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domingo, 7 de maio de 2017

#ARGUMENTOS NAS SOLETRAS DE MOMENTOS E CIRCUNSTÂNCIAS# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


... esquecível em que torno a sentir, em que torno a vislumbrar o in-consciente, adentrar-me nele, em que torno a con-templar as in-finitivas magias oníricas! Escuto o riso da ampulheta, diante do tempo – o vento in-vade-me a voz que é sonho, sujeitos de miríades de imagens que, a-nunciadas num piscar de olhos, tornam-se símbolos, signos, o desejo da mente que é imensidão, a vontade da alma que é eternidade, a esperança da vida que são as magias oníricas regenciarem o verbo e a procura pela verdade, criando a estilística da beleza do belo, quiça verbo-ser de mágicas entregas ao pleno do "mundo", ao "in-vestigar" da plen-itude do encontro e da felicidade, quiça ser de in-fin-itivas emoções da verdade.
Sigo o longo caminho, não me importando se haverá poeira, se por vezes irei passar por um deserto, se há longas curvas, aclives ou declives, o fato é que sigo a estrada.
Num ritmo de fascínio, assistir a luz prateada incidindo sobre as águas! Como agradecer à luz que nos deixa os raios para iluminar o que se encontra nas sombras ou na escuridão? Como re-verenciar a ponte debaixo de que as águas passam, e não serão mais as mesmas, outras já estão passando? Como ser fiel às águas que nos sacia a sede, tranqüiliza-nos em instantes de angústia e tristeza, alegra-nos com a sua caminhada serena e tranqüila rumo ao seu objetivo, encontrar o mar? Seria o mar o reduto dos rios uma das verdades solenes?
Nada há de novidade, sim caminho novo a seguir.
Parvo crocitar tateia do mundo a realidade da língua.
"Trova de sonhos e idealidades cursa tocando assuntos e argumentos nas soletras de momentos e circunstâncias perenes, gerúndios e presente, passado e futuro na soada de dicções do coração a latejar irregular emoções e sensibilidades, cujos apiedados abençoam as exactidões das atividades recreativas da alma, cujos apiedados regozijam as divinizações da alma."
O som existe no coaxar ab-surdo, no gralhar des-coordenado e in-forme. Toda a gralhada alheia passa por mim – a claridade turba-se, certa impotência atinge a pronúncia, labirinto de caminho imprevisível.
Palavras cochicham ao léu dos uni-versos musicalizados de felicidade e alegria - Graças a la vida -, entre suspiros inter-ditos e ditos da espiritualidade que recita o eterno de cintilâncias, entre exclamações verbais, declamadas com a fosforescência das ilusões, fantasias, quimeras e sorrelfas da alegria e contentamento, cores do arco-íris vivificando o tapete silvestre de amores-em-amores, cáritas-em-cáritas, compondo de cores vivas, trans-lúdicas o soneto de genesis sons in-audíveis, o espírito ouve e versifica em voz re-colhida nos pingos de chuva orvalhando a solidão, em absoluto silêncio, con-templ-orando os primeiros raios de sol a numinarem a magia do ser que exala de essências o belo, a liberdade que res-plandece, passo a passo, no tempo.
Poesia da filosofia - e a coruja canta no silêncio da noite a linguística das querenças do belo sublime, da suave beleza da sabedoria que sacia a sede do pleno plenificado de outros uni-versos do verbo que à lareira verseja as chamas dos idílios do silvestre porvir da floresta de místicos mistérios do eterno, no silêncio da madrugada aproximando-se do dia, a semântica dos volos do conhecer e saber, dos serenos olhares que comem as coisas da natureza e da terra, canto intros-pectivo, circuns-pecto.
Surpreendo a ordem dos compassos, fazendo crer numa estação serena, nalgum lugar na serra, coberto de grama verde, ainda que outono e apenas folhas. Inspiro as imagens em palavras, sob o auxílio da luz que incide na água do rio, o que sinto não sei dizer, o que penso não me é dado verbalizar, creio por haver tanto mergulhado nelas, e tendo a vontade de um abraço; o que desejo realizar com o mergulho nelas é-me ainda distante, longínquo, sabendo, desde entretantos e até entre tantas emoções, sentimentos, sofrimentos e dores, alegrias e louvores.
