Total de visualizações de página

sábado, 31 de dezembro de 2016

**ELEVA-SE O ESPÍRITO EM PLENITUDE** - TÍTULO E PINTURA: Graça Fontis/PROSA POÉTICA: Manoel Ferreira Neto


Feliz Ano Novo!
Assim encerramos as nossas "coisinhas" de 2016. Outras virão em 2017, eis a esperança: dançarmos na plen-itude do belo.
Gracias a todos pelo carinho, reconhecimento, amizade.
Abraços a todos os amigos!!!



Flores... Cores... Imagens...
Luzes... Espectros...
Desejando estar na plen-itude desta con-templação. Vers-ifico a orquídea que exala seu perfume por todo o uni-verso, poesia de perfume, florando na floração da in-fin-itiva intimidade do esplendor, re-florando na re-floração perpétua da sensibilidade da beleza. Caminho da verdade, eis a In-fin-itude. Versos prosaicos raros, prece, oração. Versejo rosas brancas, re-flexo do branco na água, rio de cintilância, o branco da rosa e os raios amarelos do sol. Imagem de espelho, faiscando meus olhos, espectro in-finito do sublime eterno. Desejos cintilantes, sentimentos e emoções, peregrinos do tempo, sendeiros do ser. Prosa do sabor das esperanças, utopias, sonhos do além, vidragens da alma.
Além do desejo trans-cendental, a trans-cendência do natural, da natureza esplendendo essências do belo e da beleza, canta o rouxinol nas grimpas do flamboyant das memórias, lembranças re-cord-ações, canta o pintassilgo na amurada de novo tempo, nova sede do belo e sublime. Sinto sin-cronia, sintonia, harmonia de vida me trans-elevando, águia sobrevoando o uni-verso. Sensibilidade, po-ética da dança uni-versal, ritmo, melodia clássica, quatro estações da etern-idade.



(*RIO DE JANEIRO*, 31 DE DEZEMBRO DE 2016)


sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

**O TRILAR HARMÔNICO PINCELA E REFLETE O ESPETÁCULO SER/VIVER** - TÍTULO E PINTURA: Graça Fontis/PROSA: Manoel Ferreira Neto


O céu, de um azul profundo, está manchado aqui e ali por nuvens de um escuro acinzentado mais profundo que o azul fundamental de um cobalto intenso e por outras nuvens, ainda que menores, de um azul mais claro como a brancura de fraldinhas de criança, a brancura azulada das vias lácteas. No fundo azul cintilam estrelas claras, esverdeadas, amarelas, brancas, rosas guarnecidas de ouro e de riso, de diamantes e pedras preciosas ou talvez mais como as nossas pedras preciosas, opalas, esmeraldas, safiras.
As imagens sucedem-se a um ritmo extraordinário, rigor voluntário no sentido de ir unindo-as, sem deixar perder uma característica muito singular, a sua singeleza na sedução e na conquista, no êxtase e na glória, a simplicidade de formas não destoa de harmonias discretas e requintadas. O que mais assusta nisto de contemplar todas as situações e circunstâncias da vida, recria-las, tornando-as atitude e generosidade, contudo dizer somente de “doces” e “chocolates” não fazem o estilo de alguém que busca e trabalha sua realidade no sentido de atingir a Vida, e não somente o sentido dela. A pura hipocrisia é uma boneca que se afaga todos os dias, sim, e ninguém pode negar esta sua dimensão, pois que assim perde a poesia de seguir uma alameda tranqüilo e sereno com suas atitudes. Ruminando ouro e riso, construo com as mãos, são elas o objeto do intelecto, a vida que desejo viver. Dir-se-ia que agora há em tudo ouro velho, bronze, cobre, e isto com o azul acinzentado, excessivamente harmonioso, com tons de reflexos.
Se após cinquenta e cinco anos de entrega à minha escritura, mesmo com poucas obras publicadas, não aprendesse a lidar com as palavras, coloca-las a serviço de fundamentar e realizar a Vida, com certeza teria parado de faze-lo, não apenas porque não conseguiria sobreviver, inda existe o fato de que nada tem sentido. Respiro ar puro a plenos pulmões e sinto-me feliz. Aqui vivo livre, não sou oprimido pelo desinteresse e preguiça e espero seja o meu último porto. Com efeito, o que o corre é a preguiça e o desinteresse de as pessoas serem sinceras, autênticas, tem-se a impressão de que se está na arquibancada de um circo de quinta categoria; ao terminar o espetáculo, rumina-se ouro e riso. É a vida que escrevo de memória no próprio quadro que pinto.
De que adianta então as palavras, os sentidos, os significados? De nada adianta. Com certeza. Servem para brincar - bem, para mim é para brincar, passar o tempo até daqui a pouco, quando já imaginar que não sobrou mais nada a registrar, quando houver adquirido a sabedoria de que as últimas possibilidades agora são do tempo e da eternidade.
Minha senhora não aceita de modo algum que use desta linguagem, que a simbolize, que a metaforize, mas é o destino de todos os homens, ao final resta uma tumba no cemitério da cidade, uma cruz com o nome, data de nascimento, data de falecimento, para alguns o requinte dos mausoléus, das construções arquitetônicas. De repente, sabe minha senhora que sairá vez por outra, mas vestida de um requinte maior, de um outro sentido, mas, ontem, disse-lhe que não se esquecesse do travesseiro para o sono eterno.
Sinto-me sorrir com os cantos da boca. A única coisa que o relógio simboliza ou significa, enchendo, com a sua presença, as horas, é a curiosa e insípida sensação de encher o dia e a noite com a presença das horas. Todo o alpendre estala de uma presença intensa, alguém mais ali, flagrante sinto-o, não vejo ninguém. Uma vaga passa , invisível e grande, ao balancear dos meus olhos pelo horizonte, sinto-me bem, experimento uma canção que me aparece nos ouvidos. De qualquer modo que sinta o verão – desagradável, porque é quente; enfastiado, por ser cansativo, - assim, porque assim o sinto, é que é meu dever senti-lo.
Espírito de sacrifício? Abnegação levada ao extremo: Ou ingenuidade incurável daquele cuja escolha se fixa nas atitudes que julga as mais simples – se não há convivência com alguém, não é mais simples ficar em silêncio com a pessoa, mantendo a distância conveniente e inteligível, respeitando os seus direitos e deveres,; não consigo imaginar outra. Inteligível e conveniente ´não é ruminar ouro e riso”, mas o ruminante seja o desejo e a vontade do ouro e do riso. Esta simplicidade apareça aos olhos de todos como o intrépido, como o paradoxo, de uma posição e decisão na vida.
É preciso desejar ser autêntico numa luta e que a maioria demonstra uma indiferença total; quando nos atrevemos a isso, é preciso sentir a força de sermos alguma coisa em nosso tempo, é preciso ser ativo, para ousarmos dizer se não agüentarmos: vou para onde outros foram, os que ousaram.




