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domingo, 25 de junho de 2017

#AFORISMO DA MORTE: DE PRETÉRITOS AD-JACENTES À SOLEIRA DOS VERBOS PERCUCIENTES?# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Caos na metafísica do inferno. Inferno na metafísica do caos. Metafísica no inferno do caos. Só, solidão, sozinho andando por entre os homens. Por um lado, isto é o que é, por outro é a terra. Terra de vazios, terra de nadas, terra de cinzas. Mundo de forclusions, manque-d´êtres, mauvaises-foi. Inverno, "templo" nublado, frio à luz do espírito, o além re-vestido de sonhos, utopias do trans-cendente pre-figurando os lírios do campo, con-figurando as orquídeas da serra, re-presentando o éden de sorrelfas, o templo de utopias - inspiração, sensibilidade, verbo da plen-ítude compondo desejos do ad-vir -, na alma perpassam angústias, tristezas, desconsolo, desolação. Quiçá, transcendendo-me, inda qualquer a-nunciação, sonhos dentro de utopias, dentro de ideais e idéias.


Inter-ditos da morte
E o des-conhecido de morrer
Náuseas da verdade absoluta
Perspectiva que é continuidade no tempo
Verbo da plen-itude, compondo desejos do ad-vir.


Amanhã será o ontem de hoje, ontem será o hoje de amanhã, hoje será o ontem de amanhã? Nada. Nonada, Instante-limite. Travessia. A re-velação do porvir é impossível porque a alma vagueia na lua cheia, pervaga nas trevas, quiçá medievais, de pretéritos ad-jacentes, ad-stringentes às contingências, náuseas da verdade absoluta. Quem fui ontem o presente diz haver sido único e apenas o olhar as perspectivas da vida que é continuidade no tempo, o verbo do ser se compõe ou compõe sua lírica na esperança do eterno e o eterno se compõe na esperança do verbo.


A alma vagueia na lua cheia
O eterno se compõe
Trans-cendentes pre-figurando os lírios do campo
Além re-vestido de sonhos, utopias.
Idílios sorrelfam as magn-itudes do uni-verso
Às sara-palhas dos ideais a res-posta à não-resposta
"DE PRETÉRITOS AD-JACENTES À SOLEIRA DOS VERBOS PERCUCIENTES?", o que é isto?,
Gerundiando os partícipios de trevas e cosmos
Metafísica da des-plen-itude, poeira de ads-emeritudes.


Se é que se possa acreditar, inda que se entregando às fantasias do limite, o eterno se compõe, quais versos, estrofes, ritmos, sinfonias, óperas, serestas, serenatas, acordes e musicalidade, na esperança do verbo, tudo são medos da vida que são infinitivos do tempo. E quem tem medo do sonho de amar o verbo verbaliza o absurdo de viver unicamente os inter-ditos da morte e o desconhecido de morrer, tudo são justificativas, explicações de um orgulho da espécie e da raça, estirpe e laia.


(**RIO DE JANEIRO**, 26 DE JUNHO DE 2017)


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