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domingo, 30 de outubro de 2016

COMENTÁRIO CRÍTICO DA AMIGA MARIA FERNANDES ESCRITORA E POETISA A //**O NADA E A ARTE LITERÁRIA - XVIII PARTE**//


"A verdade mora no silêncio que existe em volta das palavras", a verdade existe em si mesma, as palavras traduzem ou não sentimentos que podem estar ou não em consonância com a verdade, logo a verdade está guardada no silêncio das palavras que só por si não são a verdade , mas podem ser a sua expressão! É através das palavras que o ser se eleva ao infinito na verdade que transpõe nos seus trabalhos em poesia ou prosa. Por isso o crítico literário terá sempre de procurar a verdade no silêncio das palavras, silêncio bem audível e visível, consoante o seu autor as rodeou de verdade ou não, mas esta questão é da responsabilidade do autor e não do crítico. Um abraço, meu amigo Manoel Ferreira Neto.



Maria Fernandes.



**O NADA E A ARTE LITERÁRIA - XVIII PARTE**



Abismo. Vazios. Nonadas.
Plen-itude de travessias, in-fin-itivos in-finitos, tempo de re-nascimento, re-fazendas das con-ting-ências, sublim-itudes se re-velando cristalinas, alvorecer do novo, outro outro dos sonhos do belo, da espiritual-idade, vivenciárias e vivenciais veredas para as verdades que se fazem na con-tinuidade dos desejos e volos do eterno, das esperanças e fé no inaudito que mora entre as palavras e o silêncio, que reside entre os mistérios e a solidão, que habita entre os enigmas e vir-a-ser, eidos, essência, núcleo entre o caos e a poiésis, que, nesta instância, é a koinonia do espírito da alma e a alma do espírito que esplende aos ventos as miríades de imagens aos confins para o re-colhimento e a-colhimento das "itudes do vir-a-ser, ao longo das nuanças e dialéticas, na labuta e labor das "dificulidades" abrem as paisagens do in-finito, venezianas das janelas, para o porvir além das divin-itudes das genesis dimensões do verbo de ser que se re-flete e dimensiona-re no espelho dos in-dicativos , viajando nas paisagens futurais à busca das iríases da eternidae, luzes cristalinas e diáfanas que re-numinam as senhas, entradas no abismo das percuciências da poiética do verso e estrofe, sem ritmo e melodia, apenas o silêncio dentro do silêncio, dentro do silêncio, abertura, luz, visão de olhos que con-templam a retina e os linces do verbo "ver", sob as "iríases éritas" do mundo que só esplende os sonhos do "Ser", esplend-ência revelando a moradia da esperança, "A verdade mora no silêncio que existe em volta das palavras...", com excelência diz o escritor, poeta e psicanalista Rubem Alves, sua forma e seu esforço mais imediato.
O silêncio, morada da verdade, como toda imagem de descanso, tranquilidade, associa-se imediatamente à imagem da casa simples.
Silêncio de entre palavras, velando na poiésis de semânticas a verdade do ser, des-velando na poiética de linguísticas os verbos do ser, em cujo tempo a continuidade, o sendo-em-sendo, mostra caminhos in-finitivos do homem que é um ser entre-aberto às perspectivas do in-finito, entre-abertura para a trans-cendência, entre-abertura para o divino, entre-abertura para o eterno, entre-abertura para a perfeição. O ser entre-aberto que o homem é encontra no silêncio entre as palavras o eidos da verdade, a verdade que só o silêncio revela, mostra, manifesta.
É preciso prestar atenção ao que o silêncio diz, atenção livre, deixá-lo perpassar-se em todas as dimensões íntimas da alma, da inconsciência, da memória, o mesmo que viajar con-templando as paisagens do campo, re-colhendo e a-colhendo as imagens, sem qualquer pré-ocupação com os símbolos, signos, metáforas, construindo, elaborando, delineando as perspectivas e ângulos em que a eidética da beleza e do belo se pre-"en"-fica, apres-ent-a. A analítica existencial da pre-sença há-de resguardar uma clarza de princípio sobre sua função ontológica. Por isso, a fim de des-incumbir-se da tarefa preliminar de explicitação do ser da pre-sença, ela deve buscar uma das possibilidade de abertura mais abrangentes e mais originárias dentro da própria pre-sença. O modo de abertura em que a pre-sença é colocada diante de si mesma deve ser tal que, nele, a pre-sença se faça, de certo modo, acessível da maneira mais simples. Com o que nela se abre deve vir à luz, de forma elementar, a totalidade estrutural do ser que se procura. É sendo pre-sença que o silêncio diz. É habitando no silêncio que a verdade se diz.
No silêncio de entre as palavras, a semântica dos verbos são luzes, são raios de sol que incidem no espaço poiético re-versando, re-versificando o inter-dito, o que é inaudito, o que é misério, o que trans-cende as con-ting-ências do nada, aliás o nada e a arte literária, digamos noutra linguagem, é o "gancho" para a visualização da a-nunciação da poiésis da busca do ser e a poiética que se pres-ent-ifica na fé, esperança, nos sonhos de encontro com a leveza do "ser".
A linguística da po-ética do estilo verbal, estilística de modos, temas, temáticas, inicial-izando os futurais do ser, alumia os versos e estrofes, sonetos, poesia livre do con-templar o vir-a-ser à luz do desejar e querer, desejar e querer as iluminâncias da luminosidade do genesis entreaberto aos cânticos do sublime, que musicaliza, melodiza, ritmiza as primev-itudes da criação..