(**RIO DE JANEIRO**, 30 DE DEZEMBRO DE 2016)


**CONJUGAM-SE NO INFINITIVO FRATERNIDADE E SOLICITUDE AQUÉM DA COMPREENSÃO** - TÍTULO E PINTURA: Graça Fontis/PROSA: Manoel Ferreira Neto


EPÍGRAFE:



"Feliz Ano Novo...."



Perpétuos ideais de verbos que evangelizem a vida, sonhos que iluminem os caminhos, esperanças que in-fin-itivem desejos, vontades, Perpétuos.
Todavia, entretanto, são ideais, tão somente ideais, carregamos-lhos na mochila às costas con-ting-ências a fora; não sendo eles, o que seria da ec-sistência?
Não sei o grau de sanidade de um homem quem, ombreando-se comigo, na calçada de uma rua, disse-me: "São muitos os mistérios entre o céu e a terra...". Talvez sério candidato à sandice, perdera nalguma alameda os sonhos e esperanças. Enveredou-se pelos mistérios entre os céus e a terra. Credito-lhe um méríto: procura e espera os sonhos nas pessoas, transeuntes, dizendo este lugar-comum, frase de efeito. Final de ano os filósofos do nada saem à rua com as suas frasetas. Mais um crédito para o digníssimo homem; as frasetas fazem refletir. O mais engraçado deste encontro fortuito foi haver eu parado, ficado olhando o homem que seguia seu caminho, não abordou mais nenhum transeunte. Por que a fraseta dirigida a mim? Não preciso que me digam destes mistérios: a vida são mistérios desde os confins às arribas.
Sendo eu mais conhecido que notícia ruim, sabe das letras que trago escritas na cadernetinha dentro do bolso da camisa, quis que lhe dedicasse algumas. Não sei a sua graça, mas o conheço por ombradas nas ruas.
Não sabendo ou sabendo, a sua esperança com a fraseta era figurar na minha cadernetinha, para sempre estaria nela inscrita. Sua esperança de Ano Novo: a etern-idade nas letras de um escritor. A solidão faz coisas que até Deus re-flete nas suas caminhadas edênicas acompanhado de Immanuel.
Poderia este homem ter entrado na Igreja do Tibira, estava a dois quarteirões de lá, ajoelhado, rezado a Deus por luz para o Ano Novo, abençoasse-lhe, protegesse-o , iluminasse-o; não o fez, escolheu-me para o eternizar nas letras com a sua fraseta: "Há muitos mistérios entre o céu e a terra" A missão é servir aos homens. Sirvo a este homem com a re-versa epifania da solidão. A esperança é a sua solidão. A minha solidão é a identidade. Os contrários se aderem no In-finito, onde todos os Anos Novos são símbolos, signos, metáforas do Genesis, princípio da Vida.
Pensar nos mistérios entre os céus e a terra num final de ano, re-fletir sobre eles à luz da esperança do entre-laçamento de mãos entre os homens, suponho seja esta a mensagem do homem com quem me encontrei nesta manhã de 30 de dezembro: "A vida são mistérios sim, mas o sonho do verbo amar o outro é a estrela que guiará a humanidade nos Caminhos do Campo."
Quando se diz que o escritor, o poeta amam os homens, a missão é amá-los, não significa dizer que entende e compreende as suas falcatruas, mas sentem no peito a esperança de serem outros, sejam plenamente o perpétuo desejo das Inf-fin-itudes e Infin-idades. A vida mesma são verbos futurais do Ser. E só podemos os homens conjugar tais verbos, se inspirados no Amar-Sonho da In-fin-itiva Liberdade.
São raios de sol que incidem em todas as miríades de desejos do Pleno, quando sentimos isto no coração, a luz da verdadeira vida.
Ao homem com quem me encontrei, o meu grande abraço, como dizem os meus queridos gaúchos: "Aquele quebra-costelas de carinho e amor...".
Feliz Ano Novo.



