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segunda-feira, 17 de julho de 2017

#AFORISMO 44/SARA-PALHAS DE FOGO: PROFECIAS DA IMARCESSÍVEL LIBERDADE DE SER# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO



"E que venha mais um ano-primavera de sentires e instruíres, asas abertas a sobrevoarem a Terra-Mãe..." (Manoel Ferreira Neto)


Epígrafe:


"Toda preterização intuitiva propala-se reflexivamente na matureza finita do homem e reflete-se na Infinitude do próprio Espírito" (Graça Fontis)

Instrui que as raízes da castanheira, mergulhadas na terra, saciando a sede, com as águas subterrâneas frescas e frias, para a vida dos frutos ser plena de sabor sob a luz do sol, sob os pingos da chuva, são as inspirações que alimentam a vontade da verdade, são os moventes da liberdade que dessedentam a sabedoria do conhecimento, são o voo das idéias e pensamentos que tecem, ao longo do tempo, sob intempéries, sob dialécticas, sob contradições, as visões profundas e abismáticas dos mistérios e enigmas do eterno, são a "consciência-[de]" que a luz dos sonhos e utopias incide suas lâminas de cintilâncias e brilhos no alvorecer dos ideais outros do Ser, são os sentimentos e emoções que, fluindo livres, ascendem recônditos, âmagos e interstícios do espírito, criando e re-criando o Verbo Amar, são os linces do olhar que veem com nitidez e transparência a cor além das cores, a humanidade além dos homens, o ser-livre além da liberdade, a palavra além das palavras, a palavra real...

Instruí que as idades-ipse do morrer são as re-flexões da linguística e semântica do tempo, re-flexões que trazem do in-audito e in-cognoscível da alma o "eu dos ventos", que re-velam das inseguranças e medos o "eu dos sibilos" entre as montanhas, serras e picos, colinas e bosques, nos campos de ovelhas soltas, livres, a leveza do ser, morreu-lhes o pastor, dos encontros e des-encontros que manifestam o "eu da id-entidade" sensível, habitante íntimo das dimensões dos desejos, vontades da plen-itude e compl-etude, são as asas para o vir-a-ser do in-fin-itivo in-finito verbo do além, são as idiossincrasias do novo e inédito, con-templ-ação da vida além do simples viver entre-laçado de/nas con-tingências de dores e sofrimentos, são a velhice digna vivenciada da vontade de espiritualidade, do Espírito do Ser...

Instruí que a perspectiva da imagem da luz que incide no espelho efêmero das sorrelfas é re-versa de raios, in-versa de cintilância, ad-versa ao ensombrecer das sombras, avessa ao abrumar das brumas, neblinas, neves no entardecer posfaciado com os tempos, prefaciado com o não-ser, de mãos entrelaçadas com as visões da amplitude; que os pecados que esconjurei de minhas entranhas fosforesceram de malign-itudes no entardecer da etern-idade, brilharam na eter-itude o crepúsculo do absoluto; que as vaidades escorraçadas dos interstícios de meus instintos foram glorificadas no covil de gênios e doutos, e quase tive um piripaque quando a imprensa escrita divulgou na manchete e escreveu matéria sem único verbo; que a egrégia verdade do jamais sempre jamais é a idéia do infinito re-flectida no côncavo con-vexo do espelho do obtuso incidindo a essência do nada, o espírito do vazio, que a estrada de poeiras metafísicas é o caminho mais curto para o inferno da psicanálise de forclusions da plena consciência...

Instrui que o rio sem margem, sem pressa é a origem da fonte que jorra o etéreo eterno do tempo de subjuntivos infinitivos; que o buraco mais fundo não é o do abismo, sim o do entre a verdade do póstumo e a in-verdade do eterno particípio da esperança, que a pena de galo velho molhada na tinta Parker 51 inscreve na lousa dos tempos a risada esgarçada da crença na crítica da razão pura; que o "fogo de Santo Antônio" é o fármaco para tornar os mistérios da inconsciência em consciência da crítica da razão crítica, que o obtuso re-versado de in-versos do nada vers-fica as miríades do sublime, ver-seja as plen-itudes do não-ser evangelizado de ser "tao de veredas"...

Instruí que a coruja da madrugada, ora silêncio, ora canto a todos os uni-versos e horizontes, sob o orvalho sereno e leve, sob a chuva, não é apenas o símbolo, signo, metáfora do conhecimento, da sabedoria, mas acima de tudo o que habita profundo a alma dos desejos, esperanças da Liberdade e do Ser, não é apenas a re-presentação de a Vida ser a busca estética da beleza do belo em sua dimensão trans-cendente, mas a estética-ética do sublime, da humanidade do ser contingente, das contingências do estar-no-mundo.

Re-versas emoções de re-nascer à luz de outro estilo, re-vestido de linguagem diferente, não mais novo, resplandecendo a juventude, ideais idílicos de glórias, não refazendo a maturidade, envelando o tempo, mas mostrando o ser do verbo vida ser puro outro de alma, sonhos novos dentro de esperanças novas, estas dentro daqueles, projetando no infinito sentimentos e idéias que esplendem querências de viver sob a liberdade de outras experiências de viver de outras vivências, vivenciais, vivenciárias, que indiquem metamorfoses, abertura à presença da plen-itude, emoções e desejos que re-velam travessias dos pensamentos pensando o pensar ao trans-cendente da sabedoria e conhecimento, trans-cendendo o espírito do subterrâneo, alcançando a superfície dos caminhos a serem per-corridos, andados à mercê sempre do há-de vir...

Instruí que a imagem além das imagens que pre-figura os volos da alma na luz e contra-luz da roda-viva do tempo e dos ventos, no cata-vento do ser e não-ser, no redemoinho das in-verdades e verdades, é a Arte-Plástica, a Pintura das dimensões da alma em pleno conúbio com a vontade de artificiar nuanças e nuances das dialécticas do sublime na moldura da etern-idade, idade eterna da sensibilidade e eternidade...


(**RIO DE JANEIRO**, 17 DE JULHO DE 2017)




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