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quarta-feira, 17 de maio de 2017

#MASTRO DO POMO INTER-DITADO# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Bastidores... Contrárias proezas absortas às rectidões de origem da eloquência, defectuosos termos abrilhantados de untuosas sílabas e tons curvos e circunspectos em designação de interesses da estema e génesis...
Re-versas maquiagens, envelando o manque-d´être dos instintos de sonhos viperinos, re-criando, criando, re-inventando, re-fazendo o Hades terrestre de divinos dogmas do efêmero, nada, re-verbalizando de cores vivas do arco-íris o aquém-genesis do cosmos ter-giversado de vazios à luz do nada-eterno, per-enizando de carne os ócios dos ossos sedentos de cinzas misturadas à terra subterrânea, fraqueza dos instintos, envelando de farsas, falsidades, mentiras, ornamentos e arrebiques de serestas boêmias ao longo das pontes partidas de córregos ad-jacentes às imundícies das margens, as doutrinas clérigas do imortal à luz da serpente refestelando-se à sombra pálida da árvore do Fruto Proibido, re-memorando a genesis do hímen de Eva de-florando o vir-a-ser dos tempos, da impotência de Adão, estendida de ereções preliminares da carne tornada verbo de libertinagem, a boca do inferno se re-abre a todo instante dos séculos e milênios para receber o sêmen do lúmen caliente, dos gozos e clímaces, Livro Sagrado do des-eterno, des-enterrando os restos mortais das nonadas re-fletidas no espelho aquém-criação da vida, mundo, convexo, côncavo do Ser-para-o-Vazio con-figurando míriades desérticas de solidão, Conúbio de Lanarche, prelúdio do Cristalino Eldorado de imagens distorcidas, adulteradas da Noite Inteira, apocalíptica de cânticos, multi-verso abismático e abissal do Ser-para-o-Nada.
Cruzada em bordas de saídas ligações à claridade do mundo do rosto a ser apreciado. Advertir circos da risota e aljôfar. Pelo manifesto frontaria à arena.


(**RIO DE JANEIRO**, 17 DE MAIO DE 2017)


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