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quarta-feira, 29 de junho de 2016

A POETISA DA TERNURA DIVINA MAIA E O AMOR - UMA LEITURA DE /**LONGE DA REALIDADE"/ - Manoel Ferreira


Tomando em consideração os versos do eterno poeta Fernando Pessoa, quando ele diz que o poeta finge ser dor o que deveras sente, este é o caminho para vislumbrar e con-templar LONGE DA REALIDADE, poema da poetisa Divina Maia. Desde o primeiro verso, a poesia ad-verte que o "longe" é apenas uma sorrelfa, na verdade tudo está muito presente, forte, no aqui e agora "Guardo todos os meus sonhos no bolso". Como é que a realidade pode estar distante, longe, se os sonhos estão guardados no bolso? Eis o espaço poético do poema "bolso". É no bolso, lugar íntimo, lugar mais que sensível, traz em si dentro sentimentos e emoções, acompanhados de desejos e esperanças, e assim, como se o bolso estivesse furado, os sonhos caindo e se espalhando no caminho, sonhos de humanidade, "humanidade do ser", o carinho, os sonhos espalhados na estrada "banham-se nas pétalas do luar", a ternura se pres-ent-ificando. A desnudez de amor com que a humanidade segue a solitária jornada rumo ao vazio só poderá ser superada, suprassumida com a ternura. E esta ternura é que a poetisa traz no seu bolso para doar à humanidade de coração, alma e espírito, é só banhar-se nas suas "letras de ternura", o seu desejo e esperança é que a humanidade se vista de ternura, de amor, de carinho, que, como o beija-flor que bebe o néctar das flores, beba o sonho do Amor, o verdadeiro Amor, a vocação contingencial do indíviduo, Amar, trans-forme-o: A realidade que estava longe, que é a realidade da ternura para des-velar a desnudez do amor, seja a realidade no bolso, nas estradas, nos cantos e recantos do mundo, a ternura é a "chave de ouro" , seja a plen-itude. A esperança do Amor em si mesmo embrulha-se no véu da esperança, os versos e a ternura da poetisa Divina Maia embrulha-se "nas folhas do sol", e estas folhas do sol são a iluminação e as lâminas de luzes para iluminar os caminhos, "aos pés da solidão", a solidão aqui é símbolo e signo, quase um ícone da entrega in totum, ipsis verbis à busca do Amor. E aquela velha e surrada "Largue tudo e venha comigo", a poetisa chamando a humanidade para a TERNURA. Tiro-lhe o meu chapéu, sinalizo a cabeça três vezes, para cima e para baixo, reverencio-a por esta OBRA-PRIMA DA POESIA TRANS-MODERNA. Abraços!!! .



Manoel Ferreira Neto.



LONGE DA REALIDADE...



Guardo todos meus sonhos no bolso,
Minha alegria sempre dura tão pouco,
Embrulho-lhe no véu da esperança,
Mas acordo sonolenta em cama fria,



Tento abraçar o mundo pra chamar atenção,
Arrastando-me aos pés da solidão,
Meus olhos fixam-se nas folhas do sol,
Mais o coração despedaça-se no vazio,



Longe da realidade tão sonhada,
Banho-me nas pétalas do luar,
Na esperança de meu objetivo alcançar,
Quebrando o tabuleiro negro da monotonia,



Mesmo longe desta redonda realidade,
Vou semeando carinho neste mundo nu,
Espalhando ternura sem falsidade,
A uma humanidade desnuda de amor.
..............Dmaia...........
@Direitos reservados


COMENTÁRIO DA ESCRITORA, POETISA E AMIGA, SONIA SON DOS POEM GONÇALVES, AO TEXTO /**ESPELHO RETROS-PECTIVO DO AMANHÃ**/


**ESPELHO RETROS-PECTIVO DO AMANHÃ**
Manoel Ferreira Neto.



Muito lindo Manu!! Parece que resolveu se entregar ao amor, um novo amor ao reverso de ninguém, que seja sim uma união de versos cálidos e apaixonantes....Acho que anda refletindo mais sobre tudo que fez né? Talvez pela aproximação do teu niver, Me parece que fez um pouco de cada coisa , e se foi fervoroso, afoito, trilhou o caminho da rebeldia do orgulho, e passeou por tantos lábios Manu,mas ainda encontra-se com páginas em branco sobre o amor, talvez não tenha ainda encontrado tua alma gêmea de fato, a plenitude que nos toma quando isso acontece é algo mágico inenarrável...E a bagagem vai recheada de nada mas com tudo de bom e melhor apenas como disse mãos entrelaçadas e vez por outra um beijo que ninguém é de ferro né? kkkk Saudades de você viu??Beijos querido...



