não lhe dado sentir-lhes a cintilância,
Ame a noite, o canto da coruja, a luz
A iluminar sua alcova, a sua solidão,
Sonhe versos a tocar-lhes o corpo com ternura,
Fantasie beijos e abraços, entrega do prazer e gozo,
As estrelas brilharão seu íntimo,
Alegrias serão seus tesouros,
Felicidade será seu destino.
(**RIO DE JANEIRO**, 08 DE JULHO DE 2017)


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