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terça-feira, 31 de maio de 2016

HOMENAGEM DA ACADEMIA VIRTUAL DE LETRAS (AVL) - ACADÊMICOS

Os tempos são passados. Nas suas dobras, curvas, ziguezagues de trilhas ficam os "A", "L", "M", "Y", "Z", e num instante nada mais que um instante eis que o alfabeto se pres-"ent"-ifica" e com ele "lhões" de palavras podemos construir, "trocentas" obras podem ser lidas... Assim con-templo hoje o março de 2015, quando me tornei co-fundador, junto com Maria Ivoneide Justino de Mello, por um tempinho de nada conduzimos a Academia Virtual de Letras - "Acadêmicos". A vida são caminhos do campo: conduzimos e somos conduzidos por eles. Enveredei-me por outra estrada, afastando-me. Os tempos são passados.
Quando a minha inestimável Amiguinha Soninha Son chamou-me no bate-papo, dizendo das comemorações de 01(hum) ano de fundação da AVL, pedindo escrevesse um "prefácio" da Antologia que seria publicada, hesitei realizar isto pelo simples fato de haver sido apenas o co-fundador, minha participação fora "vapt-vupt", quem mesmo conduziu e conduz é Ivoneide, os méritos devem-lhe ser atribuídos. Sonia Son Dos Poem Gonçalves com o seu jeitinho todo especial insistiu daqui, insistiu dali, derramou poucochito de "charme de escritora e poeta", acabando por me convencer a realizar o "prefácio" da Antologia. Entreguei-lhe em mão, envelope lacrado, o "prefácio", e não mais falamos a respeito. Particularmente, esqueceu-me isto. Acordando agora de madrugada, é que me deparei com o "compartilhamento" da Amiga Ana Cristina desta Antologia com "excerto" do que havia escrito, juntamente com a minha imagem no centro.
Tempos são passados - Eis a Memória. Memória afluída do carinho da Presidenta Maria Ivoneide e dos "confrades". O que dizer? Ficam aqui os meus sinceros, sensíveis e cordiais agradecimentos à AVL pelo carinho e finesse pela homenagem a mim prestada pela "co-fundação" desta egrégia "casa-virtua de letras", desejando a todos em uníssono muitas alegrias e conquistas, muitas letras ao longo da jornada.
GRACIAS A TODOS PELA HOMENAGEM A MIM PRESTADA. ABRAÇOS CORDIAIS.



Manoel Ferreira Neto.
(01 de junho de 2016)


**MISTÉRIO NOVO DE TRAVESSIAS** - Manoel Ferreira


Epígrafe:



Hoje, não escreveria esta obra. Nalguma curva do tempo, tudo isto esvaeceu-se. (Manoel Ferreira Neto)



