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segunda-feira, 24 de julho de 2017

ESCRITORA E POETISA Maria Isabel Cunha COMENTA O AFORISMO 57 /**FLORAÇÃO DA ETERNA LINGUÍSTICA DA PALAVRA**/


Fenomenal este hino ao Amor! Sem dúvida, apenas o Amor nos preenche os vazios, nos inteira, é o verbo, a lira da alegria e felicidade do espírito e matéria num só espaço e tempo, o do infinito. Só o Amor é a alegria na dor de amar. A imagem que ilustra o texto é sublime, culminando -o em apoteose. Parabéns. Beijinhos ao casal que estimo e admiro muito.

Maria Isabel Cunha

#AFORISMO 57/FLORAÇÃO DA ETERNA LINGUÍSTICA DA PALAVRA#
GRAÇA FONTIS: PINTURA
Manoel Ferreira Neto: AFORISMO

"Sem os espinhos, a rosa não seria, sem a rosa, os espinhos não existiriam..." (Manoel Ferreira Neto)

Epígrafe:

"Só... Só o Amor na sua magistralidade tem o poder condicionador de arraigar no tempo toda a sublimidade poética dos tempos" (Graça Fontis)

Seren-itude de papéis... Folhas brancas de palavras, palavras semânticas, eivadas de in-fin-itivos, palavras linguísticas, alimentadas de buscas e questionamentos da verdade do ser. Páginas de orvalho... Folhas de outono...

Garatujar letras para metaforizar o "ser", sin-estesiar os interstícios da alma, sem sentido, sem significação, melhor o silêncio, con-templar o inaudito, nada a dizer, nada a expressar, olhar perdido na frincha do horizonte
Amiga disse: "Quem ama é dono do mundo. Não se sente sozinho." Digo: "Quem ama, escreve filosofia até nas asas do vento, no etéreo efêmero das con-ting-ências"

Grito antigo é altissonar a voz do amor, fluí-la livremente, re-velar a verdade
de amar o verbo, florá-la na floração da eterna linguística da palavra "entrega".
Vão desejo, inútil vontade de entender os tempos infinitivos, indicativos,
subjuntivos, gerundiais, imperativos da a-nunciação do egrégio genesis do absoluto, da paisagem campesina da divina esperança da estesia. "Someone told me long ago...": "Amor não tem razões, amor não tem motivos, amor não tem explicações - até terminou com pensamento em francês: c´est fini"
Respondi:-lhe intelectualóide que era: "Amor não tem frinchas, amor não tem frestas, amor só tem vãos". E solitário - melhor dizendo poeticamente: no terreno baldio do instante-limite, divagando nas nuvens brancas celestes, do efêmero efemerizado de nonadas. Diria hoje: "Os espaços vazios do amor
são as verdades absolutas do espírito que trans-cende, trans-eleva a essência das dores e sofrimerntos." Camões se esqueceu de dizer que o amor é a alegria das dores e sofrimentos ad-jacentes aos ad-nominais ad-juntos do pleno, sublime, perene.

Amiga outra inda disse: ""Este amor vem de eras e eras...", desejando ela dizer sou re-presentante de uma história perdida no tempo que renasce sem idílios e iluminações.

Nada re-presento, nada a-nuncio. Quando Pessoa, N´A Tabacaria, diz
"Sou nada...", ele se esqueceu de dizer: ""À parte isso, o nada plen-ifica o Amor, o sonho do mundo é o amar do verbo ser".

Vou agora fechar a janela, deitar-me na cama. Se não dormir, ao menos contemplo a ausência da luz, o breu do nada. Amanhã será outro dia...

Sem os espinhos, a rosa não seria, sem a rosa, os espinhos não existiriam; sem o amor, o nada não seria, sem o nada, esquecendo os momentos na voz de uma mensagem: "Acho que vou devorar os anos..."


(**RIO DE JANEIRO**, 23 DE JULHO DE 2017)

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