Sonia Son Dos Poem Gonçalves



**ESPELHO RETROS-PECTIVO DO AMANHÃ**



Reversos in-versos re-vestidos de imagens dúbias plen-ificadas de pers-pectivas a trans-cenderem o efêmero e o eterno, vazio incidindo no espelho retros-pectivo do pretérito, intros-pectivo do amanhã, o vir-a-ser.
Sei lá não sei. Quiçá de imagens re-versas aos in-versos dúbios, revestindo pers-pectivas nadificadas do efêmero e do eterno, o vazio trans-elevasse o pretérito incidindo no espelho a intro-specção do vir-a-ser, o verbo nada-do-ser a-nunciasse o ab-soluto da esperança, o divino da fé. Conjuntura da vacuidade perpassando a alma o seu eidos, sarapalhando sentimentos e emoções, todas as dimensões sensíveis ao léu dos ventos,à mercê dispersa do genesis e apocalipse.
Nada simplesmente. Sinuosas trilhas oferecem outras experiências, vivências, outros encontros, outras realizações, inter-ditos que des-velam segredos e mistérios, o olhar se estende livre pelo in-finito, a falta do ser se mostra nítida e o sonho da compl-etude se mostra aberto às dialécticas do tempo e do ser.
Mais difícil atingir a intenção verdade que habita o ab-soluto na sua iríada eidética do sublime e estético, o que é nadifica o ser, o que não é efemeriza o tempo. Ventos assobiam no abismo, na inaudita avalanche de neve percorrem os declives dos morros uivantes. Presença incólume, insofismável de recursos e estratégias outras para o mergulho nos interstícios do absurdo que reside na alma.
Os prazeres do questionamento são ilimitados, o olhar de tudo o que trans-cende incidido na contingência do instante retina o há-de-vir na borda das luzes que iluminam os passos nas trevas enigmáticas até as travessias dos inauditos às verdades do silêncio que identifica o ser-solidão, o ser-so, o resto é andar no meio, por entre os homens. O nós do ser: verdade e busca do amor...
Ah, coração! Recomece a sentir os raios numinosos dos desejos no alvorecer das manhãs de inverno, o frio sempre aquece sentimentos e emoções, a força do amor liberta o verão de suas seguranças, tem poder de mover as montanhas - quê friozinho gostoso, a vida aquecida sem a presença da lareira. Solidão, silêncio são inspirações, são motivos para escrever os versos e estrofes do sublime. Pulse o orvalho do inverno no seu íntimo, sinta o calor de entregar-se ao frio das contingências, passeando nas alamedas de buscas, vontades.
Letras in-versas, palavras re-versas são pedras de toque para mergulhos profundos nos interstícios das verdades inauditas, mesmo que dores inomináveis se presentifiquem, mas o arco-íris da vida se mostra´ra pleno, suas cores brilharão cintilantes.
Trilhei, coração, sendas e veredas, estradas, nada me é agora das vivências, e este frio habitando-me os recônditos da alma aquece o que há-de vir, as esperanças que trouxe desde a eternidade em mim só agora sinto que é tempo de realizá-las com perfeição, apesar das imperfeições.
Se me questiona enfim estou amando, sou-me amor no verbo de mim, agora vejo com transparência o horizonte além dos uni-versos, só posso res-ponder-lhe que sim, o meu coração feito de sublimes inspirações está aberto àquela eternidade das páginas brancas: "Vivi o para quê fui vocacionado".
Mas amar apenas não significa coisa alma, nada diz, se não contemplar o in-fin-itivo in-finito da entrega plena à busca da verdade do espírito, o eterno de ser.
Ser e amor, almas gêmeas, um feito para o outro. Trilhei caminhos, fui revoltado, fui rebelde, fui carente, levantei a bandeira dos orgulhos, vaidades, poder, um calor sem precedentes, o ontem de amanhã não pode ser os pretéritos do porvir, hoje o frio, o friozinho delicioso de um amor que aquece o ser de meus verbos.
Estou indo embora. Indo embora de mãos entrelaçadas com você, coração, sem versos, sem estrofes, sem palavras e prosas, com a mala de nossas esperanças todas na felicidade plena. Uno-verso de nós. Verso-Uno de nós.



Manoel Ferreira Neto.


