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quinta-feira, 20 de julho de 2017

#AFORISMO 50/DA BOÊMIA E SABEDORIA, O VENTO DO SILÊNCIO...# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


"Trópicos das gnoses e cáritas, sentimentos e emoções dos grãos de areia o vento sopra, o esplendor, resplendor das anunciações de ad-vires do tempo..." (Manoel Ferreira Neto)


Epígrafe:


"Ímpar é a força motriz e movente na Engrenagem Universal chamada AMOR" (Graça Fontis)


O amor possibilita, abre os leques, des-abrocha a imagem nítida e breve da liberdade e da querência da id-ent-idade, do verso-uno, o que de mais in-audito se revela, o mais elevado sentimento de potência no homem, das origens do Ser e do Tempo; onde nem mesmo a moral, a obediência ou qualquer ação produz aquela sensação de potência e liberdade, de vontades, aspirações, olhar para o in-finito e uni-versal que o amor emana.


Trópicos das gnoses e cáritas, sentimentos e emoções dos grãos de areia o vento sopra, o esplendor, resplendor das anunciações de ad-vires do tempo, as dialécticas são inspirações ad-vindas dos questionamentos e indagações, as contra-dicções, vontades de alçar voos nas esperanças e utopias do belo e do pleno... Trópicos das pleromas, angústias e tristezas que precedem as vontades, desde as das entregas da alma e espírito às das liberdade e do Ser, as contra-dicções são as poeiras por onde movimentamos os passos às sarapalhas da in-fin-itude.


Entreabre-se
a singularidade
em
- silêncio!
Do clima frio,
às vezes médio,
mostrando a carne do rosto,
lábios, nariz, narinas,
os olhos
circuns-pectos
e/ou
intros-pectivos
a fisionomia
é
algo
de uma ternura
séria
e amor
sincero.


Reivindico
um reduto aconchegante
onde repousar...
Uma palavra a ser dita...


Peregrino
em direção às
ruínas dos templos.


Lá,
encontro a beleza,
o sentido de mim.


Há consolo
no espírito branco
da eternidade.


A dança de uma evidência
a escovar-se todas as manhãs.


Oh, míseros compassos e traços de um instante sem fim e início, filhos do acaso e da preguiça, da bebedeira e insanidade, da boêmia e da sabedoria, o vento do silêncio esplendeu-se aos horizontes da solidão, porque me obrigam a dizer o que não seria nem um pouco conveniente - se houver conveniência é o aprender a tocar qualquer instrumento, amar apaixonadamente estes ritmos de qualidade e belo estilo -, dizer o que não seria, em suma, bom ouvirem?


O melhor para um indivíduo, quem sente o ar calmo e temperado, brisa suave, sombras frescas, o aroma da relva, brilho suave do céu sem estrelas e sem lua, patear compassado e o resfolegar dos cavalos, latidos dos cães no orvalho da madrugada – todos os encantos da estrada, da primavera e da noite penetra-lhe na alma, - é não ter nascido, não ser, ser nada...


... A ser relido e revisitado...


(**RIO DE JANEIRO**, 20 DE JULHO DE 2017)


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