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terça-feira, 25 de abril de 2017

#DA COR-AGEM DE SARAPALHAR UM INSTANTE# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Post-Scriptum: Este Aforismo é uma dedicatória muito especial à minha amada Esposa e inestimável Companheira das Artes, Graça Fontis, por nossos caminhos juntos, desde 01 de agosto de 2015 à busca de 100.000 visualizações no Blog BO-TEKO DE POESIAS. Hoje, 25 de abril de 2017, o sonho se realiza depois de muitos esforços.
Amor, você me ensinou com excelência o que é isto - a conquista. Muchas gracias por seu Amor e companheirismo.


Cor-agem - esplender idéias, pensamentos, utopias, sorrelfas de sarapalhas requer dis-posição para o empreendimento, trabalho árduo, por vezes espremer os miolos à cata de gotícula única de coisas obtusas, chegará o tempo de, sentado na orla do mar, banhar os pés, a liberdade por todos os cantos e re-cantos, outras ad-virão, levantar-me continuar as andanças por todas as filosofias, gêneros literários.
Cor-agem - dar um tragada no cigarro, expeli-la na forma de bolinhas, olhando o gafanhoto andando na parede, a cadela Layla toda escrachada no chão, está prenhe, vomitar palavras sem quaisquer nexo, senso, rindo a bandeiras soltas de instante tão prazeroso, requer trazer as nuanças pretéritas dos becos trilhados, as sinuosidades do tempo e suas ipseidades, as intempéries de situações, circunstâncias, o momento em que tudo acontecia, o olhar voltado para sítios futuros.
Cor-agem - sarapalhar - pelos cantos de ruas, mesas de restaurantes, e seus clientes degustando um excelente whisky escocês, jogando con-versa fora, comendo excelente porção de costela de porco com mandioca, mesas de botequins, bêbados discutindo, deitados na calçada, o proprietário palitando os dentes, queixo amparado pela mão esquerda - sentimentos e emoções diferentes, os ponteiros do relógio andando no sentido horário requer a verdade inconteste das aquisições, conquistas, ao invés de férias merecidas por poucos dias, depois do sono tranquilo e profundo, re-começar tudo, seguindo em frente.
Cor-agem - fonte de vinho no meio de baldes vazios. Quê ventura dar e receber! E roubar, ainda maior que receber! Roubar dos meus cofres inconscientes as sorrelfas esquecidas, as fantasias negligenciadas, os sonhos lastimados, as esperanças choradas a cântaro. Falar a todas as coisas e, na verdade, soar como manifestos, oratória em nome da liberdade e da consciência de cavalgar para todos os projectos e objectivos.
Cor-agem - beijar o rostinho da amada e companheira com ternura, carinho, sobretudo muito amor por todos os caminhos juntos traçando as linhas verticais e horizontais, desenhando a imagem do vir-a-ser, abraçá-la, afagá-la no peito requer o peito trans-bordando de sabedorias do que é isto - a entrega ipsis litteris à busca do verso-uno da eternidade, no além, segredos profundos da síntese.
Coragem - tudo fala, tudo silencia, tudo emudece, tudo grita, tudo uiva, tudo é assoalhado. E o que era segredo, quiça enigma in-audito, e reserva de almas profundas, requer outro aquisidor, outros estilos de borboletas, esperanças, bem-te-vis. Requer saber que nada cai em poços profundos.
Cor-agem - todo o dis-curso, toda a descrição, toda a narração de alguns instantes do estar-no-mundo é fútil, tudo se esfrangalha em palavras. Esquecer e passar além é a melhor sabedoria: isto, agora, aprendi!. Ar puro de peito profundo. Guardar o fôlego para outras venturas e aventuras, é mister cor-agem.


(**RIO DE JANEIRO**, 25 DE ABRIL DE 2017)


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