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segunda-feira, 5 de junho de 2017

CRÍTICA ANALÍTICA DA AMIGA, ESCRITORA E POETISA ANA JÚLIA MACHADO AO TEXTO /**BÍBLIA SAGRADA**/


Neste patamar de século a norma é a mesma para todos, quanto mais desleais somos, mais clementes nos convertemos, isso no sentido de reconhecimento, de comiseração, de solidarização, de exagero e por fim de puritanismo, entretanto facto aflige-me, as criaturas utilizam, estão utilizando a sonsice de um modo tão astuto, tão idiota, que nem mesmo a sonsice parece mais tão persuasiva, portanto, meu conselho é, vamos utilizar o entendimento na nossa sonsice do quotidiano, pelo menos assim, pode, quem sabe, persuadir o adjacente da franqueza de nossa sonsice. Então é isso, antes de sermos untuosos vamos pelo menos diligenciar compreender do que se trata, caso contrário a humanidade vai fenecer não por inexistência de comiseração, de solidarização entre outras e sim porque não seremos idôneos sequer de instruir hipocritamente nossos frutos.
Por isso, amigo e grande escritor…tem tantas odes a fazer….a tanta espécie vergonhosa e que infelizmente, é a merda da espécie que vinga na vida…a escritura divina só para os pulhas….como é possível existir um tal “Deus” que tanta gente apregoa…Onde anda ele? Eu nem procuro….para lhe verbalizar…porque deixa morrer tanta criança nas guerras e à fome? Porque há tanta gente a sofrer? Tudo pelos hipócritas e ávidos pelo poder…. mas afinal a bíblia sagrada existe….como por exemplo a Bíblia do escritor Manoel que diz as verdades e se revolta com a injustiça…que pulhas fiquem longe de si…ele é capaz de lhe deitar os cães mais ferozes e abocar bem forte….e tem um modo sagrado de o fazer…o saber colocar o verbo que for necessário no momento certo.
Pois é amigo Manoel e escritor, faça-se Hino às vulgaridades, às enormes quantidades de escroques no poder a mamar, lorpices, déspotas, crápulas, transigências cafajestes, associações…Que serão Essências negras que origina a putrefacção de outros pensamentos e percepções e erudição e experiência, através da existência, da vida, para o dilúculo, ocaso no vai-e-vem dos factos, iluminarem os olhos compenetrados da carência da existência, da condicionalidade, da inerência do ser porvir, de quem ansia a paz e nada avista, do “Cá e já” dos Hinos às Claridades lentamente.