(**RIO DE JANEIRO**, 30 DE DEZEMBRO DE 2016)


**PREDISPOSTOS E EMBEVECIDOS REFLETEM REFUTANDO AMBÍGUOS PROVÉRBIOS MILENARES** - TÍTULO E PINTURA: Graça Fontis/SÁTIRA: Manoel Ferreira Neto


“Até debaixo dágua sou homem”, “Até debaixo dágua honro os meus compromissos”, “Até debaixo dágua serei verdadeiro com a minha vida”, “Até debaixo dágua...” “Até debaixo dágua...” As águas já começam de reclamar, estão insatisfeitas, numa língua mais vulgar, estão mesmo putas da vida, e dizem: “Debaixo de mim não mais... Escolham outro lugar! Já estamos ficando desacreditadas, os olhares estão sim de soslaio para nós... Já perdemos a confiança de todos”. Óbvio. Vá ficar debaixo da água e honrar os compromissos, o fôlego não suporta tantos que foram assumidos. Vá ficar debaixo dágua e ser verdadeiro com a vida, a vida é longa demais, não se é possível ficar tanto tempo mergulhado nelas. Vá ficar debaixo dágua e ser homem, o fôlego acaba, os instintos pedem e reclamam outra coisa. Jamais ninguém cumpriu coisa alguma debaixo da água, pôs a cabeça de fora em poucos minutos.
Mas, para dizer com propriedade, todas as radicalidades à flor da pele, às vistas dos ossos, gritar a plenos pulmões, mostrar valores e virtudes, já que as águas não aceitam mais este dizer, outro teria de substituir-lhe, ocupar-lhe o lugar, e como o poder de criatividade dos homens é infinito, encontro outro dizer, e como ainda está no princípio, há quem acredite piamente, quem confie, quem entre no fogo, “Até dentro da sepultura sou homem”, “Até dentro da sepultura honro os meus compromissos”, “Até dentro da sepultura serei verdadeiro com a vida”, “Até dentro da sepultura... Até dentro da sepultura...” A sepultura é reservada aos cadáveres. Dentro da sepultura ser homem fica esquisito, digamos até sobremodo surrealista. Dentro da sepultura honrar os compromissos é um despautério, disparate, não é mais preciso honrar coisa alguma, se não honrou antes, morto não tem mais sentido algum, o compromisso da terra é que terá de ser honrado, isto é, tornar aquele cadáver em ossos e cinzas. Até dentro da sepultura ser verdadeiro com a vida é conversa para boi dormir, porque a vida não mais existe, nada mais existe, até ser verdadeiro com a morte é impossível, a verdade requer vida, espiritualidade, almidade, sensibilidade, cultura, intelecto. Embora todas estas questões contrárias e reais, a interpretação é que quem o diz está dis-posto a morrer por suas palavras ditas, por sua idoneidade de desejos e vontades impecáveis, tudo o que for possível e impossível será feito, os objetivos e pro-jetos serão cumpridos. Mesmo assim, este modo de dizer para mostrar a idoneidade de princípios, é estranho demais, só se é homem quando se está dis-posto a morrer por alguma coisa.
Se não tem palavra, encontrá-la nalgum lugar, seja no fundo do buraco, tendo de cavar com as unhas ilimitadamente, seja dentro da cisterna, tendo que jogar o balde, puxando com a corda, faz-se necessário, é imprescindível, pois não se é possível viver sem ela, nada se pode fazer sem a sua ec-sistência, é questão de honra e dignidade; não havendo onde procurar, resta inventá-la, sustentá-la, fazê-la prevalecer, custando o que custar, mesmo as vestes, ficando completamente nu, até poder resgatá-las, embora os comentários das línguas de trapo: “Está nu porque colocou suas vestes em nome da palavra assumida, fora o único modo de ser acreditado. Pode uma coisa deste calibre? Cada vez acredito mais que os homens só funcionam de cabeça para baixo”.
Diz o adágio, com efeito um dos mais sérios e radicais que conheço: “Pau que nasce torto, morre torto”. Quanto ao pau, a verdade é insofismável, morrerá torto, se nascer torto, porque Deus faria o milagre de endireitá-lo? Tanto faz torto ou endireitado para o fogão a lenha ou para as lareiras esquentarem o frio, dizem até que o fogo dos paus tortos são mais intensos, a chama é mais viva. Se o homem nasceu honesto das cinzas aos ossos, mesmo com todas as facilidades que encontrar pelos caminhos, com todas as chances que o mundo está oferecendo, os sistemas políticos, sociais, econômicos estão proporcionando, para não ser honesto, a desonestidade traz grandes lucros para os bolsos, prazeres e alegrias sem precedentes, bens os mais di-versos e di-versificados, ainda assim continuará sendo honesto até dentro da sepultura, servindo aos vermes igualmente, nada a mais para uns, nada a menos para outros, necessitam se alimentar para viver. Se o homem nasceu cretino até aos ossos e cinzas, conforme o adágio, morrera cretino, pode acontecer, contudo, que por força de vontade, por lutas sem limites, por um empurrãozinho de Nosso Senhor Jesus Cristo ou mesmo de Deus, a cretinice seja vencida, torne-se probo de inteligência e sensibilidade, intuição e percepção, aclamado e vangloriado por todos, inclusive pelos inimigos capitais e congênitos, quando se quer endireitar, endireita-se com primor, merece ser reconhecido e glorificado, isto é que é um grande exemplo.
