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#AFORISMO 508/DE ÚLTIMA INSPIRAÇÃO - BALADAS DE UM OUTRO ALVORECER# - GRAÇA FONTIS: FOTO/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO

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Élans de última inspiração - nasce a poiésis, precedendo os verbos, antevendo os in-fin-itivos das ilusões, gerúndios das esperanças e sonhos, na alma a pre-sença de medos, temores do in-audito, desconhecido, sentir mergulhando nos interstícios das ausências.

Élans de última inspiração - o que fora de primeira inspiração no novo alvorecer dera luz às travessias de sentimentos, emoções pervagando o tempo, amor florado na floração dos raios numinosos do sol, é preciso subjetividade para florescer a verdade, é preciso espiritualidade para iluminar a paz, é preciso coração para resplandecer a solidariedade, compaixão.

Élans de última inspiração - genesis de re-viver outras poéticas versais das querências, desejâncias do ser, plen-itudes da esperança mais íntima e profunda, a fé na cintilância do In-finito que re-vela o nascer do sublime, re-novando o tempo, in-ovando as fin-itudes, paradisíacas as imagens das flores des-abrochando nos instantes de con-templação do que há-de ser paradisíac…
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TÍTULO DA OBRA #PRIMEVOS PRAZERES# GRAÇA FONTIS: PINTURA PROIBIDO COMPARTILHAR

#AFORISMO 507/INSPIRAÇÃO DA ÚLTIMA PROSA DO ANO# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO

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Tudo último num dia apenas - quê esplendor! Tudo a afluir-a-ser num átimo de segundo, tudo a re-nascer.

Últimas palavras, seja poesia, seja prosa, seja de carinho, seja de amor, seja de solidariedade, seja de compaixão, seja alcoviteira, seja de baixo calão, nada seja, não esqueçamos o nonsense. Últimos abraços, sejam diplomáticos, sejam fervorosos, sejam quebra-costelas bem cinchaditos no más, sejam de tamanduá, sejam de promessas de uma união perfeita entre namorados, noivos, ficantes, casados, causos íntimos.

Último banho, sais especiais, sabonete cheiroso, até a alma fica limpinha. Perfume especial. Última barba, bem escanhoada, loção primorosa, bem cheirosinha. Último amor bem aconchegante, estrelinhas depois do clímax, mais e mais promessas de um futuro de mais gozos, êxtases.

Último soneto, a chave-de-ouro revelando outros sonhos, outras esperanças, outras utopias, outros desejos, rimados e ritmados com o vir-a-ser de outro amanhecer. Última prosa, recitando, declamando os verb…
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TÍTULO DA OBRA #PRELÚDIO# GRAÇA FONTIS: PINTURA PROIBIDO COMPARTILHAR

#AFORISMO 509/PRELÚDIO DE SABOR DE ESPERANÇAS# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO

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Flores... Cores... Perfumes di-versos, ad-versos.

Desejando estar na plen-itude desta con-templação. Vers-ifico a orquídea que exala seu perfume por todo o uni-verso, poesia de perfume, florando na floração da in-fin-itiva intimidade do esplendor. Caminho da verdade, eis a In-fin-itude. Versos prosaicos raros, prece, oração, profissão de fé. Ritmo, melodia. Soam, soam, soam, as escalas de quem aprende piano, pela espinha dorsal física da minha re-cord-ação. Versejo rosas brancas, re-flexo do branco na água, rio de cintilância, o branco da rosa e os raios amarelos do sol. Imagem de espelho, faiscando meus olhos, espectro in-finito do sublime eterno. Desejos cintilantes, sentimentos e emoções, peregrinos do tempo. Prosa do sabor das esperanças, utopias, sonhos do além, vidragens da alma. Durante o dia, eles são cheios de um bulício que não quer dizer coisa alguma; à noite, são vazios de bulício que não quer significar nada. De dia, sou nulo, à noite, sou eu. Sobe-me da alma à mente uma …
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TÍTULO DA OBRA
#O VISIONÁRIO#
GRAÇA FONTIS: PINTURA
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Ana Júlia Machado CRÍTICA LITERÁRIA ESCRITORA E POETISA CRITICA O AFORISMO 5O4 /**ZAGAIA NO TEMPO DO NADA**/

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Ao excelente escrito, do escritor Manoel Ferreira Neto, acerca da ZAGAIA NO TEMPO DO NADA… há alturas que nada sabemos, melhor direi que nunca sei quando sei, porque penso que efetivamente, nada sei…sei sempre muito pouco…o eu saber é nada do nada…e já é muito

Ora bem, entre o meu nada, considero que a totalidade já é tanto Que consigo causar do meu não saber nada admiração e rir-me E sendo nada divina, eu consigo supliciar o éden A minha perpetuidade nada é e é durante o nada sendo eu alago com o meu nada um flúmen, uma imensidão e sobeja o nada do queixume Alteio as garras ao paraíso e em obscuridades do nada calco Mas o meu fardo é muito e o desengano Concebe-me pluviosiar qual chuvarada de saraiva Eu entoo, entoo e jamais entendo nada o quão… E recolho e cultivo mais do que careço E verbalizo ininteligível… E emudeço em língua internacional. E tão-somente enfeitiço-me enquanto prejudico-me Minha competência do nada é toda de inesperado. E o que não deprecio, eu engrandeço Minhas hipérboles do n…

#AFORISMO 504/ZAGAIA NO TEMPO DO NADA# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO/Sátira

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Nada digo, digo nada. Nada escrevo, escrevo nada. Nada olho, olho nada. Nada vejo, vejo nada. Nada conspurco, conspurco nada. Nada corroboro, corroboro nada. Nada desejo, desejo nada. Nada observo, observo nada. Nada crio, crio nada. Nada re-crio, nada. Nada con-templo, con-templo. Não ouço, ouço nada. Nada sinto, sinto nada.