Só – sem esta solidão sem limites, sem este silêncio sem deserto e arrebiques, sem esta mudez sem confins, sem esta nonada sem travessias e partidas pontes.
Mentir com a verdade em mãos é estranho. Não estou só: há a solidão, há o silêncio, há a mudez, há a nonada. Estou muitíssimo bem acompanhado.
Ante a luz que ilumina o quarto, olhares enviesados à grade, sensações re-versadas ao horizonte além, ante a escuridão da janela aberta, a fumaça do cigarro entre-dedos, tragando o não-ser, expelindo o que há-de vir... Vozes sussurram-me palavras quase ininteligíveis, quase destituídas de símbolos e sílabas, os sentimentos perpassam-me, nascem e re-nascem espontaneamente, as emoções divagam além das fronteiras de defectivos verbos, aquém dos abismos das metáforas do espírito...
Meu Deus, onde estarei sem a solidão que me acompanha? Em que montanhas trilharei meus passos sem o silêncio que em mim habita?
Eternidade de idéias cobre-me em seu manto de sonhos, utopias, cada vazio em mim de desejos preencho horizontes e uni-versos, de êxtases a-colho infin-itudes do finito, de clímaces re-colho fin-itudes do infinito, de volúpias con-templo a clar-itude sideral do universo, de estesias lanço à peren-itude a poética do espaço...
Sou quem sou vivendo-me, vivenciando-me por inteiro. Nesta madrugada silenciosa, não se ouve o ladrar dos cães, dormem, descansam das vadiagens do dia à cata de ossos e lixos que reviram à busca do que lhes matar a fome... “Vigilio” os longos dias, longas noites dentro, desejos, vontades, sonhos, utopias, dores, sofrimentos, culpas, fracassos, frustrações, decepções, e sempre a esperança de nova aurora, quando o amanhecer ilumina o coração de amor, e sempre a chama ardente da alma em busca do crepúsculo, quando a melancolia, nostalgia se envolvem no espírito de outros sonhos e utopias.
O silêncio no seu canto encolhido espera ser re-colhido e a-colhido, e de manhã distancia-se. Por que caminhos anda, por que trilhas dá seus passos, e passo a passo cada passo é um passo? E na madrugada triste, angustiada, aparece no seu canto envolto em outros desejos e vontades que trouxe de suas andanças, espera a minha palavra, e eu o deixo sozinho, sonhando outros amanhãs, dis-sonhando outros outroras e gêneses, pers-sonhando outros apocalipses e gênesis.
Sem este desejo inerente ao espírito de refletir-me nestas páginas brancas de papel, de nestas letras reunir os pedaços de mim, de nestes sentimentos comungar os instantes de mim, de nestas emoções enlaçar os abraços dados e recebidos, de nestas utopias ser artífice de um tempo, oh, tempo, águias atravessam os horizontes, e no uni-verso de suas asas são sonhos, desejos, liberdade, são esperanças de fé, de amor, entre os homens, a humanidade - que são os únicos que me ouvem no silêncio de meus sorrisos e lágrimas. Os companheiros de minhas solidões. Espalhados por todos os tempos de outrora, de ontens olvidados; Sem esta angústia encalacrada no peito, sem esta tristeza que desconheço as razões, sem esta depressão que, embora os motivos me sejam transparentes, deixam-me no sangue a essência da incólume insônia; sem esse medo, meu Deus, sem esse medo de sucumbir diante da visão das verdades em mim trago dentro
Ante a visão do desejo de amor, de ser amado, amar.
Estes homens que não apenas sussurram, cochicham, murmuram palavras esplendorosas de amor, ternura, carinho, dedicação; não apenas escrevem lindos, maravilhosos poemas d´amor dirigidos à amada, confessando-lhe a paixão devassadora, avassaladora, na realidade são apenas palavras, são desejos de encantar olhos que buscam no deserto um pingo das águas da esperança, uma folha verde respingada de orvalho da fé. São vivências, experiências à cata de poesia, de luz nos seus versos e estrofes, em sua musicalidade, em seu acorde de paraísos e eldorados, tornando-nos viajantes que a cada passo em outros campos, trilhas, cidades, esperamos o entardecer, a noite, madrugada, que conversam com o silêncio e roga-lhe o prazer, felicidade de sua palavra. amo estes homens - meu Deus, como os amo – que dizem a verdade de seus sentimentos, não importando se em dialeto caipira, se em sotaque sertanejo, linguagem chinfrim, português erudito; refletem nas palavras ditas, escritas, o amor que sentem, vivenciam, vivem, chegando, quase, às melosidades do sentido. como eu os amo,
Suas atitudes, seus gestos, seus silêncios! Como eu os amo, carnal, amorosa e sensivelmente, até que descubro nas entrelinhas deste amor, o desejo de amar e ser amado perseguiu-me pela vida, e, amando os homens que amam, justifico o amor que não vivo, fujo desta realidade que me oprime, estilhaça-me por inteiro, da solidão.
No açougue, onde ontem fui comprar costelinha de porco, estive observando as mãos de um jovem que destrinçava um quarto traseiro sangrento, o animal abatido havia pouco, enquanto a cada gesto com a faca uma nota musical era realizada.
Era canção nostálgica, melancólica, triste, desconsolada, sua “esperança” de liberdade, felicidade, alegria, e amor eterno, refletia em cada palavra, verso, estrofe. e eu amei este jovem, seu canto só se faz - assim acredito – quando com a faca na mão tira a carne dos ossos.
Às vezes, quando a madrugada me envolve por inteiro, sentindo os segundos e minutos passarem no silêncio do relógio, o peito aberto e envolto em ânsias e desejos, as lágrimas não derramadas, os desejos não realizados, os compromissos não cumpridos, as dívidas não pagas, palavras, atitudes de não, dores, sofrimentos. da aurora, do novo dia que trará novas esperanças, sinto a alma mergulhar nos vazios, abismos, alçar vôos homéricos pelas montanhas, florestas e mares, buscando luzes, esperanças, fé, escondidas nas dobras dos medos, frustrações, fracassos.
Digo comigo mesmo que a madrugada é gentil, generosa, compassiva e humana, está ligada à minha solidão, e seu desejo inerente à vida é de libertar-nos da realidade de algemas e correntes, de revelar-nos no espírito as divinidades que nos habitam, e são a ressurreição, redenção dos pecados capitais, para os quais não há qualquer modo de negligenciar. E digo a mim que o silêncio é companheiro, solidário, compassivo, está em mim, sou eu nas suas re-presentações, a-nunciações, sou suas palavras, expressões, e sua vontade é de me perder nele, deixar-me ser levado pelas asas da águia que atravessa, travessia!, de re-velar-me na alma as transparências de brilhos divinos.
Mistério da noite infinita, da madrugada que anda em passos lentos em direção aos primeiros indícios da manhã, do dia que tecerá os novos horizontes, uni-versos,
Tristezas, angústias, decepções. Roda-viva.