COMENTÁRIO DA AMIGA MARIA FERNANDES AO TEXTO **ALVOREJAR DO VERSO-UNO**


O autor interroga-se sobre a insignificância do eu, ser pensante, perante a magnitude divina, o todo, o infinito! Ser alegre ou triste são momentos passageiros no tempo e tudo se resume a estados de alma que reclama muito mais, a "existência do absoluto divino", interdito aos mortais. Excelente texto. Um abraço, amigo Manoel Ferreira.
Maria Fernandes
**ALVOREJAR DO VERSO-UNO**
Travessia de nonadas, veredas silvestres. Efêmeros instantes, fugazes revelações de sentientos e emoções. Ser e Nada... Ser e tempo.
No alvorecer, primeiros raios numinos a-nunciando a vida, antes de nada outros uni-versos in-versos do efêmero que nas conjugações dos limitides, incidem miríades de luzes e fosforecências aos confins e arribas, trans-elevando a alma que clama a vida do espírito, que roga a ec-sistência do absoluto divino, dignidade e honra do eterno, ética e moral do uni-vers-itário.
Efêmeros sentimentos trans-elevam desejos do alem, no infinito raios de sol brilham nítidos e nulos. 
Surpresa. O tempo cobre com sudário verdades fugazes à do eterno instante-limite do ser. Amor, verbo do sonho. Dia outro será o ontem de amanhã. Trans-elevam espectros no entardecer pálido e sombrio, agonias, lembranças, re-cord-ações, memórias, pretérito de conhos, carências. Ontem outro será o amanhã de hoje. Pretéritos preterizando preterizadas vontades inauditas, aqui-e-agora de outros horizontes nominais, uni-versos ads con-templados são a retina apocalíptica re-vestida de essências e nonadas, aquém o livre-arbítrio proscrito de heresias, libertas quase tardia nom sum, ases do sentido metafórico do eterno que embevece o éter que exala seu odor ao longo de nuvens celestes brancas, deslizando no espaço poético, ritmando gerúndios de sons clássicos, in-versas a-gonias res-plandecendo anunciações inauditas do eterno-ser do espírito, alhures, algures prescritos de epitáfios, subscritos de epígrafes, que prenunciam o alvorecer in-terdito de imagens lúdicas, trans-lúcidas. 
Temos raiz e temos abertura. Somos como uma árvore, fundados no chão que nos dá força para enfrentar as tempestades. Mas também temos a copa, que interage com o único, com as energias cósmicas, com os ventos, com as chuvas, com o sol e as estrelas. Sintetizamos tudo isso, transformamos em mais vida a nossa abertura. E se não mantemos a abertura - a copa -, o mundo estiola, as raízes secam e a seiva já não flui. Morremos. A dialética consiste em manter juntos o enraizamento e a abertura. Imanentes, mas abertos à transcendência. 
...A não ser que re-torne para plantar na terra a semente que gerei... Meus sonhos são tão poucos os meus sonhos. Minha alegria é tão pouca a minha alegria. Não sou mais que uma combinação incerta de dúvidas e certezas, de acasos e encontros, de amor e de ódio. Em busca de um momento, em busca de uma flor, hei-de fazer-me verbo como se fosse palavra, dar sentido, ser esperança de encontro, colher a mensagem que a primavera deixou. Ombros frágeis são os meus para adormecer no tempo a graça da Criação de Deus. Eis o homem!... Eis Deus!... 
... A não ser que busque a semente que pensei plantar e a guardei, dizendo que não era inda o tempo de os frutos nascerem, era preciso esperar o tempo. Quem sabe?!... Uma vez dissolvida as tensões e livre a alma de suas angústias, depressões, fracassos, remorsos e culpas, pode-se usar tudo o que existe na literatura para mantê-la livre, e talvez até uma forma abreviada de psicanálise. Cada alma desesperada possui um útero de esperança que está pronto a lutar pela realização dos desejos e sonhos, pela sobrevivência e imortalidade...
Intransmissível Um -Verso de eloquências de devaneios, entrançando de imagos, ópticas, lobos do "rosto-ser", sensibilidades sôfregas, pejadas ornando de ânsias, imaginações, expectativas coligações do "eu"/"tu", "nós" de pesquisas do outro mundo. A feitiçaria do contacto, blandícia, a magnificência do enlevo, a deleitação do tempo nas alas das expugnações, execuções, alvoroços paliando de existência a área de recompondo de posturas, momices, procedimentos, proferindo o espírito na palavra da concupiscência, consciências em sinopse experimentada, vivida, um-poema de termos que patenteiam exactidões do ser-nós, verso-uno da criatividade da caridade que reside a alma de natureza do excelso em noitadas de lua, e resplandeceria de astro o ser-verbo-do- pleno, "adorar a querença" - idolatram-se encanastrados, em sinopse do irrepreensível e do inacabado no superior exemplar esplendoroso ao futuro do tempo que pressagia o alvorejar da insubstancialidade.