Nada de nada. Nada de verbos. Nada de inspiração. Nada de ilusões, quimeras, fantasias. Nada de melancolias, saudades, vazias. Nada de angústias, tristezas, náuseas. Nada de passado, presente, futuro. Nada de desejos, vontades, esperanças, sonhos. Nada de palavras, semânticas, linguísticas. Nada de sátiras, crônicas, comédias. Nada de alvorecer, crepúsculo, entardecer...

No julgamento dos homens - o julgamento fora inventado por saber não ser capaz de fazê-lo senão se for privilegiado -, que não podem apreciar-se a si mesmos e à força de suas máximas senão de acordo do domínio que possuem sobre a sensibilidade no tempo. A formação moral do homem inicializa-se pela …
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TÍTULO DA OBRA
#O ANDARILHO#
GRAÇA FONTIS: PINTURA
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#AFORISMO 506/EPIFANIA DA SOLIDÃO - MOMENTO DA VIRADA# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/ Manoel Ferreira Neto: AFORISMO

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Perpétuos ideais de verbos que evangelizem a vida, sonhos que iluminem os caminhos, esperanças que in-fin-itivem desejos, vontades... Perpétuos.

Todavia, entretanto, são ideais, tão somente ideais, carregamos-lhos na mochila às costas con-ting-ências a fora; não sendo eles, o que seria da ec-sistência? Não sei o grau de sanidade de um homem quem, ombreando-se comigo, na calçada de uma rua, disse-me: "São muitos os mistérios entre o céu e a terra...". Talvez sério candidato à sandice, perdera nalguma alameda os sonhos e esperanças. Enveredou-se pelos mistérios entre os céus e a terra. Credito-lhe um méríto: procura e espera os sonhos nas pessoas, transeuntes, dizendo este lugar-comum, frase de efeito. Final de ano os filósofos do nada saem à rua com as suas frasicas, frasetas, frasotas. Mais um crédito para o digníssimo homem; as frasetas fazem refletir. Quiçá nada há a re-fletir sobre a fala deste homem, re-flito-a eu para tripudiar com a solidão, desconsolo, desolação. O mais…
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POEMA-CARD
#TÍTULO: PRESENTE#
Manoel Ferreira Neto: POEMA 
GRAÇA FONTIS: PINTURA
#TÍTULO: UTOPIA#
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TÍTULO DA OBRA
#O PROFANO#
GRAÇA FONTIS: PINTURA
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#AFORISMO 505/ARTE DO VERBO SER SONHO DO ETERNO# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO

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O profano confunde erudição com cultura, estilo com id-ent-idade, instrução com educação, aprendizagem com ensinamento, técnica com sapiência, fama com grandeza, prazer com felicidade. Nada de erudição, nada de cultura, nada de estilo, nada de id-ent-idade. Nada de instrução, nada de educação, nada de aprendizagem, nada de ensinamento. Nada de técnica, nada de sapiência, nada de fama, nada de grandeza. Nada de prazer, nada de felicidade. Nada de profano, nada de profan-ismo, nada de profan-idade, nada de profan-itude.

O homem profano é um robô da civilização, que julga ser um gênio de sabedoria, sábio da genialidade. Nada de civilização, nada de marginalização. Nada de gênio de sabedoria, nada de sabedoria de gênio. O homem profano é uma esplendorosa, deslumbrante, maravilhosa, mágica vacuidade, uma egrégia futilidade, uma colcha de retalhos manufacturada à força de publicidade, propagandismo heterogêneos. Nada de futilidade, superficialismo, vaziismo, idiotia, imbecilidade. Nada de p…
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TÍTULO DA OBRA #JEAN-PAUL SARTRE# GRAÇA FONTIS: PINTURA PROIBIDO COMPARTILHAR

#AFORISMO 503/O NADA É MAIS IMPORTANTE QUE A BÍBLIA# - GRAÇA FONTIS: ESCULTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO

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Nada. Vazio. Efêmero.

Vazio efêmero, tudo parece muito estranho, tudo é in-concebível, tudo é in-inteligível. Nada vazio. Mas quem pode afirmar a critério e rigor que o nada é cheio de vazio? Ao re-verso: o cheio é nada? Não é cheio nem de si mesmo. Não é vazio nem do "si-mesmo." O que habita o nada são o vazio, a liberdade, são-lhe o eidos, por mais estranha, escalafobética, disparate, despautério seja a idéia. Há-de se enfiar por inteiro nos miolos, espremer-lhes para conceber a noção disto.

Papel aceita tudo, então... Se o nada não fosse vazio, virar-lhe-ia as costas, julgar-me-ia ensandecido, dando-lhe todas as atenções, creditando-lhe todos os méritos de ser pedra angular para o ser. No século XXI, não teria o menor sentido. O ser se perdeu no tempo, esvaeceu-se na história. A humanidade já se encontra no abismo, daqui para frente é cada vez mais mergulhar nele, até as pre-fundas da consumação dos tempos. Como é comemorar um Ano Novo, todos os objetos de prazeres, volúpias,…