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domingo, 7 de maio de 2017

#ETERNO PRESENTE OU ETERNO MEIO-DIA# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


No canto da coruja, ritmo, melodia, acorde e notas da gnose de re-fletir o frouxel da vida.
O frêmito da hora, a todo espaço, os raios de sol oscilam às vagas das árvores, os brilhos se multiplicam nas frinchas, as sombras se refletem no solo de vegetação rasteira.
A verbalização do in-audito e in-cognoscível dos mistérios do ser, enigmas do tempo e da in-consciência, memórias, faz-se no labor do mais sagrado, na silenciosa e inalterada vontade, aliciando as imagens das coisas mais elevadas. A verbalização do inter-dito do in-audível faz-se nos arrebiques de todas as visões para além de todos os eitos celestiais, frouxel de enlevos e contornos até às raízes do coração.
O presente é a tangente que toca em um ponto o círculo do tempo. Esse ponto não gira com o círculo, mas permanece, e isso significa: eterno presente ou eterno meio-dia. O problema é que olhamos o círculo que gira eternamente, e não o ponto permanente do contato com a tangente, embora só possamos perceber esse giro em contraste com o ponto que permanece.
Aquele que olha para trás percebe que foi nesse instante nevrálgico que teve a oportunidade de deixar o pensamento linear e de aceitar a colisão, dispondo ao que é intrínseco à natureza humana, vale dizer: a transformação, o processo de tornar-se, do vir a ser.
Assim é todo o conhecimento e sabedoria que, nalgum dia, darão a luz à verdade outras nuanças das utopias do eterno e imortal.


(**RIO DE JANEIRO**, 07 DE MAIO DE 2017)


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