**SARAPALHAS** - Manoel Ferreira


Sin-estesias de linguísticas
Poiésis de semânticas - versos re-versos da facticidade
As estrelas cintilam raios de brilhos
A lua cheia brilha na grama à beira do rio
Rio sem margens
Rio de águas cristalinas
Rio de águas límpidas
Rio sem pressa
Metáfora de semióticas
Poética de semiologias
No in-fin-itivo do verbo de sonhos
Oníricas imagens inconscientes da verdade
Sarapalhas de volos da felicidade
Melancolias, nostalgias
Saudades melancólicas
Às soleira do tempo o vento sibila a sinfonia do eterno
Aos quiças das esperanças o sublime sussurra desejos, vontades
Palavras, sons e solidão
Interditos, ritmos e inspirações
Inauditos, melodias e literatura, espiritualidade do além
Leveza do ser
Luz, contra-luz, na alma idílios compactos do eterno
Sine para ren mira
Pina lora senla cera
Angústias, medos, tristezas
Crepúsculo de sombras numinam-se
De serenidade do vir-a-ser sóis
Plen-itude de ad-jacências
Perfeição do belo
Liberdade do efêmero
Amar intransitivo da solidão
Amar amando o amor
Peren-itudes
Amplidões
Sine para ren mira
Pina lora senla cera
Pers de pectivas deslizam nas ondas do mar
Circuns de "stâncias" plenificam o sonho de sendas silvestres
À mercê do sereno da madrugada, silêncio, estrelas e a lua



Manoel Ferreira Neto
(24 de junho de 2016)


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