Manoel Ferreira Neto.


**E AGORA, JOSÉ?** - Manoel Ferreira


Trevas. Sombras. Vazios. Nonadas.
Silêncio. Vento. Solidão. Nada.
Tempo. Silêncio. Náusea. Verbos
E as esperanças iluminam o ad-vir.
E os sonhos a-lumbram perspectivas do In-finito.
E as utopias verbalizam as con-tingências dos ideais e volos do póstumo.
E as estrelas velam o ossuário da terra.
E a lua brilha no horizonte inspirando o in-trans-itivo verbo de amar.
E as ausências do ser re-fletem nos terrenos baldios da alma.
E a sede de conhecimento aquece as vontades de con-templar as dialéticas do efêmero e o eterno.
E as dialéticas da iluminação crepitam na lareira do vento e do silêncio.
E as luzes da ribalta cintilam raios de cores na moldura do mundo suspeensa no cabide do absoluto.
E as sendas silvestres são trilhas para as perpétuas buscas do Ser.
E as mauvaises-foi são anestéiscos para as impotências da sensibilidade e inteligência.
E os manques-d`être são os prazeres e êxtases da libertinagem conciliada às heresias à luz da morte.
E o pórtico partido para o impossível reverencia as imperfeições do pretérito, aplaude com veemência os efêmeros silêncios do nada.
E a poética do espaço espiritualiza os re-versos e in-versos da razão.
E as in-verdades da morte e seus delírios do eterno projetam as sorrelfas compactas ao auspício da colina dos insurrectos.






E agora, José, que o uni-verso come com linces do olhar os in-fin-itivos de confis e arribas?
E agora, José, que o instante-limite do nada é o absurdo das facticidades?
E agora, José, que as páginas em branco dos ideais da beleza do belo permanecerão vazias de letras?
E agora, José, que a vida é somente a última esperança da eternidade?
E agora, José, que o tempo silenciou os sibilos do vento?
E agora, José, que o vento espalhou as folhas secas ao longo da colina?
E agora, José, que os janeiros do rio passam de por baixo das pontes partidas?



Manoel Ferreira Neto.
(29 de junho de 2016)


**ALVOREJAR DO VERSO-UNO** - Manoel Ferreira


Travessia de nonadas, veredas silvestres. Efêmeros instantes, fugazes revelações de sentientos e emoções. Ser e Nada... Ser e tempo.
No alvorecer, primeiros raios numinos a-nunciando a vida, antes de nada outros uni-versos in-versos do efêmero que nas conjugações dos limitides, incidem miríades de luzes e fosforecências aos confins e arribas, trans-elevando a alma que clama a vida do espírito, que roga a ec-sistência do absoluto divino, dignidade e honra do eterno, ética e moral do uni-vers-itário.
Efêmeros sentimentos trans-elevam desejos do alem, no infinito raios de sol brilham nítidos e nulos. 
Surpresa. O tempo cobre com sudário verdades fugazes à do eterno instante-limite do ser. Amor, verbo do sonho. Dia outro será o ontem de amanhã. Trans-elevam espectros no entardecer pálido e sombrio, agonias, lembranças, re-cord-ações, memórias, pretérito de conhos, carências. Ontem outro será o amanhã de hoje. Pretéritos preterizando preterizadas vontades inauditas, aqui-e-agora de outros horizontes nominais, uni-versos ads con-templados são a retina apocalíptica re-vestida de essências e nonadas, aquém o livre-arbítrio proscrito de heresias, libertas quase tardia nom sum, ases do sentido metafórico do eterno que embevece o éter que exala seu odor ao longo de nuvens celestes brancas, deslizando no espaço poético, ritmando gerúndios de sons clássicos, in-versas a-gonias res-plandecendo anunciações inauditas do eterno-ser do espírito, alhures, algures prescritos de epitáfios, subscritos de epígrafes, que prenunciam o alvorecer in-terdito de imagens lúdicas, trans-lúcidas. 
Temos raiz e temos abertura. Somos como uma árvore, fundados no chão que nos dá força para enfrentar as tempestades. Mas também temos a copa, que interage com o único, com as energias cósmicas, com os ventos, com as chuvas, com o sol e as estrelas. Sintetizamos tudo isso, transformamos em mais vida a nossa abertura. E se não mantemos a abertura - a copa -, o mundo estiola, as raízes secam e a seiva já não flui. Morremos. A dialética consiste em manter juntos o enraizamento e a abertura. Imanentes, mas abertos à transcendência. 
...A não ser que re-torne para plantar na terra a semente que gerei... Meus sonhos são tão poucos os meus sonhos. Minha alegria é tão pouca a minha alegria. Não sou mais que uma combinação incerta de dúvidas e certezas, de acasos e encontros, de amor e de ódio. Em busca de um momento, em busca de uma flor, hei-de fazer-me verbo como se fosse palavra, dar sentido, ser esperança de encontro, colher a mensagem que a primavera deixou. Ombros frágeis são os meus para adormecer no tempo a graça da Criação de Deus. Eis o homem!... Eis Deus!... 
... A não ser que busque a semente que pensei plantar e a guardei, dizendo que não era inda o tempo de os frutos nascerem, era preciso esperar o tempo. Quem sabe?!... Uma vez dissolvida as tensões e livre a alma de suas angústias, depressões, fracassos, remorsos e culpas, pode-se usar tudo o que existe na literatura para mantê-la livre, e talvez até uma forma abreviada de psicanálise. Cada alma desesperada possui um útero de esperança que está pronto a lutar pela realização dos desejos e sonhos, pela sobrevivência e imortalidade...
Intransmissível Um -Verso de eloquências de devaneios, entrançando de imagos, ópticas, lobos do "rosto-ser", sensibilidades sôfregas, pejadas ornando de ânsias, imaginações, expectativas coligações do "eu"/"tu", "nós" de pesquisas do outro mundo. A feitiçaria do contacto, blandícia, a magnificência do enlevo, a deleitação do tempo nas alas das expugnações, execuções, alvoroços paliando de existência a área de recompondo de posturas, momices, procedimentos, proferindo o espírito na palavra da concupiscência, consciências em sinopse experimentada, vivida, um-poema de termos que patenteiam exactidões do ser-nós, verso-uno da criatividade da caridade que reside a alma de natureza do excelso em noitadas de lua, e resplandeceria de astro o ser-verbo-do- pleno, "adorar a querença" - idolatram-se encanastrados, em sinopse do irrepreensível e do inacabado no superior exemplar esplendoroso ao futuro do tempo que pressagia o alvorejar da insubstancialidade.