Mas aos cretinos os privilégios são especiais, as oportunidades são divinas e perfeitas, as chances de sucesso e poder são inestimáveis, nem valendo a pena mudar as cartas do jogo; antes cretino divinizado e endeusado pelos interesseiros, adoram tudo que é de graça, especialmente a di-versão, nada mais agradável que rir e gargalhar à custa dos cretinos, faz um bem enorme aos neurônios e à bílis, do que probo na miséria total.
Nascera com três objetivos irreversíveis, dizendo a Deus com todas as palavras na ponta da língua em riste: “Pode me botar no mundo. Não honrarei apenas a minha palavra, também a cueca, não vou enfiar nela, só servirá para a glande não ter gastura com o contato do pano da calça, e as pernas da calça. Minhas missões na vida serão: descascar os pepinos, olhar de esguelha os brios empolados, rir às custas das virtudes absolutas. Não arredarei único pé, única palha disto, seguirei isto até ao bagaço da cana. O Senhor terá de me proteger e amparar, os homens não aceitam a verdade, conforme o que estou sabendo a respeito deles estão vivendo só de mentiras, aparências, empolações, cretinices e idiotices, isto sem incluir as hipocrisias, que seria até acabar vez por todas com a estirpe da raça humana. Melhor que eu sabe disso. Lá embaixo a coisa está mesmo de lascar, não é verdade, Senhor? Nascer para morrer, ser encontrado no mato com a boca cheia de formiga, não. Houve um que de tão canalha que fora, só depois de alguns dias é que lhe encontraram a cabeça, fora degolado. Fora enterrado sem a cabeça. Já pensou uma coisa deste calibre? Nossa senhora! Quem diz as verdades é o canalha supremo”. E Deus acreditou na minha promessa, botou-me no mundo. Sabe mais que eu de mim, continuará sabendo até a minha morte.
Por que vou descascar laranjas, batatas, vencedoras ou vencidas, cebolas, abóboras, se é o pepino a minha especialidade? Tenho de descascar-lhe, não deixando nesguíssima de verde, tenho de descascar-lhe até a medula. Por que vou brilhar os olhos de êxtase e volúpia, diante dos idôneos de caráter, se a esguelha do olhar é para os brios empolados, inclusive por Deus tendo sido doada a mim a miopia? Por que vou ficar sério frente às cretinices, se devo rir às sorrelfas de idílios compactos com as virtudes absolutas? Tenho de aperfeiçoar a esguelha das pupilas, os soslaios das retinas, tenho de olhar com os linces satíricos de minhas mazelas e pitis. Se o fizer, desonrando a palavra que dei a Deus, dela dependia a minha vida na terra, e eu já estava ficando um tanto entediado das verdades e purezas de tudo, irei para as pré-fundas do inferno, não é negócio, apesar de que o verdadeiro negócio é comprar galinha na fazenda e vender no mercado municipal, quero é voltar para o paraíso e desfrutar as suas delícias. De forma alguma. Ate dentro da sepultura vou cumprir a palavra dada a Deus, vou mostrar-lhe as minhas idoneidades eternas, não apenas no momento que desejava voltar para a terra, viver no mundo por algum tempo, como alguns fazem no instante do desejo irreversível, daquele desejo que faz doer caso não seja realizado.
Quando não tenho pepinos para descascar, corro atrás dos brios empolados, qualzinho cachorrinho de madames, com a língua para fora, saciem elas a minha sede de glórias com as verdades de escol. Se não há brios empolados, para olhar de esguelha, fecho os olhos e peço a Deus que me faça aparecer qualquer coisa, não posso ficar sem ver o que há, não posso deixar de tecer os meus comentários. Se não encontro virtudes absolutas, para rir e espernear-me, vou atrás dos ridículos, das imbecilidades, das idiotices, embora o comportamento real frente a elas seja de veneração, adoração, divinização, seja de modo sério e comportado, porque são as verdades eternas dos homens, são o que identifica os valores e virtudes.
Não sou maquiavélico, os fins justificam os meios, mas para honrar as cuecas e as pernas da calça é preciso dar duro, ralar pedra em dia de sol de lascar canos, aproveitar todos os momentos vagos e divagações das pré-fundas. E como quero, estou ansioso, voltar ao céu, orgulhoso de haver cumprido a palavra dada, as minhas atitudes no mundo e na vida serem as minhas testemunhas, almoçar frutos silvestres ao lado esquerdo de Deus, Jesus já está do Seu lado direito, conforme o Credo, no crepúsculo do seu lado direito contar-Lhe os “causos” do mundo, rirmos de chorar com as interessâncias da raça humana, não sou capaz de tudo, os meus limites são muitos e di-versos, as minhas incapacidades são inúmeras e inestimáveis – com todas as coisas faço minhas capacidades de vencer, de ser grande, não deixo qualquer oportunidade descer o rio de águas límpidas ou sujas abaixo, qualquer ser em vão. Não deixo coisa alguma passar em brancas nuvens. Preciso mesmo de fazer um murungu com todas as minhas missões, com as três que já afirmei com categoria, doadas gratuitamente por Deus, em nome de minha dignidade como um espírito insatisfeito com os prazeres e felicidades do paraíso, com as cretinices do homens no mundo, para que os objetivos todos sejam realizados com perfeição, e as realizações todas sejam divinas.