Manoel Ferreira Neto.


sábado, 29 de outubro de 2016

Ana Júlia Machado POETISA E ESCRITORA COMENTA /**O NADA E A ARTE LITERÁRIA - XVIII**/


Este texto do grande escritor Manoel vou analisá-lo não na totalidade…apenas um lacónico escrito geral.
Como sempre não é fácil…alguns parecem iguais, mas não são…há sempre diferenças, nem que seja nas entrelinhas.



"Eu vos digo:
-É preciso ter ainda caos dentro de si,
para poder dar a luz uma estrela dançarina.
Eu vos digo:
-Ainda há caos dentro de vós!"
(F. Nietzsche)



Dia de experimentar aquela mágoa, senil frequentada, que não abate ossos nem fêveras... Abate força, génio...
Agonia Existência.
O oco, que ninharia é, vence o tudo que se aguarda que eu faça-se. Ou que creio ser.
Oco e sofrimento. Vazio e sonido. A comparência de uma recusa faculta o distinto, mas na ideia tudo é possível. Daí uma convicção sensivelmente persuasiva de que se o ignoto assim sojorna, preferível para quem não arrisca-se desmoita-lo.
Pois em seu átrio reside um intelecto já avelhentado contudo ainda assustador... Dele alguns espíritos já se evitam e invertem do deus do mundo subterrâneo para verbalizar que não há lá muita disparidade do que se enxerga por aqui.
Ouvindo essas almas que se me exibem em devaneios discrepar, chego à conclusão de que não é sofrimento o que sofro...
É uma aflição, uma vontade de extinguir logo com isso e abalar rumo à labuta que não afadiga, ao tempo que não caduca e ao bem-querer que não carcome.
Empreitada para quando o monstro repousar, azule velozmente.