Manoel Ferreira Neto.


COMENTÁRIO DA AMIGA SONIA SON DOS POEMAS GONÇALVES AO TEXTO //**ESPELHO RETROS-PECTIVO DO AMANHÃ**//


Nossa!!! Muito lindo os versos embutidos em cada linha emergida d'tua alma sempre pueril!!!Amei simples assim..Bjos



**ESPELHO RETROS-PECTIVO DO AMANHÃ**



Reversos in-versos re-vestidos de imagens dúbias plen-ificadas de pers-pectivas a trans-cenderem o efêmero e o eterno, vazio incidindo no espelho retros-pectivo do pretérito, intros-pectivo do amanhã, o vir-a-ser.
Sei lá não sei. Quiçá de imagens re-versas aos in-versos dúbios, revestindo pers-pectivas nadificadas do efêmero e do eterno, o vazio trans-elevasse o pretérito incidindo no espelho a intro-specção do vir-a-ser, o verbo nada-do-ser a-nunciasse o ab-soluto da esperança, o divino da fé. Conjuntura da vacuidade perpassando a alma o seu eidos, sarapalhando sentimentos e emoções, todas as dimensões sensíveis ao léu dos ventos,à mercê dispersa do genesis e apocalipse.
Nada simplesmente. Sinuosas trilhas oferecem outras experiências, vivências, outros encontros, outras realizações, inter-ditos que des-velam segredos e mistérios, o olhar se estende livre pelo in-finito, a falta do ser se mostra nítida e o sonho da compl-etude se mostra aberto às dialécticas do tempo e do ser.
Mais difícil atingir a intenção verdade que habita o ab-soluto na sua iríada eidética do sublime e estético, o que é nadifica o ser, o que não é efemeriza o tempo. Ventos assobiam no abismo, na inaudita avalanche de neve percorrem os declives dos morros uivantes. Presença incólume, insofismável de recursos e estratégias outras para o mergulho nos interstícios do absurdo que reside na alma.
Os prazeres do questionamento são ilimitados, o olhar de tudo o que trans-cende incidido na contingência do instante retina o há-de-vir na borda das luzes que iluminam os passos nas trevas enigmáticas até as travessias dos inauditos às verdades do silêncio que identifica o ser-solidão, o ser-so, o resto é andar no meio, por entre os homens. O nós do ser: verdade e busca do amor...
Ah, coração! Recomece a sentir os raios numinosos dos desejos no alvorecer das manhãs de inverno, o frio sempre aquece sentimentos e emoções, a força do amor liberta o verão de suas seguranças, tem poder de mover as montanhas - quê friozinho gostoso, a vida aquecida sem a presença da lareira. Solidão, silêncio são inspirações, são motivos para escrever os versos e estrofes do sublime. Pulse o orvalho do inverno no seu íntimo, sinta o calor de entregar-se ao frio das contingências, passeando nas alamedas de buscas, vontades.
Letras in-versas, palavras re-versas são pedras de toque para mergulhos profundos nos interstícios das verdades inauditas, mesmo que dores inomináveis se presentifiquem, mas o arco-íris da vida se mostra´ra pleno, suas cores brilharão cintilantes.
Trilhei, coração, sendas e veredas, estradas, nada me é agora das vivências, e este frio habitando-me os recônditos da alma aquece o que há-de vir, as esperanças que trouxe desde a eternidade em mim só agora sinto que é tempo de realizá-las com perfeição, apesar das imperfeições.
Se me questiona enfim estou amando, sou-me amor no verbo de mim, agora vejo com transparência o horizonte além dos uni-versos, só posso res-ponder-lhe que sim, o meu coração feito de sublimes inspirações está aberto àquela eternidade das páginas brancas: "Vivi o para quê fui vocacionado".
Mas amar apenas não significa coisa alma, nada diz, se não contemplar o in-fin-itivo in-finito da entrega plena à busca da verdade do espírito, o eterno de ser.
Ser e amor, almas gêmeas, um feito para o outro. Trilhei caminhos, fui revoltado, fui rebelde, fui carente, levantei a bandeira dos orgulhos, vaidades, poder, um calor sem precedentes, o ontem de amanhã não pode ser os pretéritos do porvir, hoje o frio, o friozinho delicioso de um amor que aquece o ser de meus verbos.
Estou indo embora. Indo embora de mãos entrelaçadas com você, coração, sem versos, sem estrofes, sem palavras e prosas, com a mala de nossas esperanças todas na felicidade plena. Uno-verso de nós. Verso-Uno de nós.