Esqueceu-me dizer a respeito de certo olhar com que Deus me observou, quando lhe dei a palavra que cumpriria a missão de descascar os pepinos, olhar de esguelha as virtudes empoladas, rir às custas das virtudes absolutas, que, aliás, deixara-me seriamente desconcertado e envergonhado, mas pude logo perceber com genialidade e alguns arrebiques da intelectualidade. Tinha que fazê-lo com humildade, com simplicidade, não me sentindo superior a ninguém, não me vangloriando, assim não iria conseguir nada com o descascar dos pepinos, ainda que nele, na sua superfície, não houvesse nesga de verde de sua casca, no fundo toda a casca estaria presente; ainda que olhasse de esguelha as virtudes empoladas, mostrando que utilidades elas trazem em si no frigir das claras e gemas sentido algum têm, ainda que risse às custas das virtudes absolutas, todos acreditariam que em verdade estaria engabelando a minha vontade de chorar, esgoelar, por não ser capaz suficiente de estas virtudes imaginar, criar, inventar, fantasiar, ser verdadeiramente um grande atoleimado para vivê-la, estaria mostrando apenas a minha inveja e despeito. Fosse humilde, simples, fosse probo de simulação e dissimulação, se pensasse que isto seria necessário, fosse idôneo nos termos de meus instintos, até fingisse nada observar, nada ver, um cego de querência e desejo, só assim poderia eu realizar as minhas missões no mundo, só assim a minha vida teria sido útil na terra, só assim a minha existência seria lembrada por todos os séculos, dos séculos, amém. Fosse um caipira gozador, não fosse um intelectual satírico – o caipira gozador ainda é suportável, ri-se muito dele, suas gozações tornam-me interessantíssimas, mas o intelectual satírico é intragável, tudo nele são juízos, são censuras, são discriminações, um pouco de todas as suas verdades está em suas mãos. Entendesse isso vez por todas, porque se não seguisse este menu de meus comportamentos, não seria perdoado no Juízo Final, sem dó nem piedade Ele me mandaria para o inferno. Para o inferno, não! A vida jamais foi fácil, são problemas de todos os calibres, são sofrimentos e dores atrozes, morrer e ir para o inferno é difícil de suportar.
Não fora nada fácil a conversa com Deus antes de me botar no mundo, não apenas por ter de assumir um compromisso, já que o meu espírito é em demasia livre, chegando quase às raias da libertinagem pura e singela, mas por ter de levar para a terra, para o mundo o menu de todos os meus comportamentos e atitudes – no fundo, queria mesmo era vir para a terra gozar de todas as coisas, sem luta, sem dificuldades, sem sofrimentos e dores, como fora no paraíso celestial -, de aqui procurar mudar tudo, transformar o meu espírito, a minha alma, quem era eu era o responsável por minhas insatisfações, tédios, angústias e dores, de minha in-aceitação tanto dos prazeres e delicias do paraíso, quanto dos sofrimentos e dores da existência.
Se tenho palavra, se honro com a vida o que digo, eis o que todos estariam me perguntando neste instante, curiosos e ansiosos por saberem, poderem avaliar e considerar, dizer que aceitam, que estão orgulhosos, que é de meu merecimento a vida, não acreditam, não podem aceitar alguém tão caspácio neste mundo, não podendo res-ponder de imediato, pelo sim, pelo não, seria necessário uma in-vestigação bem minuciosa, escarafunchar todos os vestígios que em mim ficaram ao longo de minhas andanças e perambulâncias neste mundo de todas as atitudes e ações, de todas as opiniões, pontos de vista, de toda a consciência, mas posso afirmar com categoria, não descasco os pepinos de ninguém, não olho de esguelha os brios empolados de ninguém, estou sempre com o olhar de lince voltado para a empolação da liberdade de meu espírito, não rio às custas das virtudes absolutas de ninguém, choro aos pesares de minhas canalhices eternas e imortais, e muitas vezes até censuro Deus por me haver botado neste mundo, comprometeu sua perfeição e dignidade, sua divinidade e espiritualidade. Não vim ao mundo, não pedi a Deus para vir, para acabar com a raça dos homens, colocar-lhes abaixo dos cães vira-latas, achincalhar-lhes até mais não poder, vale sim ressaltar, pedi para me botar no mundo, mas para satirizar todos os meus humores, todos os meus enganos e erros, todas as minhas idéias e pensamentos.
Mas até dentro da sepultura vou continuar tentando, vou continuar lutando, mesmo com todos os vermes a comerem os meus restos mortais, para fazer valer, prevalecer as minhas palavras, fazer ser real o que prometi, cumprir as minhas três missões neste mundo; se na vida não pude com dignidade fazê-lo, o que deixei feito será seguido por amigos, íntimos, companheiros, colegas, até pelos inimigos. A esperança é ainda a última que morre, a última que se torna ossos e cinzas.