Ana Júlia Machado



**O NADA E A ARTE LITERÁRIA - XVIII PARTE**



Abismo. Vazios. Nonadas.
Plen-itude de travessias, in-fin-itivos in-finitos, tempo de re-nascimento, re-fazendas das con-ting-ências, sublim-itudes se re-velando cristalinas, alvorecer do novo, outro outro dos sonhos do belo, da espiritual-idade, vivenciárias e vivenciais veredas para as verdades que se fazem na con-tinuidade dos desejos e volos do eterno, das esperanças e fé no inaudito que mora entre as palavras e o silêncio, que reside entre os mistérios e a solidão, que habita entre os enigmas e vir-a-ser, eidos, essência, núcleo entre o caos e a poiésis, que, nesta instância, é a koinonia do espírito da alma e a alma do espírito que esplende aos ventos as miríades de imagens aos confins para o re-colhimento e a-colhimento das "itudes do vir-a-ser, ao longo das nuanças e dialéticas, na labuta e labor das "dificulidades" abrem as paisagens do in-finito, venezianas das janelas, para o porvir além das divin-itudes das genesis dimensões do verbo de ser que se re-flete e dimensiona-re no espelho dos in-dicativos , viajando nas paisagens futurais à busca das iríases da eternidae, luzes cristalinas e diáfanas que re-numinam as senhas, entradas no abismo das percuciências da poiética do verso e estrofe, sem ritmo e melodia, apenas o silêncio dentro do silêncio, dentro do silêncio, abertura, luz, visão de olhos que con-templam a retina e os linces do verbo "ver", sob as "iríases éritas" do mundo que só esplende os sonhos do "Ser", esplend-ência revelando a moradia da esperança, "A verdade mora no silêncio que existe em volta das palavras...", com excelência diz o escritor, poeta e psicanalista Rubem Alves, sua forma e seu esforço mais imediato.
O silêncio, morada da verdade, como toda imagem de descanso, tranquilidade, associa-se imediatamente à imagem da casa simples.
Silêncio de entre palavras, velando na poiésis de semânticas a verdade do ser, des-velando na poiética de linguísticas os verbos do ser, em cujo tempo a continuidade, o sendo-em-sendo, mostra caminhos in-finitivos do homem que é um ser entre-aberto às perspectivas do in-finito, entre-abertura para a trans-cendência, entre-abertura para o divino, entre-abertura para o eterno, entre-abertura para a perfeição. O ser entre-aberto que o homem é encontra no silêncio entre as palavras o eidos da verdade, a verdade que só o silêncio revela, mostra, manifesta.
É preciso prestar atenção ao que o silêncio diz, atenção livre, deixá-lo perpassar-se em todas as dimensões íntimas da alma, da inconsciência, da memória, o mesmo que viajar con-templando as paisagens do campo, re-colhendo e a-colhendo as imagens, sem qualquer pré-ocupação com os símbolos, signos, metáforas, construindo, elaborando, delineando as perspectivas e ângulos em que a eidética da beleza e do belo se pre-"en"-fica, apres-ent-a. A analítica existencial da pre-sença há-de resguardar uma clarza de princípio sobre sua função ontológica. Por isso, a fim de des-incumbir-se da tarefa preliminar de explicitação do ser da pre-sença, ela deve buscar uma das possibilidade de abertura mais abrangentes e mais originárias dentro da própria pre-sença. O modo de abertura em que a pre-sença é colocada diante de si mesma deve ser tal que, nele, a pre-sença se faça, de certo modo, acessível da maneira mais simples. Com o que nela se abre deve vir à luz, de forma elementar, a totalidade estrutural do ser que se procura. É sendo pre-sença que o silêncio diz. É habitando no silêncio que a verdade se diz.
No silêncio de entre as palavras, a semântica dos verbos são luzes, são raios de sol que incidem no espaço poiético re-versando, re-versificando o inter-dito, o que é inaudito, o que é misério, o que trans-cende as con-ting-ências do nada, aliás o nada e a arte literária, digamos noutra linguagem, é o "gancho" para a visualização da a-nunciação da poiésis da busca do ser e a poiética que se pres-ent-ifica na fé, esperança, nos sonhos de encontro com a leveza do "ser".
A linguística da po-ética do estilo verbal, estilística de modos, temas, temáticas, inicial-izando os futurais do ser, alumia os versos e estrofes, sonetos, poesia livre do con-templar o vir-a-ser à luz do desejar e querer, desejar e querer as iluminâncias da luminosidade do genesis entreaberto aos cânticos do sublime, que musicaliza, melodiza, ritmiza as primev-itudes da criação..



Manoel Ferreira Neto.


**CINZAS DE NADA PURO - II PARTE** - Manoel Ferreira


Imagem de árvores re-torcidas,
Tortas, secas
Imagem de sendas e veredas
Tapeadas de folhas, flores silvestres
Imagens retangulares
Imagens verticais, horizontais
Olhos de linces suaves e serenos,
Re-colhendo e a-colhendo perspectivas,
Sem nuvens, sem adornos inda que abstratos,
Embevecendo-se do esplendor do panorama
Embriagando-se das luzes brilhantes das paisagens
O que desejo, o que aspiro, o que intenciono,
Verbos eivados do movimento do emocional, sentimental,
E mesmo da fissura de alcançar o pleno no instante do eterno...



Por me, com toques, carícias, ternuras, sensibilizar as iríasis dos sonhos de compl-etude, verso-uno, conjugando as emoções e sentimentos que se vão nascendo, originando-se na origem de "ser originado", sou-lhe eterno sensível e cordial, sou-lhe desejos e vontades que se revelam, intencionando o encontro e o abraço eternal, sou-lhe a esperança da felicidade plena, aberta a outras jornadas e viagens à busca do que transcende o Ser, as con-tingências do estar-no-mundo e trans-cend-ências do vir-a-ser verbo da ansiedade da perfeição, rodeado de perfect-itudes, vós estais a ensinar-me os estados de alma e de espírito com que posso sentir-lhes o núcleo, a choupana de idílios, onde traçar os traços do porvir crepusculado e alvorecido de metas, projectos a serem sentidos reais no íntimo da liberdade.
Por me fazer feliz, sentir a felicidade em cada momento, instante do ser-com o sentimento de amor...



