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quinta-feira, 29 de junho de 2017

#LAREIRA DO VENTO E DO SILÊNCIO# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


E agora, José, que o uni-verso come com linces do olhar os in-fin-itivos de confis e arribas?
E agora, José, que o instante-limite do nada é o absurdo das facticidades?
E agora, José, que as páginas em branco dos ideais da beleza do belo permanecerão vazias de letras?
E agora, José, que a vida é somente a última esperança da eternidade?
E agora, José, que o tempo silenciou os sibilos do vento?
E agora, José, que o vento espalhou as folhas secas ao longo da colina?
E agora, José, que os janeiros do rio passam de por baixo das pontes partidas?


Trevas. Sombras. Vazios. Nonadas.
Silêncio. Vento. Solidão. Nada.
Tempo. Silêncio. Náusea. Verbos
E as esperanças iluminam o ad-vir.
E os sonhos a-lumbram perspectivas do In-finito.
E as utopias verbalizam as con-tingências dos ideais e volos do póstumo.
E as estrelas velam o ossuário da terra.
E a lua brilha no horizonte inspirando o in-trans-itivo verbo de amar.
E as ausências do ser re-fletem nos terrenos baldios da alma.
E a sede de conhecimento aquece as vontades de con-templar as dialéticas do efêmero e o eterno.
E as dialéticas da iluminação crepitam na lareira do vento e do silêncio.
E as luzes da ribalta cintilam raios de cores na moldura do mundo suspensa no cabide do absoluto.
E as sendas silvestres são trilhas para as perpétuas buscas do Ser.
E as mauvaises-foi são anestésicos para as impotências da sensibilidade e inteligência.
E os manques-d`être são os prazeres e êxtases da libertinagem conciliada às heresias à luz da morte.
E o pórtico partido para o impossível reverencia as imperfeições do pretérito, aplaude com veemência os efêmeros silêncios do nada.
E a poética do espaço espiritualiza os re-versos e in-versos da razão.
E as in-verdades da morte e seus delírios do eterno projetam as sorrelfas compactas ao auspício da colina dos insurrectos.


(**RIO DE JANEIRO**, 29 DE JUNHO DE2017)


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