(**RIO DE JANEIRO**, 30 DE DEZEMBRO DE 2016)


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

**POÉTICA ENIGMÁTICA DISCORRE/DESVELA RAZÃO/SENTIDOS DA **ESPERANÇA**/ COMENTADO PELA ESCRITORA E POETISA Ana Júlia Machado


Neste escrito do escritor Manoel, acerca do inquirir no que concerne à esperança.o que é difícil de obter uma resposta, sendo a solução conceder a designação de ser…logo, hemos o enigmático, e surde a indispensabilidade de interpretá-lo, o que vai originar no nosso intelecto o arcano de o que somos…ou, o não se ser….
Apenas o vazio eterniza a fantasia
E para falar um pouco sobre a esperança…assim como a questão de que medito na meditação pois dado que o pensamento cogita…sou porque apalpo matéria. Mas posso ser um ser oco...e quantas vezes dou por mim a redigir horas a fio sem descansar;
Derramei pela página cã de minha existência, copiosos verbos coloridos de negro,
verbos que o arco-celeste se enjeitou matizar de claridade.
Verbos sem significado, concebidos de berros que ninguém escuta.
Verbos como a comoção que são entoados em todas as trovas,
melopéias de anelos, de devaneios...Verbos de fé sem expectativa.
Verbos de ternura, apinhados de enternecimento e gargalhares,
redigidos para oscular quem os interpreta, nem que seja um fugaz instante.
Ninharia achava-se exemplar. Rasguei o que havia concebido e voltei a redigir.
O alvo novamente surgia matizado somente a uma pigmentação, amargo, sem piada.
Então fui abdicando, um por um, dos verbos mais formosos.
Achavam-se no local equivocado. Não pertenciam-me
Deli cada sensibilidade e cedi somente os verbos ocos, colorido de meu espírito
Mas continuava a não satisfazer-me. Espreitava para eles e sofria bem no reentrante
da alma a mágoa de os provar... Não os pretendo em mim…
Quando observei outra vez, a página cã persistia cã, repleta de um vazio enorme...
Restava meramente um exíguo sinal distraído...
Era somente uma exígua gota salgada que tinha rolado pela face...
E, quantas oportunidades de viver insânias notáveis, a gente esbanja com essa enfermidade besta de cogitar?! De querer saber o que não é possível saber, o querer colorido o que não pode ser tingido, e a nossa caminhada assim é feita e chega-se ao final com as dúvidas que sempre teve…
Parabéns, amigo e escritor Manoel por mais um belo escrito.