Manoel Ferreira Neto.
(31 de maio de 2016)


**POESIA DA LUZ NO ÍNTIMO TRANS-CENDENTE DE LETRAS E PÁGINAS** - Manoel Ferreira


Pers do sublime, retros de pretéritos do eterno postergando de luzes as diáfanas nuvens que transpassam o azul celeste - pectivas do absoluto. Cáritas de subjuntivos do verbo conjugam o ad-vir com os temas da esperança de o uni-verso ser o efêmero das estéticas do belo, da estesia de plen-itudes, sublim-itudes, além arribas os sols dos sonhos, esperanças alumiam o taos das veredas que perpassam o tempo tecendo de travessias os movimentos da peren-itude, o amor da verdade resplandece ao aquém de confins salpicado de angústias, tristezas, melancolias e nostalgias, o perene das in-verdades esplende na cintilância das estrelas o intransitivo do verbo "ser", e a vida pulsa de sorrelfas que se tornarão a incólume felicidade do silvestre do silêncio nas sedas da solidão.
Amor pleno de miríades do numinoso espectro do nada que pro-jeta a alma no espelho das contingências de buscas e encontros... Nas estradas de pós, eiras e beiras das in-vest-igações do ser que é ser vers-ifiquei e vers-ejei crepúsculos ad-vindos de alvoreceres de brotos de rosas que des-abrocham perfumando a poética do espaço, alvoreceres ad-vindos da madrugada plena de silêncios à luz da solidão carente de raios de alegria...
Sem tempo de figurar imagens a perspectivarem de cores as ilusões da estesia, do belo a conceber de miríades a Vida, do eterno a gerar de cintilâncias o versejar de esperanças...
Sem tempo de elaborar de arrebiques e ornamentos das bordas de palavras, nas sílabas separadas hifen-izar os sentimentos, emoções do íntimo plen-ificado de glórias, conquistas, do deserto na solidão de re-fletir nos raios de sol a areia que metaf-oriza o ser do silêncio. do abismo na percuciente profundidade que supere e suprime as longitudes do fim, eterna neblina a cobrir o sudário limítrofe do além ao inaudito de todas as virtuais distâncias...
Sem tempo de burilar de utopias e sorrelfas do APOCALIPSE DO VERBO temas e temáticas do passado, da libertação de algemas e correntes do "pecado da escravidão, no ritmo e melodia de violões as nostalgias, melancolias do desejo Libertas Quae Sera Tamem do Amor mistificado de virtuais sensações ao vôo absoluto-eterno da realidade literalizada, superfície lisa de espelho em cuja imagem verdadeira esplende o rosto do tempo, ipsis-serzado de aléns-em-aquéns, de con-tingências-em-trans-cendências, de solidões-silêncios, em interação de vozes que re-velam as palavras da etern-itude divina do toque da nostalgia do tempo moderno, cujas luzes são de trevas e escuridões...
Sem tempo... Sem tempo de degustar o sabor delicioso dos cânticos sublimes das raízes, interpretados por liras, harpas e violinos, violões, guitarras, ópera da divin-idade às percuciências da alma, olimpo do espírito, mas dedilho nas cordas dos instrumentos a poesia da luz no íntimo trans-cendente de letras e páginas, em entrelaçamento de mãos com os amigos, em sentimentos que suprassumem do amor-amizade, concebem, criam, geram dão a luz ao Verbo do Apocalipse do Paraíso Eterno da Vida.
Y, x, z... Letras do tempo, palavras poucas, sou elas no re-nascimento, re-fazenda de tantos desejos, projetos, ilusões do tempo na etern-itude da carne, querendo o verbo, na fin-itude dos ossos, querendo o além-divino, recriando de palavras do Lácio as montanh-ites dos chapadões, pampas...



