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quarta-feira, 3 de maio de 2017

#POETISA ESCRITORA Sonia Gonçalves SONINHA SON COMENTA O AFORISMO /#SOFIA PHILOS#/


Maravilhoso!!!! São águas de março fechando verão é lindo! Mas lindo a chuva molhar a alma, lavar toda agonia, trazer novas poesias, né, Manu?...Você citou um livro que amo Grande Sertão: Veredas, Guimarães Rosa, quando li há muito tempo.... Desejei tantas noites ser Diadorim, pela valentia mas sobre tudo pelo Amor inexplicável e indomável que ele sentia por Riobaldo sem saber que ela era uma mulher, amo muito essa literatura, acho que por isso sempre faço menção ao grande Sertão e as áridas Veredas de Guimarães.Parabéns por mais esse lindo trabalho, aproveite que hoje estou meio que sei lá esbanjando meu tempo!


Sonia Gonçalves


#SOFIA PHILOS#
GRAÇA FONTIS: PINTURA
Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


A esperança de alegrias abra o coração, revele as felicidades e os desejos pungentes de amizade verdadeira, de verbo solene e leve, de verso-uno da entrega plena. O pleno amor in-esquecível saúde a presença da Vida, a semente do Verbo que se anuncia, glorifique os tempos de outrora, os templos na colina, as igrejinhas à beira das estradas, num lugar silencioso de uma rua.
Lembrou-me... Lembrou-me início de tarde, num restaurante de shopping center, à beira-mar: almoçávamos tranquilos e serenos, jogando conversa fora, poesia no ar, "Eu quero você como eu quero..." Tínhamos acabado de olhar a película que iria ser exibida na "Sala de Projeção"
Era-se visto o mar através da vidraça, um cheiro marítimo exalava. E, ao longe, numa miríade do in-finito, via-se a tarde de divina serenidade. Podia-se dizer que se velava os sofrimentos e dores humanas, o ossuário da terra.
A primeira noite que a fitei, Sofia, como as correntezas que arrastam as plantas, a valsa nos levou nos giros seus... Até pensei ter nos braços uma sonâmbula e amamos juntos, sentimos nossos corações baterem efusivos de alegrias e felicidades, sentimos juntos as necessidades de nossas carências e desejos, a alma fica melhor no campo, o pensamento indômito, arrojado galopa no sertão.
Nesse grande sertão por onde sempre cavalgou Diadorim... Tive coragem de amar, ousei amar os horizontes, ousei amar os homens à distância, único meio de o fazer, ousei amar os picadeiros, "Quando se ria na lona a vida do palhaço".
Em que você sempre se encenava.
Era a protagonista de meus desejos, qual nas estepes o corcel fogoso relincha e parte turbulento, estoso, solta a crina ao tufão..
O verão se foi, o outono chegou... A chuva "molha o chão e molha a alma", "São as águas de março fechando o verão" - assim dizia o "poetinha" com a saudade que sempre nos restou imersa neste mar de imensa calma! Tudo passa, tudo passa, tudo passa..
O tempo casa com a terra... A terra une-se ao mundo...


(**RIO DE JANEIRO**, 03 DE MAIO DE 2017)


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