Ana Júlia Machado


**BÍBLIA SAGRADA**


Palavras são palavras, nada lhes pode impedir de revelar as verdades do mundo e da vida. Escritores e poetas têm seus modos de expressão, com dignidade e honra, colocando o chapéu e a carapuça nos merecedores.
Ode às putices do filhodaputa por serem as sementes e raízes do nascimento de novos valores entre as estirpes de laias duvidosas, entre as laias de estirpes ilícitas, entre as raças de índoles chinfrins, fechando os caminhos das tradições de valores e virtudes, abrindo outras veredas para as libertinagens, linguagens escusas da liberdade, trastices, do caráter e dos instintos, quiça promiscuidades dos ossos!
Ode às imbecilidades do imbecil por regarem os risos e sorrisos dos idôneos de princípios, oportunidade única de eles sentirem no âmago de si mesmos o que é isto – ser retrógrado e alienado nos tempos modernos, o que é isto – viver de passado, alienado em patrimônio cultural, histórico e artístico!
Ode às cretinices do cretino por mostrarem com dignidade, honra, só as idiotices são capazes de real-izarem o que há de mais íntimo e percuciente nos sonhos de outras realidades, horizontes, de tornarem reais a vida sem qualquer sentido, só nascer, prolongar-se no mundo, conservarem as cretinices passadas, criarem outras inéditas para as gerações futuras, morrerem por encontro in-evitável, decomporem-se por uma anomalia da matéria.
Ode às maneíces do Zé por despertarem olhares de esguelha para todas as suas falas e dizeres, discursos na tribuna, em eventos sociais e políticos, em banquetes religiosos, tornarem-lhe a febre do momento em todas as situações, tornarem-lhe objeto de atenções as mais di-versas, ad-versas, tornarem-lhe querido e estimado em todas as rodas de bate-papo, sejam de coisas sérias - quem não aprecia risadas sensaboronas à custa de alguém? -, avançadas, de nível profundo, retrógradas, superficiais, caídas do galho, o que lhe deixa exultante de felicidade, não sente mais a inolvidável solidão, inquestionável silêncio, indescritível sentimento de abandono!
Ode à libertinagem dos libertinos por fomentarem os instintos vários, deixando a alma depravada no jogo de luz e sombra, de raios numinosos e penumbra, as atitudes e comportamentos ficando no cio do coração alucinado, des-vairado, varrido da silva, vassourado de oliveira, as ações e ímpetos varrendo as nuvens da dignidade, limpando as estrelas das honrarias com o cloro do nihilismo, faxinando a lua dos idílios, sorrelfas do amor eterno, andando à deriva no sem-limite, na permissividade!
Ode à permissividade dos canalhas só por inter-médio de todas as porteiras e cancelas abertas, escancaradas torna-se possível a construção do nada soldando outros estilos e linguagens de vida, na imagem baça dividida irrompe lá do vazio das canalhices, novas criações da desesperança, como toda PERSONA NON GRATA!
Ode às zeíces do Mané por ornamentarem com distinção e estilo o irônico e o mordaz da crítica do quotidiano, até a prostração da auto-crítica desolada, o agressivo de sonoros "filhos-da-puta”, até o lúdico de uma carícia familiar e supostamente burguesa!
Ode as cafajestices do cafajeste por serem elas que, no silêncio, no re-verso in-verso da solidão, falsificam os verbos da eloqüência em forma, da verdade pontuda da carne, da planície lúcida de onde emerge a montanha do ser; por à luz e mercê delas a humanidade des-ocupar-se em ec-sistir, sobreviver até que a morte tenha o termo eterno para roer!
Ode às suciedades do burguês por dinheiro fazerem poupança do desespero, angústia, medo, por os juros delas no inferno serem pequenos, por as cifras do lucro no sangue escolherem a morte no instante do sono profundo, por na arapuca de Morfeu serem as suciedades o sangue coagulado do espanto, da estupificação!
Ode às justicices do Poder Judiciário por elas serem as verdadeiras responsáveis pela ausência de punidade, abrindo os caminhos e veredas para a sociedade despertar daquele sonho de paz e tranqüilidade, romantismo de sétima categoria e estrela, entregar-se ao jogo real das violências todas, dos crimes hediondos, das corrupções em todos os níveis, rrevas e desenganos varrendo a réstia tênue do crepúsculo!
Ode aos sonhos dos sonhadores que desejam suas éguas desembestadas, seus jegues no pasto comendo do mais delicioso capim, seus porcos no chiqueiro, desfrutando de tranqüilidade, após a lavagem do meio-dia, suas éclogas desnatadas, suas liberdades que já tardam, os camelos sedentos no meio da cáfila!
Ode à pedofilia dos clérigos pedófilos por ensinarem às crianças e adolescentes o que é isso aprender os clímaces e gozos da carne, ao longo da vida lhes desenvolverem a ponto de os verbos da sensualidade e sexualidade se tornarem em carne fresca, sedenta de prazeres e alegrias, sendo isto abençoado por Deus, pelas mãos de seu representante no mundo.
Ode às indecências do indecente por seus vocábulos e termos de baixo calão enriquecerem os dicionários, transformarem os discursos e oratórias, nas tribunas esclarecerem os interesses e ideologias escusos, muitas vezes escondidos pela tradição, erudição, estilística e linguística da Última Flor do Lácio, nos diálogos de ruas, praças, botequins, dos cônjuges com os filhos, amigos e íntimos, id-ent-ificarem com primor suas naturezas e instintos!
Ode às defencices dos advogados, repletas das mais lindas oratórias, cujos interesses nada mais são que a perpetuidade, o nome inscrito na história para sempre, erudição de fazer lágrimas de emoção e êxtase, em nome de diminuírem a pena de um assassino hediondo, evitando assim que as penitenciárias, cadeias, presídios ão fiquem entupigaitados, e o respeito ao ser humano não seja negligenciado.
Ode às politiquices dos políticos por só através delas as mentes são apagadas, os cérebros devidamente lavados, as inteligências eliminadas, possível então os tráficos de influência, as verbas desviadas, as propinas milionárias, a aquisição ilícita do dinheiro público, vinhos e uísques de primeira, luxos e luxúrias di-versas,
manjares deliciosos e primevo e primeiro mundo, secretárias de assuntos aleatórios as mais lindas e sensuais, acima de nada, abaixo de tudo, as importâncias das oliveiras e day-réis, os orgulhos e lisonjas do bem-estar!
Ode às intelectualoidices dos intelectuais por serem com elas que as teorias ficam sem solo de por baixo dos propósitos idôneos e lídimos, na cisterna sem fundo de água, só terra íngreme e trincada, no abismo sem início e profundidade, só vácuo, de por cima dos nonsenses das utopias e sonhos que visam as luzes e esplendicências, até mesmo es-plendicidades medievas, à mercê da medieval idade, medievalidade das idéias clássicas, eruditas, deturpadas pelos interesses de outras realidades ou mesmo de outras ideologias do mesmo, de outridades do tempo, originando e nascendo, sendo dada à luz aos trigos e joios, misturados, separados, di-vididos, alhos e bugalhos, di-{s}-sociados da realidade presente, das veias do coração que pulsa o sangue, negligencia, nega, refuta, e ainda espera a transformação da carne em verbo, a mudança de conjugações em id-ent-ificações da pessoalidade dos pronomes.
Ode às vulgarices, putices, imbecilidades, cretinices, libertinagem, permissividade, cafajestices, suciedades, justicices... Que serão húmus de outros pensamentos e idéias ee saber e conhecimento, através da vida, da ec-sistência, para a AURORA, CREPÚSCULO no vai-e-vem dos acontecimentos, iluminarem os olhos em-si-{mesmados}, da in-ec-sistencia da vida, da con-tingência, da im-anência do ser por vir, da nad-ificidade do “Aqui e agora” das Odes às Luzes pouco a pouco!


Manoel Ferreira Neto.
(02 de junho de 2016)


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