Manoel Ferreira Neto.
(31 de maio de 2016)


**UM LANCHE DE CIRCO E CINEMA** - Manoel Ferreira


Há quem não aprecie poucochito sequer "causos" e "conversas do passado". Os mineiros amam estes encontros com amigos, contar causos, lembrar das coisas, sentados na varanda à noite, se deixar, amanhecem o outro dia e os causos não terminam.
Particularmente, não "apreciava" encontros de causos, sou péssimo como contador de causos.
As coisas mudam.
Acabo de chegar da casa de meu inestimado amigo Nilzo Duarte, escritor memorialista. Levei uns três anos para me familiarizar com os causos, sentar-nos para uma "mesada" de coisas do passado. Nilzo Duarte é um mestre nesta arte.
Domingo passado, fui ao circo com o meu irmão caçula Giuliano. E hoje à casa de Nilzo Duarte, Fui dizer-lhe sobre a ida ao circo. Aí começaram os grandes espetáculos circenses do passado acontecidos no Largo da Estação Ferroviária, de sua época, de minha época. Impressionante a memória do meu amigo. Tudo com detalhes minuciosos. O circo está em mim, não deixei a desejar sobre os grandes espetáculos.
A conversa continuava, do circo fomos para as grandes produções cinematográficas de Hollywood, filmes históricos, romanos, far west... Sansão e Dalilah, Moisés, Cleópatra, E o Vento Levou, Morro dos Ventos Uivantes, Corcunda de Notre Dame...
Duas horas de só memórias, tomando um lanche. Inclusive, Eliete, esposa de Nilzo Duarte, comentou: "Os dois velhinhos hoje resolveram conversar sobre circo e cinema". "Mas, Eliete, estou entrando na terceira idade, tempo das velharias do passado. Estou aprendendo o ritmo dos causos com Nilzo, noventa anos", respondi-lhe. Nilzo Duarte dera uma risada sensaborona.
Saí da casa de Nilzo leve como uma pluma. A cabeça estava no circo, no cinema.



Manoel Ferreira Neto.
(31 de maio de 2016)


segunda-feira, 30 de maio de 2016

COMENTÁRIO DA AMIGA, ESCRITORA E POETISA ANA JÚLIA MACHADO AO POEMA /**POESIA É AMOR IN-CONDICIONAL**/


POESIA É AMOR IN-CONDICIONAL
Manoel Ferreira Neto.



Poesia é bem-querer integral
Por ser a elementar manifestação do que zela e exalta
Os enigmas do verbo.
O amor é algo que não faculta significação infalível, ou é poesia, ou é sofrimento, mas da mescla de realidades benéficas e dolentes ele igualmente se gera fármaco para as chagas de encarniçamento
E o que se deseja, se em dois, se é, se são, se somos. Deparam-se de bem-querer literário, facto de bem-querer pelos verbos que se concebe chegados. Poeta e poetisa. Pode ser um poema de amor, presenteiam instantes de peleja e de aragem e de paraíso, de existência e anelos tão seus, e reconhecimentos tão seus. O amor faculta poesia.
Os cursos da Querença são ocultos e recônditos;
E energias cavadas de metamorfose estão operando…
O Amor é a decifração da Dita;
É a realidade plena;
Ninguém pode ser ou causar alguém ditoso, sem o real Amor;
O Amor é a excelsa poesia dos sentidos;
Fazemos dele a causa e a estabilidade de ser de nossas existências…



