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quinta-feira, 15 de junho de 2017

#A VIDA NOS AUSPÍCIOS DA PUREZA, QUÊ DESPAUTÉRIO# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Tem dias que se se sente à beira da eternidade, con-templando as arribas e confins, o inaudito das belezas do in-finito, sonhando prazeres e volos do além, a alma pres-ent-ifica as dialéticas da plen-itude e fugacidade dos desejos que preenchem as forclusions do ser.
Tem dias que se se... Não havendo dias que se se..., olha-se as coisas e objetos com indiferença, observa-se a vida com náuseas, o ser se esvaece nas grutas das maquinés desoladas, o tempo se esgarça nas cintilâncias lunares, a ausências e faltas abrigam-se nas grutas da floresta, o nada se atira de cabeça no precipício, o cosmos e o caos mergulham no in-audito do genesis... a vida nos auspícios da pureza, que despautério!
Mas tem feito frio, hein! Mas, enquanto a esfera da pena desliza no branco da página, de mansinho, leveza que só ela é capaz de saber e entender, o que registra é legível, aquiescido, é que não se sabe, mesmo que garatujando nonsenses, a mão não precisa de luva para lhe aquecer, a alma não se enchafurda no espírito subterrâneo, desejando as caliências do além.


Vou-me embora para a Antártida, lá a esfera da pena dirá as in-verdades da verdade, o frio intenso é fruto da imaginação fértil.


(**RIO DE JANEIRO**, 15 DE JUNHO DE 2017)


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