Pers de retros re-versos e in-versos de situações vivenciadas, se é-me permitido dizer "existencializadas", que deram aquela traulitada de trezentos e sessenta graus no que diz respeito às con-tingências, passando à inquietude dos questionamentos e indagações, criei utopias outras que não as tradicionais mineiras, alimentei desejos de outros horizontes, a vida tomou muitos rumos, con-senti com o "devagar é que chego lá", "levar tudo na flauta, mais agradável ainda com um cervejinha gelada", perder as preocupações, alfim e ao cabo ainda há respostas para as coisas, apreendendo outros voos e sobrevoos por abismos, entre serras...
Aquela coisa que sempre lhe estou a dizer:



Quando era menininho
Gostava de meninar
Sentado numa tora de árvore
À soleira do portão,
Jogava pedras na assombração.



Agora que des-meninei
Não aprecio nem um pouco des-meninar,
Gosto mesmo é de amadurecer
Os ideais, esperar o tempo do vinho suave,
Numa rede,
Começando à meia-noite.



Sério, em verdade, em verdade, isto de amadurecer os ideais no vai-e-vem da rede, taça de vinho, o velho e surrado cigarro, tragando e expelindo fumaça, o vento suave, a maresia do mar, de nada sei dizer alguma coisa, e graça e à larga por que vou gastar palavras e lábias para me convencer vez por todas de que o vazio é efêmero. o nada, eterno?, não tem e jamais terá qualquer sentido contradizer a verdade incólume e insofismável, então é balançar-me no vai-e-vem da rede.
Percebeu agora o que estou desejando lhe dizer, apesar de "des-assuntado" de uns tempos para cá, sendo-lhe inda mais sincero, desde que tomou a minha "cabecinha" no peito, afagando-me os cabelos?



Manoel Ferreira Neto
(*RIO DE JANEIRO*, 30 de outubro de 2016)


**CINZAS DE NADA PURO** - Manoel Ferreira


Pós de esias esparramados no chão
De metáforas destituídas de sons, sentidos
Jogados na sarjeta de palavretas
Desprovidas de perspectivas, luzes e imagens
Nonsense...
Ser não é mostrar-se e mostrar-se não é ser
Descompassadas nas trilhas dos inter-ditos,
Além-ditos,
Palavras mudas, palavras cegas, palavras surdas
Desconectadas dos precipícios onde se embevecem
De sensibilidade, contingências, trans-cendências
Todo ente nasce sem razão
Prolonga-se por fraqueza
Morre por encontro im-pre-visto
Nada,
Nonadas
E os olhos se extasiam com o resplendor
Do inaudito, ininteligível, imaginário das transgressões
Do inóspito, insolências da meiguice, meiguices insolentes,



Amaria das prefundas de minh´alma escrever uma escrita escriturária, torna-se-me, contudo, quase impossível de fazê-lo no que tange ao fato inconteste de que cometeria uma série de gafes, não é bom para a minha imagem, por não estar familiarizado com a linguagem de "escrita escriturária", nada sei sobre ela, ademais estou sobremodo sem assunto, melhor dizendo, des-assuntado, as gafes seriam inevitáveis, o bom senso aconselha-me a não me utilizar de gafes.
Então, restam-me:



As imaginações férteis que viajam
Anacronias da ternura seduzindo as maledicências da alma
Anaestesias da carícia e toques bolinando os boduns
Dos instintos primevos do eterno, efêmero.



As estrelas velam
O ossuário dos ideais,
Contra-luz das utopias e dialética da iluminação.
Nada...
Nada puro...
Nada sublime...
Nada divino...
Nada supremo...
Nada: Ser ou Espírito?



Cinzas de esias cobrindo matagais, mangues
Cogito ergo non sum
Con-templar é matar a sede de conhecimentos
Cinzas lembram ossos, após alguns anos
De por baixo da terra, tornam-se cinzas
Recordam o limite inevitável da vida, a morte
Cinzas de nada...
Cinzas de nada puro...
Cinzas de nada sublime...
Cinzas de nada divino...
Cinzas de nada supremo...
Cinzas: Reais ou frutos da imaginação fértil
Aliada à inspiração, percepção, intuição, intenção?