Ana Júlia Machado



**POESIA É AMOR IN-CONDICIONAL**



Poesia é amor in-condicional
Por versejar a intimidade do in-fin-itivo dos sentimentos
Na desejância íntima do espírito da verdade do ser
Poesia é amor in-condicional
Por po-etizar os verbos da travessia para o eterno
Trans-lúdicas sensações do prazer, alegria, gozo
Poesia é amor in-condicional
Por po-ematizar o silêncio que concebe a estilística
Das emoções em harmonia, sin-cronia, sin-tonia
Com os ex-tases do sublime sonho do Ser
Poesia é amor in-condicional
Por po-esiar as gotículas de neve que deslizam
Na vidraça da janela voltada para a lua atrás da montanha
Poesia é amor in-condicional
Por trans-literalizar a memória do tempo
Trans-parência do ser atrás do verbo da semiologia do desejo
Poesia é amor in-condicional
Por ser ritmo, melodia dos ventos por sobre as colinas
Veladas pelas cintilâncias do in-finito em conúbio com o verso-uno
Dos horizontes do eterno e os uni-versos do absoluto
Poesia é amor in-condicional
Por pronunciar a sílaba do lácio vernáculo das esperanças
Da vida que é vida, da vida que é o vir-a-ser do espírito da vida
Poesia é amor in-condicional
Por evangelizar as metáforas do amor sonetizadas
Dos edênicos caminhos para o silvestre da verdade
Poesia é amor in-condicional
Por entre-laçar sons do in-audito do espírito
E os sons da magia da alma que busca eternamente
As iríasis do in-finito uni-versal que consagra o Bem
Poesia é amor in-condicional
Por ser a simples re-velação do que vela e en-vela
Os mistérios do verbo.



Manoel Ferreira Neto.
(30 de maio de 2016)


**PARÁCLISE DO SUBLIME VERBO** - Manoel Ferreira


Amor
Verseja o verso de versejar o sublime
Amor
Trans-literaliza a trans-literação de trans-literalizar
O eterno da magia mística do ser.
Amor
Poematiza a poematização de poematizar
A linguística da entrega e a semântica da esperança
Amor
Metaforiza a metáfora de metaforizar
O espírito do desejo seduzindo a alma do verbo de ser
Plen-itude, compl-etude, etern-itude
Amor
Silencia o silêncio de silenciar
A palavra-poesia no vernáculo íntimo da verdade.
Amor
Sin-estesia a ex-tase das volúpias do eros e do lúdico
Amor
Sonetiza a fonética de fonetizar
Os sons rítmicos e melodiosos da felicidade
Amor
In-fin-itiva o in-finito de in-fin-itivar
A travessia in-trans-itiva do além ao eterno
Amor
Sublimiza a sublimidade de sublimar
A verdade da fé no eterno dos desejos de compl-etude
Amor
Ritma o ritmo de ritmar
A música das emoções e o cântico da solidão
Amor
Musicaliza a música de musicalizar
Os sons da harpa do uni-versal
Os sons da cítara do mundano
Os sons do violino da travessia do contingente ao trans-cendente
Amor
Semantiza a semântica de semantizar
O ser e a palavra do verbo amar
Amor
Semiologiza a semiologia de semiologizar
O infinito da verdade e o sonho do divino
Amor
Plen-ifica a plen-itude de plen-izar
A beleza do belo e a cintilância do sublime...



Manoel Ferreira Neto.
(30 de maio de 2016)


COMENTÁRIO DA AMIGA, ESCRITORA E POETISA MARIA FERNANDES AO POEMA /**POESIA É AMOR IN-CONDICIONAL**/


POESIA É AMOR IN-CONDICIONAL
Manoel Ferreira Neto.