Ana Júlia Machado



**POÉTICA ENIGMÁTICA DISCORRE/DESVELA RAZÃO/SENTIDOS DA **ESPERANÇA**
TÍTULO E PINTURA: Graça Fontis
POEMA: Manoel Ferreira Neto



Basta interrogar sobre o sentido da esperança, basta sentir o incompreensível de tudo, para que se ponha ao menos o problema de esse sentido ser possível. Perguntar para quê é pré-[s]-supor o “para alguma coisa”; afirmar que a esperança não tem sentido é pré-[s]-supor que o sentido dela deve ec-sistir; interrogar sobre o Mistério, ainda que nenhuma resposta se espere (e a profunda interrogação não a espera) é conferir-lhe o estatuto de ser, é ad-mitir o mistério e, portanto, a necessidade de decifrá-lo, ou seja, de esse enigma não ser.



Só, o nada efemeriza compactos idílios
Compactos idílios de nonadas adjacentes aos vazios do eterno.



Vales distantes, o vazio nadifica reduzidas sorrelfas
Sorrelfas de travessias de confins às arribas do tempo
Antes de quaisquer antes o silêncio
Perpassando abissais nostalgias do pleno,
Enraizando as miríades, sons
Ciciam volúpias de estesias, êxtases do belo
Luzes diáfanas de cintilâncias do eterno
Envelam as sombras do crepúsculo
Ad-nominado aos ad-juntos da eternidade
Riscando de giz o pó níveo
Das náuseas contingentes de solidão,
Inscrevendo na pedra de mármore do tempo
De agnísias as nonadas do silêncio desértico
Nonadas do nonsense
Nonadas do não-ser sendo a efígie do perene
Nonadas do interdito de esperanças
Nonadas do além-dito das utopias
Refestelando no aconchegante sudário
À lareira de efemeridades que epitafiam
As palavras de sentires da evasão
O texto da iluminação seivada de inspirações,
A prosa do iluminismo eivada de des-razões,
Ana-templando as nostalgias do pensamento
As melancolias das idéias e ideais
Permeadas de forclusions
Cogito ergo non sum
Ad aeternitatis
Penso o pensamento porque o pensamento pensa
Sinto o sentimento porque sentimento sente o paráclito da alma,
Sensibilizando a caritas das emoções
Parafraseadas de núbias percepções
Do advir de outras utopias, de outros verbos
Prefaciadas de safas sensações
Do lúdico, sensual,
Meu peito desértico, abismático
As lumínesis da subjetividade
As éresis da espiritualidade.



Nos olhos, olho as cintilâncias do ser...



Luzes que iluminam caminhos de trevas
São viagens ao infinito dos verbos de sonhos,
Explícitos e eternos,
Fogos e chamas imortais
Da fin-itude e morte;
Quero lúcido e lúdico, a travessia do “c” ao “d”,
o que há de mistério e inconsciente,
o que há de mítico e místico,
o que há de lenda e folk-lore,
o que há de mitológico,
do nada quiçá possa haver;



Olhos perdidos no espaço de todos os versos
E verbos da noite e do dia,
Da chuva torrencial e sol escaldante.



A vida é invisível, inaudita.
A ilusão acabou,
Os sonhos mergulharam no nada das ruas
Que foram de todos.



A esperança não é um conhecimento, pois todo conhecimento é ou bem o conhecimento do eterno excluindo o temporal e o histórico como indiferentes ou bem o conhecimento puramente histórico. Nenhum conhecimento pode ter como objeto este absurdo de id-ent-ificar o eterno e o histórico.



(**RIO DE JANEIRO**, 29 DE DEZEMBRO DE 2016)


**ALIAM-SE, AO PESQUISAR, PERCEPÇÃO/ENTENDIMENTO À LUZ DA ESPIRITUALIDADE** - TÍTULO E PINTURA: Graça Fontis PROSA POÉTICA FILOSÓFICA: Manoel Ferreira Neto


