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sexta-feira, 21 de abril de 2017

#A ALMA FELIZ DE SI MESMA# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira: AFORISMO


Enquanto a Vida corre, abro, vagamente, sobre o Nada, sobre a Nonada, o meu olhar noctívago de insone.
O místico deseja a montanha verde, a floresta de flores silvestres, os rios de águas cristalinas, o eterno do amor, a carícia da face, abraçar singelamente uma pequena felicidade, beijar ternamente uma pequena alegria, acariciar carinhosamente um pequeno sonho, olhar de repipe humildemente para outra pequena felicidade, para outra pequena alegria, para outro pequeno sonho. O profundo silêncio deseja dos corpos a consumação do amor, a felicidade de tais corpos - corpos flexíveis e persuasivos, o bailarino cujo símbolo e expressão são a alma feliz de si mesma -
e tais almas denominam-se “virtude”, a despedida do último sol, a esperança da liberdade.
De si mesmo por onde andará o crente? O mundo se lhe mostra indiferente? Por onde o “si” do crente andará mesmo? Vive regendo estranhas contradanças no baile de corpos? Por si mesmo, onde andará o crente? O ritmo das ruas e avenidas
Convida-o a entrar no bulício quotidiano?


(**RIO DE JANEIRO**, 21 DE ABRIL DE 2015)🐛


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