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domingo, 9 de julho de 2017

#AFORISMO 24/NO SEIO DA NINFA NASCE UMA ROSEIRA# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto


I - SETE FONTES


Sete fontes, em cujas águas o sol, estrelas e lua incidem raios e brilhos, esplendem o há-de vir do itinerário dos rios, da trajetória até o encontro do mar,
onde serão a limpidez e cristalino do eterno e absoluto.


Sete taças de cristais, contendo o vinho de todas as dimensões sensíveis,
contingentes e transcendentais; no banquete às bem-aventuranças das querências e fé, embriagam a alma de desejos do Ser e do Verbo, embebedam a consciência de desejâncias da Verdade e Sabedoria.


Sete homens hão-de decifrar enigmas, conhecer segredos (não degredos),
amar como nunca o olho que vê além-contingências, o espírito do eterno.


Sete veredas tapetadas de flores silvestres serão os sonhos da travessia para o in-audito do silêncio, in-inteligível da solidão, in-cognoscível da carência; na floresta branca, o amor será o néctar que saciará os desejos perenes do prazer e felicidade.


Sete metáforas do ser e não-ser, do nada e do tudo, do eterno e do efêmero, do inolvidável, versejarão a estética da razão/vida, dialética da iluminação. Metafísica da inspiração. Ontologia da percepção. Fenomenologia da intuição e imaginação fértil.


Sete abismos, ao longo das montanhas e serras, serão o palco e o cenário do banquete lunar, dançarinas das estrelas, deuses e deusas amando-se livremente ao toque suave dos ventinhos advindos da profundeza.


Sete rosas de prata acolhem o universo, no seio da ninfa nasce uma roseira.


II - SETE CAVERNAS


Sete sou nos versos e re-versos do tempo, sete me re-crio nas estrofes e inversos do verbo, sete me projeto no arco-íris de cores cintilantes, e sete sigo as linhas do horizonte.


Sete corujas cantam na madrugada a noite da sabedoria à espreita do alvorecer absoluto do espírito de ser.


Sete aclives e declives por onde trilhar, apascentando as ovelhas, levando-as a saciar a sede no Córrego dos Cócitos do Eterno.


Sete genesis de sendo-em-sendo iluminando os caminhos para o louvor e júbilos do tempo.


Sete desejos de ver na sabedoria que se move sob o céu a força que a movem.


Sete braços que se erguem para o adeus, a dor que o eleva.


Sete sabedorias do sublime que elenco no espírito para a vida ser o verbo das esperanças e sonhos, para a ec-sistência ser a realidade, o real da verdade e das utopias do eterno.


(**RIO DE JANEIRO**, 09 DE JULHO DE 2017)


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