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sábado, 10 de junho de 2017

SONINHA SON Sonia Gonçalves ESCRITORA POETISA ANALISA O AFORISMO /**PERPETUA-SE O EQUÍVOCO**/


Perfeito Manu... De fato, a solidão que domina a humanidade d'uma forma sombria, consiste sim no fator primordial, ausência de amor no coração humano. Eu nem vou entrar no mérito da questão, pois poderia até ser mal interpretada...Amo os animais de uma forma geral... excetuando as serpentes talvez rsrsr porque tenho pavor, contudo meu querido vejo tanta gente lutando e falando em amor pelos animas, porém não ama um milimetro seu semelhante, ai você poderá dizer, mas Soninha os animais são bem melhores que os humanos, podem ser, devem sê-lo, mas... eles não falam com você, não te retrucam quando não gostam de algo, não gritam, não atiram em você , não te xingam... O maior desafio não é amar um cão que depende de você para alimentá-lo ou um papagaio que só vai dizer o que você ensina, o maior desafio é amar outro igual, igual sim porque ninguém é perfeito, muda apenas os defeitos entre um ser e outro porém somos imperfeitos, e seu texto me arrancou esses pensamentos à medida que é um texto super reflexivo Manu... Você mesmo questiona o tal paradoxo do ser ambíguo onde permanece a dúvida...Acho que sim apesar de não perceber você tece sim ideias e considerações primordiais... adorei muito seu texto Manu a negligência para com o criador é o motivo do caos.O Homem sem um ideal sem Deus, é um naufrago no mundo. Bjos querido amigo. Té...


Soninha Son(Sonia Gonçalves)


Você, Soninha Son, intuiu, percebeu, visualizou, compreendeu e entendeu com perfeição e excelência o "eidos" deste Aforismo: "Paradoxo do ser ambíguo onde permanece a dúvida". Não sou ateu, mas no Deus das religiões, sobretudo no da Igreja Católica, não acredito mesmo. O paradoxo é justamente este: a humanidade reverencia um Deus e vive plenamente à parte d´Ele. A humanidade canta, decanta, recita, declama o Amor, mas nada ama, nem mesmo os animais. O aforismo traz em si a pretensão da definição, da conceituação, deseja reger a vida. Este aforismo define os paradoxos humanos.
Té, querida!


#PERPETUA-SE O EQUÍVOCO#
GRAÇA FONTIS: PINTURA
Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Deus tem pleno sentido, Deus só tem sentido existencial se for resposta à busca radical do ser humano por luz e por caminho a partir da experiência de escuridão e de errância, de solidão e sombras. Ou simplesmente pela experiência iluminadora de sentido que deriva da vida, da majestade do universo, da inocência dos olhos da criança.
Deus olhou suas criaturas e com divino e paternal cuidado constatou que a solidão não lhes faria bem, não realizaria suas vidas. Olhou-as com olhar preocupado, sentimento de alguém que só quer o melhor para elas, pois na vontade divina não cabe a solidão. Con-templo agora nós, geração marcada por estar assim, tão só. Mergulho em alguns temas procurando respostas... Vejo a solidão com três faces: a primeira, espiritual. Quanta gente só, diante do mistério, diante do inefável, diante da Vida. Não escuta Deus, não fala com Ele, não o encontra, não o pensa, e ainda tem a petulância de ser ateu, o maior inconsciente é aquele que negligencia a inconsciência. Falar de Deus os homens somos capazes mesmo sem palavras, mas falar com Deus é necessário haver palavra que possa Ele ouvir, e esta só poderá ser dita através do Amor e da Compaixão. Que solidão terrível, esta: a criatura desencontrada do seu criador, semente sem campo para germinar, alma que não encontrou o caminho da própria casa.
Quem sabe devesse tecer considerações que penso e sinto serem primordiais no sentido de tornar lúcido o que dentro trago em mim, o paradoxo, que, por vezes, não encontro modo de definir, as situações indecorosas em que me envolvo, muitas vezes tendo de calar-me, nada dizendo, deixando-me exposto a todos os ventos e sibilos deles de entre serras e montanhas. Há quando penso comigo que questiono a natureza da arte, expressá-la de modo exemplar e único, estilo particular e singular, tendo de carregar a tinta no que há de contraditório, sem senso, quem sabe atingindo o efeito pretendido, o que requer submissão às constantes análises sobre a produção. A idéia assume o papel de motor que faz a arte.
E, em me referindo ao ambíguo, não posso deixar de registrar, ainda que penso não devesse estar tecendo tais considerações, para que irão servir, pergunto-me, angustiando-me, pois que não saberia responder por elas. O ambíguo se me apresenta num campo aberto de sentidos, revelando ou sugerindo diversos significados, às vezes até opostos, sem confirmá-los jamais, se o fizesse, creio, perderia a originalidade, pois que intencionam ser imagem do mistério. Como o objeto ambíguo aponta aspectos e valores múltiplos!...


Perpetua-se o equívoco, que não se extingue, mesmo quando, por instante, penso que encontrei o sentido verdadeiro.


(**RIO DE JANEIRO**, 10 DE JUNHO DE 2017)


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