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domingo, 21 de maio de 2017

#É PRECISO SABER VIVER# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


EPÍGRAFE:


"Ísticas itudes de volos plendidas de íades do finito
Sob os ifícios versais, suav-idade de ências passadas de pers
De ilusões do eterno, ésias de quimeras veladas de
Estesias e áforas de iculas góticas
Erbalizando as erdades do espírito." (Manoel Ferreira Neto)


Ser e nada. Espírito subterrâneo.
Silésias do in-audito. Silésias da plen-itude. Silésias dos tempos e dos ventos pectivando ingências do assentimento uni-versal, imortal. Silésias dos inter-ditos e incognoscíveis pres-crevendo insolências e irreverências. Silésias de sentimentos que pervagam perspectivas contingentes do nada, ipseidades do vazio solene e místico, facticidades da náusea magnífica e frutífera.
Mordem da manhã o assentimento universal. Primeiras palavras. Primevos verbos. Preambulares in-finitivos, gerúndios, particípios. Primeiros sons, sons flutissonantes, sons altissonantes. É de lamber com a língua úmida. Esculpem em carne e ossos as linhas da mão, desenham em imagens a terceira margem do rio sem pressa, da terceira margem sem início, sem fim. É de sentir na boca o paladar da evidência, da clarividência, o gostinho delicioso da trans-parência.
Iluminísticas sol-itudes de volúpias e êxtases deslizando serenas à luz cristalina do horizonte circundado de miríades do In-finito, de átimos do tempo além, o nada passeia na lua minguante resplendido de ínfimos raios brilhantes, o tempo de-cursa lento e tranquilo nas margens do abismo sob a suavidade do vento invernal. Quando, oh, poço da eternidade! sereno e aterrador abismo das onze horas, quando reabsorverás em vós a minh´alma?
Não acabou o mundo de alcançar a perfeição, enquanto tomo caipirinha acompanhada de deliciosos torresmos? Domingo frio. Músicas no ar. Olhos de todas as línguas. Línguas de todas as palavras dispersas, flutuantes. Voz de orifícios. Palavras sujas de álcool. Gestos conduzidos. Atitudes impensadas. Estribada entidade insulta inocências.
O crepúsculo sopra nostalgia. O horizonte tremula de á-gonias. A natureza chora, enlanguescida, em suaves dolências de saudade. O coração é o músculo mais forte do corpo, a mente é a natureza mais singela da vida. O sentimento é o primeiro a partir. O silêncio derrama-se profundo em sinceros louvores de alegria, des-consolo, contentamento, desolação, prazer, tristeza.
Escutai o vosso coração!...


(**RIO DE JANEIRO**, 21 DE MAIO DE 2017)


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