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quarta-feira, 19 de julho de 2017

#AFORISMO 47/SER-TAO DOS PISCAS-PISCAS DO VAGA-LUME# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


"A origem da alma é o perpétuo de todas as querências do belo vers-ificado da poiésis do vernáculo neoclássico in-versando a simplicidade da natureza..."(Manoel Ferreira Neto)


Epígrafe:


"O pastorear semanticamente as esperanças na sua volutividade é determinante na eternitude do ser" (Graça Fontis)


Infinitivos infinitos de plen-itudes mais-que-perfeitas do in-transitivo verbo do amor respingando de orvalho, no alvorecer de a-núncios de outros tempos, as volúpias eivadas de paráclitas esperanças, cáritas oníricas do sonho, esplendendo o in-verno aos auspícios da primavera a ser verbo do perfume das flores silvestres a plen-ificarem, re-verber-sejarem os caminhos, veredas, sendas, cujas miríades do além são as luzes re-fletidas nas origens da alma e desejos do perpétuo da felicidade à busca da paz que desde o genesis fora se perdendo ao longo das dialéticas do vazio e tempo, das contradições do nada e o efêmero que nadificam o etéreo do eterno, que efemerizam o éter do divino perene, o absoluto sempre postergado à consumação do caos que re-verteu o cosmos, in-verteu o pleno, re-versou o divino, inversou o paraíso às contingências da morte que morre o morrer, o morrer que morre a morte, a vida se perde nas buscas do passado, presente e futuro. Gerúndios particípios do infinito.


Se a esperança não vers-ifica e verseja a origem da alma, que são os versos prosaicos da liberdade de ser a verdade, são as estrofes linguísticas e semânticas dos volos da volúpia em re-fazerem as iríadas do nada seduzindo, por inter-médio do ser-tao dos piscas-piscas do vaga-lume, ao longo da jornada do trem de ferro, os trilhos e dormentes rumo à Estação Liberdade...
A origem da alma é o perpétuo de todas as querências do belo vers-ificado da poiésis do vernáculo neoclássico in-versando a simplicidade da natureza, em nossos tempos trans-modernos o oráculo barroco do "feio" da eternidade na alma das angústias, tristezas e náuseas.


Manhã de novos tempos, tempos em cujas érisis do sublime habita a seiva, eivada do além-divino, da ópera do espírito. Friozinho gostoso do inverno, ventinho ameno, fazendo cair as folhas secas das árvores, sol ameno numinando as bordas, arrebores, fronteiras, confins, arribas do ser-para a liberdade da origem da alma.


Liberdade re-versa de estrofes ritmadas de belezas neoclássicas do pastoreio de ovelhas do silêncio in-audito da solidão misteriosa do silvestre campo de lírios e hortênsias e o íngreme chapadão de solo seco e árvores tortas mortas.


Liberdade in-versa de metáforas e sin-estesias expressionistas acordeadas de subjetivos volos da esperança de ser o verbo a imagem trans-lúdica que se re-velará a luz interstícia do além-divino a perpassar o tempo de querências da verdade, enovelando o sublime pretérito indicativo das sombras e a leveza do genesis à luz e mercê do particípio do tempo, ser-para-o-apocalipse da dialética nonada e travessia, liberdade meta-moderna, linguística e semântica póstuma do não-ser des-velado dos heideggerianos caminhos das circunstâncias ec-sistencias, vivenciários ser-no-mundo. Hurray às glórias e júbilos aos passos a passos preterizados de subjuntivos à revelia de não-letras prescritas em cartões de época a serem criadas, re-criadas no alvorecer contínuo de sonhos, de letras trans-literalizadas de outras genesis do pleno a serem visualizadas na imagem re-fletida ad-versa à luz do apocalíptico genesis da querência de a nonada ser o espírito da alma, o nada, a alma do espírito, o vazio, a origem solsticia do ser-para-com os sentimentos e emoções à espiritualidade...


(**RIO DE JANEIRO**, 19 DE JULHO DE 2017)


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