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quarta-feira, 3 de maio de 2017

#CHAMA QUE CREPITA NA LAREIRA# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Se a chama que crepita na lareira, na fogueira de achas grandes, o lenhador preparou com o seu machado de lâmina afiada, tomando delicioso quentão, degustando churrasco, cancioneiros dedilhando o violão, a viola, o acordeon, ascende as esperanças do ser humanizado de verdade e sublimidade, "poetici-{s}-ado" de sorrelfas e levezas, as utopias da felicidade evangelizada de amor e espiritualidade, as volúpias do encontro, os êxtases do verso uno pres-ent-ificam-se, e sou quem no limiar do alvorecer degusta o sabor místico de a vida haver-se realizado, agora é simplesmente aquele passeio simples e livre pelas alamedas da compl-etude, aquela caminhada no calçadão da orla marítima das idéias simples e sensaboronas.
Se é verdade, sinto-o tão íntimo nos interstícios mais recônditos de minh´alma, os sonhos que floreiam os meus caminhos de perspectivas do in-fin-itivo do amor ser a regência verbal e nominal dos sentimentos e emoções aglutinados à numin-itude da entrega e liberdade de peregrinar pelo in-audito do silêncio, ouvindo as vozes ritmadas e melodiadas da alegria, con-templo hoje em mim miríades do absoluto a pres-ent-ersejarem a luz do espírito da vida.
In-verdade não o é, sendo-o, não regenciaria as trilhas de pintar o sete com os questionamentos, re-flexões de nomin-idades das filosofias e poéticas, prosas e estesias, dançando música que ouço vindo do meu coração, e este escuta as ondas do mar tocando as docas, peregrin-agem de ideais os mais solenes, com aquele aforístico dos desejos de conhecimento e sabedoria, observo as gaivotas à beira-mar, pousadas nas canoas, tarde sensaborona.
Perpétuas orquídeas brancas à soleira da serra, recebendo as primeiras luzes do amanhecer, o sol a-nunciando o seu nascimento, exalando o perfume da concepção do eterno, definição da liberdade criativa e responsável do estar-no-mundo, e, passeando tranquilo e sereno, sinto o perfume perpassar-me o íntimo, eivando-me de sensações in-auditas, mas que inebriam outras desejâncias, dentro de um sonho há tantos outros sonhos, dentro de outras notas da música há tantas outras notas que sonorizam o finito de in-fin-itudes da ec-sistência.
Góticas sin-estesias do pleno, góticas sin-cronias da utopia da perfeição e da verdade, sin-tonias da volúpia da uni-versalidade e da con-tingência da efemeridade, harmonias das ex-tases das vontades do verbo e as incongruências do não-ser, e re-velo que não há início, não há fim, há o tempo aberto a todos os horizontes, há o vento sibilando o do-ré-mi-fá dos cânticos da etern-itude.
In-verdade não o é, fosse-o não con-tingenciaria os ex-tases das vontades do verto, os êxtases góticos da imagem da efemeridade na moldura, re-fletida pelas luzes de todos os cafundós, e as sinuosidades do Ser, entrelaçado ao tempo que lhe vai tecendo continuamente, dentro de uma criação há criações que trans-cende o aqui, abrindo o leque para outras realidades, há o catavento que gira continuamente, e o vento de leste perpassando-lhe, as in-congruências das sorrelfas em síntese com as dialécticas da liberdade, submissão às tradições, idéias que não trazem qualquer raio de luz que trans-lucidie as sombras dos passos nas estradas de esperanças, é preciso ter coragem, ser teimoso para que elas se pres-en-ifiquem, irreverente e rebelde para compactear as quimeras das sorrelfas, deixando as fantasias se libertarem, é mister que os sonhos abracem as fantasias, estão sempre de asas abertas para vôos pelos vales, abismos.
Som dos versos e estrofes aglutinando rimas perfeitas...
Som do silêncio e solidão verso-unificando utopias da liberdade...
Som dos uni-versos e horizontes ampliando o ouvir de vozes do além...
Som dos verbos e do ser performando o corpo de baile da felicidade...
Som... da música que faz dançar, performando de gestos e passos, ritmando, melodiando, acordeano as vozes cantando o verso-uno da paz em todo o mundo, "Fique ao meu Lado", sem conceitos e definições de Nações, liberdade à Krakoviana russa....
Som... da poesia que encanta os mais profundos sítios, íntimos da alma com o vôo por sobre cantos e re-cantos da inconsciência, desejando a sabedoria, então as Nações se libertando das algemas, correntes pretéritas, criando e re-criando a vida, o estar-no-mundo
Som...


(**RIO DE JANEIRO**, 03 DE MAIO DE 2017)


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