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domingo, 25 de junho de 2017

ESCRITORA E POETISA SONINHA SON Sonia Gonçalves COMENTA O AFORISMO /**ENTRE O ONÍRICO E A VIGÍLIA, O VERBO EIDÉTICO DO TEMPO**/


Belíssimas letras Manoel Ferreira Neto, uma sincronia perfeita entre você e o som de cada verso.Sua constatação de que tudo gira em torno dos universos, mas tudo passa, e passa mesmo. Girar-giras, cata-ventos, e os sorrisos também passam, a lágrima, as estrelas.... Perfeita sua poesia juntamente com o trabalho da artista Graça Fontis...Tudo perfeito... Bjos Manuel.


Sonia Gonçalves


interessantíssimo o seu comentário no que diz respeito a "GIRAR-GIRAS", é isto mesmo o que intencionei re-velar, é girar as giras, "giras", contra-tempos, dialécticas, contradições, as três dimensões da con-tingência. Girar os cata-ventos, as utopias, sonhos, esperanças "... e os sorrisos também passam, a lágrima, as estrelas, a busca é eterna.
Os meus sinceros cumprimentos e congratulações por este "comentário" de excelência.
Beijos nossos, Soninha Son.


#ENTRE O ONÍRICO E A VIGÍLIA, O VERBO EIDÉTICO DO TEMPO#
GRAÇA FONTIS: PINTURA
Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Epígrafé:


Tine rara kata tera.
Rana pira sole tara
Pora dima yala pena
Mana dia kora grafe.


Abismos, montanhas, vales
Verdades, absolutos, sonhos
Utopias, desejos, esperanças,
Enigmas, mistérios, solidão.


Sete abismos perpetuados por sibilos que trans-elevam sons aos auspícios do infinito, ritmos e melodias às pro-fundezas da terra, onde lídimos artífices dos sons e palavras ouvem e são capazes de re-presentar-lhes.
Sete montanhas cobertas de neblina, de neve, de orvalho, de "securas" são objetos de con-templ-ação e reverência pela beleza que representam.
Sete vales em cujas veredas pastores con-duzem ovelhas, boiadeiros con-duzem o gado, simples, humildes, a vida é-lhes o verbo da sensibilidade.
Sete verdades professam e declamam em cânticos e versos a plen-itude do in-fin-itivo.
Sete absolutos pre-enchem as vacuidades da alma que perscruta os idílios e quimeras da morte, símbolo de felicidade perene, signo de alegria divina.
Sete sonhos da beleza do belo, pura sin-cronia entre o onírico e a vigília, entre os éritos inconscientes e iríasis da sensibilidade, evangelizam forclusions, manque-d´êtres, mauvaises-foi, sacralizam solipsismos, vaidades, orgulhos.
Sete utopias do bem e do mal, em cujas eidéticas do tempo e vento habitam o venerar o verbo do ser, reverenciar o in-fin-itivo da etern-idade, ascendem as chamas das achas de lenha aos confins do vir-a-ser, acendem as velas dos volos da alma que aspiram a trans-cendência do divino.
Desejos da humanidade do ser, sincronia do amor e do sonho in-transitivo do sentimento amar, sintonia da solidariedade e a cáritas da compaixão, harmonia do efêmero e absoluto.
Sete esperanças sobrevoam mares, florestas, re-colhendo e a-colhendo do tempo, em cujas eidéticas do ser habita a luz, a imortalidade in-fin-itiva da vida.


Enigmas.
Mistérios.
Solidão.


Tudo passa, tudo passa, tudo passa.... Luz do uni-verso perpassando a neblina do horizonte, cujas miríades do além estão re-fletidas no espelho das esperanças oníricas da verdade. Sons das contingências da não-correspondência entre as dialéticas que giram no catavento solitário da serra e as contradições do nada e vazio que rodavivam no dia a dia do quotidiano de dores e olhares voltados ao longínquo e distante à espera de alguma a-nunciação da verdade linguística e son-ética da poesia-vida da solidão.
Verbo-de ser
Ser-para o verbo.


Tine rara kata tera. Rana pira sole tara
Pora dima yala pena
Mana dia kora grafe.


O riso não vem, por que rir às sara-palhas das ipseidades, facticidades, pequeno mistério entre o ser e as coisas? Outras chamas ardentes, não perceptíveis, e tão mais acalentadoras, tão mais aquecedoras estilísticamente conduzira sob meus traços satíricos. Se de mim nada possuo salvo a alucinada travessia - vida são desejos alucinantes, despirocados, alucinógenos.


(**RIO DE JANEIRO**, 25 DE JUNHO DE 2017)


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