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segunda-feira, 12 de junho de 2017

#O DESEJO É ORIGEM DA VERDADE# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


I - VIOLINO


Sentinelas
Espírito de verbos em ritmos, melodias. Corpo de baile, performances de gestos. Aliterações, prosaicas sin-estesias. Mãos vazias, nasce uma poética-pensante. Homens diferentes só são encontrados no xeque-mate, onde é a sua igualdade.
Arranjos líricos con-figurando pers-pectivas de estética uni-versal,
re-versando de imagens místicas águas coloridas de arco-íris, neblinas regando de níveas solidões longínquas sarapalhas do in-fin-itivo efemerizando in-fin-itudes finitas do tempo divagando entre sibilos de vento, entre trinados de pássaros, entre as três margens do rio da floresta esplendida aos raios de sol, perpassando as frinchas de árvores frondosas, oliveiras, palmeiras, pinheiros, flamboyants, in-versando, ad-versando, con-versando de luzes mitológicas a areia banhada de ondas do oceano à mercê da lua cheia, às quiças dos planetas a percorrerem longínquas docas, frente à efígie e a esfinge re-fletidas na imagem do espelho.


II - HARPA


Gaivotas dormem o sono de sereias, sonham os deuses lusiádicos do mar, re-festelando à soleira de ilhas perdidas, versejando in-lúdios, pre-lúdios, fin-itudes in-finitas de aquéns, plen-itudes eruditas de alhures, emoldurando, na face de espelho lendário, a essência do verso-uni ad-vers-ificado de nostalgias
sinuosas nas linhas de éritos, sonhos esquecidos, ilusões simuladas, quimeras imaginadas, melancolias, saudades lusitanas, mister pagar pela eternidade e morrer várias vezes, enquanto for livre, enquanto viver, Inês de Castro desenhada de fluidos ad-vindos da profundidade do oceano, a serpente paradisíaca no seu instante de preguiça, estremecendo as linguísticas metafóricas dos sentidos do genesis envelados de ideologias temporais, na consumação do espírito eterno, movimentará sua língua às cavalitas da rede no vai-e-vem do ser-vagabundo-de-divin-idades-históricas-de-confins...


III - CÍTARA


Vontade de trans-mudar o belo das estesias, est-esias. Desejo de trans-literalizar a beleza pururuca do in-audito, vers-ificando conúbios de Ganache, ganache de éritos sonos do tempo enovelado nos planetas, ganache de miríades de orvalho regando de gotículas as bordas de Júpiter, abismos em precipícios de "Nada sou/À parte isso, tenho todos os sonhos do mundo", por qualquer coisa de mim querer mais longe a-nunciações do porvir ad-jacente ao ab-strato-sub-strato, stratus. Sensações pervagam livres abismos, instintos deambulam excitados grutas, cavernas, ilhas desertas, bosques sinistros, portos misteriosos; são suaves, ternos à soleira do encontro do mar e as estrelas cintilantes... Assim, alço voos profundos à busca, no além, abstrato-porvir, inaudito-ad-vir, re-festelar a alma sedenta de metafísicas do vazio-silêncio preenchendo lacunas, solidão do nada performando forclusions.
O desejo é origem da verdade.
A verdade é fonte lúdica do absoluto.
O absoluto é princípio do pleno...


IV - FLAUTA


De in-fin-itudes do tempo e eterno, retina às visões ampliando olhares do vir-a-ser pleno, princípio, origem, genesis, utopias vedas, veredas gran, sendas, silvestres alamedas. A luz diáfana fosforescente numinando de miríades de raios solares, iluminando de oásis desérticos o ser olvidando imagens de efígies pretéritas efêmeras, à mercê de tempos in-esquec-íveis, à uni-versal-itude do vazio-nada, ad-jacência à ternidade trans-figurada, trans-elevada, trans-cendida, desejos do "ent" em "ids", de seren-itudes espalhadas e abertas às solen-idades do vento na colina.


Sinfonia: sentinela de verbos defectivos e sem sentido...


(**RIO DE JANEIRO**, 12 DE JUNHO DE 2017)


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