Total de visualizações de página

quarta-feira, 26 de abril de 2017

#E A FLORESTA COMIA OS CREPÚSCULOS PÁLIDOS# - GRAÇA FONTIS: PINTURAManoel Ferreira Neto: AFORISMO


Plen-itudes estéticas do sublime versando na luz o brilho linear de pers estrelares pectivando o além de estilísticas!


E a floresta comia os crepúsculos pálidos!


Ex-tases trans-cendentais da sensibilidade verbalizando númenes lunares sob as égides semânticas de sonhos templares - qualquer coisa des-conhecida há a meu redor, olhando-me pensativa, seria que temesse dizer a verdade, é o gênio maligno?; intertícios subjetivos de sentimentos trans-versais versejando teogonias de in-fin-itivos in-finitos de ventos uni-versais da verdade una-versa composta da poesia mística e mítica da etern-idade para além do bem e do mal, prelúdio edênico de silvestres veredas sibilando no espírito de verbos espirituais a vida do ser-de pureza.
Ex-tases con-tingenciais das idéias e pensamentos proseando abismos da alma sob a luz do fogo das paixões e delírios da verdade... Há um túmulo sem cruz, sem flores, porto sombrio,
rastro sobre o mar... Há uma porta aberta para a claridade e para a escuridão, e um aroma, que conheço, sobre leito abandonado, desolado.


E a floresta comia os crepúsculos pálidos!


Exultando salmos da liberdade luminada de ideais, sonhos e esperanças do vir-a-ser de horizontes sagrados, theos e nous do espírito vers-ificam sonéticas semiologias enveladas nos fios tênues e frágeis de metafísicas do além tempo sonorizado de silêncios ritmados e melodiados com as notas inter-ditas de metáforas sin-estésicas com as ilíadas oníricas da verdade da fé e do símbolo sagrado, Ascese das travessias do ser-tao de sublim-itudes ao tao-ser divino sin-cronizado com os verbos do sonho plen-ificar o espírito do ser.
Ainda quando peregrinava sozinho, perscrutando os olhares duvidosos, inquiridores, incompreensíveis, ininteligíveis, olhares de escárnio: "de que tinha fome a minha alma, nas ruas da noite e dos equívocos? E quando andava nos dormentes da linha de trem de ferro, equilibrava-me no trilho, a quem imaginava encontrar? Era um ser bisonho que desejava partir, desde que pudesse ver a luz do fogo? Era voar para dentro de mim, até que... Chegaria o instante da última viagem, sem volta, sem retorno. Cansaram-me as peregrinações.


E a floresta comia os crepúsculos pálidos!


Campo de centeio - ponteio cristalinas lágrimas, descendo a face límpida de quânticas emoções no instante-limite de utopias do além con-figurado de miríades de luz resplandecendo de in-finitos os verbos in-trans-itivos e sin-estésicos do perene, em cujos interstícios a poiética do Belo ritma nas asas do vento as metáforas de sonho que enuncia o uni-versal, que a-nuncia o eterno, re-fazendo o tempo, tempo de dialéctica do efêmero e com-pl-etudes do ser, tempo de diá-logo entre o abismo de vento e sibilos suaves e a gruta de estalactites de cuja extremidade jorra pingos dágua na lagoa dos cócitos in-auditos do silêncio e o som da solidão, tempo de lendas da hipocrisia e falsidade que denuncia o que é isto - a alma, segredos, mistérios da vida e da morte, tempo de místicas idéias da etern-idade seduzida pelos diamantes brilhantes que riscam a superfície do espelho do trans-cendente e abrem horizontes trans-lúcidos para o espírito diáfano de theos e nous do sublime, e na face mítica da plen-itude a imagem-pomba branca que esvoaça a sabedoria-verbo da felicidade, a alma sin-estésica do desejo e esperança do sonho-amar performa a dança do corpo de ex-tases do movimento e gestos da verdade, sarapalhando no uni-verso, à luz da poética lunar e estrelar, as cáritas catárticas dos volos da perfeição divina, das quimeras animáticas da verdade-amor, ritmos e melodias, acordes ressoam puros pelo longínquo além do ser-tempo, ser-vento, ser-silêncio, e na poesia do orvalho da madrugada a estesia das sublim-itudes da vida.


E a floresta comia os crepúsculos pálidos!


Campo de centeio - ponteio águas límpidas que regam sentimentos de palavras nas sendas dos sonhos, con-templo a fonte mística e mítica dos vernáculos eruditos e clássicos de onde jorram livres e espontâneos a pureza líquida dos sonhos linguísticos e semânticos do ser inspirado no verbo in-fin-itivo do eterno artificiando sonetos musicalizados da verdade, que, no insterstício recôndito das esperanças, sensibilizam os inter-ditos in-auditos do espírito a criarem o "nomenous" da uni-versal-idade, subjetivam os movimentos da memória, trans-literalizando o tempo em silêncio, o ser em solidão, a inscreverem no inexprimível da vida o evangelho con-tingente dos ex-tases que despertam e acordam o belo dos sentimentos de amor e entrega em consonância, sin-cronia, harmonia, sin-tonia com a beleza insconsciente do há-de ser das etern-itudes in-trans-itivas do uni-versal em cujas eidéticas abissais reside a linguagem con-tingencial das divin-idades das buscas e querências das paisagens do in-finito que são silvestres sendas para o absoluto.


E a floresta comia os crepúsculos pálidos!


Ponteio centeios... Centeios pónteio no limiar da memória que no "si-mesmo" de si traz a luz do ad-vir, e sonhoreio a colheita do ser-silêncio do Amar Verbo In-trans-itivo.


(**RIO DE JANEIRO**, 27 DE ABRIL DE 2017)


Nenhum comentário:

Postar um comentário