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quarta-feira, 26 de julho de 2017

SONINHA SON Sonia Gonçalves ESCRITORA E POETISA COMENTA O AFORISMO 63 /**#AFORISMO 63/MEMÓRIAS PRETÉRITAS DO GENESIS#**/


Ergo sum Manu... Eu também logo existo. Obrigada, meu querido; que texto magnífico, quase me leva ás lágrimas, viu? Não sei, fiquei tão tocada, me emocionei com seu divagar entre os verbos e as flexões, suas reflexões me fez sentir nostálgica, sei lá... Talvez isso por constatar dito de uma forma tão bonita, tão poética dentro de sua filosofia que as alamedas se compõem de serestas, mas que nem todas são boas, acho que fiquei tocada com a beleza de ser poetizar numa realidade paralela que conheço tão bem, Manu...Hoje não vou lhe dar só parabéns, vou dizer Obrigada também, me transportou para um mundo utópico de verdade. Mas fez-me sentir como sendo real, cheio de pessoas boas de coração e alma límpida como a tua... Grata, meu amigo querido... Bjos Noite de Luz! Diz pra sua linda que a obra dela magnífica como sempre, Bjos


Síntese: verbo e ser da vida que se contingencia à luz dos sonhos, esperanças, fé, pedras angulares do passo a passo nas alamedas de serestas do bem e mal.


Sonia Gonçalves


#AFORISMO 63/MEMÓRIAS PRETÉRITAS DO GENESIS#
GRAÇA FONTIS: PINTURA
Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


"A vida são sínteses de todas as dimensões da gnose e do sensível à busca do Saber a etern-itude."(Manoel Ferreira Neto)


Epígrafe:


#A racionalidade sublime do sujeito sublima transcendentalmente toda e qualquer forma de conceituação preestabelecida do Não-Ser# (Graça Fontis)


Êxtases - ideais do pleno comungando a sorrelfa eternidade e a quimérica efemeridade, concebendo outro eidos que habita a contingência do há-de ser o verbo in-finitivo do tempo, tempo de pretéritos e vires-a-ser, tempo de gerúndios e participios, tempo de dores e vocações à felicidade, tempo de dialéticas e sin-cronias.


Nonadas de lâminas de luz entre-laçadas às lâminas de águas da fonte luminosa, respingando gotículas na extensão do jardim, regando o solo para o crescimento da grama, de sementes a serem inda plantadas, abrem horizontes, abrem as visões para outras idéias e utopias, pensamentos e vontades, e no mais recôndito da alma as introspecções reflexivas do verbo e do ser.


Águas de fontes trans-cendentes evangelizando rios que per-correm e de-correm ao longo de suas veredas ritos e mitos da verdade que reside na travessia das nonadas ad-versas ao vazio. Uni-versos e horizontes da roda-viva que gira, move a vida no trans-curso do soluto-ab dos sonhos e esperanças ao real, à realidade da vida, fé na sistência das dialéticas do ser-verbo, ser-nada, ser-vazio, ipseidades e facticidades, dores e sede de conhecimento, se o verbo do nada se faz continuamente, conjuga-se, nos instantes-limites do desejo, o verbo do ser se dialetiza no ab-surdo das dúvidas e in-certezas, equívocos e in-verdades dogmatizadas, preceituadas, e na síntese de ambos abrem-se as persianas da janela do infinito para a luz que incide nos seus raios as pers bíblicas do divino.


Nada de dogmas.
Nada de preceitos.
Nada de livre-arbítrio.
Nada de princípios.
Nada de tradições.
Nada de algemas.
Nada de correntes.
Nada de rebanhos.


O sublime divino à mercê do ser-no-mundo in-pectivando os volos do que trans-cende as circunstâncias vivenciárias.
Poesia do verso que precede o verbo de amar. Poesia da estrofe que antecede o sonho do amor que alumia as sendas silvestres dos caminhos-da-roça que são as dúvidas do além-morte, os medos do inaudito que trans-elevam as angústias e náuseas do estar-no-mundo. Soneto oriental das rimas tergiversas do som do belo, música da beleza, ritmo e acorde do perpétuo, poema do som, poema dos inauditos cânticos da espiritualidade. Telos enredo da lírica uni-versal.


Síntese: verbo e ser da vida que se contingencia à luz dos sonhos, esperanças, fé, pedras angulares do passo a passo nas alamedas de serestas do bem e mal.


Nos instantes-oníricos dos volos do eterno e perpétuo, querubins ensaiam as performances da dança mística da carne e verbo do sono que precede o alvorecer, quando pétalas de flores se abrem, pássaros trinam saudando a essência da natureza, os homens idealizam outras utopias do ser tao.


Theos. Inner.


Cogito ergo sum. Nous. Continuidade do verbo tecendo o ser, continuidade do ser crocheteando o tempo do verbo, continuidade do tempo na arte do ponto-de-cruz da fé na linha trans-versal da filosofia, que não é sem a poesia, que são somente versos e estrofes sem o telos paráclito da verdade para o ser-do-verbo, verbo-do-amor.


A vida são sínteses de todas as dimensões da gnose e do sensível à busca do Saber a etern-itude.


A esperança da fé, do sonho, das travessias precedem a vida, a sublimidade eivada de sublim-itudes.


Memórias pretéritas do genesis.


(**RIO DE JANEIRO**, 25 DE JULHO DE 2017)


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