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sábado, 20 de maio de 2017

Ana Júlia Machado CRÍTICA LITERÁRIA E ESCRITORA ENSAIA O AFORISMO /**PURA INTUIÇÃO INTELECTUAL DO ETERNO**/


No excelente texto do escritor Manoel Ferreira Neto, mais uma vez verifica-se o medo de muitas vezes o homem viver, por estar preso a fantasmas do passado, em que a igreja aprisionou muita gente no seu modo de ser e pensar…se é que têm tempo para pensar… pois o fanatismo é tanto que nem vivem nem deixam muitas vezes viver…. fiz uma análise daquilo que penso quando li este texto…. mas de modo algum não sei se estará aquém das expectativas do escritor….
Provavelmente não seja acaso que um idealismo que surdiu da utilização da língua encarada impura ou emprego de enunciações devassas na literatura Cristã afluísse a receber seus enigmas racionais. A questão de gnose se o reaparecimento seria material ou tão-somente espiritual era um ponto de polémica obsessionante entre os primeiros cristãos. Uma parte, que abarcava as seitas conhecedoras, alegava que unicamente a alma resistiria à morte; outra instou que o reaparecimento não era uma ressuscitação verídica, a menos que rememorasse o físico.
Os humanizantes, em seu frenesi de acelerar denúncias de duplicidade, visam a ecoar muito como esses progenitores da igreja dos primórdios. Eric Steinhart, filósofo, do digitalismo está entre os humanizantes que persistem que a ressuscitação incumbe ser física. O sarcasmo é que os humanizantes estão analisando essas questões como se fossem os originais a considerá-las. Suas altercações não dão qualquer informação de que essas controvérsias pertencem a uma tradição teologal que remonta aos primeiros séculos da era vulgar.
Os resultados de muitas vezes se mudar de assunto - desconversar - é motivada muitas ocasiões sentida fisicamente, é porque as causas são particularmente intelectuais. As hesitações começam com idoneidade durante os estudos bíblicos, e colocar o enigma de como o mal poderia viver em um mundo fecundado por um tal “Deus” complacente, imaginem-se apostolando um homem de um país antigo e abatendo no instante em que ele aludiu aquelas incoerências teológicas que ninguém não conseguia sustentar ou aclarar.
Seres que largaram a igreja, admiram-se com a forma como eles pareciam condenar suas honradas fés. É impossível harmonizar a concepção de que um “Deus” todo-poderoso e complacente conseguirá facultar tanto padecimento, no ser e das incoerências do bem e do mal.
Que o ser cada vez mais via a sua vida…não se aprisione a misticismos e crenças.
Como diz o grande escritor Manoel Ferreira Neto no seu reflexivo texto e com certa ironia que o ser clame sua sentimental trova do perene e finde como um sujeito cujas reflexões instituíram-se não tão-somente de quimeras e ilusões, mas igualmente de análises penetrantes das extensões sentidas, lógicas e espontâneas do mutismo, equilibrismo de sensibilidades, comoções, sentimentos nos poros dos anseios e desejos equitativos a coriscos que excitam os sentidos…..
A existência nos sugere veredas
E muitas ocasiões não existem
Erudição dos quais perfilhar
São tantos já esboços
São tantos para onde caminhar
Entre o temor e a inquietação;
Do que impingiram acerca do bem e do mal
Que até duvida-se
Se a intuição que se possuí
É a certa, o permanecer
Entre a anuência e recusa;
Quem nos alumiará,
A querença ou o raciocínio?
As dubiedades assediam-nos,
Aprisionam-nos as inquietações,
São hesitações que apoquentam-nos,
São falsidades e realidades
Basta habitarmos cada dia
Para assimilarmos a experiência,
Cada um nessa existência
Tem que realizar sua incumbência
É um caso a ser recordado,
Um sigilo a ser abscôndito,
São projetos a serem desenhados
E quimeras, para serem sentidas.


Ana Júlia Machado🤔


#PURA INTUIÇÃO INTELECTUAL DO ETERNO#
GRAÇA FONTIS: PINTURA
Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Crônicas ulhetas ísticas de sin esiando itmos e elodias...
Cante sua canção da morte e morra como um indivíduo cujos caminhos foram trilhados, palmilhados, passo a passo, com ideais da verdade, embora sabendo de sua in-ovação ao longo das situações e circunstâncias, re-novação de suas pers-pectivas, re-fazimentos no tempo, lembrando-se de que o efêmero existe no imaginário, a cada átimo de segundo outras visões do in-audito se a-nunciam, do inter-dito se pres-ent-ificam, e o que afigurava-se ser o vazio, mister sendo criar, re-criar outros horizontes, eivados de fantasias, quimeras, nada foi senão o preâmbulo de questionamentos, indagações, perguntas no tangente às con-tingências do ser-no-mundo, do estar-no-mundo, às dialécticas do ser e não-ser, das contra-dicções do bem e do mal...
Crônicas ulhetas ísticas de sin esiando itmos e elodias...
Declame sua lírica da canção do eterno e feneça como um homem cujas idéias constituíram-se não apenas de sonhos e utopias, mas também de observações percucientes das dimensões sensíveis, racionais e instintivas do silêncio, malabarismo de sentimentos, emoções, sensações nos interstícios dos desejos e vontades iguais a raios que electrizam os sentidos, casual momento densificado em trans-parências, acasos de instantes fecundados com a centelha da vida futura, saber-se quem é, saber-se que não é entre os signos de ausência e a re-flexão do passado, entre as metáforas de vazio e as epistemes da liberdade mergulhando inteira nos subterrâneos da alma, entre os símbolos dos lapsos de memória desfilando aparências, sugerindo o sono de sonhos...
Crônicas ulhetas ísticas de sin esiando itmos e elodias...
Pereça suas notas e acordes da balada do além e entregue-se ao nada impreterível do tempo como uma pessoa cujos fluxos de pensamentos da gnose deram origem a outros indícios da solidão banhada nas águas oceânicas onde naufragam luas obstinadas e marujos sem pátria, lembrando-se de que as estrelas são brancos desejos encarcerados na noite, a névoa opaca dos portos sustenta barcos-fantasmas. Nada escapa à maresia do abandono. Sinta-se fecundado. Ecoe equestre vento de além-partida. Tua ausência nesta terra, neste mundo: terra pirata onde a linguagem busca refúgio. A tábua de xadrez está inerte no tempo, os personagens do jogo delimitam horizontes na distância de jogadas largas, seivadas de inteligência, perspicácia, sensibilidade, tramóias e trambiques ocultos pelo espírito do poder e da vontade da glória da vitória. Viva este novo capítulo, capítulo inédito, inusitado da consciência polarizada e dinamizada das evidência do outro além-vida, do outro além-espaço onde flutua nas neblinas e neves cais vazios, operando ágidos brilhos de morta constelação.
Crônicas ulhetas de sin esiando itmos e elodias...
Não tendo sucesso com esta tentativa que poderia tornar agradável sua vida na eternidade, proclame-se perscrutador dos corações em sua pura intuição intelectual.


(**RIO DE JANEIRO**, 20 DE MAIO DE 2017)


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