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sexta-feira, 9 de junho de 2017

#DEJA VU# **GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


A não ser que retorne para amar o amor que ficou... Esta imensa extensão, este infinito, onde não há lugar para ninguém, bastam para me estrangular a sede.
A não ser que regue com a água de fonte cristalina, utopias e sonhos não re-versam as imagens de seus frutos re-vestindo os bosques da alma de outros panoramas da beleza e do belo, paisagens do In-finito.
A não ser que con-temple os re-cônditos da memória, outras luzes do Ser não se manifestarão, outros desejos e volos permanecerão in-auditos.
A não ser que con-sinta o tempo iluminar as veredas e sendas do espírito, a face do Ser límpida e serena não se mostrará, o semblante não id-ent-ifica a alma saciando sua sede na terceira margem do rio de utopias e esperanças, a fisionomia não confere o silêncio sendo concebido nos terrenos baldios do eu.
A não ser que deseje o encontro da vida em sua pureza, o tempo serão nuvens brancas deslizando rápidas no celeste azul do espaço.
A não ser que inspire o perfume das rosas e a neblina marítima, no alvorecer, a inspiração da eternidade não in-finitiva os versos e estrofes do soneto da alegria seduzindo o silêncio a se re-velar por inteiro.
A não ser que vislumbre os pássaros sobrevoando os campos, entoando seus cantos di-versos e ad-versos, como será a música da natureza a ritmar de sonhos e fantasias as con-tingências, melodiar de quimeras e sorrelfas o jardim do eu?
A não ser que afague a solidão do ser, o silêncio não se inter-ditará de vir-a-ser do outro que habita atrás do eu, abrindo os leques esperanças da verdade, mesmo que breve, mesmo que efêmera.
A não ser que alimente os verbos da liberdade com as sementes da ações e atitudes fundamentadas na id-ent-idade, na autenticidade, não haverá quaisquer caminhos de entrega, solidariedade, compaixão.
A não ser que acenda as achas da lareira no in-verno, a solidão será sempre carente de uni-versos e horizontes, de luzes e sons do eterno.
A não ser que o peregrino recite o poema do deserto, o oásis será visão de ótica, as areias não in-finitivarão a distância, o longínquo que são bússolas do porto das águias a sobrevoarem o mar.
A não ser que paramnesie a felicidade, os sons do silêncio não musicalizam a beleza do belo


(**RIO DE JANEIRO**, 09 DE JUNHO DE 2017)


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