Des-assuntado em nível tão elevado em que me encontro, a "escrita escriturária" que amaria sobremodo re-velá-la à larga das con-tingências e trans-cendências, mas, pelo simples fato do medo de cometer gafes em série com a linguagem, com ela não estou familiarizado, restando-me o estilo que poderia ser hilário, seria facilimo realizá-lo, mas o des-assunto deixou estes versos e estrofes que não possuem claro, escuro, são palavras chapadas, o real.
Onde - as gafes?
As gafes - onde?
Gafes - onde?



Manoel Ferreira Neto
(*RIO DE JANEIRO*, 29 de outubro de 2016)


**O NADA E A ARTE LITERÁRIA - XVIII PARTE** - Manoel Ferreira


Abismo. Vazios. Nonadas.
Plen-itude de travessias, in-fin-itivos in-finitos, tempo de re-nascimento, re-fazendas das con-ting-ências, sublim-itudes se re-velando cristalinas, alvorecer do novo, outro outro dos sonhos do belo, da espiritual-idade, vivenciárias e vivenciais veredas para as verdades que se fazem na con-tinuidade dos desejos e volos do eterno, das esperanças e fé no inaudito que mora entre as palavras e o silêncio, que reside entre os mistérios e a solidão, que habita entre os enigmas e vir-a-ser, eidos, essência, núcleo entre o caos e a poiésis, que, nesta instância, é a koinonia do espírito da alma e a alma do espírito que esplende aos ventos as miríades de imagens aos confins para o re-colhimento e a-colhimento das "itudes do vir-a-ser, ao longo das nuanças e dialéticas, na labuta e labor das "dificulidades" abrem as paisagens do in-finito, venezianas das janelas, para o porvir além das divin-itudes das genesis dimensões do verbo de ser que se re-flete e dimensiona-re no espelho dos in-dicativos , viajando nas paisagens futurais à busca das iríases da eternidae, luzes cristalinas e diáfanas que re-numinam as senhas, entradas no abismo das percuciências da poiética do verso e estrofe, sem ritmo e melodia, apenas o silêncio dentro do silêncio, dentro do silêncio, abertura, luz, visão de olhos que con-templam a retina e os linces do verbo "ver", sob as "iríases éritas" do mundo que só esplende os sonhos do "Ser", esplend-ência revelando a moradia da esperança, "A verdade mora no silêncio que existe em volta das palavras...", com excelência diz o escritor, poeta e psicanalista Rubem Alves, sua forma e seu esforço mais imediato.
O silêncio, morada da verdade, como toda imagem de descanso, tranquilidade, associa-se imediatamente à imagem da casa simples.
Silêncio de entre palavras, velando na poiésis de semânticas a verdade do ser, des-velando na poiética de linguísticas os verbos do ser, em cujo tempo a continuidade, o sendo-em-sendo, mostra caminhos in-finitivos do homem que é um ser entre-aberto às perspectivas do in-finito, entre-abertura para a trans-cendência, entre-abertura para o divino, entre-abertura para o eterno, entre-abertura para a perfeição. O ser entre-aberto que o homem é encontra no silêncio entre as palavras o eidos da verdade, a verdade que só o silêncio revela, mostra, manifesta.
É preciso prestar atenção ao que o silêncio diz, atenção livre, deixá-lo perpassar-se em todas as dimensões íntimas da alma, da inconsciência, da memória, o mesmo que viajar con-templando as paisagens do campo, re-colhendo e a-colhendo as imagens, sem qualquer pré-ocupação com os símbolos, signos, metáforas, construindo, elaborando, delineando as perspectivas e ângulos em que a eidética da beleza e do belo se pre-"en"-fica, apres-ent-a. A analítica existencial da pre-sença há-de resguardar uma clarza de princípio sobre sua função ontológica. Por isso, a fim de des-incumbir-se da tarefa preliminar de explicitação do ser da pre-sença, ela deve buscar uma das possibilidade de abertura mais abrangentes e mais originárias dentro da própria pre-sença. O modo de abertura em que a pre-sença é colocada diante de si mesma deve ser tal que, nele, a pre-sença se faça, de certo modo, acessível da maneira mais simples. Com o que nela se abre deve vir à luz, de forma elementar, a totalidade estrutural do ser que se procura. É sendo pre-sença que o silêncio diz. É habitando no silêncio que a verdade se diz.
No silêncio de entre as palavras, a semântica dos verbos são luzes, são raios de sol que incidem no espaço poiético re-versando, re-versificando o inter-dito, o que é inaudito, o que é misério, o que trans-cende as con-ting-ências do nada, aliás o nada e a arte literária, digamos noutra linguagem, é o "gancho" para a visualização da a-nunciação da poiésis da busca do ser e a poiética que se pres-ent-ifica na fé, esperança, nos sonhos de encontro com a leveza do "ser".
A linguística da po-ética do estilo verbal, estilística de modos, temas, temáticas, inicial-izando os futurais do ser, alumia os versos e estrofes, sonetos, poesia livre do con-templar o vir-a-ser à luz do desejar e querer, desejar e querer as iluminâncias da luminosidade do genesis entreaberto aos cânticos do sublime, que musicaliza, melodiza, ritmiza as primev-itudes da criação..

