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quinta-feira, 20 de abril de 2017

#ASSIM DISSE O POETA NA SUA DESPEDIDA DOS VERSOS E ESTROFES# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Braços a-colhem com ternura, carinho. Braços aconchegam ao peito com amor, entrega. Nos braços do ente amado, encontra-se segurança, apoio, encontra-se o gesto do prazer de ser amado.
Pode-se imaginar, inspirar inúmeros modos de dizer sobre "braços", em todas as linguagens e estilos pouco ainda terá sido sensibilizado com o espírito a respeito do que eles significam, o que podem despertar no coração.
Dos escritores é que se espera aquela frase-prosa sobre as coisas da vida, coisas que extasiam, fazem pensar, racionar, questionar, fazem lágrimas vertidas, não sendo esquecidas, sempre pedra de toque num instante, num momento, a roda-viva gira outra face, face que emite alegria, prazer, contentamento no espelho do tempo e do ser, na imagem re-fletida do vento sibilando na colina dos insurrectos e hereges. Do escritor, espera-se o estilo-prosa da filosofia do ser, das esperanças e dos sonhos.
Nos braços da Esperança, sente-se o pulsar dos verbos do ser, sente-se o a-núncio no horizonte das con-tingências, sente-se a re-velação no infinito do amor, sente-se presente no íntimo as facticidades e ipseidades recitando o aforismo do eterno. O sonho precisa profundo da Esperança para realizar desejos, vontades, utopias. Nos braços da Esperança, acolhidos, seguros, nada há que diga "não" ao verbo do ser tornar carne da ec-sistência precedendo a essência.


E o poeta, após seu discurso, vestiu o seu chapéu, virou as costas e seguiu a sua estrada para o Pórtico do Impossível.


(**RIO DE JANEIRO**,20 DE ABRIL DE 2017)


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