Manoel Ferreira Neto.


**IN-FINITIVO IN-FINITO DO NÃO-VERBO** - Manoel Ferreira


Cáritas eidéticas do sublime, pretéritos não me são póstumos, não me são efêmeros, não me são.
Inverno in-verso de outros frios sentidos, vivenciados, sentimentos e emoções inda desconhecidos perpassando a alma, miríades de imagens campesinas a-nunciam-se longínquas, serenitudes.
Idílios re-versos de poesia, há de vir lírios brancos nas páginas dos desejos que se lançam ao além, perspectiva do absoluto re-nascido no crepúsculo do não-ser, concebido no alvorecer nublado - lembranças de estar encostado do parapeito da janela, manhã fria, ouvindo Stand by me cantada por Lennon -, quiça o ser preceda a vida, o verbo do frio projeta-se no infinito, a busca incólume do que trans-cende o instante, momento, instante-limite do nada. Sonho do Verbo Vida. Vida do Verbo Sonho. Verbo do Sonho Vida Sorrelfa de ídílios compactos.
No fim do arco-íris um pote de ouro. O re-nascer: é a alma se presentificando e os desejos sarapalhados alhures e algures, nada vazio. Não me sou pretérito. Não me sou há-de vir, não me sou. Sem margens, sem pressa o rio de sonhos, antes de quaisquer origens e esperanças, antes de quaisquer fontes e quimeras do inaudito. Quem sabe a vida jamais tenha existido, existe o verbo de carne e ossos, e nas suas conjugações do tempo e contingências intemporais a querência seja carne e ossos tornarem-se vida, tornarem-se ser, tornarem-se arbítrio da morte. Idílios de sorrelfas compactas.
Solidão. Silêncio. Ausência. Carência. Medo. As estrelas têm cinco pontas. O tempo tem cinco conjugações: infinitivo, presente, subjuntivo, gerúndios, particípio. Sou-me quem tece de vazios e nadas, nonadas e travessias, temas e temáticas , o mundo chegando e ninguém, o éden retros-pectivando e nenhuma terra. Cocito de águas límpidas, sombras de árvores arbítrias de espírito, livres de alma.
Há-de vir me não é subjuntivo, me não é gerúndio. Cocito a esperança o sonho. Res-pondo o nada, o vazio entre-laçados na ausência da primeira pessoa do uni-verso presente do mais-que-perfeito. O verbo precede o ser.
Mesmo que o verbo preceda a vida, mesmo que a poesia preceda a esperança do ser, mesmo que o ser venha depois do absoluto, me não seria a mim pura e nobre contingência, se o coração não pulsasse o silêncio, a luz eidética do trans-cendente, do que trans-eleva o limite-instante do eterno-divino.
Metáforas do inaudito. Inaudito da metafísica. Semântica do amor à luz do sublime desejo do amor. Linguística do espírito à mercê do celeste azul que cintila horizontes do in-finitivo in-finito do não-verbo.



