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quinta-feira, 8 de junho de 2017

#OUVIR O SILÊNCIO, RE-VERSO E INVERSO DE ALGAZARRA, É UMA DAS MAIORES PRETENSÕES DA INTELIGÊNCIA# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Ouço o versejar de águas vivas, tecendo de fontes a travessia do in-finito de sem-margens ao sem-pressa das esperanças, quiçá sem-margens e sem-pressa sejam só uma imagem de uma realidade, os homens "estamos deitados na sarjeta, só que alguns estão olhando para as estrelas", de tanto olhá-las chegará o instante em que elas irão olhar para eles, cheirei tanto o infinito que ele hoje cheira a mim, do confins de sem-infinitos ao sem-arribas dos sonhos, seguindo as linhas do horizonte, o mar a esparramar na areia das praias alhures de gotículas, em ondas de solidão, trazidas desde o longínquo do uni-verso, por tantos espaços passadas, tocando as rochas, borbulhas circundando-as de outras jornadas por horizontes, incididas pela cintilância das estrelas, iluminando o ser da vida, desejos de sublim-idade, pelo brilho da luz, esplendendo de raios o não-ser da morte, vontades de verdades...
São palavras que, de modo canhestro, NA LINGUAGEM POPULAR, DE ESTILO E COMPORTAMENTO, CANHOTO, " aspiram a enveredar pelo avesso re-verso in-verso das coisas,  pelo re-verso in-verso do avesso, pelo in-verso avesso do re-verso, admitindo-se que elas tenham um avesso, um re-verso, um in-verso nem sempre perceptível, mas às vezes curioso ou surpreendente.
Ouço o versejar de inauditos sons a comporem os cânticos da estesia de sentimentos de amor, cáritas de ternura e afeto, lírica de verbos de sonhos, koinonia de amizade e carinho, ritmo de versos de ideais, esplendendo de musicalidade o longínquo sensível do espírito, trans-cendendo-elevando o "eidos" da plen-itude às grimpas da "Oliveira" solitária no auspício da montanha de feição voltada às luzes do amanhã que alvorece os campos da natureza banhada do orvalho da noite, uma gaiola (o eidos) saiu à procura de um pássaro (a plen-itude), con-sentindo, ad-mitindo que assim como os antigos moralistas escreviam máximas, por toda etern-idade presentes, libertando outras visões e consciência da moral que se alimenta de outras circunstâncias e situações do presente, deu-me vontade de escrever o que se poderia chamar de mínimas, ou seja, alguma coisa que, ajustada às limitações do meu engenho, traduzisse um tipo de experiência vivida, que não chega a alcançar a sabedoria mas que, de qualquer modo, é resultado de viver, as florestas silvestres tocadas da ternura do numinoso raio de outras visões do porvir de a-nunciações da beleza das águas do mar que banham o infinito de louvores, glórias, conquistas....
Ouço o versejar de resplandecentes olhos a con-templarem de alhures o arco-íris, cores fosforecendo de brilhos os desejos, o uni-verso de crepúsculos re-velando de alvoreceres a noite, iluminada pelas estrelas e lua, que perpassará o sono de sonhos, re-velando imagens da verdade em perspectivas de efêmeras ilusões, fantasias, quimeras, de voluptuosas sorrelfas, intuições, inspirações, de estéticas sínteses do ser e não-ser, que tergi-versará o sonho de sonos, a esperança de esperar, a-nunciando a plen-itude de itudes do verbo de versos de cânticos e canções da gênese do espírito em ondas de liberdade..., mas, não sendo a liberdade dimensão pura, há-de ser construída, instituída, vivenciada, se é que se acredite veemente a liberdade é o sibilo do vento que musicaliza as utopias e sonhos do que "é", de que modo, estilo e linguagem pode-se com-preender e entender a fatalidade do seu ser não pode ser destrinchada, descarnada da fatalidade de tudo o que foi e será, desde que se é uma pessoa, tem-se necessariamente a filosofia do que habita, do que reside, o húmus, a semente, o sêmen, há apenas perspectivas que podem estar mais ou menos alinhadas com a realidade, mas nunca “saberes absolutos", jamais olvidando, perscrutando de revés, se goma, se super-bond, conseguirá anexar os fragmentos de uma taça de cristal que se despedaçou?, uma das façanhas, estripulias, essenciais da memória  deve ser encontrada  na direção do futuro.

NASCIDO ...


(**RIO DE JANEIRO**, 08 DE JUNHO DE 2017)

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