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quarta-feira, 7 de junho de 2017

#ALQUIMIA DE IMAGENS ESPACIOTEMPORAIS#* - Graça Fontis: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Além do in-fin-itivo silêncio bemol da eternidade. As cores do arco-íris compõem de brilhos a paisagem do in-finito sustenido pelo requinte do amor alado de devaneios e delírios. A vida é só um instante no âmago do ser. O ser é con-templ-ação contínua e eterna nas con-tingências da vida e da morte. O céu, azul celeste, cadencia o verso e o in-verso, re-verso e avesso. Sons, palavras, poemas. Na harmonia do uni-verso, autêntica sin-fonia de po-ente plen-itude, verdadeira ópera de sublim-itude, faiscando em cascatas aliterações regenciadas de verbos ab-solutos.
Aquém dos defectivos verbos de regências in-trans-itivas amores voluptuosos, paixões lúdicas, eróticos tesões do pleno e absoluto. Metalinguísticas da leveza do ser seduzindo de volos as luzes do tempo, semióticas de sin-estesias do silêncio bolinando de ex-tases a solidão do efêmero.
Além do in-finito amor em maré alta. Tessituras em ondas de paixão. Tecituras do luar em seu plínio em Agosto. Linha do horizonte. Margens da etern-itude. Perspectivas de sublim-itudes. Silencio o deserto de oásis. Musicalizo o abismo de sibilos do vento. Con-templo a praia do efêmero. Vislumbro as areias do porto. Alumbro as numinâncias do ocaso crepúsculo de semânticas do tempo enroscado nas galáxias, de linguísticas do ser entrelaçadas nas constelações.
Meta-estilísticas da beleza do belo acariciando em toques leves a carne frágil do corpo de baile, performances de metafísicas do in-audito degustando o sabor dócil das etern-itudes dos sonhos e ideais. Metassemânticas de inspirações do sublime sentimento de amor embevecendo da lírica son-ética do verso re-verso da humanidade o espírito étereo, éter do orvalho da colina longínqua
respingando gotículas de ilusões eternas na superfície lisa do uni-verso esplendido de cintilâncias e luzes.
Acordo os sonhos no leito singelo do além. Desperto as utopias no regaço sereno do in-audito. Sussurro no enigma do onírico os sons místicos das memórias inconscientes sob a luz dos desejos.
Interdito os acordes do canto da coruja de sustenido allegro dos sentimentos e emoções apenas audíveis pela alma do espírito.
Po-ente poiésis da po-esia po-emática. A po-esia brota daquilo que ficou impresso na carne. No corpo memória os muitos "eus" vividos, numa alquimia de imagens espaciotemporais. Neblina metafísica da terceira margem do rio flanando leve e suave no vento leste do tempo. Metáfora po-ética de cânticos in-auditos, musicalizando o belo de estesias e êxtases, vers-ficando o ser de sonidos marítimos e allegros florestais. Sendas, veredas. É lindo o luar. Promete-me o Infinito/Eu da poiética poesia no âmago. Do ser de verbos lançados, pro-jetados ao ex-po-ente da simbiótica melodia do além indescritível de plen-itudes, vers-ejando de trans-cendências a liberdade...


(**RIO DE JANEIRO**, 07 DE JUNHO DE 2017)


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