Manoel Ferreira Neto.


COMENTÁRIO DE GRAÇA FONTIS, POETISA, ARTISTA-PLÁSTICA(PINTORA), AO TEXTO /**ESPELHO RETROS-PECTIVO DO AMANHÃ**/


ESPELHO RETROS-PECTIVO DO AMANHÃ
Manoel Ferreira Neto



Belíssimo texto!...Traz consigo mensagems de otimismo que nem tudo está perdido e de que através do sentimento mais sublime...o amor com seu poder de transformação muda radicalmente o improvável...resurgindo das cinzas um novo ser!Prbns.sempre Poeta!



Graça Fontis



*ESPELHO RETROS-PECTIVO DO AMANHÃ**



Reversos in-versos re-vestidos de imagens dúbias plen-ificadas de pers-pectivas a trans-cenderem o efêmero e o eterno, vazio incidindo no espelho retros-pectivo do pretérito, intros-pectivo do amanhã, o vir-a-ser.
Sei lá não sei. Quiçá de imagens re-versas aos in-versos dúbios, revestindo pers-pectivas nadificadas do efêmero e do eterno, o vazio trans-elevasse o pretérito incidindo no espelho a intro-specção do vir-a-ser, o verbo nada-do-ser a-nunciasse o ab-soluto da esperança, o divino da fé. Conjuntura da vacuidade perpassando a alma o seu eidos, sarapalhando sentimentos e emoções, todas as dimensões sensíveis ao léu dos ventos,à mercê dispersa do genesis e apocalipse.
Nada simplesmente. Sinuosas trilhas oferecem outras experiências, vivências, outros encontros, outras realizações, inter-ditos que des-velam segredos e mistérios, o olhar se estende livre pelo in-finito, a falta do ser se mostra nítida e o sonho da compl-etude se mostra aberto às dialécticas do tempo e do ser.
Mais difícil atingir a intenção verdade que habita o ab-soluto na sua iríada eidética do sublime e estético, o que é nadifica o ser, o que não é efemeriza o tempo. Ventos assobiam no abismo, na inaudita avalanche de neve percorrem os declives dos morros uivantes. Presença incólume, insofismável de recursos e estratégias outras para o mergulho nos interstícios do absurdo que reside na alma.
Os prazeres do questionamento são ilimitados, o olhar de tudo o que trans-cende incidido na contingência do instante retina o há-de-vir na borda das luzes que iluminam os passos nas trevas enigmáticas até as travessias dos inauditos às verdades do silêncio que identifica o ser-solidão, o ser-so, o resto é andar no meio, por entre os homens. O nós do ser: verdade e busca do amor...
Ah, coração! Recomece a sentir os raios numinosos dos desejos no alvorecer das manhãs de inverno, o frio sempre aquece sentimentos e emoções, a força do amor liberta o verão de suas seguranças, tem poder de mover as montanhas - quê friozinho gostoso, a vida aquecida sem a presença da lareira. Solidão, silêncio são inspirações, são motivos para escrever os versos e estrofes do sublime. Pulse o orvalho do inverno no seu íntimo, sinta o calor de entregar-se ao frio das contingências, passeando nas alamedas de buscas, vontades.
Letras in-versas, palavras re-versas são pedras de toque para mergulhos profundos nos interstícios das verdades inauditas, mesmo que dores inomináveis se presentifiquem, mas o arco-íris da vida se mostra´ra pleno, suas cores brilharão cintilantes.
Trilhei, coração, sendas e veredas, estradas, nada me é agora das vivências, e este frio habitando-me os recônditos da alma aquece o que há-de vir, as esperanças que trouxe desde a eternidade em mim só agora sinto que é tempo de realizá-las com perfeição, apesar das imperfeições.
Se me questiona enfim estou amando, sou-me amor no verbo de mim, agora vejo com transparência o horizonte além dos uni-versos, só posso res-ponder-lhe que sim, o meu coração feito de sublimes inspirações está aberto àquela eternidade das páginas brancas: "Vivi o para quê fui vocacionado".
Mas amar apenas não significa coisa alma, nada diz, se não contemplar o in-fin-itivo in-finito da entrega plena à busca da verdade do espírito, o eterno de ser.
Ser e amor, almas gêmeas, um feito para o outro. Trilhei caminhos, fui revoltado, fui rebelde, fui carente, levantei a bandeira dos orgulhos, vaidades, poder, um calor sem precedentes, o ontem de amanhã não pode ser os pretéritos do porvir, hoje o frio, o friozinho delicioso de um amor que aquece o ser de meus verbos.
Estou indo embora. Indo embora de mãos entrelaçadas com você, coração, sem versos, sem estrofes, sem palavras e prosas, com a mala de nossas esperanças todas na felicidade plena. Uno-verso de nós. Verso-Uno de nós.



