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quarta-feira, 12 de julho de 2017

#AFORISMO 33/NOVO AMANHÃ QUE SE A-NUNCIA# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


EPÍGRAFE:


"O Ser se re-faz na continuidade in-interrupta do tempo." (Graça Fontis)


Deixo que,
À beira do rio,
À margem esquerda,
Caiu a noite não faz muito,
Sendo tempo de outras reflexões
Para o novo amanhã que se anuncia,
Ao alvorecer será uma verdade,
Será uma realidade,
Será um projeto de outras realizações
De utopias e sorrelfas,
Sorrelfas às avessas dos idílios,
Sorrelfas re-versas das ilusões e fantasias,
Sorrelfas às sara-palhas do "crepúsculo dos ídolos",
Só se levantará de sua vigília aquando o alvorecer
Se a-nunciar aberto ao mundo e à vida,
A luz prateada da lua cheia sobre as águas,
Me desabafe um poucochinho,
Tranqüilize-me os sentimentos,
Emoções que me povoam as buscas e questionamentos,
Trabalhe os pensamentos,
Acompanhados de inspiração e intuição,
Torne-lhes palavras eivadas do espírito de sonhos,
De verbos feitos utopias e ilusões,
De verbos feitos vontades, desejos,
O verbo “amar”,
“Ser-amigo” já foram realizados,
Seguem suas trajetórias e itinerários,
À mercê do tempo e das dialéticas filosóficas
Do que há-de vir,
Do que há-de perecer,
Do que há-de fenecer,
Do que há-de eternecer,
Seguem seus caminhos,
O verbo “ser” na continuidade do tempo e das situações
Se re-faz,
É re-fazenda do amor em todas as suas nuanças.


Deixo que,
Próximo à lareira,
sentado na cadeira de balanço,
As chamas me trans-formem,
Me levem para outros sítios,
Para outros infinitos para plantar a raiz das palavras,
Para colher o fruto da escritura,
Para sondar o terreiro da folha branca,
Para in-vestigar o baldio das linhas no regaço da alma.


Alfim de contas, quem ouve a noite,
Sob o silêncio das chamas da lareira,
Em gestos e quietude de re-flexão,
Sozinho consigo mesmo e com o espaço do lar,
Olha a luz das estrelas, da lua,
Através da vidraça da janela fechada, é confidente.
Mais ainda.
Quem reflete, estando aqui, é mais confidente...


As chamas da lareira em real presença e contingência,
As águas de rios presentes na imaginação e nas fantasias
A-nunciam confidenciais inconfidências
E confidências inconfidenciais
Além de todos os segredos e enigmas do ser e do espírito,
Historicidade e historialidade,
E mesmo do univérsico do quotidiano
Pleno de atitudes e acontecimentos,
Fatos e ações,
Mergulham na divinidade da verdade,
Na ab-solutidade das buscas e fé de outras esperanças.


(**RIO DE JANEIRO**, 12 DE JULHO DE 2017)


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