Manoel Ferreira Neto.


Ana Júlia Machado ESCRITORA E POETISA COMENTA O POEMA /**CIÊNCIAS OCULTAS, LETRAS APAGADAS**/


Engraçado....envio-lhe este escrito que terminei há pouco....acho que tem muito a ver com o seu.



Afadigo-me após afadigar-me, desbasto-me após de desbastar-me
Suplico à minha alma que se aquiete….
Não anuas as corricas acercarem e inveterarem-se,
Resfolega reentrante, na exsudação do pudor em insânia
Na incúria dos intelectos esgotados das ante faces
Se exibem a si inerentes, sem parar.
Auscultam – se verbos em consonância, diariamente,
Reconhecem-se semblantes de miseráveis pessoas joviais,
Recheando as algibeiras, entoam, gracejam, rodopiam,
No potencial da existência versada sem vida.
Nessa rotina de ser sem existência, na intrujice
Simulam ao paladar do oxigénio que aspiram,
Atentamos perplexos, sem refutação
Ao sonho demente da perfídia admitida pela comunidade.
E finda-se a narração, pois assim pretende-se
Reflectir esgota o encanto,
da inconsciente população que somos no planeta…se é que se pode apelidar planeta
Que população, que porvir, que ética, que preceitos, normas ou regras
Quando se vive em uma anarquia e sem rédeas
Resta-me o que não desejava,
Sojornar na angústia de haver que aquietar a minha alma
Como? Não sei…e as pelicas porfiam em surgir, por via da minha inquietação…



Ana Júlia Machado



**CIÊNCIAS OCULTAS, LETRAS APAGADAS**



Imagens multi-faceladas dis-persas
Persianas do tempo abertas ao in-finito
Venezianas do nada livres ao uni-verso
Circuns-pecção, intros-pecção
Volos da percepção, desejos do verbo
Sensações flanando perdidas
Sentimentos, emoções mergulhados
Nos interstícios da alma carente de fantasias
Cinzas estéticas sarapalhadas à larga
Pós éticos espalhados ao léu
Dos sentidos, significados
Nonadas crepitando nas chamas
Ardentes dos éritos e érisis do in-audito
Centelhas etéreas,
Às cavalitas o vento
Antes de quaisquer esias versais
Re-versas e in-versas
Que no crepúsculo sombrio das utopias
Sentidas nos precipícios da alma,
Pre-enchem as lacunas stanciais
Do ser, onde o inter-dito catártico
Poiesia desejos, vontades, esperanças
Verbalizar vernáculos ad-versa
Linguagem, estilo,
Subvertendo dogmas e preceitos da uni-versal-idade,
Compondo outros semblantes, fisionomias
Trans-literalizando signos, simbolos,
Metáforas do vazio, sin-estesias do absurdo
Aqui e agora do inédito
Instante-limite da criatividade
Metalinguística semântica do vir-a-ser,
Semântica metalinguística do silêncio
Que precede a inspiração do verbo
A trans-elevar con-tingências do não-ser
Subjetivas re-flexões a re-fletirem
Os re-flexos de caminhos de luz nas trevas
Ser tao de utopias, ser tao de ideais
In-finito in-fin-itivado
Uni-verso uni-versal-izado
De avessos confins e arribas
Da beleza do belo a verticalidade,
Horizontalidade do indizível
Poema da hipocrisia
Poema da farsa
Poema da falsidade
Poema das aparências...



Eis a Modernidade!
Eis os Modernistas!
Ciências ocultas, letras apagadas...



Manoel Ferreira Neto
(*RIO DE JANEIRO*, 28 de outubro de 2016)