Poesia é amor incondicional! Ela mostra-se, dá-se por inteira sem qualquer condição. Ela é o belo presente no verbo. Ela é luz, espírito, o caminho, a razão do sonho, do encanto que nos eleva e nos faz desejar o infinito. Um abraço, poeta Manoel Ferreira Neto.

Maria Fernandes

**POESIA É AMOR IN-CONDICIONAL**

Poesia é amor in-condicional
Por versejar a intimidade do in-fin-itivo dos sentimentos
Na desejância íntima do espírito da verdade do ser
Poesia é amor in-condicional
Por po-etizar os verbos da travessia para o eterno
Trans-lúdicas sensações do prazer, alegria, gozo
Poesia é amor in-condicional
Por po-ematizar o silêncio que concebe a estilística
Das emoções em harmonia, sin-cronia, sin-tonia
Com os ex-tases do sublime sonho do Ser
Poesia é amor in-condicional
Por po-esiar as gotículas de neve que deslizam
Na vidraça da janela voltada para a lua atrás da montanha
Poesia é amor in-condicional
Por trans-literalizar a memória do tempo
Trans-parência do ser atrás do verbo da semiologia do desejo
Poesia é amor in-condicional
Por ser ritmo, melodia dos ventos por sobre as colinas
Veladas pelas cintilâncias do in-finito em conúbio com o verso-uno
Dos horizontes do eterno e os uni-versos do absoluto
Poesia é amor in-condicional
Por pronunciar a sílaba do lácio vernáculo das esperanças
Da vida que é vida, da vida que é o vir-a-ser do espírito da vida
Poesia é amor in-condicional
Por evangelizar as metáforas do amor sonetizadas
Dos edênicos caminhos para o silvestre da verdade
Poesia é amor in-condicional
Por entre-laçar sons do in-audito do espírito
E os sons da magia da alma que busca eternamente
As iríasis do in-finito uni-versal que consagra o Bem
Poesia é amor in-condicional
Por ser a simples re-velação do que vela e en-vela
Os mistérios do verbo.

Manoel Ferreira Neto.

(30 de maio de 2016)

COMENTÁRIO DA AMIGA, ESCRITORA, POETISA ANA JÚLIA MACHADO AO POEMA /**AMOR É POESIA IN-CONDICIONAL**/


AMOR É POESIA IN-CONDICIONAL
Manoel Ferreira



O real bem-querer,
É como uma melíflua poesia
Ele consola a nossa alma,
E nos completa sermos ditosos
Tal como a poesia,
Ele desabrocha,
Mas não sucumbe,
É perpétuo
É magnânimo,
É indulgente,
É sensitivo,
E é filantropo
A poesia do real absoluto e perene Bem-querer,
É a mais preclara e extasio que existe…
Bem-querer é poesia integral
Que possui o ser de ornato no inerente desabrochamento,
No viço e nascença da florescência.



Ana Júlia Machado



**AMOR É POESIA IN-CONDICIONAL**



Amor é poesia in-condicional
Que verbaliza a alma
No seu movimento de sonho e esperança
Da felicidade, prazer, do espírito do ser
Amor é poesia in-condicional
Que trans-eleva os desejos da beleza da entrega
Ao outro lado das emoções de sentir a plen-itude
Amor é poesia in-condicional
Que tece com os fios da eternidade e do infinito
As lâminas de luz que incidem no silêncio das estações
Da sedução, do lúdico, do verso-uno, da paráclise do ser
Amor é poesia in-condicional
Que convida a re-colher na solidão o presente na sua presença
De re-fazimentos, renovações, inovações dos sentimentos
Que sonham o sonho de sonhar o divino da perfeição
Amor é poesia in-condicional
Que se rec-lhe à natividade da raiz,
De re-tornar ao sem fundo e fundamento,
Ao abismo do ser.
Amor é poesia in-condicional
Que evoca o sumo da plen-itude
Amor é poesia in-condicional
A de-ferência mais íntima da interioridade
De nós mesmos, dos outros ou de qualquer coisa
Amor é poesia in-condicional
Que tem o ser de flor na própria florescência,
No vigor e natividade da floração.



Manoel Ferreira Neto
(30 de maio de 2016