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sábado, 6 de maio de 2017

#DA MORTE NA CAVERNA DAS SIL-ÊNCIAS A-TEMPORAIS# GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Netto: AFORISMO


"Quando o longo voo por sobre florestas, abismos, mares e desertos?" Quando o sereno pouso nas várzeas, bosques, mangues, praias? A insustentável leveza do ser re-festelar-se na gangorra, suspensa na galha da mangabeira? Até-ser-quem-anda-pelos-chãos de pedras, não me esquecendo de que o homem é o único animal que tropeça nas pedras duas vezes, tropeça-se em si mesmo por falta de utopias e sorrelfas à procura da Consciência. Até quem a Verdade dos mistérios, enigmas, mitos e mitologias - não haverá quem, a eternidade do homem perpassará todos os tempos. Havendo quem o faça, um sábio, um gênio, sabem eles que os homens não ec-sistirão mais, nada mais.
Uni-versos límpidos, transparentes, abertos à distância, banhados pelos raios de sol. Desejos, eivados de êxtases, volúpias, clímaces,
solen-itudes, ainda que a-nunciadas efêmeras, seren-itudes, ainda que sarapalhadas no uni-verso do espaço; pre-[s]-entes em versos dis-silábicos, recitavam cânticos, cujas notas e ritmos eram colhidos
nas miríades pectivas do ser além-etern-itudes, além-in-fin-itudes, além-con-tingência.
Abstratos sentimentos de verbos da verdade. Concretos pensamentos e ideias de liberdades do silêncio e algazarra, sensações, intuições, percepções da solidão e felicidade do ser-quem, ad-vindo do "quem-ser?", atitudes, responsabilidade, ação, os horizontes abertos, caminhos de amanhã. Re-près-ente em palavras quotidianas, dizem metáforas, cujos questionamentos se reduzem à história, idéias, pensamentos, formas e estilos, linguagem, descrição minuciosa da realidade de tempos, não esquecer de ser-quem é uma escolha, destino a ser traçado, a liberdade ser o que abre leques para outras andanças.
Na amplidão de longínquos pretéritos presentes na memória, o prazer de re-versos desejos, o clímax de in-versas vontades, a extasia de ad-versas visões-do-espírito.
A-nunciação da plen-itude, re-velação da ampl-itude. Liberdade,
desprovida, destituída de livres-arbitrários. Amor e Verdade
conferem status ao eidos de o "Ser" ser "carne" e "verbo" do Eterno, ser "sangue" e pulsação da vontade de entrega, a entrega desperta o verso-uno da vida, o outro é complemento, com-pletude, das buscas e querências a miríade de luz de minh´alma resplende de nonadas a luz das travessias, assim vou perfilando ou performando as poeiras das estradas à luz do picadeiro de gargalhadas, do palco de desejâncias da leveza do ser.
Libertas. Quae sera tamen. O "ainda que tardia" conceitua e define apenas as á-gonias e náuseas da morte, da continuidade do tempo e das vontades de expressar o "quem-ser", com os pés unidos com a entrega a outros con-{tin}-entes dos olhares e visões do mundo e terra, verso-uno do estar-no-mundo construindo a id-ent-idade-no- mundo.
Lácios de sínteses, sidos e havidos, passados, gerúndios, particípios, pretéritos perfeitos, mais-que-perfeitos, im-perfeitos à luz de dúvidas, incertezas, medos. In-fin-itivos aos quiçás de inseguranças, tristezas, angústias. Genitivos às cavalitas de equilíbrio no trapézio das decisões e consequências, outros desejos, outras vontades, outros pro-jetos. A dialectica põe em cena, re-presenta, {aprés}-{-ent}-a a con-tinu-idade das visões-de-vida home, o fazer-se con-tinua-mente nas sinuosidades dos sonhos e verbos.
Ontens musicalizavam de livres-arbitrários horizontes estendidos ao longo de alvoreceres, ilusões, fantasias, quimeras, imaginações férteis, acordeavam de inocências, ingenuidades, dispersões, dis-persas pontes partidas para a travessia , vivido, vivenciado, experienciado a outros panoramas; hoje, a alma alça vôos rasantes por sobre campinas, chapadões, re-colhendo, várzeas, mangues, a-colhendo, da paisagem, panorama, húmus e sementes de imagens para alimentar desejos de verdades, amor eivados da essência do pleno.
Ao entardecer, retornava à caverna de re-flexões,
Sibilos da morte na caverna das sil-ências a-temporais transpassavam os ouvidos, delírio, delíquos insones.
Sussurros do nada no precipício dos solipsismos in-temporais
vagavam, perambulavam, deambulavam insolentes pelos cofres da alma, alvoraçando o desconhecido, o inaudito, a in-[cons]-ciência. Devaneios, idílios,
nonadas de sensações adstritas ao vazio, ao vácuo...
Solidão, angústia, tristeza.
Desespero, desolação, desconsolo.
Medos.
Livre-arbitrio: farsa, falsidade, hipocrisia, simulação, dissimulação,
mentira, aparência... vazio.
Adoptá-lo hipocritamente? Ou não?


(**RIO DE JANEIRO**, 06 DE MAIO DE 2017)


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