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domingo, 4 de junho de 2017

#NÃO ME IMPORTA SE VOCÊ LAMBER JANELAS# - Graça Fontis: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Não me importa se você lamber janelas, jogar pedra em avião, ou querer bater prego com a testa, às vezes eu também cometo umas loucuras...
Mas lembre-se, todos os sessenta segundos que você gasta irritado, perturbado ou louco, é um minuto de felicidade que nunca mais vai voltar!!!
Pare, liberte-se das energias negativas, escute uma boa música e dance!
A vida é curta, quebre as regras, ame verdadeiramente, ria incontrolavelmente, e nunca deixe de sorrir, por mais estranho e pequeno que seja o motivo.
A vida não pode ser a festa que esperávamos todos os dias,
mas enquanto estamos aqui, devemos procurar dançar sempre que der...
Se formos esperar somente aqueles momentos mágicos, grandiosos e super raros, desperdiçaremos a capacidade de nos alegrarmos com as pequenas coisas do dia-a-dia, a felicidade parecerá algo distante e raro.
Há dias os sinos tocavam e repicavam os ares de um firmamento azul do dia como se fizesse pazes com o mundo, saíam pombos da pequena igreja, esvoaçando baixos, preenchendo os espaços da pracinha, pessoas paradas, observando, no peito ad-miração e felicidade por cena tão mágica e maravilhosa. São momentos de lembranças, são instantes em que a sensibilidade se apresenta sedenta e ávida de vôos profundos, aproveito o ensejo para tecer em palavras o que presenciei naquele dia em que o povo do lugarejo invadiu o templo como se fossem canibais de um mito; os pássaros cantavam suas músicas que no tempo e este integrava na perfeição de um espaço distante, a brisa da manhã era como o espelho dos reflexos humanos. Sonhei e naquele sonho supus as mais lindas histórias de um conto de fadas e como numa fábula resplandecia a paz que mais uma vez julgava intermediária dos próprios homens.
As criaturas... pequenas grandes criaturas que formam mito salva uma frase inerte e insensível aos ouvidos, memorizam uma expressão latina que suscita incólume verdade... à loucura... São elas o fulgor de uma estrela de um ponto que esconde e trans-parece lá bem distante, são o brilho atrás da lua que reflete para trás a sua luz branca e resplandecente, incidindo nos campos silvestres, nos chapadões solitários e íngremes, nas corcovas de serras e montanhas, onde as estrelas sinuam por outros trajetos e itinerários, não é negócio velarem os seus osssuários. As criaturas da noite são apaixonadas. Fazem anarquia. Uma farra que descobre sentimentos, que envela dores e sofrimentos, que omitem mágoas e ressentimentos. Que amam a madrugada, o latido dos cães. Que cantam com fervor cânticos os mais di-versos na esperança de a aurora nascer performando novos passos de dança, à luz do corpo, constituído de carne e ossos. Que somem sem deixar quaisquer vestígios.


(**RIO DE JANEIRO**, 04 DE JUNHO DE 2017)


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