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quarta-feira, 28 de junho de 2017

#EIS O AFORISMO RE-NASCIDO DAS CINZAS# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


A inter-pretação, análise de um crítico ou comentarista são vistas pelo autor da obra não apenas como esclarecimento do inter-dito, sua estrutura, semânticas, linguísticas, metáforas, significados, significantes, símbolos e signos, mas se elas trans-cendem estes objetivos e pro-jectos. Por vezes, o crítico segue as normas e regras do objetivo de esclarecimento, por vezes, a estrutura e seus acessórios, utensílios estão nas linhas, nas entre-linhas os verbos da estética, da consciência-estética-ética. Por vezes, aclarecimentos e estrutura estão presentes nas linhas e entrelinhas, o que é mais dIfÍcil para se alcançar.
Não tenho qualquer modéstia, vergonha de afirmar que estou re-nascendo este gênero literário-filosófico, AFORISMO, que remonta à antiguidade junto com a POESIA, esquecido nos nossos tempos atuais. Não é tão fácil re-nascê-lo conservando e preservando as suas origens, re-criando, reinventando, adaptando-o às circunstâncias e situações históricas.
Críticos foram felizes ao interpretá-los, analisá-los, apresentando esclarecimentos e estruturas percucientes com as intenções no instante da criação, transcendendo-as.
A escritora e poetisa Sonia Gonçalves, em AFORISMO DA SÍNTESE: REALIDADE TOTAL DO HOMEM FABER E HOMO SAPIENS, esclarece os objetivos do Aforismo numa linguagem accessível a todos leitores, através de uma metáfora de excelência, trans-cendendo: "... viajante do tempo onde nos fala do passado épico, do presente vigente nos leva a viajar pelo perene futuro, nos faz ver claramente a diferença temporal entre um e outro, mas sempre num mundo mágico de unicórnios de fantasias em misto às realidades cotidianas, e o amor sempre como ligação entre todas as coisas...", a metáfora sendo "viajante do tempo". Sim, o AFORISMO, como o sinto e penso, é sim um viajante do/no tempo, sem redar pé do presente histórico, que é a sua origem, a vocação que lhe fora dada no seu nascimento na Antiguidade, constituindo e instituindo sementes e húmus que regem a vida, elevando-a, trans-elevando-a, através da consciência-intelectual-estética dos sonhos e utopias. O "intelecto" exercita as fantasias dos sonhos, as utopias dos pro-jectos, incentiva a vontade do verbo da felicidade, do prazer, sobretudo a sabedoria, síntese do HOMO FABER E HOMO SAPIENS, que concebe o amor como ligação entre todas as coisas.


(**RIO DE JANEIRO**, 28 DE JUNHO DE 2017)


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