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domingo, 23 de abril de 2017

#IMAGEM DOS RE-CÔNDITOS DA IN-CONSCIÊNCIA# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira: AFORISMO


Simples gesto de carinho, ternura vers-"eid"-ejando o espírito do delírio da querença da compl-etude, experienciado no volo do clímax completar a sensibilidade de esperança do ser-para a felicidade, linguística do olhar o interior re-colhido de só alegrias, vers-"re"-citando a alma do devaneio da des-ejância da plen-essência, vivenciada na volúpia do sêmen pre-encher a subjetividade de fé do ser-com a alegria, semântica da retina re-colher a imagem do re-côndito da inconsciência de só etéreos sorrisos.
A carne vers-eja o corpo de versos e estrofes, inter-ditando o espírito de fonemas do mistério lúdico, entre-linhavando o verbo do ser de vernáculos eruditos do enigma místico.
Sublime... Antes de quaisquer sublimes que precedem os volos do eidos-essência do espírito leve do ser, a luz brilhante de piscas-piscas vagalumiéticas das volúpias trans-pirando as loucuras do sendo não-ser des-iluminando o brilho da luz e pré-iluminando a cintilância do des-eterno, do des-etéreo, nobre imortalidade do espírito e da alma.
Nada mais sonhador que meu coração. Sonha amar, a verdade amor que lhe habita, entregar e receber sentimentos, emoções,
correspondência sensível, reciprocidades do espírito. Nada mais re-verso que meus pensamentos, pensam pensar o conhecimento das intempéries, pensam pensar a consciência da gnose, pensam pensar o cogito dos verbos e da sabedoria.
Amar é sensível, amor é sensibilizar a sensibilidade, viver o abraço terno, carinhoso, afetuoso. Amor não é sentir o desejo, a vontade da entrega, amor é a entrega, e o meu coração é entrega, está se entregando às volúpias e êxtases de meu ser,
sinto-o, não o verbalizo, não o analiso. Sinto-o em mim, sinto-o presente no mais profundo de meu íntimo. O peito arfa convulsivamente, idéias e pensamentos neste instante são puros sonhos, esperanças, aquele sonho da felicidade, felicidade de sentir a verdade mais pura de minha alma, aquela esperança de comunhão, aderência ao ser amado, o verso-uno, sermos um só ser em nós.
Nada mais intenso que o amor paixão. Nada mais inspirador que a graça-amor. Nada mais esplendente que a cintilância do espírito
- verbo-de-ser.
Nada mais revelador que a dimensão do divino, iluminando o baldio das sinagogas do eterno. Nada mais po-ético que o sentimento da cáritas vers-ificando de sensibilidade o in-finito do Ser. Nada mais sublime que o espírito da po-iésis concebendo de orvalhos a verdade da entrega. Nada mais perfeito que a imperfeição contingente da felicidade delineando de cores vivas as buscas do paráclito de prazeres, êxtases, volúpias, estesias.
Nada mais estético que o amor à verdade do verbo uno e Verso que se projetam no outro de carências e solidão. Nada mais trans-cendente que a contingência de dores, sofrimentos projetando-se no limiar espelho dos desejos absolutos.


(**RIO DE JANEIRO**, 23 DE ABRIL DE 2017)🏆


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