Manoel Ferreira Neto.


terça-feira, 28 de junho de 2016

**ESPELHO RETROS-PECTIVO DO AMANHÃ** - Manoel Ferreira


Reversos in-versos re-vestidos de imagens dúbias plen-ificadas de pers-pectivas a trans-cenderem o efêmero e o eterno, vazio incidindo no espelho retros-pectivo do pretérito, intros-pectivo do amanhã, o vir-a-ser.
Sei lá não sei. Quiçá de imagens re-versas aos in-versos dúbios, revestindo pers-pectivas nadificadas do efêmero e do eterno, o vazio trans-elevasse o pretérito incidindo no espelho a intro-specção do vir-a-ser, o verbo nada-do-ser a-nunciasse o ab-soluto da esperança, o divino da fé. Conjuntura da vacuidade perpassando a alma o seu eidos, sarapalhando sentimentos e emoções, todas as dimensões sensíveis ao léu dos ventos,à mercê dispersa do genesis e apocalipse.
Nada simplesmente. Sinuosas trilhas oferecem outras experiências, vivências, outros encontros, outras realizações, inter-ditos que des-velam segredos e mistérios, o olhar se estende livre pelo in-finito, a falta do ser se mostra nítida e o sonho da compl-etude se mostra aberto às dialécticas do tempo e do ser.
Mais difícil atingir a intenção verdade que habita o ab-soluto na sua iríada eidética do sublime e estético, o que é nadifica o ser, o que não é efemeriza o tempo. Ventos assobiam no abismo, na inaudita avalanche de neve percorrem os declives dos morros uivantes. Presença incólume, insofismável de recursos e estratégias outras para o mergulho nos interstícios do absurdo que reside na alma.
Os prazeres do questionamento são ilimitados, o olhar de tudo o que trans-cende incidido na contingência do instante retina o há-de-vir na borda das luzes que iluminam os passos nas trevas enigmáticas até as travessias dos inauditos às verdades do silêncio que identifica o ser-solidão, o ser-so, o resto é andar no meio, por entre os homens. O nós do ser: verdade e busca do amor...
Ah, coração! Recomece a sentir os raios numinosos dos desejos no alvorecer das manhãs de inverno, o frio sempre aquece sentimentos e emoções, a força do amor liberta o verão de suas seguranças, tem poder de mover as montanhas - quê friozinho gostoso, a vida aquecida sem a presença da lareira. Solidão, silêncio são inspirações, são motivos para escrever os versos e estrofes do sublime. Pulse o orvalho do inverno no seu íntimo, sinta o calor de entregar-se ao frio das contingências, passeando nas alamedas de buscas, vontades.
Letras in-versas, palavras re-versas são pedras de toque para mergulhos profundos nos interstícios das verdades inauditas, mesmo que dores inomináveis se presentifiquem, mas o arco-íris da vida se mostra´ra pleno, suas cores brilharão cintilantes.
Trilhei, coração, sendas e veredas, estradas, nada me é agora das vivências, e este frio habitando-me os recônditos da alma aquece o que há-de vir, as esperanças que trouxe desde a eternidade em mim só agora sinto que é tempo de realizá-las com perfeição, apesar das imperfeições.
Se me questiona enfim estou amando, sou-me amor no verbo de mim, agora vejo com transparência o horizonte além dos uni-versos, só posso res-ponder-lhe que sim, o meu coração feito de sublimes inspirações está aberto àquela eternidade das páginas brancas: "Vivi o para quê fui vocacionado".
Mas amar apenas não significa coisa alma, nada diz, se não contemplar o in-fin-itivo in-finito da entrega plena à busca da verdade do espírito, o eterno de ser.
Ser e amor, almas gêmeas, um feito para o outro. Trilhei caminhos, fui revoltado, fui rebelde, fui carente, levantei a bandeira dos orgulhos, vaidades, poder, um calor sem precedentes, o ontem de amanhã não pode ser os pretéritos do porvir, hoje o frio, o friozinho delicioso de um amor que aquece o ser de meus verbos.
Estou indo embora. Indo embora de mãos entrelaçadas com você, coração, sem versos, sem estrofes, sem palavras e prosas, com a mala de nossas esperanças todas na felicidade plena. Uno-verso de nós. Verso-Uno de nós.



Manoel Ferreira Neto.