Filosofia da poesia - no alvorecer o canto dos pássaros saudando os raios numinosos do sol, a natureza que diviniza o panorama de estesia simples e inocente, ovelhas passeando tranquilas no campo de grama verde e viçosa, a estética do sublime. Ser e verbos...
Palavras murmuram, à luz do silêncio, serenas emoções - desejos, volúpias, êxtases, vontades, clímaces, gozos -, pervagam de confins ao além, viagem longa, viagem de tempo, con-templando o alvorecer que ilumina na floresta as sendas e veredas, aclives e declives do campo circundado de montanhas, bússolas de encontro da alma e do espírito, ritmando de notas a magia da liberdade e conhecimento, entrelaçados de esperança e fé na peren-itude, itudes de melancolias, nostalgias, barco que desliza na água trans-lúcida do mar azul de carícias, a caminho da longínqua verdade.
Confins e aléns, arribas e aquéns solsticiando as re-vezes das dialéticas, os re-versos das contradições, os in-versos da razão povoada de orgulhos e lisonjas, "eis que sou a luz da existência e do mundo", nada e vazio vagueiam nos liames da alma e espírito, assim caminha o ser subjuntivo do verbo literário da gnose, assim trilham os verbos as sendas imperativas dos sonhos e utopias, do verbo poiético da querência de sabedoria.
Na amplidão de longínquos pretéritos presentes na memória, o prazer de re-versos desejos, o clímax de in-versas vontades, a extasia de ad-versas visões-do-espírito, "Ah, look at all the lonely people...", a idiossincrasia do eterno esquecida no tempo, a flor de cactus presenciada nos alvores de outro ser do verbo, que me alimente de outros subjuntivos e gerúndios do saber-verbo-uno, das buscas e querências a miríade de luz de minh´alma resplende de nonadas a luz das travessias, assim vou per-filando ou per-formando as poeiras das estradas à luz do picadeiro de gargalhadas, do palco de desejâncias da leveza do ser.
Crepúsculo de contingências da solidão incondicional entre o sentimento da a-nunciação do desejo e a emoção frígida da nonada habitando profundo a sorrelfa do paraíso perdido, eito celestial, o sol também acorda, levanta, brilha, após dormir de conchinha com a lua, soninho gostoso, soninho de felicidade, alegria, soninho de prazer, gozo, leve como a pluma da leveza, como a insustentável leveza do ser, como a maravilhosa humanidade do ser.
Palavras balbuciam o VERBO-ONÍRICO, a canção de idílios e sonhos segue musicando temas e temáticas nas sílabas de instantes e momentos eternos, gerúndios e particípios no som de pronúncias do coração a pulsar descompassado emoções e sentimentos, cujos eidos glorificam as verdades lúdicas da alma, cujos eidos jubilam as divin-itudes do espírito, cujos eidos re-verenciam as sublim-itudes das idéias e pensamentos.
Entra-me uma revoada de memória na alma. A imagem vem postar-se ante mim, acompanhando-a eu em todas as perspectivas, em todas as suas visões, em todos os seus ângulos, sem perder o ar de riso sublime, sem perder a fisionomia de gargalhada ingênua e inocente, a face resplandecente de re-velações mágicas do absoluto. Às vezes, enquanto a contemplo, vejo-a inclinar-se, revelando alguns sonhos que porventura e por ventura desejara realizar e me tornassem diferente de quem sou, diferença esta que, em princípio, sugere a de sentir dimensões da alma e do espírito que alguns homens sentiram presentes em suas vidas, registraram-lhes, mas, ao longo dos anos, outros homens também sentiram, mas não registraram, e, de repente, surjo eu em cena quem também as sente, tendo o dom das palavras, revelo-as, mas sendo sincero com a diferença existente entre mim e o verbo "perfecção do tempo."


(**RIO DE JANEIRO**, 07 DE MAIO DE 2017)


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