Danúbio de sentimentos à luz de re-{n}-[ov]-ações de projetos e ideais que transcendam e espiritualizem a alma sedenta de felicidades, emoções à mercê das pectivas do bem e eterno no limiar límpido dos raios do sol, que figuram os picos de montanhas distantes, presentes além dos abismos das pedras, do efêmero e passageiro na soleira de sombras e luzes das estrelas que inspiram os românticos e boêmios a negarem e negligenciarem os orgulhos e vaidades do historial, histórico, historialidade dos valores sensíveis, das virtudes éticas e morais à luz da razão que se in-versa para con-templar a verdade que se mostrará nítida, límpida e plena a partir da trombeta no Apocalipse - no nítido patamar do pálido crepúsculo, no cristalino pico da radiante aurora, os pensamentos voltados às compreensões e entendimentos dos sofrimentos e dores da alma, dos questionamentos e indagações dos enigmas e lendas das origens e princípios do ser na continuidade do tempo, do olhar à distância, empreender a viagem desde que possa ver a Vida, possa vislumbrar, alumbrar a semente paradisíaca da serpente e da sedução, des-lumbrar os mitos da gênese da vida e do mundo, a verdade divina desde David a Salomão -, que nesse instante faz brilhar o cimento das calçadas largas, sombras das árvores, transeuntes passando, indo às compras do sábado, encontrarem com os amigos no restaurante do centro da cidade, das periferias, descreverem as conquistas da semana, as glórias dos lucros e satisfações, descrevendo com distinção os benefícios que as tradições e conservadorismos lhes legaram, os solitários, enquanto andam às voltas com suas lembranças e recordações de momentos alegres, rogam a Deus a iluminação para prosseguirem a trajetória solitária, os casais inspirados debulhando o terço das gentilezas, carinhos, ternuras, prometendo e jurando amor eterno, diá-logos eivados de compreensão e entendimento, a esperança de amanhã, domingo, refestelem-se apaixonados e carinhosos à sombra do flamboyant ou do ipê amarelo, num piquenique, sentados ambos na cadeira de balanço no alpendre, dialogando sobre os tempos que hão de vir na plen-itude da entrega verdadeira, no pleno da vivência autêntica, no sublime dos comportamentos, ações e atitudes dignas e honradas, do sentimento do Uno e Unidade, do Verso e Poiésis, da Chave de Ouro e Soneto do Uno e Po-{é}-mático, do Verso-Uno profético, no encontro do espírito pleno de doações, aberto a todos os estilos e linguagens do amor verdadeiro, da amizade sincera e pura, da razão que busca a in-versão para se re-velar dentro da estesia das buscas e dos sonhos.
Coração de êxtases e belezas dos verbos,
Aroma de liberdade, perfume de amor e solidariedade,
Sob as pers dos tempos dos temas temporais e intemporais,
O ser outro à luz da verdade do espírito.



Travessia da con-tingência à trans-cendência
Do olvidado ao que será inesquecível
Das pers do outro que em mim per-cursa, in-cursa, de-cursa,
Da pectiva do convexo re-fletida no tempo do olhar.



No nítido patamar do pálido crepúsculo,
No cristalino pico da radiante aurora,
No ensombrecido auspício da colina dos ventos silenciosos
Os pensamentos voltados às compreensões e entendimentos



Dos sofrimentos e dores da alma, do olhar à distância,
Empreender a viagem desde que possa ver a Vida,
Des-lumbrar os mitos da gênese e do mundo.
Longínquos olhares faiscantes de volúpia por encontros outros que lhes manifestem no sorriso gentil a alegria de sentir terno o amor, singela a paz, sentindo a lírica e a canção das palavras escritas com giz branco na lousa verde dos desejos, no quadro-negro dos versos da alegria em comunhão com as tristezas, angústias, vivenciando a estesia das vontades e razão, desejos e versões, trans-versões dos ideais e utopias transbordando o coração de volos e belezas dos verbos sob as pers dos temas temporais e in-temporais, mesmo das temáticas defectivas, os lídimos desejos de outro ser em todas as ad-jacências e re-ticências do “eu”, do ser outro que se abre à luz da verdade do espírito e das in-verdades do quotidiano vivenciário e vivencial, à esguelha das re-pré-[s]-{ent}-ações, por vezes teatrais, cinematográficas, literárias, poéticas-poiéticas, por vezes reais, verdadeiras e autênticas de quem está traçando os seus rastros de conhecimento e buscas, o último lídimo re-presentante da sinceridade, seriedade, integridade, verdade, o último bravo...
Nada há, sei lá se há algo a ser sabido, conhecido, se assim não fosse, o que seria, se assim fosse, o que não seria? Nas palavras, na vertente espiritual de ser o que sou perante a vida, este milésimo de segundo que dedico e homenageio, tributo a travessia da contingência à trans-cendência do que foi olvidado ao que será inesquecível. Exijo aroma de liberdade, requeiro perfume de amor e solidariedade, compaixão e entendimento – de quem exijo? Não vou tecer an-álise percuciente das pré-fundas e profund-idades, pró-fundezas do que movimenta as idéias e os sentimentos, as imagens e perspectivas da memória, ângulos e bordas das re-cordações, lembranças, para dizer de mim próprio, das mesmidades ao longo dos séculos e milênios e projetos do eu, no pré-{s}-ente, passado e futuro, das pectivas das pers do outro que em mim per-cursa, in-cursa, de-cursa, imploro não re-viver mais o pó de um vulto, a cinza de um fantasma, a poeira de uma pers do espelho olhado de esguelha, de uma pectiva do convexo re-fletida no tempo do olhar, suplico a quebra dessa almusa não possuída e só.



(**RIO DE JANEIRO**, 28 DE DEZEMBRO DE 2016)